Em julho de 2026, Seia recebe o ProfMat 2026 - XLI Encontro Nacional de Professores de Matemática (nos dias 13, 14 e 15) e o SIEM 2026 - XXXVI Seminário de Investigação em Educação Matemática (nos dias 15 e 16). Os encontros realizam-se na Escola Superior de Turismo e Hotelaria - IPG, na Casa Municipal da Cultura e no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).
Foi concedida dispensa especial de serviço nos dias 13, 14 e 15 de julho aos professores dos Grupos de Recrutamento 110, 230 e 500 para poderem participar no ProfMat 2026.

Nos traços firmes da Serra que sobe,
Onde o frio molda a alma e o chão,
Seia ergue-se serena, nobre,
Com cálculos feitos de coração.
A Matemática dança nas pedras,
Nos vales, nas curvas do rio,
Onde Bento Jesus Caraça lembra
Que saber é também desafio.
Nas somas do povo que resiste,
Na lógica dos dias de nevoeiro,
Há um teorema que persiste:
A beleza vive no verdadeiro.
É raiz quadrada da memória,
Potência de saber e tradição,
Entre o rigor da ciência e a história,
Há cultura em multiplicação.
Museus guardam o tempo e o pão,
Teatros e coros dão voz ao sentir,
E no silêncio gelado do inverno
O conhecimento volta a florir.
Seia é fórmula de bem receber,
É equação entre o dar e o saber,
É função que cresce com a partilha,
Na montanha, onde o saber brilha.
Assim vos dizemos, com alma e calor:
Sejam bem-vindos ao céu e ao sabor,
À terra onde a mente se eleva e revela,
Onde a Matemática encontra a sua Estrela.
Autores: Miguel Pereira Simões | Maria Pereira Simões | Afonso Lopes
A beleza paisagística, a riqueza da gastronomia e o vasto património cultural, material e imaterial fazem de Seia um local de visita em qualquer época do ano e o quadro ideal para a realização do ProfMat em 2026.
Visite Seia (https://visitseia.pt/)
Descubra a diversidade e riqueza deste território e os pontos de interesse no mapa turístico do concelho.
Chegada a Seia...
Parques de estacionamento:

A sugestão da Organização:
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Como chegar a Seia?
Os encontros de professores ProfMat e SIEM são organizados pela Associação de Professores de Matemática.
Em 2026, esta organização conta com a parceria da Câmara Municipal de Seia.
Para esta edição do ProfMat e do SIEM, a APM promoveu um concurso de cartazes no qual participaram dezenas de alunos da Escola Básica 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho, do Agrupamento de Escolas de Seia e da Escola Profissional da Serra da Estrela.
Cartaz Vencedor
Cartaz elaborado por:
Leonora Pereira
Cartaz premiado na Escola Básica 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho
Cartaz elaborado por:
Maria Inês Neves
Cartaz premiado no Agrupamento de Escolas de Seia
Cartaz elaborado por:
Leonora Pereira
Cartaz premiado na Escola Profissional da Serra da Estrela
Cartaz elaborado por:
Salvador Ye
Parabéns a todos os participantes!
O ProfMat, encontro nacional de professores de Matemática, é uma das principais iniciativas da Associação de Professores de Matemática. Desde 1985, professores de todos os níveis de ensino reúnem-se para apresentar, debater, analisar, refletir, partilhar e compartilhar ideias e experiências, questões e desafios. Este encontro anual é emblemático da APM, sendo um momento de participação, de união e de motivação para todos os seus sócios.
Alcino Simões
Alexandra Rodrigues
Alexandra Silva
Cristina Caridade
Cristina Sousa
Jaime Carvalho e Silva
Joaquim Pinto
José Alexandre Martins
José Manuel Matos
Manuel João Marques
Verónica Pereira
Verónica Pereira
José Alexandre Martins
Cristina Caridade
Cristina Sousa
Ilídia Coelho
Sandra Ferrão
Carla Ferrão
Leonor Nogueira
Alexandra Silva
Ana Rita Alves
Jorge Costa
Célia Cardoso
Ana Paula Nunes
José Miguel Salgado
Cecília Fonseca
Vanda Santos
O “41.º Encontro Nacional de Professores de Matemática — ProfMat 2026” é um curso de formação de 20 horas acreditado pelo CCPFC para os grupos 110, 230 e 500 (CCPFC/ACC-139994/26) na dimensão científica e pedagógica.
Após conclusão do encontro, onde cada formando terá de ser assíduo em, pelo menos, dois terços (13 horas) do número total de horas da formação (20 horas), cada formando deve:
1. Consultar as informações disponibilizadas pelo Centro de Formação APM no site do encontro e/ou via correio eletrónico, nomeadamente, informações sobre a avaliação dos formandos, procedimentos para a entrega do relatório de reflexão crítica individual, etc, que será disponibilizado depois de confirmada a assiduidade dos formandos.
2. Enviar, para o endereço de correio eletrónico do CFAPM, centroformacao@apm.pt, o relatório de reflexão crítica individual até dia 31/07/2026. O envio do relatório até à data indicada é da exclusiva responsabilidade do formando, não sendo aceites relatórios entregues depois de 31/07/2026.
3. Para a realização do relatório de reflexão crítica individual, cada formando tem de utilizar o documento modelo a enviar pelo Centro de Formação APM via e-mail e a disponibilizar também no site do encontro. O modelo de relatório só será enviado a quem cumprir os requisitos de assiduidade.
4. Preencher, até ao dia 31/07/2026 o questionário de avaliação da ação através do link a enviar por e-mail a todos os formandos e a disponibilizar no site do encontro.
Contactar o CFAPM (centroformacao@apm.pt) para qualquer questão relacionada com o processo de acreditação.
A avaliação é individual e traduz-se numa classificação final quantitativa, na escala de 1 a 10, expressa através do referencial de menções qualitativas previsto no n.º 2 do artigo 46.º do ECD aprovado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de acordo com as seguintes ponderações:
Assiduidade – 40%;
Relatório de reflexão crítica individual – 60%.
A assiduidade é comprovada através da assinatura de folha de registo de presença. Os formandos que não participem em pelo menos dois terços (13 horas) do número total de horas de formação (20 horas) não poderão obter aprovação.
A assinatura das folhas de registo de presença, é da responsabilidade de cada formando.
O relatório de reflexão crítica individual incidirá sobre a globalidade da temática do encontro, numa perspetiva global, integradora e sistemática, sendo liminarmente excluídos trabalhos que não respeitem esta condição ou não se enquadrem nas regras definidas:
“Este trabalho individual deve contemplar uma reflexão sobre as temáticas abordadas ao longo do Encontro e que constituíram o seu percurso formativo, realçando o contributo deste percurso para a sua prática letiva e desenvolvimento profissional”
A avaliação do relatório de reflexão crítica individual será realizada de acordo com um conjunto de descritores que serão enviados posteriormente via e-mail a cada formando.
Nota: Os relatórios de reflexão são um elemento de avaliação individual e original. Caso se detete que o relatório foi realizado com Inteligência Artificial, este será anulado, não sendo permitido ao formando o envio de nova versão.
O relatório terá de ser redigido em documento digital (sugerimos o envio do trabalho em formato pdf) e gravado com o seguinte nome: (Nome_do_docente_grupo disciplinar)_ProfMat2026.
Requisitos de formatação:
A avaliação final terá uma menção qualitativa (Insuficiente, Regular, Bom, Muito Bom e Excelente) e o valor final da classificação quantitativa, numa escala de 1 a 10. A acreditação da formação depende da obtenção da classificação mínima de cinco valores, na escala de 1 a 10.
Para os formandos que cumpram todas as formalidades da formação acreditada, frequentem, pelo menos, dois terços do número total de horas do curso de formação e sejam aprovados, será emitido um Certificado de Formação.
Os certificados referentes à formação serão enviados, via e-mail, pelo Centro de Formação para cada um dos formandos aprovados a partir de outubro de 2026.
Os certificados de participação no encontro, são da responsabilidade da Comissão Organizadora.
Os participantes no ProfMat podem submeter propostas de comunicações e sessões práticas.
As propostas devem seguir as indicações dos respetivos modelos e serem enviadas até 15 de maio, através dos formulários abaixo.
A notificação acerca da aceitação da proposta será enviada após 15 de maio.
As comunicações para os simpósios são propostas e dinamizadas por participantes no encontro, fundamentalmente sobre temas e abordagens de ensino e materiais didáticos. Cada comunicação tem a duração de 15 minutos e está integrada num simpósio de comunicações, reservando-se, no final do respetivo simpósio, 15 minutos para discussão coletiva.
Modelo para submissão de Comunicação
| Submissão de Comunicação |
As sessões práticas são propostas e dinamizadas por participantes no encontro, fundamentalmente sobre temas e abordagens de ensino e materiais didáticos. Cada sessão prática tem a duração de 120 minutos.
Modelo para submissão de Sessão Prática
| Submissão de Sessão Prática |
Se vai apresentar alguma comunicação ou sessão prática e pretende utilizar um modelo comum, próprio deste ProfMat, descarregue-o aqui:
O ProfMat 2026 decorre em Seia, mais especificamente nos seguintes locais:
Mapa:
Avenida Luís Vaz de Camões 484, 6270-484 Seia
Tlf: 238 310 293
Email: cm-seia@cm-seia.pt
URL: Visitar site
Mapa:
Praceta os Doze de Inglaterra 11, Seia
Tlf: 238 320 300
Email: cise@cise.pt
URL: Visitar site
Mapa:
Rua Dr. José António Fernandes Camelo, Seia
Tlf: 238 320 800
Email: geral.esth@ipg.pt
URL: Visitar site
Mapa:
Rua de Santana, Quinta Fonte do Marrão, Seia 6270-501 Portugal
Tlf: 238 310 760
URL: Visitar site
A refeição começa com um buffet de entradas tradicionais, onde cada prato é uma imersão nas raízes da cozinha portuguesa. Depois, à mesa, chegam dois pratos principais: um de carne e outro de peixe, sempre com sabores profundamente ligados ao território. Nas sobremesas, regressamos ao buffet, onde doces e queijos disputam o protagonismo final.

PREÇOS:
Adulto: 37,50 euros (com bebidas incluídas)
Criança até 12 anos: 13,50 euros
Na segunda-feira 13, poderá almoçar no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE)
A inscrição neste almoço e a respetiva escolha do prato (peixe, carne ou vegetariano) realiza-se através do formulário de inscrição no ProfMat 2026.
Este almoço tem um custo de 12,50 euros, pago no ato de inscrição.
Na terça-feira 14 e na quarta-feira 15 (e ainda na quinta-feira 16, para os participantes no SIEM) terá a possibilidade de almoçar no refeitório da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH).
A inscrição num almoço e a respetiva escolha do prato (peixe, carne ou vegetariano) realiza-se através do formulário de inscrição no ProfMat 2026.
Cada almoço tem um custo de 8,50 euros, pago no ato de inscrição.
Em Seia, bem como nas proximidades, encontram-se muitas opções de alojamento. A comissão organizadora do ProfMat 2026 estabeleceu protocolos com alguns estabelecimentos.
Os interessados devem contactar os alojamentos seguintes, por telefone ou por email, e indicar que são participantes no ProfMat 2026.
Localização: Av. Primeiro de Maio 16, 6270-479 Seia
Telefone: 238 310 100
Email: camelo@eurosol.pt
Website: Visitar site
Código promoção no website: PROFMAT26
Nota: As reservas também podem ser efetuadas por telefone e devem mencionar que são participantes no ProfMat.
Localização: Av. Dr. Afonso Costa, 6270-481 Seia
Telefone: 967 628 776
Email: geral@lobosvillage.com
Website: Visitar site
Nota: As reservas devem ser efetuadas por telefone ou email e mencionar que são participantes no ProfMat.
Localização: Rua Eira do Costa, 10, Lapa dos Dinheiros, 6270-651 Seia
Telefone: 934 560 401
Email: booking@casasdalapa.pt
Website: Visitar site
Código de promoção (30%): PROFMAT2026
Nota: As reservas também podem ser efetuadas por telefone e devem mencionar que são participantes no ProfMat.
Localização: Estrada Seia - S. Romão, Av. dos Bombeiros Voluntários, Lugar do Crestelo, 6270-425 Seia
Telefone: 238 320 050 | 968 578 921
Email: quintadocrestelo@quintadocrestelo.pt
Website: Visitar site
Nota: As reservas devem ser efetuadas por telefone ou email e mencionar que são participantes no ProfMat.
Localização: Seia
Telefone: 967 741 492
Localização: Arrifana
Telefone: 967 741 492
Seia
Telefone: 967 086 553
Paços da Serra
Telefone: 238 494 528
Vila Verde
Telefone: 917 883 259
Seia
Telefone: 965 471 055
Vila Verde
Telefone: 966 880 029
Santa Comba - Seia
Telefone: 915 069 220
Seia
Telefone: 968 219 800
Seia
Telefone: 910 446 860
Seia
Telefone: 969 027 538 | 965 435 804
Seia
Telefone: 967 017 932 | 965 779 499
Lagarinhos
Telefone: 969 268 581
Aldeias
Telefone: 969 268 581
Seia
Telefone: 969 268 581
Seia
Telefone: 969 268 581
Sandomil
Telefone: 967 752 630 | 919 924 157
Email: geral@villaalzira.com
Melo, Gouveia
Telefone: 964 096 286
Melo, Gouveia
Telefone: 238 745 886 | 964 887 625
Vinhó
Telefone: 915 069 220
Email: alexandra.santos@est.com.pt | geral@casadamela.pt
Website: Visitar site
Figueiredo
Telefone: 967 607 973
Torroselo
Telefone: 962 895 050
Sugerem-se alguns restaurantes onde poderá almoçar ou jantar durante o ProfMat 2026.
profmat2026@apm.pt
ProfMat 2026 - Associação de Professores de Matemática
Rua Dr. João Couto, n.º 27-A
1500-236 Lisboa
Tel.: +351 21 716 36 90 / 21 711 03 77
As conferências plenárias são realizadas por pessoas convidadas pela organização e com reconhecida experiência na área em que vão intervir. Incidem sobre temas de interesse geral e realizam-se em espaços do programa de forma a que todos os participantes tenham possibilidades de assistir.
A constante evolução da nossa sociedade coloca-nos um desafio incontornável: como nos mantermos atualizados e eficazes nas nossas salas de aula?
A resposta reside na formação contínua, um pilar fundamental da nossa profissão. Nem todas as mudanças são igualmente benéficas, sendo essencial cultivar um espírito crítico.
Nesta conferência exploram-se modelos de formação e partilham-se experiências com impacto positivo no ensino da matemática.
Daniel Ruiz-Aguilera é professor catedrático do Departamento de Ciências Matemáticas e Informática da Universidade das Ilhas Baleares.
Leciona em cursos de Educação Primária, Matemática e formação de professores, tendo experiência no ensino secundário entre 2002 e 2011.
Participou na criação do Centro de Aprendizagem Científico-Matemática CentMat e desempenhou funções de gestão académica como vice-reitor da Faculdade de Educação.
Desenvolve formação em didática da matemática e diversos projetos de melhoria da competência matemática no sistema educativo espanhol.
Nesta sessão apresenta-se o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e o seu papel na reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e no desenvolvimento das políticas educativas em Portugal.
Tendo em conta que o EduQA intervém no currículo e na avaliação das aprendizagens, destaca-se a oportunidade de trabalhar de forma integrada todos os percursos da educação não superior.
Salienta-se também a importância de alinhar a avaliação com o desenvolvimento curricular, permitindo monitorizar a qualidade das aprendizagens dos alunos.
Luís Pereira dos Santos é licenciado em Ensino da Física e mestre em Didática das Ciências pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Foi professor de Física e Química e exerceu funções como Vice-Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária da Cidade Universitária.
Foi também Chefe de Divisão de Formação de Professores e Diretor de Serviços de Recursos Multimédia na DGIDC, além de Presidente do Júri Nacional de Exames (2011–2019).
Atualmente, representa Portugal no PISA Governing Board (OCDE) e integra a Assembleia Geral da IEA, sendo Presidente do Conselho Diretivo do EduQA.
Enquanto conceito definido por oposição à experiência real, o infinito tem sido objeto de diversas representações ao longo da história.
A sua importância no pensamento matemático acompanha o fascínio que exerce no domínio artístico, sendo esse diálogo explorado nesta conferência através de exemplos e reflexões.
José Maria Gomes é professor auxiliar no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa. Doutorou-se em Matemática (Análise Matemática) pela Universidade de Lisboa em 2005, com investigação na área das equações diferenciais.
A sua investigação centra-se em equações com derivadas parciais e equações elípticas.
Destaca-se também pela excelência pedagógica, tendo sido distinguido como “Professor do Ano” por diversas vezes.
Esta palestra aborda o papel da Inteligência Artificial Generativa no ensino da Matemática, destacando oportunidades, limites e práticas responsáveis, especialmente no ensino básico e secundário.
Serão discutidas aplicações no apoio à preparação de aulas, criação de materiais, explicações alternativas e desenvolvimento de recursos educativos interativos.
Abordam-se também limitações atuais, como erros matemáticos, respostas aparentemente plausíveis mas incorretas, questões de autoria, plágio e dependência excessiva.
A partir de exemplos práticos, propõe-se uma reflexão sobre formas responsáveis de integrar a IA no trabalho docente.
Paulo Carrasco é Professor Coordenador na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve e investigador no CiTUR.
Doutorado e mestre em Matemática Aplicada à Economia e Gestão, desenvolve atividade docente desde 1992 em áreas como métodos quantitativos, otimização e sistemas de apoio à decisão.
Os seus interesses atuais incluem a aplicação da inteligência artificial à educação, gestão e produtividade académica.
Esperança: espera, confiança, desejo, expetativa, suposição, probabilidade.
A palavra “Esperança” tem vários sentidos e um deles é mesmo um termo científico. É a Esperança Matemática ou Valor Médio de uma distribuição de probabilidade.
Neste mundo conturbado, em que “a regra é o estado de exceção em que vivemos”(1), a Matemática tem tido utilizações antagónicas. Se às vezes é usada para nos controlar, por outro lado pode diminuir a incerteza dos acontecimentos futuros, mostrar-nos que opções tomar e que caminhos escolher e, sobretudo, ajudar-nos a manter a esperança.
Iremos então ver algumas situações de Esperança, nos seus vários sentidos, e como elas se entrelaçam com a Matemática.
(1) Teses sobre a Filosofia da História, Walter Benjamin (1892-1940)
Nota biográfica
José Paulo Viana é professor de Matemática do ensino secundário (aposentado) e divulgador ativo da Matemática.
Destaca-se na área das matemáticas recreativas e da magia matemática, tendo sido autor durante mais de 28 anos da secção semanal “Desafios” no jornal Público.
Em 2014 recebeu o Prémio Ciência Viva nos Media e é autor de vários livros de divulgação matemática.
Promove conferências e atividades em escolas e espaços públicos, incentivando o gosto pela Matemática.
Esta conferência revisita as ideias centrais dos primeiros ProfMat (1985 e 1986) e analisa como estas influenciaram a evolução da educação matemática em Portugal.
São retomados conceitos como resolução de problemas, uso de computadores e materiais manipuláveis, mostrando a sua evolução para abordagens atuais como tecnologias digitais, tarefas exploratórias e discussões coletivas.
Aborda-se também o impacto destas ideias na definição dos programas de Matemática ao longo das últimas décadas.
João Pedro da Ponte é doutorado em Educação pela Universidade da Geórgia (EUA) e foi o primeiro Diretor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
É atualmente professor emérito deste Instituto e foi professor visitante em universidades do Brasil, Espanha e Estados Unidos.
A sua investigação centra-se na prática profissional, no conhecimento e no desenvolvimento dos professores, com destaque para os estudos de aula e o ensino e aprendizagem da Matemática.
Sessão especialmente organizada para promover uma discussão sobre um tema de atualidade, com vários intervenientes convidados para o efeito. É preparada e conduzida por um moderador convidado pela organização que solicita intervenções dos vários participantes do painel sobre o tema em discussão e em resposta a questões da assistência que em momento próprio é convidada a intervir.
Mais do que uma coletânea de desafios matemáticos, este ebook é um tributo vivo à identidade de um território e à paixão de uma comunidade educativa. Em comemoração das quatro décadas da Associação de Professores de Matemática (APM), a organização do ProfMat de Seia reuniu um trabalho coletivo único que cruza de forma inovadora o rigor da ciência com as paisagens, a cultura e a alma da Serra da Estrela.
Ao longo destas páginas, a Matemática ganha cor, forma e movimento através de 40 problemas construídos com a dedicação e criatividade de dezenas de professores, educadores e com a participação ativa dos próprios alunos da região. Dos trilhos sensoriais do Pré-Escolar no Jardim da Casa das Obras, às investigações geométricas sobre as tradições locais no Ensino Superior, cada desafio é um convite para explorar a realidade com curiosidade e espírito crítico.
Este livro demonstra o verdadeiro potencial de uma educação conectada com o meio local, onde o Queijo da Serra, os monumentos manuelinos, a fauna serrana e os mistérios das lagoas glaciárias se transformam em oportunidades de aprendizagem significativas. É uma celebração do passado, um reflexo do empenho do presente e, acima de tudo, uma inspiração para o futuro das práticas pedagógicas em Portugal.
Convidamo-lo, por isso, a abrir e a folhear esta obra dinâmica. Deixe-se desafiar por cada página, viaje pela riqueza de Seia e descubra como a Matemática se esconde, e se revela, nos detalhes mais simples e belos do nosso património. Venha conhecer e partilhar esta celebração connosco!

Verónica Pereira é Licenciada e mestre em Ensino da Matemática pela Universidade de Coimbra e é doutorada em Didática da Matemática pela Universidade da Beira Interior, com foco na aplicação da Taxonomia SOLO na avaliação da qualidade dos exames nacionais de Matemática. A sua investigação centra-se na avaliação das aprendizagens, desenvolvimento profissional de professores, Lesson Study, formação inicial e contínua de docentes, ensino e aprendizagem da Matemática e da Estatística. Tem participado em projetos de investigação, publicado em revistas científicas nacionais e internacionais e apresentado trabalhos em conferências da especialidade. Membro do inED – Centro de Investigação e Inovação em Educação do Instituto Politécnico de Coimbra e Suscita do IPC. Paralelamente, exerce funções como professora adjunta no ensino superior, tendo lecionado em diversas instituições, unidades curriculares nas áreas da Didática da Matemática, Matemática e da Estatística.
Ana Rita Alves é licenciada em Matemática pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (1997) e Mestre em Ensino da Matemática desde 2001. Integrou o Núcleo da Associação de Professores de Matemática (APM) Almada-Seixal, onde coorganizou diversos encontros dirigidos a professores da área. Atualmente leciona no Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho, onde já exerceu funções como adjunta do Diretor. Desempenha presentemente os cargos de Coordenadora de Desenvolvimento de Projetos de Autonomia, Coordenadora TEIP4 e responsável pelo Observatório da Qualidade.
Carla Ferrão é licenciada em Matemáticas Aplicadas, com especialidade em Séries Cronológicas, e mestre em Gestão, ramo de Estatística Financeira. Encontra-se atualmente a concluir o Mestrado em Ensino da Matemática do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário. Exerce funções docentes na área da Matemática na Escola Profissional da Serra da Estrela, instituição à qual se encontra ligada desde 2006, tendo retomado a atividade em 2022 após um período de interrupção. Ao longo do seu percurso profissional tem desenvolvido a sua atividade em contextos de ensino profissional e de educação e formação de adultos, conciliando a prática pedagógica com o desenvolvimento de projetos de internacionalização educativa, nomeadamente no âmbito do programa Erasmus+.
Cristina Caridade é Professora Coordenadora no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) do Instituto Politécnico de Coimbra, onde desempenha atualmente as funções de Presidente do Departamento de Física e Matemática. É Licenciada em Matemática pela Universidade de Coimbra e mestre e doutora em Matemática Aplicada pela Universidade de Porto. Como investigadora, o seu trabalho científico divide-se em duas grandes vertentes. Por um lado, dedica-se ao processamento digital de imagem, com foco no desenvolvimento de aplicações automáticas para a segmentação, análise e classificação de regiões de interesse em imagens digitais. Por outro lado, no âmbito do inED – Centro de Investigação e Inovação em Educação, centra a sua atividade no desenvolvimento e implementação de ferramentas e estratégias pedagógicas inovadoras. Ao longo dos últimos anos, tem trabalhado na integração de abordagens STEAM, gamificação, jogos educativos e outras metodologias ativas para o ensino da Matemática no Ensino Superior, tendo também alargado recentemente a sua colaboração à aprendizagem da matemática nos contextos do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Autora de diversas publicações científicas em revistas e atas de conferências nacionais e internacionais, conta no seu percurso com a participação em nove projetos de investigação, encontrando-se atualmente envolvida em dois projetos dedicados à educação matemática.
Ilídia Coelho é Licenciada em Matemática – Ramo Educacional, pela Universidade de Coimbra, e Mestre pela Universidade de Aveiro, com a dissertação Emparelhamentos em Grafos e Aplicações. Iniciou a sua atividade docente no ensino público em 1991. Entre 1996 e 2006, foi docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda. Desde 2006 exerce funções no ensino básico e secundário, sendo docente do quadro do Agrupamento de Escolas de Seia desde 2009, onde desenvolve a sua atividade na Escola Secundária de Seia. Ao longo de mais de três décadas de atividade profissional, tem pautado o seu percurso pelo rigor, dedicação ao ensino da Matemática e compromisso com a educação.
Jorge Fernandes Costa é licenciado em Ensino Básico dos 1.º e 2.º Ciclos, na variante de Educação Visual e Tecnológica. Exerce funções docentes desde 2003, possuindo uma vasta experiência no 1.º Ciclo do Ensino Básico e na disciplina de Educação Visual e Tecnológica, com particular interesse pelo desenvolvimento do pensamento espacial, do raciocínio geométrico e da resolução de problemas. Ao longo da sua carreira, desempenhou funções de coordenação pedagógica e participou em diversas equipas e projetos educativos, contribuindo para a inovação e melhoria das práticas de ensino. Atualmente, é docente de Português Língua Não Materna (PLNM) no Agrupamento de Escolas de Seia e frequenta o Mestrado em Português Língua Não Materna e Português Língua Estrangeira na Universidade do Minho, onde desenvolve investigação na área do ensino do português a alunos falantes de outras línguas.
José Alexandre Martins é licenciado em Matemática – Especialização em Matemática Aplicada às Ciências da Engenharia, e Mestre em Matemática – Especialização em Física Matemática, pela Universidade de Coimbra, e Doutorado em Educação Científica e Tecnológica – Especialização em Educação em Ciências Matemáticas, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. É docente no Departamento de Ciências Exatas e Experimentais do Instituto Politécnico da Guarda, desde 1993, lecionando em áreas como Análise Numérica, Cálculo, Álgebra Linear e Estatística e Probabilidade. Tem como áreas de interesse em investigação: Matemática/Estatística; Ensino da Matemática/Estatística e Tecnologias Aplicadas ao Ensino da Matemática/Estatística. Publicou em livros e revistas científicas e participou em diversas conferências nacionais e internacionais.
Maria Leonor Nogueira é licenciada em Matemática (Ramo Educacional) pela Universidade de Coimbra. É docente do quadro do Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho, em Seia, onde tem desenvolvido a sua atividade profissional no ensino da Matemática, sendo delegada do grupo disciplinar. Ao longo da sua carreira, tem contribuído para a formação de várias gerações de alunos, promovendo o desenvolvimento do raciocínio lógico, do pensamento crítico e da literacia matemática. A sua experiência docente tem sido marcada pelo compromisso com a qualidade do ensino, pela participação em atividades pedagógicas e pelo envolvimento na vida escolar, colaborando em projetos e iniciativas que visam a melhoria das aprendizagens e o sucesso educativo.
Este painel é dedicado à interdisciplinaridade entre a Matemática e duas áreas bastante distintas: as Artes Visuais e as Ciências Naturais. A abordagem ao tema partirá de dois projetos que se desenvolveram de forma independente, mas com vários pontos de contacto.
O projeto IMAVIS procura, entre outros objetivos, produzir conhecimento sobre as aprendizagens curriculares desenvolvidas por alunos de 1.º e 2.º ciclos a partir da realização de atividades de conceção interdisciplinar entre as Artes Visuais e a Matemática, bem como promover o conhecimento dos professores necessário à realização destas atividades. Associado a estas duas dimensões está o design das tarefas que favorecem a qualidade das aprendizagens e o nível de integração das duas áreas.
O projeto InterMatCN teve como objetivo compreender as dinâmicas de implementação, por futuros professores, de atividades interdisciplinares no 2º ciclo, em Matemática e Ciências Naturais, no contexto de Estudos de Aula. As atividades foram implementadas no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, tendo sido planificadas, de forma colaborativa, nas sessões do Estudo de Aula, com a participação de estagiárias, supervisores e professoras cooperantes. O design das tarefas e a gestão curricular constituíram desafios para a integração das duas áreas disciplinares.
Neste painel serão apresentadas algumas tarefas e o racional da sua conceção, relatos sobre a sua implementação em aula, produções de alunos, resultados da investigação e questões para o futuro.
Lina Brunheira é Licenciada em Ensino da Matemática e Mestre em Didática da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Doutorada em Educação-Didática da Matemática pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. É coautora das Aprendizagens Essenciais de Matemática para o Ensino Básico e integrou o grupo de trabalho que acompanhou as turmas que anteciparam a operacionalização do programa e concebeu o programa de formação contínua. Atualmente é professora adjunta na Escola Superior de Educação de Lisboa onde se dedica à formação inicial de educadores e professores de 1.º e 2.º CEB. Desde 2024 que coordena o Projeto IMAVIS – Interdisciplinaridade entre a Matemática e as Artes Visuais.

Helena Gil Guerreiro é Doutorada em Educação, na área de especialidade de Didática da Matemática pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, mestre na área de especialidade da Didática da Matemática, e licenciada em Ensino Básico, variante Matemática/Ciências da Natureza pela Escola Superior de Educação de Lisboa. É professora no 1.º Ciclo no Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire e professora adjunta convidada na ESELx. Tem integrado vários projetos no âmbito da formação contínua de professores, nomeadamente o grupo de Trabalho do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática que acompanhou as turmas que anteciparam a operacionalização das Aprendizagens Essenciais. Atualmente, integra o projeto IMAVIS, da ESELx, dedicado à interligação entre Matemática e Artes Visuais.

Joana Conceição é Licenciada em Ensino Básico-1.º Ciclo pela Escola Superior de Educação de Santarém e Mestre em Educação Matemática no Pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, pela Escola Superior de Educação de Lisboa. Em 2022, doutorou-se em Didática da Matemática, pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Para além do trabalho no ensino básico, dedica-se à formação contínua de professores e mantém-se ligada à investigação, integrando, atualmente, o projeto IMAVIS em desenvolvimento na ESELx, dedicado à interligação entre Matemática e Artes Visuais.

Margarida Rodrigues é Doutorada em Educação, na especialidade de Didática da Matemática, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Professora Coordenadora da Escola Superior de Educação de Lisboa onde tem desenvolvido trabalho de investigação e formação nas áreas da formação de professores, currículo e didática da matemática, tanto na formação contínua como na formação inicial. Participa e participou em projetos de investigação financiados e é autora de diversas publicações científicas.

Renata Carvalho é Licenciada em Ensino na variante de Matemática e Ciências da Natureza pela ESE de Portalegre. Possui Mestrado e Doutoramento em Educação na área de Didática da Matemática pela Faculdade de Ciências e Instituto de Educação da ULisboa, respetivamente e concluiu em 2024 uma Pós-Graduação em Educação Digital pela ESE de Lisboa. Tem colaborado na formação inicial e contínua de professores e em projetos nacionais e internacionais no âmbito da Educação Matemática. É diretora do Centro de formação APM.

Bianor Valente é Licenciada em Ensino das Ciências da Natureza (Biologia e Geologia), mestre em Biologia Molecular e doutorada em Educação, na especialidade de Didática das Ciências, pela Universidade de Lisboa. É professora adjunta na Escola Superior de Educação de Lisboa, onde tem desenvolvido trabalho de investigação e formação nas áreas da formação de professores, currículo e didática das ciências. Participa em projetos nacionais e internacionais e é autora de diversas publicações científicas.
As conferências com discussão são intervenções realizadas por pessoas convidadas pela organização para intervir em áreas ou temas considerados de interesse para os participantes. Incidem sobre assuntos diversificados e são seguidas de um espaço de discussão com os presentes, com um moderador convidado para o efeito.
Nesta conferência será proposta uma reflexão sobre a nossa posição no Universo, explorando escalas, estruturas e fenómenos que desafiam a intuição humana.
Serão apresentados conceitos fundamentais da astronomia moderna, articulados com o pensamento matemático e evidenciando o papel da matemática na compreensão do cosmos.
A sessão propõe ampliar a perceção de espaço e tempo, promovendo uma leitura crítica e pedagógica do Universo.
Serão ainda exploradas aplicações destes conceitos em contexto educativo, com foco na motivação dos alunos e no desenvolvimento do pensamento científico.
Federico Neiman é licenciado em Astronomia e educador científico com mais de 20 anos de experiência internacional.
Especializa-se na criação de experiências educativas que integram astronomia, matemática e tecnologias emergentes.
É diretor do Observatório Astronómico de Travancinha, onde desenvolve projetos de educação, ciência e astroturismo.
O BUG – Laboratório de Inovação Tecnológica de Seia é uma infraestrutura criada pelo Município de Seia para promover o contacto com tecnologias emergentes como IoT, eletrónica, programação e robótica.
Com forte adesão, sobretudo dos jovens, expandiu-se para novas áreas, incluindo impressão 3D, corte a laser e atividades STEAM.
Tem estabelecido parcerias com escolas e promovido workshops, formação e iniciativas de inovação tecnológica.
Mário Azevedo Silva é engenheiro mecânico e docente na Escola Profissional da Serra da Estrela.
Coordena o laboratório BUG, desenvolvendo projetos de tecnologia educativa e inovação STEAM.
A relação entre música e matemática constitui uma tradição intelectual que atravessa mais de dois milênios. Esta apresentação propõe um percurso que integra história, física, estética e percepção para mostrar como padrões, proporções e comportamentos vibratórios estruturam aquilo que reconhecemos como música. Examina-se como diferentes épocas entenderam a organização do som, desde concepções que vinculavam música e ordem cósmica até formas modernas de estruturar alturas e ritmos por regras formais.
Ao longo do percurso, evidencia-se que ideias matemáticas — sejam geométricas, numéricas ou rítmicas — não se impõem como abstrações externas, mas ajudam a tornar audíveis regularidades que moldam nossa experiência musical. Uma visão acessível sobre como música e matemática se iluminam mutuamente, tanto na prática quanto na compreensão do som.
Por fim, a apresentação também aborda como essas relações continuam a influenciar a criação musical contemporânea, seja por meio de algoritmos de composição, síntese digital ou análise computacional do som. Discute-se ainda o papel da percepção humana na interpretação desses padrões, revelando que a interação entre estrutura matemática e sensibilidade auditiva é fundamental para a construção de significado na música.
A relação entre música e matemática constitui uma tradição intelectual que atravessa mais de dois milênios.
Esta conferência propõe um percurso que integra história, física, estética e percepção para mostrar como padrões, proporções e comportamentos vibratórios estruturam aquilo que reconhecemos como música. Examina-se como diferentes épocas entenderam a organização do som, desde concepções que vinculavam música e ordem cósmica até formas modernas de estruturar alturas e ritmos por regras formais.
Ao longo do percurso, evidencia-se que ideias matemáticas — sejam geométricas, numéricas ou rítmicas — não se impõem como abstrações externas, mas ajudam a tornar audíveis regularidades que moldam nossa experiência musical. Uma visão acessível sobre como música e matemática se iluminam mutuamente, tanto na prática quanto na compreensão do som.
Túlio Augusto - é compositor, professor e poeta. Graduou-se em Composição e Regência pela Universidade Federal da Bahia (Brasil) e concluiu mestrado em Composição Musical e em Ensino de Música pela Universidade de Aveiro (Portugal), onde atualmente desenvolve seu doutoramento em Composição Musical. A sua produção artística e acadêmica concentra-se em investigações de cunho filosófico, com ênfase nas relações entre a música de tradição popular e a contemporaneidade. Seus interesses também abrangem poesia — especialmente nas formas do cordel e do haicai —, além de práticas ligadas ao jazz e à improvisação. Desenvolve projetos interdisciplinares que articulam criação musical, reflexão teórica e o uso de tecnologias, buscando expandir os limites entre linguagens artísticas e contextos culturais.
A gestão diária da Diabetes Mellitus Tipo 1 exige que as crianças e as suas famílias tomem, diariamente, dezenas de decisões terapêuticas com base em números em constante mudança. Durante décadas, este peso cognitivo e emocional recaiu inteiramente sobre as pessoas.
Esta comunicação tem como objetivo demonstrar como a matemática moderna assumiu esta tarefa através dos Sistemas Integrados de Administração de Insulina, vulgarmente conhecidos como bombas de insulina, ilustrando como os conceitos abstratos se materializam em tecnologia de suporte vital.
A apresentação focará o princípio de funcionamento destas bombas inteligentes. O verdadeiro cérebro destes equipamentos não é o hardware, mas sim os algoritmos matemáticos que fazem a ponte entre o sensor de glicose e a bomba de insulina. Em vez de equações complexas, explorarei o conceito de antecipação: como o sistema analisa tendências e calcula a velocidade de alteração da glicose para ajustar a quantidade de insulina administrada de forma automática e proativa.
Veremos como os algoritmos atuais aprendem com os padrões diários do doente, adaptando-se para garantir que os valores de glicose se mantêm num intervalo seguro, prevenindo complicações graves a curto e longo prazo.
O grande objetivo desta sessão é mostrar como a matemática está, literalmente, no bolso e ligada ao corpo de milhares de doentes. Os conceitos de funções, gráficos, tendências e probabilidades, ensinados diariamente nas salas de aula, são a ferramenta principal que devolve a liberdade, a segurança e noites de sono tranquilas a inúmeras famílias. A matemática está , de facto, em todo o lado!
Joana Campos – Licenciada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, 1999. Assistente Hospitalar Graduada de Pediatria desde 2018, no Serviço de Pediatria da ULSViseuDãoLafões. Coordenadora da Consulta de Pediatria Diabetes da ULSVDL de 2009 a 2025 e responsável pelo Centro de Tratamento da DGS para tratamento com Sistemas de Infusão Subcutânea Contínua de Insulina desde 2014 a 2025. Membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia e Diabetologia Pediátrica (SPEDP) nos triénios 2015-2017 e 2024-2026. Membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) no atual triénio 2026-2028. Curso de Formação Profissional de Especialização Avançada em Gestão e Liderança de Centros de Responsabilidade Integrados (CRI) com a duração de 150:00 horas
A integração da tecnologia é indispensável nas aulas de Matemática A, pelas possibilidades que oferece de experimentação, visualização, representação, simulação e interatividade. Assim, o recurso à folha de cálculo, a ambientes de geometria dinâmica (AGD), ambientes de programação (Python) e outros aplicativos, explorados em computadores, telemóveis ou calculadoras gráficas, deve ser feito de forma sistemática.
Para isso, a abordagem exploratória de ideias e conceitos matemáticos apresenta-se como determinante, o que pressupõe levar o aluno a participar ativamente num processo de construção e aprofundamento, motivado por questões desafiadoras e problemas que valorizem a comunicação matemática e promovam a autonomia dos alunos.
Assim, as tarefas devem ser interessantes e desafiantes, diversificadas e ajustadas aos objetivos de aprendizagem, envolvendo matemática relevante, recorrendo a tecnologia e criando oportunidades para aplicar e ampliar os conhecimentos dos alunos.
Gostaríamos que esta conferência suscitasse a partilha de práticas, reflexões e questões entre todos os presentes sobre esta problemática.
João Almiro – Licenciado em Matemática – Ramo Educacional e Mestre em Educação – Didática da Matemática. Professor na Escola Secundária de Tondela, envolvido em programas de formação com o Ministério da Educação e APM. Participou na elaboração de recomendações e Aprendizagens Essenciais de Matemática.
Paulo Correia – Licenciado em Ensino de Matemática pela Universidade de Évora. Professor na Escola Secundária de Alcácer do Sal e formador. Participou na elaboração das Aprendizagens Essenciais. Mantém a página: https://mat.absolutamente.net/
As Escolas de Referência para o ensino bilingue (EREB), assim designadas desde a publicação do Dec. Lei 54/2018, asseguram condições físicas e recursos humanos especializados para o ensino de alunos surdos, tais como a presença de docentes de Educação Especial especializados em surdez, terapeutas da fala, professores de língua gestual e intérpretes de Língua Gestual.
Todavia, sabemos que o processo de aprendizagem é mais profícuo se houver uma relação direta entre estudante e professor, permitindo uma melhor compreensão mútua, também a um nível cultural. Assim, além da presença do intérprete em sala de aula, fundamental para o acesso ao currículo, é igualmente fulcral que o docente saiba como chegar ao aluno, conhecendo as suas mais-valias e ritmos.
Esta abordagem vai ao encontro do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). Nesta comunicação pretendemos explorar conceitos-chave da Língua Gestual Portuguesa e apresentar estratégias pedagógicas visuais adequadas ao ensino da matemática a estudantes surdos.
Isabel Sofia Calvário Correia – Professora Coordenadora na Escola Superior de Educação de Coimbra e investigadora integrada do InEd – Centro de Investigação e Inovação em Educação. Doutora em Literatura e Culturas Ibéricas, realizou pós-doutoramento em Linguística da Língua Gestual Portuguesa e é coordenadora do Mestrado em Ensino de Língua Gestual. Autora de livros, capítulos e artigos científicos na área do ensino e da linguística da Língua Gestual Portuguesa.
A conferência tem como objetivo destacar a importância da preservação e uso de documentos reunidos por professores de matemática ao longo da sua vida profissional, tendo como referência o trabalho desenvolvido no CEMAT – Centro de Documentação da Memória Científica e Pedagógica do Ensino de Matemática, que reúne dezenas de acervos pessoais de professores.
De modo mais específico, pretende-se iniciar uma discussão sobre o uso de arquivos pessoais como fontes de investigação sobre a produção de currículos para o ensino da Matemática.
Wagner Rodrigues Valente – Professor Associado Livre e docente do Departamento de Educação da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Esta conferência pretende apresentar um conjunto de recursos essenciais para promover o desenvolvimento do raciocínio matemático. A partir de reflexões e exemplos de sala de aula, será possível compreender a importância de formular hipóteses, colocar boas perguntas em vez de apenas procurar respostas e chegar a conclusões fundamentadas.
O objetivo é contribuir para o desenvolvimento da competência matemática, promovendo práticas pedagógicas centradas no pensamento crítico e na construção ativa do conhecimento pelos alunos.
Maria Àngels Portilla Rueda – Professora de educação infantil e do ensino básico na escola Son Anglada, em Palma (Maiorca), da qual é diretora. Autora de diversos artigos sobre educação matemática, especialmente na revista SUMA, e formadora em cursos e seminários da Federação Espanhola de Sociedades de Professores de Matemática (FESPM). É membro do comité científico do Programa de Cooperação Territorial para a melhoria da Competência Matemática do Ministério da Educação de Espanha.
A Academi@ STEM Mangualde constitui um ecossistema educativo pioneiro que visa promover o sucesso e a inclusão escolar através de aprendizagens contextualizadas e interdisciplinares. Ao integrar as áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, o projeto transforma o currículo em experiências práticas, envolvendo alunos desde o pré-escolar ao ensino secundário em desafios reais da sua comunidade.
Através de parcerias com o ensino superior e o setor industrial, a Academi@ fomenta o pensamento crítico e a literacia científica, sendo reconhecida internacionalmente pelo seu impacto na inovação pedagógica.
Nesta sessão, serão exploradas estratégias para integrar a Matemática em projetos STEM, levando problemas reais — da sustentabilidade à análise de dados — para a sala de aula. Serão discutidos modelos de colaboração docente e o uso de ferramentas digitais que promovem autonomia e flexibilidade curricular.
O objetivo é demonstrar como o ensino da Matemática, quando articulado com outras áreas STEM, ganha maior relevância no desenvolvimento das competências do século XXI.
Fábio Fonseca Ribeiro – Doutorado em Multimédia em Educação e coordenador da Academi@ STEM Mangualde desde 2018. Dedica-se ao desenvolvimento de modelos pedagógicos inovadores e currículos STEM de base local, focando-se na formação de professores e na integração de ferramentas digitais no ensino.
Tem vasta experiência na coordenação de projetos educativos e na capacitação docente. O trabalho desenvolvido na Academi@ STEM foi distinguido com a classificação máxima europeia STEM School Label Expert. É autor de publicações sobre interdisciplinaridade e ambientes educativos inovadores.
O Modellus Online (Modellus:EXPLORE) é uma plataforma web de modelação matemática que permite a alunos e professores construir e explorar modelos de fenómenos reais sem recorrer a linguagens de programação, utilizando funções, derivadas e equações diferenciais.
Herdeiro de décadas de investigação em educação STEAM, preserva princípios como a transparência matemática, múltiplas representações e exploração ativa de parâmetros, acrescentando funcionalidades modernas como inteligência artificial integrada para criação assistida de modelos.
Nesta sessão apresentam-se os conceitos fundamentais da plataforma e discutem-se as suas implicações didáticas no ensino STEAM, com exemplos de atividades para o ensino básico, secundário e superior.
Vítor Duarte Teodoro – Doutorado em Educação pela FCT-UNL, Professor Associado na Universidade Lusófona e investigador no CeiED. Criador do Modellus e coordenador do projeto Modellus:EXPLORE.
João Paulo Duque Vieira – Engenheiro de software (MEng, MBA), cofundador e responsável de produto da Skills Workflow. Coautor do Modellus, participou na sua evolução e na transição para novas plataformas web.
Num mundo marcado por escolhas constantes relacionadas com o consumo, a poupança e a sustentabilidade, torna-se cada vez mais importante promover, junto dos mais jovens, a compreensão e reflexão sobre o papel do dinheiro no bem‑estar individual e social.
Em Portugal, esta preocupação encontra expressão no Referencial de Educação Financeira e no currículo do 1.º Ciclo do Ensino Básico, particularmente nas disciplinas de Matemática e Cidadania e Desenvolvimento. Promover a literacia financeira desde cedo contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e críticos.
A educação financeira pode ser trabalhada através de estratégias como o trabalho cooperativo, tarefas exploratórias, resolução de problemas, projetos interdisciplinares e jogos didáticos, sempre que possível envolvendo a comunidade educativa. A formação adequada dos docentes é igualmente essencial para transformar estas orientações em aprendizagens significativas.
Corália Pimenta – Professora Adjunta convidada no ISEC/IPC e investigadora no inED. Licenciada em Matemática pela Universidade de Coimbra, Mestre em Ensino da Matemática e Doutorada em Didática da Matemática pela Universidade da Beira Interior. Desenvolve investigação nas áreas da educação financeira, modelação matemática e tecnologias digitais no ensino.
Eulália Santos – Professora Adjunta Convidada no ISCAC – Coimbra Business School. Licenciada pela Universidade de Évora, Mestre e Doutorada em Matemática pela Universidade de Aveiro. Trabalha nas áreas de otimização, educação e literacia financeira.
Ana Santiago – Licenciada em Matemática – Ramo Educacional pela Universidade de Coimbra e Doutorada em Didática da Matemática pela Universidade de Salamanca. Docente na Escola Superior de Educação de Coimbra, com investigação nas áreas de História da Matemática e Educação Financeira.
Esta conferência apresenta uma experiência pedagógica onde alunos do ensino profissional, do curso de Gestão de Equipamentos Informáticos, desenvolveram um jogo de memória eletrónico para apoio a jovens com deficiência mental da APPACDM.
Será discutido de que forma conteúdos curriculares de matemática se transformaram em ferramentas práticas de engenharia e inclusão social. Trata-se de um relato de experiência focado na flexibilidade curricular, no desenho de soluções físicas e digitais e na gestão do erro.
A sessão pretende desafiar os docentes a refletir sobre novas dinâmicas para o ensino da Matemática, promovendo abordagens práticas, inclusivas e contextualizadas.
Ricardo Portugal – Licenciado em Matemática (via ensino), mestre em Ensino da Matemática e doutorando em Educação pela Universidade da Beira Interior. Docente no ensino profissional na ETEPA e assistente convidado no Instituto Politécnico de Castelo Branco.
As Aprendizagens Essenciais em Matemática para o Ensino Básico incluem, no presente, uma proposta para a avaliação das aprendizagens dos alunos, com descritores de desempenho associados às capacidades matemáticas transversais. Estes descritores precisam de ser concretizados nos diferentes temas matemáticos, em todos os anos de escolaridade. Nesta conferência explicamos as razões que sustentam esta proposta de avaliação e exemplificamos como se concretiza em diferentes temas e anos de escolaridade. Será muito importante poder contar com os seus comentários ... fica o convite!
Ana Paula Canavarro – Licenciada em Matemática pela Universidade de Lisboa (1986), com mestrado em Didática da Matemática pela Universidade de Lisboa (1993) e doutoramento em Educação Matemática pela Universidade de Lisboa (2004), Ana Paula Canavarro é Professora Associada no Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora e membro integrado do Centro de Investigação em Psicologia e Educação (CIEP).
Célia Mestre – Professora adjunta na ESE de Setúbal, doutorada em Educação (Didática da Matemática) e coautora das Aprendizagens Essenciais.
Gonçalo Espadeiro – Professor de Matemática do ensino básico e secundário. Licenciado em Ensino de Matemática pela Universidade de Évora e mestre em Ciências da Educação, variante de Supervisão Pedagógica, na mesma universidade. Integrou as equipas que redigiram as Aprendizagens Essenciais da Matemática para o Ensino Básico e Secundário.
Paulo Correia – Licenciado em Ensino de Matemática pela Universidade de Évora. Professor na Escola Secundária de Alcácer do Sal e formador. Participou na elaboração das Aprendizagens Essenciais. Mantém a página: https://mat.absolutamente.net/
A matemática, muitas vezes percebida apenas como uma disciplina abstrata e exigente, pode ser apresentada como uma verdadeira viagem de descoberta.
Num contexto de crescente influência da inteligência artificial, torna-se ainda mais relevante valorizar abordagens teóricas, nomeadamente a demonstração matemática. Estas práticas permitem promover um ensino mais crítico e criativo, evitando a redução da matemática a um conjunto de competências exclusivamente utilitárias.
A sessão propõe revisitar exemplos históricos e menos conhecidos, através dos quais se poderão explorar técnicas simples de demonstração em problemas aritméticos e geométricos, reforçando a ligação entre história e ensino da matemática.
Helmuth R. Malonek – Professor jubilado da Universidade de Aveiro, onde iniciou funções em 1992 no Departamento de Matemática. Possui vasta experiência no ensino e investigação em História da Matemática.
Fundador, em 2001, de um grupo de investigação nesta área, atualmente integrado no CIDMA – Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações, no domínio da História da Matemática e da Educação Matemática.
As Aprendizagens Essenciais (AE) colocadas em discussão pública em 2026 incluem uma nova secção dedicada à avaliação, com o objetivo de clarificar, compreender e partilhar os objetivos de aprendizagem e os critérios de sucesso.
Nos documentos das AE são introduzidos Descritores de Desempenho organizados por domínio e por nível, definidos em dois patamares: desempenho proficiente e desempenho avançado. Estes constituem um referencial nacional para a avaliação dos alunos, incluindo exames nacionais.
No caso da Matemática A, estes descritores articulam-se com as ideias-chave das AE e organizam-se em domínios como resolução de problemas, raciocínio lógico, comunicação matemática, uso da tecnologia e criatividade. A sessão analisará exemplos de itens de avaliação desenvolvidos no âmbito das turmas-piloto à luz destes descritores.
Jaime Carvalho e Silva – Professor Associado Jubilado do Departamento de Matemática da FCTUC. Colaborador do Mestrado em Ensino de Matemática e do Programa de Doutoramento em História das Ciências da Universidade de Coimbra.
Coautor dos programas de Matemática do Ensino Secundário (1997, 2001 e 2023). Coordenador de grupos de trabalho de desenvolvimento curricular e revisão das Aprendizagens Essenciais. Exerceu funções no ICMI e integra estruturas científicas e pedagógicas nacionais e internacionais na área da Educação Matemática.
As sessões práticas são propostas e dinamizadas por participantes no encontro, sobre temas, abordagens e materiais didáticos, em que é prevista a realização de trabalho prático e discussão, com um momento final para debate coletivo. Para além dos Grupos de trabalho e dos Parceiros da APM, qualquer participante pode submeter uma proposta de Sessão Prática (no separador "Profmat 2026")
Esta sessão prática foca-se numa atividade STEM para o 1.º Ciclo, centrada na exploração interativa dos sistemas do corpo humano. Através do uso de Realidade Aumentada com as aplicações Body Planet e Virtual Tee, os participantes visualizam os órgãos e o funcionamento dos sistemas digestivo, respiratório, circulatório, excretor e reprodutivo. A proposta integra o raciocínio matemático na resolução de problemas práticos e na construção de representações estatísticas, especificamente o diagrama de caule-e-folhas duplo. Durante o workshop, será replicada a recolha de dados sobre movimentos respiratórios em repouso e após exercício, permitindo a análise comparativa e o cálculo de medidas como a moda e a amplitude. O objetivo é demonstrar uma articulação curricular eficaz entre o Estudo do Meio e a Matemática, utilizando a tecnologia para validar e cruzar informações de forma crítica e colaborativa.
Equipamento necessário: Dispositivo móvel (tablet ou smartphone) preparado para leitura de Realidade Aumentada. O material físico (t-shirts) será assegurado pelos dinamizadores.
Joaquim Messias – Professor do Agrupamento de Escolas de Mangualde, com vasta experiência na implementação de projetos educativos e atividades de enriquecimento curricular. Colaborador ativo na Academi@ STEM Mangualde, focado na integração de tecnologias emergentes e metodologias ativas no ensino básico..
Lara Augusto – Professora no Agrupamento de Escolas de Mangualde e membro da equipa dinamizadora da Academi@ STEM Mangualde. Especialista em pedagogias interdisciplinares, dedica-se ao desenvolvimento de recursos educativos digitais e à promoção da literacia científica e matemática através de abordagens práticas e tecnológicas..
Este workshop apresenta uma atividade STEM interdisciplinar que contextualiza a aprendizagem na zona de lazer de Alcafache (uma paria fluvial do rio Dão). A sessão explora o Suporte Básico de Vida (SBV) e a "Trigonometria do Resgate", utilizando a Trigonometria para modelar situações de emergência: lançamento de cordas de salvamento, trajetórias de drones DAE e a biomecânica das compressões torácicas. Integra-se a tecnologia através da programação do micro:bit para medição de ângulos de inclinação e determinação de alturas. Na componente química, a Tabela Periódica analisa-se de forma interdisciplinar, através dos componentes presentes em kits médicos, articulando-se com questões de sustentabilidade ambiental, relacionadas com o impacto dos microplásticos e do lixo do eletrónico no ecossistema do rio Dão. A atividade promove a resolução de problemas e o pensamento crítico, culminando na criação de mapas mentais colaborativos
Equipamento necessário: Computador ou tablet.
César Marques – Professor de Matemática no Agrupamento de Escolas de Mangualde e dinamizador na Academi@ STEM Mangualde. Tem desenvolvido atividades interdisciplinares que articulam conceitos geométricos e trigonométricos com tecnologias emergentes, privilegiando a modelação matemática de situações reais e a utilização de ferramentas como o micro:bit na promoção das literacias digitais e do pensamento computacional.
Ana Sanches – Professora de Físico-Química no Agrupamento de Escolas de Mangualde e membro da equipa Academi@ STEM. Tem desenvolvido um trabalho focado na sustentabilidade, explorando a Tabela Periódica e a análise de poluentes (como microplásticos e lixo eletrónico) em contextos práticos e interdisciplinares para o 3.º CEB.
Paula Almeida – Professora de Ciências Naturais no Agrupamento de Escolas de Mangualde e colaboradora na Academi@ STEM Mangualde. Dedica-se ao ensino das geociências e biologia através de metodologias ativas, integrando o estudo de ecossistemas fluviais e biodiversidade com a educação para o risco e suporte básico de vida.
Este workshop apresenta uma atividade STEM interdisciplinar focada no ciclo de vida das baterias de lítio produzidas na Stellantis em Mangualde. A sessão inicia-se com a descrição e contexto de aplicação da atividade e análise dos processos de oxidação-redução que viabilizam a mobilidade elétrica, integrando atividades de codificação, pensamento computacional e tarefas de programação em Python para explorar a integridade e a rastreabilidade dos dados. Os participantes irão desenvolver algoritmos de hashing baseados na tabela ASCII e simular uma estrutura de blockchain em ambiente Colab para verificar a imutabilidade dos registos de produção, manutenção e reciclagem. Esta abordagem promove o pensamento computacional e a literacia digital, fundamentais para o perfil dos alunos do Ensino Profissional, demonstrando como a Matemática e a Física e a Química se unem para criar sistemas de rastreabilidade seguros e sustentáveis
Equipamento necessário: Computadores ou tablets (um por cada 2 pessoas); acesso ao ambiente Google Colab para execução de scripts Python
Cristina Ligeiro – Professora de Matemática no Agrupamento de Escolas de Mangualde e dinamizadora na Academi@ STEM Mangualde. Tem desenvolvido trabalho na área de educação e tecnologias digitais, com interesse na integração do pensamento computacional, robótica educativa e tecnologias emergentes em contextos STEM.
Catarina Machado – Professora de Física e Química no Agrupamento de Escolas de Mangualde e colaboradora na Academi@ STEM Mangualde. Dedica-se ao desenvolvimento curricular em articulação com outras áreas disciplinares, e criação de recursos para a exploração de temas que ligam a ciência industrial local à sustentabilidade e à economia circular.
Esta sessão prática mostra como a música pode ser utilizada como ferramenta pedagógica para explorar conceitos matemáticos de forma natural, envolvente e acessível. A partir de músicas tradicionais de Seia, os participantes identificam ritmos, compassos, repetições e padrões que se relacionam diretamente com contagem, sequências, múltiplos, divisores, frações e periodicidade. Através de atividades com movimento, batimentos corporais e objetos simples do quotidiano, os professores experimentam como transformar padrões sonoros em padrões visuais e matemáticos, explorando sequências, simetrias e representações numéricas. A sessão demonstra estratégias práticas que podem ser facilmente replicadas em qualquer nível de ensino, promovendo uma aprendizagem interdisciplinar, criativa e culturalmente significativa, onde a matemática se torna algo que se ouve, se sente e se vive.
Observações: A sessão utiliza músicas tradicionais de Seia como ponto de partida para explorar conceitos matemáticos através de ritmos, compassos, padrões sonoros e movimento. Não são necessários computadores. O formador conduzirá ritmos, compassos e variações, e os participantes aprenderão estratégias simples para aplicar estas atividades nas suas salas de aula.
Aldovino Munguambe – Moçambicano com nacionalidade portuguesa, é docente em várias escolas de ensino artístico, como os Conservatórios de Seia e Viseu e a Escola Profissional da Serra da Estrela. Licenciado pela Universidade de Évora, venceu o concurso Interpretação Nova Música. Desenvolve intensa atividade pedagógica, orientando masterclasses e formando alunos que seguem para universidades internacionais.
Inês Pinto Lopes – Licenciada em Música e mestre em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Dedicou a sua atividade profissional ao ensino e à promoção da música junto de diferentes faixas etárias. Desenvolve aulas de expressão musical para crianças dos 4 meses aos 10 anos. Acredita na música como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento pessoal e social. Tem uma forte ligação à música tradicional portuguesa. Participa ativamente em grupos de cantares, contribuindo para a preservação das tradições culturais. Fundou um grupo de cavaquinhos sénior Cordas d’Aldeia que promove a aprendizagem musical, o convívio e a inclusão social dos seniores. Ao longo do seu percurso, tem procurado desenvolver a literacia dos mais novos e mais velhos através da música.
Cristina Caridade – Professora Coordenadora no Departamento de Física e Matemática do ISEC–IPC e doutorada em Matemática Aplicada. Investiga ensino da matemática e formação de professores, com foco em gamificação, jogos educativos, PBL e STEAM. Os seus trabalhos recentes centram‑se no desenvolvimento e avaliação de materiais educativos inclusivos para alunos com diferentes perfis e níveis de ensino.
Verónica Pereira – Doutorada em Didática da Matemática. Com uma carreira sólida no ensino da matemática. Tem experiência no Ensino Superior, Ensino Secundário e Ensino Básico. Demonstra um foco claro na avaliação educacional em matemática e na melhoria das práticas de ensino. A sua atuação abrange diferentes níveis de ensino e instituições (IPC, IPV, IPG, Universidade Católica), refletindo um compromisso com a qualidade e inovação na educação matemática.
Compreender o enquadramento da utilização da recnologia gráfica nas atuais Aprendizagens Essenciais de Matemática do Ensino Secundário e iniciar a exploração das funcionalidades fundamentais da TI Nspire CX II-T. Pretende-se desenvolver competências básicas no uso dos ambientes desta tecnologia, nomeadamente, geometria, gráficos e folha de cálculo, tirando partido de uma ferramenta intuitiva que promove a investigação, a resolução autónoma de problemas e a comunicação matemática em contexto de sala de aula.
Exploração de gráficos, geometria e folhas de cálculo para resolução de problemas.
Joaquim Pinto – Licenciado em Matemática, ramo de Formação Educacional, pelo Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra; Mestre em Ensino da Matemática pelo Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto; e Doutor em Educação (Didática e Desenvolvimento Curricular) pelo Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro. Autor de manuais escolares de Matemática para o Ensino Secundário. No presente ano letivo dedicado à Presidência da APM e a Supervisionar Estágio de Matemática do 3.º Ciclo e Ensino Secundário no DEPUA. Professor do quadro de nomeação definitiva da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra. e Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro. Integra os Grupos de Trabalho do Ensino Secundário, de História e Memórias do Ensino da Matemática, e T3, da Associação de Professores de Matemática (APM).
É Presidente da Direção da Associação de Professores de Matemática.
Marisabel Antunes – Licenciada em Matemática (ramo de formação Educacional) e Mestre em Educação Matemática pela Universidade de Coimbra, atualmente Doutoranda em Didática das Ciências e Tecnologia na UTAD. Professora de duas turmas experimentais de Matemática A das novas AE, na Escola Secundária D. Dinis. É Membro do GT T3, do GT do Secundário e do GT de História e Memórias do Ensino da Matemática da APM.
Nesta sessão prática, os participantes irão explorar o Modellus como ferramenta para construir, testar e discutir modelos matemáticos de fenómenos físicos e de situações de matemática aplicada, com ênfase na articulação entre representações múltiplas: equações, gráficos, tabelas e animações. Partindo de exemplos simples e progressivamente mais ricos, será mostrado como criar modelos com variáveis e parâmetros, como realizar varrimentos paramétricos e como comparar previsões do modelo com dados experimentais ou dados fornecidos. Serão trabalhadas estratégias didáticas para promover a aprendizagem ativa: formulação de hipóteses, identificação de grandezas relevantes, interpretação de gráficos e análise de sensibilidade. Os participantes irão desenvolver, em pequenos desafios orientados, pelo menos um modelo completo (por exemplo, movimento unidimensional com ou sem resistência do ar, oscilador harmónico ou crescimento logístico), e discutir adaptações para diferentes níveis de ensino. No final, serão disponibilizados ficheiros Modellus e um guião de atividades para utilização em sala de aula.
Equipamento necessário: Recomenda-se que os participantes tragam computador portátil.
Notas biográficas
Vítor Teodoro – Doutor em Educação pela FCT-UNL, sendo actualmente Professor Associado na Universidade Lusófona e investigador no CeiED. É o criador original do Modellus, ambiente de modelação matemática. Coordena o projeto Modellus:EXPLORE, que visa a transição do Modellus para uma plataforma web com IA integrada para o ensino das STEAM.
João Paulo Duque Vieira – MEng, MBA, é engenheiro de software com experiência em desenvolvimento e gestão de produto, atualmente cofundador, COO e CPO da Skills Workflow, em Lisboa. Coautor do Modellus, introduziu conceitos centrais da ferramenta. Mantém ligação ao projeto Modellus:EXPLORE, na engenharia e no design, e na transição do Modellus para novas plataformas.
Será que a Matemática está em todo o lado? Para os alunos conseguirem ver a matemática que os rodeia, é necessário que o professor os ensine a ver. A criação de tarefas em contexto real, fora da sala de aula, promove a formulação e resolução de problemas, o estabelecimento de conexões matemáticas, o pensamento crítico, mas também o trabalho colaborativo e a criatividade, indo assim ao encontro das orientações das Aprendizagens Essenciais para o Ensino Básico e o Ensino Secundário. O recurso à tecnologia, e em particular à aplicação Math City Map (disponível gratuitamente em qualquer smartphone) torna a criação de tarefas e, posteriormente, a exploração de trilhos, muito mais dinâmicos e motivadores para os alunos. Nesta sessão prática, iremos explicar como criar tarefas matemáticas no computador, no portal Math City Map (https://mathcitymap.eu/pt/). Veremos ainda como criar trilhos matemáticos e como explorar estes percursos na aplicação Math City Map, no telemóvel.
Equipamento necessário: Computador portátil e telemóvel.
Notas biográficas
Manuel João Marques – Licenciado em Matemática Ramo Educacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Docente de Matemática do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, desde 2001, atualmente na Escola Secundária Domingos Sequeira (Leiria). Coautor de manuais escolares do 3.º Ciclo, entre 2001 e 2012. Formador acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, desde 2013. Atualmente, é Vice-presidente da Direção da Associação de Professores de Matemática (APM), coordenador do Grupo de Trabalho CASIO+ da APM e membro do Grupo de Trabalho do Secundário da APM.
Joana Carvalho – Licenciada em Matemática Ramo Educacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Docente de Matemática do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, desde 2001, atualmente na Escola Secundária Domingos Sequeira (Leiria).
Nesta sessão vamos conhecer um pouco do modo de funcionamento da calculadora gráfica Casio CG50. A resolução de tarefas será o ponto de partida para explorar os Menus Statistics e SpreedSheet desta calculadora. Nas aprendizagens essenciais da Matemática no ensino secundário surgem a “Matemática para a cidadania” e o “Recurso sistemático à tecnologia” como ideias inovadora e chave, respetivamente. Por conseguinte, nesta sessão prática pretende-se explorar alguns modelos matemáticos de processos eleitorais e de modelos financeiros, envolvendo as potencialidades da tecnologia na resolução de problemas. No final da sessão os participantes terão tido oportunidade de trabalhar em pequenos grupos tarefas envolvendo modelos matemáticos para a cidadania, em particular, nas eleições e nas finanças.
Observações: Serão fornecidas calculadoras gráficas durante a sessão prática.
Ana Paula Jardim – Licenciada e Mestre em Ensino da Matemática. Certificada como formadora na área e domínio das Didáticas Específicas da Matemática, pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da formação contínua, desde 2018. Professora Acompanhante Local do Programa Ajustado de Matemática no ensino secundário em 1990. Integra o Grupo de Trabalho Casio+ da APM.
Dolcínia Almeida – Licenciada e Mestre em Ensino da Matemática. Certificada como formadora na área e domínio das Didáticas Específicas da Matemática, pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da formação contínua, desde 2000. Professora Acompanhante Local do Programa Ajustado de Matemática no ensino secundário em 1999. Professora Acompanhante do Plano de Ação para a Matemática no ensino Básico. Integra o Grupo de Trabalho Casio+ da APM.
Paula Teixeira – Licenciada em matemática ramo educacional, mestre e doutorada em ciências da educação pela NOVA FCT. Certificada como formadora nas áreas da didática especifica da matemática, práticas de avaliação do rendimento escolar e tecnologias educativas, com aplicação à didática da matemática, pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da formação contínua, desde 2000. Integra o Grupo de Trabalho Casio+ da APM.
Esta sessão prática, centrada no módulo OP16 — Matemática Laboral —, propõe a exploração de tarefas baseadas em situações reais, como salários, descontos, contratos e gestão de despesas. Os participantes irão desenvolver atividades que promovem a interpretação de informação e a tomada de decisão informada. Em consonância com as Aprendizagens Essenciais, as propostas foram concebidas para tornar os conteúdos mais claros, relevantes e próximos do contexto profissional. A sessão valoriza estratégias que reforçam o envolvimento dos alunos e a aprendizagem significativa, proporcionando propostas concretas para análise e discussão entre os participantes.
Equipamento necessário: Computador portátil.
Notas biográficas
Elsa Gomes – Licenciada em Matemática, Ramo Educacional pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e concluiu o primeiro ano do Mestrado em Deteção Remota, na FCUP. É docente da Escola Secundária de Paços de Ferreira. É professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
Marília Rosário – Licenciada em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Supervisão Pedagógica em Ensino da Matemática pela Universidade do Minho. É docente do Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo. Foi Professora Acompanhante do Plano de Ação para a Matemática, Supervisora no Processo de classificação de Provas do IAVE, orientadora de estágio da FCUP e UM, formadora acreditada pelo CCPFC e é professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
As dobragens em papel constituem uma ferramenta didática versátil e de fácil aplicação onde o estudo dos conceitos matemáticos pode ser realizado com recurso a modelos manipuláveis, além de promover atividades de cidadania, uma vez que estimula a reutilização do papel para fins lúdicos e didáticos. Nesta sessão procuramos exemplificar conexões entre temas matemáticos, mas também entre a matemática e outras disciplinas propondo-se ao participante construir o seu próprio percurso formativo. As dobragens em papel têm uma simbologia muito própria que é necessário dominar para dobrar corretamente um modelo, fazendo dobras precisas. Todo o processo permite desenvolver a comunicação, a resolução de problemas, a concentração, a coordenação motora, a motricidade fina, a entreajuda, estimula a criatividade, promove a calma e reduz a ansiedade, capacidades necessárias para se poder aprender com qualidade.
Observações: Não é necessário ter conhecimentos de dobragens em papel.
Notas biográficas
Ilda Rafael – Professora de Matemática, licenciada pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, leciona no Agrupamento de Escolas de Benfica, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, no ensino secundário. Coordena o projeto Origami no Agrupamento, que envolve alunos de todos os ciclos. Colabora regularmente com a APM e com a Ludus, nomeadamente na Feira da Matemática e na Noite Europeia dos Investigadores. Utiliza o Origami como prática pedagógica.
Anabela Gaio – Licenciatura em Ensino Básico variante Matemática e Ciências - Escola Superior de Educação de Lisboa. Formadora acreditada pelo CCPFC nas áreas de didáticas específicas - matemática e métodos quantitativos.
As STEM no ensino da Matemática promovem a inovação pedagógica, desenvolvem habilidades, o raciocínio matemático, capacidades matemáticas, permitindo a exploração e a resolução de tarefas estruturadas, integradoras e criativas. O uso da Plataforma Mathingon permite a aprendizagem interativa em que os alunos descobrem e exploram ativamente o ensino da Geometria de uma forma dinâmica conduzindo a compreenderem conceitos, aprofundarem, argumentarem, formularem conjeturas e a construírem o conhecimento apoiando-se em tarefas orientadas. O recurso a plataformas tecnológicas e materiais manipuláveis promovem competências digitais, ampliando a compreensão e construção de conceitos tornando os alunos mais preparados para uma sociedade digital e tornarem-se digitalmente incluídos. Desenvolver tarefas apoiadas numa diversidade de recursos promove o desenvolvimento do pensamento computacional incentivando os alunos a definirem estratégias promovendo de uma forma progressiva a construção e consolidação de conhecimentos.
Notas biográficas
Isabel Belo – Isabel Bello é natural de Coimbra, residente no Concelho de Miranda do Corvo. É licenciada em Ensino da Matemática e Ciências Naturais, pela ESE de Santarém, e Mestre em Matemática, pela Universidade de Aveiro. Além disto, tem Formação Especializada em Administração e Organização Escolar, adquirida pela ESE de Coimbra. Autora de livros na área da Matemática: Métodos Alternativos, com a K editora. Métodos de Compreensão de Matemática, com a Editora Bookout. Colaboradora em publicações, comunicações e projetos na área da Educação. Tendo publicado o seu primeiro livro infantil, Uma Aranha com Arte, com a Oficina da Escrita.
Esta sessão prática convida educadores e professores, do pré‑escolar ao secundário, a explorar como a matemática pode emergir naturalmente da confeção de uma receita simples: panquecas. A partir da preparação real da receita (medir, pesar, misturar, dividir e cortar), cada grupo identifica oportunidades matemáticas adequadas ao seu nível de ensino e transforma-as em problemas contextualizados. Durante a atividade, os participantes preenchem um guião que servirá de base para a criação de um livro coletivo de culinária matemática, reunindo problemas, fotos, reflexões e sugestões pedagógicas. A sessão promove uma abordagem interdisciplinar, criativa e prática, mostrando como a cozinha pode tornar-se um laboratório vivo para desenvolver conceitos matemáticos de forma significativa e motivadora.
Observações: Os participantes não necessitam de computador. Será criado um grupo de WhatsApp para recolha de fotos e materiais produzidos durante a sessão, que integrarão o livro final de culinária matemática.
Óscar Cabral – Professor Adjunto Convidado no Departamento de Hotelaria e Restauração do Instituto Politécnico da Guarda. Doutor em Ciências Gastronómicas, pelo Basque Culinary Center. É fundador e Presidente do Conselho Português de Gastronomia. Desenvolve a sua investigação e a sua carreira em torno da transdisciplinaridade entre gastronomia, administração e políticas públicas, diplomacia e relações internacionais, turismo e antropologia. Antes de se dedicar plenamente à gastronomia, trabalhou como consultor de gestão para o setor. Foi Chef da produção do Masterchef Portugal e das publicações Teleculinária.
José Alexandre Martins – Professor Adjunto no Departamento de Ciências Exatas e Experimentais do Instituto Politécnico da Guarda e é doutorado em Didática da Matemática. Com uma carreira de mais de 30 anos no ensino da matemática no Ensino Superior Politécnico. O principal interesse é a melhoria das práticas de ensino da matemática e da estatística, em particular com utilização de tecnologia, mas com publicações de temáticas variadas e colaborações diversificadas.
Cristina Caridade – Professora Coordenadora no Departamento de Física e Matemática do ISEC–IPC e doutorada em Matemática Aplicada. Investiga ensino da matemática e formação de professores, com foco em gamificação, jogos educativos, PBL e STEAM. Os seus trabalhos recentes centram‑se no desenvolvimento e avaliação de materiais educativos inclusivos para alunos com diferentes perfis e níveis de ensino.
Verónica Pereira – Doutorada em Didática da Matemática. Com uma carreira sólida no ensino da matemática. Tem experiência no Ensino Superior, Ensino Secundário e Ensino Básico. Demonstra um foco claro na avaliação educacional em matemática e na melhoria das práticas de ensino. A sua atuação abrange diferentes níveis de ensino e instituições (IPC, IPV, IPG, Universidade Católica), refletindo um compromisso com a qualidade e inovação na educação matemática.
Nesta sessão, pretende-se explorar abordagens didáticas da resolução aproximada de equações e apresentar situações vividas em sala de aula, no âmbito da operacionalização das Aprendizagens Essenciais de Matemática A. Através de trabalho prático, os participantes serão desafiados a resolver tarefas exploratórias, utilizando a tecnologia TI-Nspire CX II-T, uma vez que esta integra, com vantagem, ambientes de calculadora gráfica, folha de cálculo e programação em Python. No entanto, salienta-se que quaisquer tecnologias que suportem estas funcionalidades podem ser também utilizadas na sessão. Pretende-se analisar o funcionamento dos métodos da bisseção e de Newton-Raphson, compreender a sua importância, perceber as suas características e limitações. A sessão visa munir os professores de ferramentas práticas e suscitar ideias para desenvolver o pensamento computacional e outros aspetos relevantes do currículo, proporcionando reflexão e debate coletivo sobre os desafios desta implementação em sala de aula.
Alexandra Justiça – Licenciada em Ensino de Matemática pela FCUP, mestre em Matemática e formadora acreditada de professores. Elemento do Grupo Trabalho do Ensino Secundário da APM. Foi acompanhante do plano de ação da Matemática e dos novos programas de Matemática do ensino básico e supervisora de exames de Matemática A. Atualmente, encontra-se a dar formação no âmbito das Novas Aprendizagens Essenciais de Matemática A.
José Carlos Pereira – Professor de Matemática, licenciado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa com estágio profissional na Escola Secundária Seomara da Costa Primo. Dedica-se ao seu centro de explicações de Matemática desde então. É administrador do grupo de Facebook Recursos para Matemática, onde gere e fomenta a partilha e discussão de temas relacionados com a Matemática e a sua docência entre mais de 9000 membros. Coautor do livro de apoio escolar “Preparar o Exame Matemática A”, da Raiz Editora e do manual Matemática 360 da mesma editora. Colaborador do Clube de Matemática da Sociedade Portuguesa de Matemática, com a coluna «Se e só se».
Raul Gonçalves – Membro dos grupos de trabalho T3 e Secundário da APM. Professor de uma turma piloto de matemática A (12.º ano) e membro do GT do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática para o Ensino Secundário. Professor de Tecnologias Digitais em Educação Matemática, dos alunos do 1º ano de mestrado em matemática da FCUP e orientador cooperante na mesma instituição. Autor da tese de mestrado, “Utilização de métodos numéricos na resolução de equações e perspetivas de integração curricular no ensino secundário.”. Formador nas áreas de Tecnologias Educativas e de Didáticas Específicas (Matemática).
Nesta sessão vamos explorar conexões entre a dança e a Matemática, abordando temas como a Combinatória, Geometria Espacial, entre outros. Os participantes terão oportunidade de conhecer Kaput! e as suas potencialidades para a dinamização de projetos/atividades na disciplina de Matemática. Kaput! é um projeto coreográfico de Joana Franco que propõe repensar a coreografia como sistema. Parte de uma visão do corpo como entidade espacial e usa lógica e matemática para gerar movimentos, criando um protótipo de toda a coreografia. Pretende-se, ainda, dar a conhecer o projeto (e atividades) de um grupo de alunos de Matemática A, do 12.º ano, que trabalharam, em articulação, as duas temáticas.
Notas biográficas
Helena Castro – Licenciatura em Ensino da Matemática, pela Faculdade de Ciências de Lisboa (1997), Pós-Graduação em Novas Tecnologias Aplicadas à Educação e Formação, pelo Instituto Superior de Educação e Ciências, (2008) e doutoranda em Educação – Didática da Matemática, pelo Instituto de Educação, é professora do grupo 500 desde 1988. Em 1997, tornou-se professora no Agrupamento de Escolas Fernando Namora, Amadora, onde tem desempenhado diversos cargos, nomeadamente membro das equipas STEAM e PADDE e Coordenadora de Projetos, dinamizadora do projeto Arte e Ciência, entre outros. Colaboradora do GI2 da FCUL.
Joana Franco – Licenciada em Dança e mestre em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais pela Escola Superior de Dança. A sua prática desenvolve-se no campo da coreografia expandida, centrando-se no cruzamento entre o gráfico e o coreográfico, através de uma abordagem multidisciplinar. Paralelamente, trabalha em design de comunicação e desenvolvimento Web para projetos no setor cultural. Colabora frequentemente com entidades como Culturgest, Estúdios Victor Córdon, Plano Nacional das Artes e DINÂMIA'CET-Iscte.
A integração da inteligência artificial (IA) na educação tem vindo a criar novas possibilidades para o ensino e a aprendizagem da Matemática. Embora a sua utilização coloque desafios ao nível da seleção crítica de recursos, da qualidade das propostas e da validação pedagógica, oferece também oportunidades para apoiar práticas docentes mais flexíveis e ajustadas às necessidades dos alunos. Neste contexto, a IA apresenta potencial para apoiar a planificação de aulas, auxiliando na criação de tarefas, na organização de sequências didáticas e na adaptação de propostas curriculares. Nesta sessão prática, pretende-se explorar ferramentas de IA para a planificação de aulas de Matemática, com aplicações concretas no ensino básico. Os participantes experimentarão diferentes ferramentas, analisarão criticamente os resultados obtidos e refletirão sobre formas de integrar estas tecnologias, de modo informado e pedagogicamente sustentado, nas suas práticas de planificação letiva.
Dina Tavares – Doutorada em Matemática e Aplicações, mestre em Matemática, licenciada em Ensino de Matemática e pós-graduada em Estatística Avançada e Matemática Financeira. Professora Adjunta da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria, onde exerce funções docentes desde 2006. Foi Subdiretora e Diretora Interina da ESECS e atualmente é vogal da Direção da Associação de Professores de Matemática (APM). É investigadora integrada no CIDMA e investigadora colaboradora no CI&DEI. As suas áreas de atuação e interesse centram-se na Matemática, Educação Matemática, Formação de Professores, Educação STEAM, e inovação pedagógica, tendo participado em diversos projetos nacionais e internacionais.
Helena Gomes – Doutorada e mestre em Matemática e Professora Adjunta na Escola Superior de Educação de Viseu, onde leciona na formação de professores. É investigadora integrada do CIDMA e as suas áreas de interesse têm foco na Matemática e Educação Matemática, nomeadamente na formação de professores. É Doutoranda em Inteligência Artificial e Engenharia de Sistemas Inteligentes no Instituto Superior de Engenharia do Porto.
Joana Duarte – Professora na Escola Secundária Alves Martins e Professora Assistente Convidada na Escola Superior de Educação de Viseu. É mestre em Ensino de Matemática no 3.º ciclo do Ensino Básico e no Secundário e licenciada em Matemática. Atualmente, é doutoranda em Didática de Ciências e Tecnologia e pós-graduada em Gestão Financeira e Fiscal de Empresas. É formadora certificada pelo CCPFC e integra o grupo de trabalho T3 da APM. Revela-se uma entusiasta da tecnologia no ensino da matemática e da inteligência artificial enquanto ferramentas potenciadoras de aprendizagens significativas.
Nuno Bastos – Professor Adjunto na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu (ESTGV) e doutorado em Matemática. É investigador integrado do CIDMA e o seu foco de investigação é na Educação Matemática. Orienta dissertações no Mestrado em Matemática para Professores da Universidade de Aveiro. Tem experiência na formação de professores e integra o projeto internacional MAESTRO‑AI, dedicado a inovar o ensino da Matemática e Programação no ensino superior.
As tarefas propostas em sala de aula constituem a base da aprendizagem, desempenhando um papel fundamental no percurso dos alunos. Dado que a natureza das tarefas molda o envolvimento dos alunos, assim como o tipo de trabalho desenvolvido, é crucial que o professor selecione boas tarefas: aquelas que introduzem ideias matemáticas fundamentais e desafiam o aluno, admitindo múltiplas abordagens. Ao envolver-se ativamente em diversas formas de pensar que exigem a articulação de conceitos e procedimentos, o aluno amplia a sua compreensão e conhecimento de forma interessante e gratificante. Além disso, quando os alunos resolvem uma tarefa recorrem a diferentes estratégias e representações, estão a mobilizar formas distintas de pensamento matemático. É importante reconhecer que nem todos os alunos pensam da mesma maneira uns recorrem a uma abordagem analítica, outros a uma abordagem visual e outros ainda preferem uma abordagem integradora, que não tende preferência por nenhuma das anteriores, combinam as duas, articulando representações visuais e analíticas de forma flexível. Deste modo, o potencial das tarefas que admitem múltiplas resoluções oferece inúmeras vantagens para a aprendizagem. Nesta sessão prática, exploraremos essas vantagens através da resolução de diferentes tipos de tarefas que permitem diversas vias de solução.
Notas biográficas
Ana Barbosa – Docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e investigadora integrada do inED. Doutorou-se em Estudos da Criança, na Universidade do Minho. Tem integrado equipas de investigação de projetos financiados, nacionais e internacionais. Autora e coautora de artigos e livros sobre várias temáticas entre as quais se destacam a formação de professores, o pensamento algébrico, a visualização e a resolução de problemas.
Isabel Vale – Doutorada em Didática da Matemática, docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e investigadora integrada no CIEC-UM. Tem lecionado em cursos de pós-graduação, formação inicial e contínua. Participado em projetos de investigação e de intervenção na área da educação matemática. É autora e coautora de relatórios, artigos e livros. A área de investigação está centrada na didática da matemática, em particular na resolução de problemas - padrões, criatividade, visualização - nas conexões no ensino e aprendizagem da matemática e na formação de professores.
Nesta sessão prática, será possível explorar ferramentas digitais e dispositivos interativos para ensinar conceitos matemáticos de forma inovadora e contextualizada. Os participantes poderão experimentar programação, sensores e visualização de dados, aplicando-os à resolução de problemas matemáticos reais, como análise de funções, estatística, geometria e modelação matemática. A sessão promove metodologias ativas, colaboração e integração da tecnologia no ensino, tornando as aulas mais dinâmicas, motivadoras e centradas na aprendizagem dos alunos. Além disso, serão apresentadas estratégias para desenvolver o raciocínio lógico, o pensamento crítico e a interpretação de dados através de atividades práticas e interativas. Os participantes terão ainda oportunidade de criar pequenos projetos educativos que relacionam matemática, tecnologia e situações do quotidiano. A formação incentivará também a utilização de recursos digitais para estimular a investigação, a criatividade e a autonomia dos estudantes no processo de aprendizagem matemática. Por fim, pretende-se reforçar a confiança dos docentes na integração de ferramentas tecnológicas inovadoras, contribuindo para um ensino da matemática mais significativo, atrativo e alinhado com os desafios atuais da educação.
Mário Azevedo Silva – É licenciado em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra em 1994, criou e exerceu as funções de engenheiro numa empresa de Eletricidade e Climatização até 2021 . No ano de 2010 exerceu as funções de coordenação e formação no Curso Profissional de Técnico de Energias Renováveis e Curso Vocacional de Eletrónica e Telecomunicações da Escola Profissional da Serra da Estrela até 2021. No período de 2021 a 2025 exerceu funções no executivo municipal de Seia. Deste ano 2026 coordena e leciona no Curso de Profissional Electrónica, Automação e Computadores na Escola Profissional da Serra da Estrela. Colabora na gestão e criação de conteúdos da oficina STEAM, com o nome de BUG - Laboratório de Inovação Tecnológica de Seia.
Ana Rita Alves – Licenciou-se em 1997 em Matemática pela FCTUC e Mestre em Ensino da Matemática desde 2001. Pertenceu ao Núcleo da APM Almada-Seixal. Atualmente dá aulas no Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho e onde já exerceu o cargo de adjunta do Diretor, sendo atualmente Coordenadora de Desenvolvimento de Projetos de Autonomia, Coordenadora TEIP4 e do Observatório da Qualidade.
A resolução aproximada de equações constitui um tema privilegiado para articular matemática, tecnologia e pensamento crítico. Neste workshop, pretende-se explorar o contributo da Inteligência Artificial (IA) para o ensino e a aprendizagem de métodos de obtenção de soluções aproximadas, complementando essa abordagem com a implementação, em Python, dos métodos da Bisseção, de Newton-Raphson e de outros processos numéricos relevantes. Serão ainda discutidos o papel atual da IA, o Teorema de Bolzano-Cauchy, o Teorema dos Valores Intermédios e métodos não contemplados nas Aprendizagens Essenciais de Matemática A, valorizando-se o seu interesse didático e a sua aplicação em contexto de sala de aula.
Notas biográficas
Helder Martins – Licenciado em Ensino da Matemática, pela FCUL; é mestre em Educação, especialidade de STEM, pela FCT NOVA; e, é Doutor em Educação, Inovação Educativa, pela FCT/FCSH/ISPA. É professor na Escola Secundária António Damásio, Lisboa. Colaborou nos projetos T3 – Teaching Teachers with Technology, da APM, e REANIMAT, da FCUL/FCG. Pertence à comissão organizadora do ProfNova. Foi coautor de manuais escolares de Matemática A para o Ensino Secundário; é coautor de manuais escolares de Matemática do Ensino Profissional; foi coautor do relatório “Recomendações para a melhoria das aprendizagens dos alunos em Matemática”; foi coautor e formador das novas AE para a Matemática do Ensino Secundário, homologadas em 2023, e implementou as novas AE numa turma piloto de 2023 a 2026.
Manuel Silva – Licenciou-se em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorou-se em Teoria de Números. É atualmente professor auxiliar no Departamento de Matemática da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA. Leciona disciplinas de Cálculo a estudantes de engenharia, Teoria de Números a alunos de Matemática e Geometria no mestrado em ensino. A sua investigação recente tem-se centrado em problemas de combinatória Ramsey, isto é, no estudo de regularidades em estruturas combinatórias. Interessa-se também por questões de filosofia da matemática. Organizou, no passado, uma escola de preparação para as Olimpíadas Portuguesas de Matemática e desenvolve com frequência ações de formação de professores nas áreas da geometria e da resolução de problemas. Pertence à comissão organizadora do ProfNova.
Paulo Doutor – Licenciou-se em Matemática Aplicada – ramo de Formação Educacional na NOVA FCT, Fez mestrado em Matemática Aplicada e doutoramento em Matemática no IST. É professor auxiliar no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa | NOVA FCT. Leciona habitualmente disciplinas da área do Cálculo a uma ou mais variáveis. A sua investigação incide no estudo de modelos de propagação de doenças contagiosas, nomeadamente na influência da reação dos indivíduos ao conhecimento a que têm acesso. Participa regularmente nas atividades de divulgação da NOVA FCT para o público em geral e também com estudantes e professores do ensino secundário. Pertence à comissão organizadora do ProfNova, dinamizando regularmente encontros e ações de formação para docentes, nas quais é também formador.
Na operacionalização das Aprendizagens Essenciais o trabalho de projeto assume uma dimensão relevante, surgindo explicitamente no 10.º ano e no 11.º ano. Nesta sessão prática irão ser sugeridas propostas de projetos no tema Estatística. Para além disso, as Aprendizagens Essenciais de Matemática A valorizam a literacia estatística. Neste âmbito, salientam a utilização da tecnologia, nomeadamente, calculadora gráfica, para a obtenção de gráficos, medidas estatísticas e a sua interpretação. Nesta sessão prática será feita uma “viagem” pelas diversas funcionalidades da calculadora no que diz respeito ao estudo de dados reais, bem como experiências com sensores para obter esses dados reais.
Observação: Serão fornecidas calculadoras gráficas durante a sessão prática.
Isabel Leite – Professora da Escola Secundária de Vila Verde e elemento do grupo Casio+.
Paula Gomes – Professora da Escola Secundária Carlos Amarante e elemento do grupo Casio+.
O objetivo desta sessão prática é explorar as caraterísticas e possibilidades de aprendizagem da construção de diferentes centros em polígonos regulares e irregulares, recorrendo a abordagens experimentais e aproveitando as ferramentas da geometria dinâmica. Nesta exploração o baricentro, ou centro de massa, terá um interesse particular pelas suas propriedades físicas. Pretendemos articular estratégias manipulativas físicas com a utilização de geometria dinâmica, não as utilizando de forma isolada, mas promovendo o seu diálogo na construção do conceito, bem como a reflexão sobre o papel da visualização, da conjetura e da validação na aprendizagem da geometria. Serão propostas tarefas que promovem a discussão sobre o significado destes pontos e formas de os determinar e utilizar em contexto de sala de aula, especialmente nos 2.º e 3.º ciclos do EB.
Equipamento necessário: Computador portátil.
Carla Faneco – Professora do 2.º ciclo do Ensino Básico, autora de manuais escolares.
Cristina Loureiro – Professora coordenadora aposentada da ESE do IP de Lisboa, responsável pela secção Caderno de Apontamentos de Geometria da revista Educação e Matemática.
Nuno Valério – Professor do 2.º ciclo do Ensino Básico, autor de manuais escolares.
Esta sessão prática, orientada para os módulos OP14 — Matemática Financeira e Fiscal — e OP15 — Matemática Comercial, propõe a exploração de tarefas contextualizadas envolvendo juros, impostos, descontos, faturação e gestão de recursos financeiros. Os participantes irão trabalhar propostas que promovem a interpretação de informação, a análise e a tomada de decisão informada. Concordantes com as Aprendizagens Essenciais, as atividades foram concebidas para tornar os conteúdos mais claros, relevantes e aplicáveis. Serão analisadas e experimentadas tarefas já testadas em sala de aula, bem como estratégias que promovem o envolvimento dos alunos e a aprendizagem significativa. A sessão será desenvolvida numa perspetiva isomórfica, permitindo aos participantes vivenciar a sua aplicação em contexto de sala de aula, tanto do ponto de vista do aluno como do professor.
Equipamento necessário: Computador portátil.
Cristina Fernandes – Licenciada em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e concluiu o primeiro ano do Mestrado em Educação, na área de especialização em Formação e Aprendizagem ao Longo da Vida, na FCUL. É docente do Agrupamento de Escolas Michel Giacometti e foi professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e é co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
Elsa Gomes – Licenciada em Matemática, Ramo Educacional pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e concluiu o primeiro ano do Mestrado em Deteção Remota, na FCUP. É docente da Escola Secundária de Paços de Ferreira. É professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
Eunice Pita – Licenciada em Ensino de Matemática pela Universidade de Évora. Exerceu funções de formadora no Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora, nas áreas de Matemática e Realidade, Matemática para a Vida e Sociedade Ciência e Tecnologia. Atualmente é docente do Ensino Básico e Secundário no Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira. É professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
O pensamento computacional permite desenvolver competências que serão essenciais no futuro. Segundo as Aprendizagens Essenciais de Matemática de 2023, “Os aspetos comuns entre o Pensamento Matemático e o Pensamento Computacional, bem como a relevância atual do Pensamento Computacional na ciência e na sociedade, justificam que o currículo de Matemática valorize esta abordagem conceptual na resolução de problemas”. Em particular, a linguagem de programação Python é uma das mais populares e das mais usadas em todo o mundo, por estudantes e profissionais. Em França, desde 2017, no âmbito do tema “Algoritmia e Programação” e, de modo generalizado, a partir da reforma de 2019, os alunos usam a linguagem Python em Matemática, bem como noutras disciplinas. Nesta Sessão Prática, iremos resolver problemas retirados do Baccalauréat 2025 e analisar a forma como os conhecimentos de Python, adquiridos ao longo do Ensino Secundário, são avaliados nos exames nacionais franceses).
Equipamento necessário: Computador portátil ou calculadora gráfica.
Joaquim Rosa – Licenciado em Matemática – Ramo Educacional e mestre em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Exerce funções como docente de Matemática no Ensino Básico e Secundário na Escola Secundária Luís de Freitas Branco. É professor de uma turma de antecipação da generalização das novas Aprendizagens Essenciais de Matemática (Matemática A). É formador acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua desde 2006 e membro do Grupo de Trabalho CASIO+ da APM – Associação de Professores de Matemática.
Manuel João Marques – Licenciado em Matemática Ramo Educacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Docente de Matemática do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, desde 2001, atualmente na Escola Secundária Domingos Sequeira (Leiria). Coautor de manuais escolares do 3.º Ciclo, entre 2001 e 2012. Formador acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, desde 2013. Atualmente, é Vice-presidente da Associação de Professores de Matemática (APM) e coordenador do Grupo de Trabalho CASIO+ da APM.
Raul Gonçalves – Membro dos grupos de trabalho T3 e Secundário da APM. Professor de uma turma piloto de matemática A (12.º ano) e membro do GT do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática para o Ensino Secundário. Professor de Tecnologias Digitais em Educação Matemática, dos alunos do 1º ano de mestrado em matemática da FCUP e orientador cooperante na mesma instituição. Autor da tese de mestrado, “Utilização de métodos numéricos na resolução de equações e perspetivas de integração curricular no ensino secundário.”. Formador nas áreas de Tecnologias Educativas e de Didáticas Específicas (Matemática).
Para muitos alunos e mesmo adultos, a Matemática surge associada a dificuldade, desmotivação e pouca utilidade prática. A utilização de abordagens alternativas, como a Matemática Recreativa, pode contribuir para alterar essa perceção e torná-la mais acessível. Esta sessão prática centra-se numa vertente particular desta área: a Matemagia. Trata-se da exploração de efeitos e “truques” baseados em princípios matemáticos, que permitem surpreender e, simultaneamente, revelar a lógica subjacente. O objetivo não é substituir metodologias tradicionais, mas antes complementar a prática docente com recursos pontuais que despertem a curiosidade e o interesse dos alunos. Quando bem enquadradas, estas abordagens podem funcionar como ponto de partida para a compreensão de conceitos matemáticos. Pretende-se, assim, proporcionar aos docentes estratégias que favoreçam o desenvolvimento do raciocínio lógico e contribuam para uma relação mais positiva dos alunos com a Matemática.
Notas biográficas
Paulo Daniel Ferreira – Professor de Matemática desde 2001, marido desde 2005 e pai desde 2008, vive em Espinho com a mulher e os dois filhos e leciona atualmente Matemática em Fajões (Oliveira de Azeméis). Licenciado (e com 2 mestrados) pela FCUP, é formador acreditado pelo CCPFC desde 2015, tendo dinamizado diversas formações de Jogos Matemáticos, Matemática Recreativa e Matemagia. Matemágico sempre que há público interessado, concilia o rigor matemático com uma abordagem lúdica e cativante.
A Resolução de Problemas é, simultaneamente, um conteúdo matemático que se ensina e que aprende, bem como uma capacidade matemática transversal, com conexões matemáticas a outros conteúdos. O objetivo da sessão prática é demonstrar que a temática da resolução de problemas, assumindo o papel de metodologia de ensino e de aprendizagem, pode promover a comunicação matemática dos resolvedores, bem como o seu sentido argumentativo. Para tal, em pequenos grupos, resolver-se-ão várias situações problemáticas que permitem, todas elas, múltiplas soluções. Na apresentação e reflexão das soluções obtidas, os resolvedores serão convidados a identificar eventuais conceitos matemáticos com os quais de podem conectar as tarefas resolvidas.
Notas biográficas
Paulo Afonso – Coordenador do Curso de Licenciatura em Educação Básica da ESE do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Autor da Trilogia do Xavier, publicada pela APM:
(a) Afonso, P. (2010). Xavier e a Magia Matemática. APM
(b) Afonso, P. (2012). Xavier e o Pensamento Algébrico. APM.
(c) Afonso, P. (2015). Xavier e o Clube de Investigadores Matemáticos. APM.
Responsável pela Secção da Revista Educação e Matemática da APM: O Problema deste Mês Júnior
Nesta sessão prática, os participantes exploram o universo EDUfashion, onde moda e aprendizagem se cruzam. Criaremos t-shirts sustentáveis da coleção “Jogo do Galo Matemático”, recorrendo a materiais reciclados, integrando um tabuleiro interativo, cujas jogadas dependem de respostas corretas. A atividade culminará com jogos, partilha de criações e uma passagem de modelos, promovendo criatividade, colaboração e abordagens lúdicas em sala de aula.
Observações: Todo o material necessário será fornecido pela organização. A sessão envolve trabalho manual, movimento e um pequeno desfile final. Recomenda-se roupa confortável.
Ana Rita Alves – Licenciou-se em 1997 em Matemática pela FCTUC e Mestre em Ensino da Matemática desde 2001. Pertenceu ao Núcleo da APM Almada-Seixal. Atualmente dá aulas no Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho e onde já exerceu o cargo de adjunta do Diretor, sendo atualmente Coordenadora de Desenvolvimento de Projetos de Autonomia, Coordenadora TEIP4 e do Observatório da Qualidade.
Jorge Costa – Licenciado em Ensino Básico do 1.º e 2.º Ciclos, na variante de Educação Visual e Tecnológica. Tem experiência no 1.º Ciclo e em EVT, com enfoque no desenvolvimento de competências espaciais e lógico-matemáticas. Ao longo da carreira, desempenhou funções de coordenação, integrando diversas equipas pedagógicas. É atualmente docente de PLNM no Agrupamento de Escolas de Seia e frequenta o Mestrado em Português Língua Não Materna na Universidade do Minho.
Cristina Caridade – Professora Coordenadora no Departamento de Física e Matemática do ISEC–IPC e doutorada em Matemática Aplicada. Investiga ensino da matemática e formação de professores, com foco em gamificação, jogos educativos, PBL e STEAM. Os seus trabalhos recentes centram‑se no desenvolvimento e avaliação de materiais educativos inclusivos para alunos com diferentes perfis e níveis de ensino.
Verónica Pereira – Doutorada em Didática da Matemática. Com uma carreira sólida no ensino da matemática. Tem experiência no Ensino Superior, Ensino Secundário e Ensino Básico. Demonstra um foco claro na avaliação educacional em matemática e na melhoria das práticas de ensino. A sua atuação abrange diferentes níveis de ensino e instituições (IPC, IPV, IPG, Universidade Católica), refletindo um compromisso com a qualidade e inovação na educação matemática.
A plataforma MILAGE permite a criação de testes e fichas de avaliação em conformidade com o formato adotado pelo IAVE (Instituto de Avaliação Educativa) nos exames nacionais. Nesta sessão prática, os participantes aprenderão a criar, configurar e publicar testes na plataforma MILAGE, explorando as funcionalidades que permitem reproduzir fielmente a estrutura e o formato visual dos instrumentos de avaliação utilizados nas provas nacionais. Serão abordados tópicos como a inserção de questões de diferentes tipologias, a formatação de enunciados com equações e figuras, a definição de critérios de classificação e a partilha dos testes com os alunos. No final, os participantes terão desenvolvido um teste completo no formato do IAVE, pronto a ser utilizado em contexto de sala de aula.
Observação: Recomenda-se que os participantes tragam computador, um teste ou conjunto de questões que utilizem habitualmente, para adaptação ao formato digital. Será privilegiada uma abordagem prática com criação de recursos durante a sessão.
Manuel Lourenço – Professor de Matemática do AE Dr. Ginestal Machado, em Santarém. Licenciado em Ensino da Matemática (FC da UL) é coordenador do Projeto MILAGE no Agrupamento
Maria João Lourenço – Professora do AE Sá da Bandeira , em Santarém. Licenciada em Matemática (Ramo Educacional - FCT da UC) é coordenadora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais do Agrupamento, Professora Autora na Plataforma MILAGE
A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) na educação tem vindo a transformar as práticas pedagógicas e a abrir novas possibilidades para o ensino e a aprendizagem da Matemática. Nesta sessão prática será apresentado o Khanmigo, ferramenta de IA desenvolvida pela Khan Academy, explorando o seu potencial como apoio ao trabalho docente e à promoção de aprendizagens mais significativas. Os participantes irão conhecer funcionalidades do Khanmigo relacionadas com a planificação de aulas, criação de tarefas diferenciadas, formulação de questões, desenvolvimento do raciocínio matemático dos alunos e promoção de feedback formativo. Serão apresentados exemplos de utilização em contexto de sala de aula, bem como estratégias para integrar a ferramenta de forma crítica, ética e pedagogicamente relevante. A sessão incluirá momentos de exploração prática do Khanmigo e reflexão sobre potencialidades, limitações e desafios da IA no ensino da Matemática.
Equipamento necessário: Computador portátil.
Patrícia Morais – Licenciada em Matemática pela Universidade de Coimbra e mestre em Ensino da Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Atualmente, frequenta o 3.º ano do Doutoramento em Multimédia em Educação na Universidade de Aveiro. É professora do quadro da Escola Secundária Dom Dinis e, no presente ano letivo, encontra-se em mobilidade na Escola Secundária Cidade do Entroncamento. Os seus interesses centram-se na integração das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial no ensino e na aprendizagem da Matemática.
Vanda Santos – Doutorada em Didática de Ciências e Tecnologia (Especialização em Didática da Matemática) e em pós-doutoramento no Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores sediada no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro. Editora convidada na revista científica Frontiers in Education, tópico “STEM: Innovation on Teaching and Learning”. É autora e coautora de artigos, capítulos de livros e livros. A área de investigação está centrada nas tecnologias educativas, matemática, educação, aprendizagem ativa e desenvolvimento do raciocínio matemático e geométrico, pensamento crítico e STE(A)M. (https://orcid.org/0000-0002-3953-6123).
A Matemática desempenha um papel essencial na formação de cidadãos socialmente competentes, ajudando-os a estruturar ideias e a enfrentar de forma mais preparada os desafios do dia a dia. Gostar de pensar e resolver problemas é fundamental nesta preparação, sendo a Matemática um campo fértil para cultivar estas competências. Nesta sessão exploraremos exemplos concretos, no âmbito da álgebra e do cálculo, que podem ser aplicados em sala de aula. Estas atividades desafiam os alunos a descobrir padrões, resolver problemas e desenvolver a sua criatividade e o gosto pelo pensamento matemático. Vamos aprender a "ouvir" o que as equações nos dizem e a compreender como a Matemática visual nos ajuda a intuir fórmulas gerais de forma significativa. Usaremos tecnologia como recurso complementar (folhas de cálculo e ferramentas de geometria interativa). Esta oficina propõe-se inspirar professores na criação de ambientes de aprendizagem da Matemática.
Equipamento necessário: Computador portátil ou tablet.
Ana Rute Domingos – Professora Auxiliar na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde leciona há 32 anos, sobretudo na área de Análise Matemática, tendo recebido quatro menções honrosas de Docência de Excelência em Ciências. Investiga distribuições e aplicações. Dedica-se também à formação de professores e à divulgação da matemática, sendo mentora do projeto “Jardim Matemático”. É vice-presidente do Departamento de Ciências Matemáticas.
Nesta sessão iremos explorar exemplos de situações reais, de modo a induzir a noção de matriz de números reais, incentivando a atribuição de significado a um elemento específico da mesma. Será proposto a identificação e construção de diferentes tipos de matrizes de acordo com as situações propostas. Os exemplos anteriores de situações reais serão usados para identificar e contextualizar as operações e o resultado que produzem, e antever propriedades das operações. Consequentemente, proceder-se-á à determinação da matriz resultante da adição, da subtração e do produto de duas matrizes, analisando-se casos de impossibilidade. Por fim, serão ilustradas as transformações geométricas sobre uma figura recorrendo a construções do Geogebra, de modo a promover a identificação da multiplicação de matrizes com a composição de transformações geométricas.
Equipamento: Computador portátil com Geogebra instalado.
Sara Faria Monteiro – Professora do quadro da Escola Secundária Pedro Nunes (Grupo 500). Licenciada em Engenharia Florestal e em Matemática para o Ensino; Mestre em Didática da Matemática (FCUL). Experiência na lecionação de Matemática A, Matemática B e Matemática do Ensino Profissional. Nos anos letivos 2023/2024 e 2024/2025 integrou o projeto das Turmas Piloto das Novas AE de Matemática onde lecionou a disciplina de Matemática B e colaborou na elaboração das coletâneas de tarefas de Matemática B e Matemática para Ensino Profissional. Formadora das Novas AE de Matemática A, Matemática B e Matemática do Ensino Profissional. Faz parte do grupo de trabalho de Matemática para o Secundário da APM.
Verónica Lopes – Professora do quadro no Agrupamento de Escolas Poeta António Aleixo (Grupo 500). Licenciada em Matemática e Mestre em Matemática para professores (UALG). Experiência na lecionação de Matemática A, Matemática B, MACS e Matemática do Ensino Profissional. Nos anos letivos 2023/24 e 2024/25 integrou o projeto das Turmas Piloto das novas AE de Matemática onde lecionou a disciplina de Matemática B e colaborou na elaboração das coletâneas de tarefas de Matemática B e Matemática para Ensino Profissional. Formadora das Novas AE de Matemática A, Matemática B e Matemática do Ensino Profissional. Faz parte do grupo de trabalho de Matemática para o Secundário da APM.
A criptografia constitui um contexto atual e motivador para explorar conceitos matemáticos, promovendo raciocínio lógico, abstração e resolução de problemas. No mundo digital, compreender mecanismos de codificação e segurança da informação é essencial na educação. Esta sessão prática apresenta aos professores os fundamentos da criptografia, incluindo métodos clássicos e aplicações atuais, alinhando-se com o novo módulo OP18 de Matemática Profissional. Por meio de atividades contextualizadas, evidencia-se o papel da Matemática na criação e análise de códigos, bem como no desenvolvimento de competências digitais. Não se pretende apenas uma abordagem técnica, mas fornecer estratégias para integrar a criptografia em contextos letivos. Ao explorar códigos e mensagens secretas, os alunos são desafiados a pensar de forma estruturada e crítica, reforçando a ligação entre Matemática e situações reais.
Equipamento: Os professores devem trazer computador ou outro dispositivo para programar em Python.
Paulo Daniel Ferreira – Professor de Matemática desde 2001, marido desde 2005 e pai desde 2008, vive em Espinho com a mulher e os dois filhos e leciona atualmente Matemática em Fajões (Oliveira de Azeméis). Licenciado (e com 2 mestrados) pela FCUP, é formador acreditado pelo CCPFC desde 2015, tendo dinamizado diversas formações de Jogos Matemáticos, Matemática Recreativa e Matemagia. Matemágico sempre que há público interessado, concilia o rigor matemático com uma abordagem lúdica e cativante.
Esta sessão prática, focada no módulo OP12 — Álgebra de Boole —, propõe uma abordagem exploratória baseada na experimentação e visualização. Os participantes irão trabalhar com tarefas testadas em sala de aula que promovem a compreensão de proposições lógicas, operações booleanas, tabelas de verdade, simplificação de expressões e circuitos lógicos. Com recurso a plataformas como Academo Logic Gate e Mathigon, os conceitos ganham forma e aplicação, permitindo testar, validar e reformular ideias em tempo real. As atividades favorecem o desenvolvimento do raciocínio lógico e a reflexão sobre estratégias de ensino. Alinhadas com as Aprendizagens Essenciais, as propostas já foram implementadas, sendo o feedback da sua aplicação um contributo relevante para tornar a Álgebra de Boole mais dinâmica, acessível e significativa no contexto da sala de aula.
Equipamento: Computador portátil.
Cristina Fernandes – Licenciada em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e concluiu o primeiro ano do Mestrado em Educação, na área de especialização em Formação e Aprendizagem ao Longo da Vida, na FCUL. É docente do Agrupamento de Escolas Michel Giacometti e foi professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e é co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
Elsa Gomes – Licenciada em Matemática, Ramo Educacional pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e concluiu o primeiro ano do Mestrado em Deteção Remota, na FCUP. É docente da Escola Secundária de Paços de Ferreira. É professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
Marília Rosário – Licenciada em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Supervisão Pedagógica em Ensino da Matemática pela Universidade do Minho. É docente do Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo. Foi Professora Acompanhante do Plano de Ação para a Matemática, Supervisora no Processo de classificação de Provas do IAVE, orientadora de estágio da FCUP e UM, formadora acreditada pelo CCPFC e é professora de uma turma piloto das AE para os Cursos Profissionais e co-autora das Coletâneas de Tarefas aplicadas nas turmas piloto de Matemática B e Cursos Profissionais do ensino secundário, desde 2023.
Nesta sessão vamos trabalhar e explorar de forma diferenciada as isometrias com atividades adequadas a cada um dos três níveis de ensino. Pretende-se dinamizar, em conexão com a área de Artes Visuais, a construção de obras onde são estabelecidas conexões que envolvam frisos ou padrões, evidenciando a relevância da Matemática na criação e construção do mundo que nos rodeia. Através do desenho serão realizadas experiências que exploram maneiras de transferir o movimento para o papel. Serão abordados os trabalhos de artistas como Heather Hansen e Eduardo Nery.
Helena Castro – Licenciatura em Ensino da Matemática, pela Faculdade de Ciências de Lisboa (1997), Pós-Graduação em Novas Tecnologias Aplicadas à Educação e Formação, pelo Instituto Superior de Educação e Ciências, (2008) e doutoranda em Educação – Didática da Matemática, pelo Instituto de Educação, é professora do grupo 500 desde 1988. Em 1997, tornou-se professora no Agrupamento de Escolas Fernando Namora, Amadora, onde tem desempenhado diversos cargos, nomeadamente membro das equipas STEAM e PADDE e Coordenadora de Projetos, dinamizadora do projeto Arte e Ciência, entre outros. Colaboradora do GI2 da FCUL.
Susana Texeira – Com Licenciatura em Arquitectura, pela Faculdade Lusíada de Lisboa (1998), profissional liberal em Arquitectura com inscrição na Ordem dos Arquitectos de Lisboa, é professora do grupo 600 (Artes Visuais), desde 1998. Em 2019, tornou-se professora no Agrupamento de Escolas Fernando Namora, Amadora, onde tem desempenhado funções de docente nas disciplinas de Educação Visual, Desenho A e Geometria Descritiva A. Para além das funções docentes, tem desempenhado cargos, tais como dinamizadora do projeto Arte e Ciência, membro da equipa de projetos, equipa STEAM e coordenadora do Plano Nacional das Artes.
Marisabel Antunes – Licenciada em Matemática (ramo de formação Educacional) e Mestre em Educação Matemática pela Universidade de Coimbra, atualmente Doutoranda em Didática das Ciências e Tecnologia na UTAD. Professora de duas turmas experimentais de Matemática A das novas AE, na Escola Secundária D. Dinis. É Membro do GT T3, do GT do Secundário e do GT de História e Memórias do Ensino da Matemática da APM.
Nas Aprendizagens Essenciais de Matemática A (2023) para o 12.º ano, a "Introdução à Inferência Estatística" surge como um tema opcional focado na educação para a cidadania. O seu objetivo é dotar os alunos de ferramentas para a tomada de decisões informadas, promovendo uma compreensão crítica da sociedade. Num primeiro momento desta sessão, realizar-se-á um breve enquadramento curricular, destacando objetivos de aprendizagem e estratégias pedagógicas. Na segunda parte, os participantes trabalharão em grupo na resolução de tarefas sobre a distribuição de amostragem e o Teorema do Limite Central e sobre a construção e interpretação de intervalos de confiança para o valor médio, priorizando a compreensão conceptual e a literacia estatística. Privilegiar-se-á uma abordagem exploratória e colaborativa, através da resolução de tarefas que envolvem contextos reais e com recurso à tecnologia, estudar-se-á como encerrar o ciclo de um procedimento estatístico, desde o planeamento e recolha de dados até à decisão final.
Equipamento: Computador portátil.
Cristina Negra – Licenciada em Ensino de Matemática pela FCUL/UL. Formadora acreditada de professores. Elemento do Grupo de Trabalho do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática para o Ensino Secundário e do Grupo do Ensino Secundário da APM. Coautora dos projetos escolares Sem limites, Desafios e Dimensões. Colaboradora do projeto Estudo Em Casa e Estudo Em Casa Apoia.
Emanuel Martinho – Licenciado em Ensino de Matemática pela UM. Mestre em Ensino de Matemática pela FCT/UNL. Formador acreditado de professores. Elemento do Grupo de Trabalho do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática para o Ensino Secundário e do Grupo do Ensino Secundário da APM. Coautor dos projetos escolares Sem limites, Desafios e Dimensões. Colaborador do projeto Estudo Em Casa e Estudo Em Casa Apoia.
Paula Teixeira – Licenciada em matemática ramo educacional, mestre e doutorada em ciências da educação pela NOVA FCT. Certificada como formadora nas áreas da didática especifica da matemática, práticas de avaliação do rendimento escolar e tecnologias educativas, com aplicação à didática da matemática, pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da formação contínua, desde 2000. Integra o Grupo de Trabalho Casio+ da APM.
Esta sessão prática centra-se na melhoria das aprendizagens de todos e cada um dos alunos em Matemática, através da articulação entre o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e a Diferenciação Pedagógica (DP). Partindo de tarefas exploratórias contextualizadas, propõe-se a reflexão sobre estratégias que antecipam e respondem à diversidade dos alunos, nomeadamente ao nível do envolvimento, da representação e da expressão do pensamento matemático. Serão exploradas, entre outras, estratégias de comunicação equitativa que promovem a participação de todos, bem como formas de identificar barreiras à aprendizagem e de ajustar práticas pedagógicas. Compreender o potencial do DUA e da DP no ensino-aprendizagem-avaliação da Matemática e analisar, através da experimentação, estratégias práticas transferíveis para a sala de aula, à luz destes princípios, constituem os principais objetivos desta sessão.
Explora estratégias inclusivas, identificação de barreiras e adaptação de práticas pedagógicas.
Ricardo Vicente – Docente de Matemática e Ciências Naturais no Agrupamento de Escolas Júlio Dinis – Grijó; doutorando em Educação, mestre em Administração e Organização Educacional e especializado em Educação Especial - domínio cognitivo e motor e domínio da visão. A sua investigação doutoral centra-se na relação entre as áreas da Educação Matemática e da Educação Inclusiva, e na forma como ambas podem, em articulação, contribuir para que todos e cada um dos alunos tenham acesso a uma Matemática de excelência.
O foco é a utilização do software SPSS/PSPP como ferramenta auxiliar no processo de ensino-aprendizagem do tema Estatística. O objetivo principal é proporcionar aos participantes a exploração de ferramentas que possam aplicar em atividades a realizar com os alunos, com ligação à sua vida real, e que promovam a interdisciplinaridade, o sentido crítico, o trabalho em equipa e a aplicação prática de conceitos matemáticos, com o apoio de recursos informáticos. A elaboração de questionários, como instrumento estruturado de recolha de dados, será abordada de forma breve com ênfase no recurso a ferramentas informáticas. Segue-se a exploração do software SPSS/PSPP, que será utilizado como ferramenta de suporte no tratamento e análise dos dados. A fase de análise exploratória dos dados, com recurso a distribuição de frequências, representações gráficas, diagramas de extremos e quartis e medidas descritivas, será concretizada com recurso às funcionalidades disponíveis no software.
Equipamento: Computador portátil.
Cecília Fonseca – Doutorada em Matemática Aplicada e é professora no Instituto Politécnico da Guarda (IPG) desde 1997. Colabora na formação contínua de professores dos ensinos Básico e Secundário desde 2008, realizando ações de formação na área de matemática. Em termos de investigação científica, os seus interesses estão relacionados com medidas de dependência em eventos extremos, análise de dados nas áreas das Ciências da Saúde e da Gestão.
A utilização do Intuitivo consolidou‑se nos últimos anos como uma ferramenta central na digitalização das práticas de avaliação, acompanhando a evolução natural do setor educativo e a procura por processos mais eficientes, colaborativos e sustentáveis. Para os docentes, esta plataforma permite criar e gerir avaliações em formato digital, partilhar materiais entre pares e integrar novas funcionalidades que facilitam o trabalho diário, promovendo maior consistência pedagógica e uma gestão mais ágil dos recursos. Com as suas funcionalidades mais recentes — nomeadamente a digitalização de testes em papel, a automatização de correções e a disponibilização de um repositório partilhado de recursos — o Intuitivo oferece um conjunto de ferramentas que facilita a gestão das avaliações e o acompanhamento do progresso dos alunos. Pretende‑se, assim, dar a conhecer tanto as potencialidades associadas à utilização desta plataforma, destacando o seu contributo para processos mais ecológicos, eficientes e alinhados com as exigências atuais do ensino e da aprendizagem.
Equipamento: Computador portátil.
Carla Garcia – Licenciada em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, exerce actualmente funções docentes no Agrupamento de Escolas Maria do Carmo Serrote, localizado na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra. A sua atividade profissional distingue-se pelo interesse no uso pedagógico da tecnologia e na valorização de desafios e jogos como instrumentos educativos. Tem desenvolvido esforços consistentes no sentido de promover a modernização das práticas de ensino e aprendizagem, contribuindo para a integração de ferramentas digitais que favoreçam processos educativos mais significativos, motivadores e eficazes. Gosta, igualmente, de desenvolver tarefas de investigação com os alunos, de forma a estimular a autonomia, o pensamento crítico e o raciocínio matemático
Filipa Ferreira – Licenciada em Matemática (ramo educacional) e Mestre em Matemática para Professores, exerce funções como professora no Agrupamento de Escolas Maria do Carmo Serrote, na Quinta do Conde, Sesimbra. Os seus interesses profissionais incluem a didática da Matemática, a avaliação, o uso pedagógico da tecnologia e a exploração de desafios e jogos como ferramentas de aprendizagem. Tem procurado contribuir para a modernização das práticas de avaliação, para a melhoria da experiência de aprendizagem de alunos e professores e para a integração de ferramentas digitais que promovam processos de ensino‑aprendizagem mais relevantes, envolventes e pedagogicamente consistentes.
Esta sessão prática tem como objetivo dar a conhecer a tecnologia da calculadora gráfica NumWorks no contexto do ensino da Matemática do Ensino Secundário. Ao longo da formação, os participantes poderão perceber de que forma a NumWorks pode simplificar a dinâmica de ensino em sala de aula, devido ao seu design intuitivo e facilidade de utilização, que dispensa a consulta de manual de instruções. Começaremos por abordar o modo de funcionamento da calculadora gráfica (navegação, menus, teclado), seguindo-se a exploração das aplicações mais utilizadas, como Cálculo, Funções, Estatística, Probabilidades, Regressão, Equações, Python, etc., destacando as mais recentes atualizações de cada aplicação. A sessão incluirá a resolução de exemplos práticos, permitindo aos participantes consolidar conhecimentos sobre as variadas funcionalidades, esclarecer dúvidas e ganhar autonomia na utilização da calculadora como ferramenta de apoio à aprendizagem da Matemática.
Equipamento: Os participantes que já tenham uma calculadora gráfica NumWorks podem trazê-la para acompanhar a sessão. Caso não tenham, serão emprestadas calculadoras durante a sessão.
Madalena Gomes – Formada em Matemática pela Universidade de Lisboa. Há cerca de um ano juntou-se à NumWorks, o que lhe permitiu reunir as duas áreas que mais gosta: a Matemática e a Tecnologia. No seu dia-a-dia, dinamiza formações sobre a NumWorks pelas escolas de norte a sul do pais, partilhando o seu conhecimento da calculadora e apoiando a sua utilização em contexto de sala de aula a centenas de professores.
“Descobrindo a Estatística com o Nutri-Score” é um trabalho de projeto ou pode delinear-se como um conjunto de tarefas abertas que permitem que o ensino da Estatística se torne mais significativo quando é ancorado em contextos autênticos que dialogam diretamente com a realidade dos alunos (e dos professores!) e com temas socialmente relevantes, no caso, estatística, saúde, sustentabilidade e cidadania. Ao longo das etapas do ciclo investigativo PPDAC (Perguntar, Planear, Dados, Análise e Conclusões), podem vivenciar-se, de forma integrada, todas as fases do ciclo investigativo em estatística. Deste modo, compreende-se que o essencial não reside apenas nos números, mas nas perguntas, interpretações e decisões que emergem a partir dos dados. O trabalho sobre o tema da alimentação saudável articulará o uso do sistema Nutri-Score e da aplicação móvel do Open Food Facts. Essa abordagem interdisciplinar contribuirá para o desenvolvimento da literacia estatística, digital e científica.
Observação: Caso seja possível, os participantes devem trazer consigo embalagens variadas de alimentos e bebidas (consumidos ou a consumir) com códigos de barras.
Maria Manuel Nascimento – Doutorou-se em 1999 em Matemática e é professora auxiliar do Departamento de Matemática da ECT da UTAD, onde desenvolve a sua atividade profissional no âmbito da formação de professores, engenheiros e outros profissionais nas áreas da estatística e do delineamento de experiências. É membro integrado do LabDCT-UTAD/CIDTFF-UA e os seus principais interesses de investigação estão relacionados com o ensino e a aprendizagem da matemática, a didática da estatística e da etnomatemática.
Sessão centrada na partilha de experiências desenvolvidas com turmas piloto do Ensino Secundário em Matemática A, evidenciando práticas alinhadas com as Aprendizagens Essenciais (2023). A partir de exemplos concretos de sala de aula, serão analisadas estratégias que promovem a participação ativa dos alunos, colocando-os no centro do processo de aprendizagem — explorando, investigando, modelando, argumentando e comunicando matemática. A sessão pretende mobilizar os colegas para uma dinâmica de trabalho em que os alunos “metem a mão na massa”, através de tarefas ricas, resolução de problemas contextualizados, uso criterioso de tecnologia e momentos de discussão matemática estruturada. Serão ainda explicitados os princípios orientadores das novas Aprendizagens Essenciais no Secundário — valorização do raciocínio matemático, da argumentação fundamentada, da modelação, da generalização e da consolidação conceptual — destacando implicações práticas para a planificação e condução das aulas.
Alexandra Ferrão – Licenciada em Ensino de Matemática pela UÉvora, curso de especialização em Ed. e Tecnologias Digitais, formadora de professores nas áreas de Tecnologias Educativas e de Didáticas Específicas. Docente do QE do AE Poeta António Aleixo (33 anos). Elemento do Grupo Trabalho T3 da APM e do GT do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática para o ES. Formadora dos novos programas de Matemática do ES, das Novas AE (secundário) e supervisora de exames de Mat A. Atualmente, encontra-se a lecionar uma turma Piloto no âmbito das Novas AE de Mat A (12.º ano).
Elisabete Almeida – Licenciatura e Mestrado em Matemática para o ensino na FCTUC, docente do QE do AE de Sátão desde 1994, tendo exercido funções em regime de requisição, desde 1997 até 2006, no Dep. de Matemática da ESTGV - Politécnico de Viseu. Foi formadora das NAE de Matemática do ensino secundário e do ensino básico. Professora de duas turmas Piloto no âmbito das Novas Aprendizagens Essenciais de Matemática A (12º ano). Formadora de professores na área da Didática Específica (Matemática).
Esta sessão prática foca-se na desmistificação da Inteligência Artificial (IA) através de práticas de programação e robótica aplicada. Alinhada com as Aprendizagens Essenciais, esta sessão visa enfatizar a importância do pensamento computacional e da literacia de dados. Os formandos explorarão conceitos fundamentais de IA como ferramentas de mediação pedagógica, discutindo o potencial da tecnologia para promover aprendizagens significativas. Esta abordagem inovadora oferece estratégias replicáveis que transformam a sala de aula num laboratório de experimentação tecnológica e reflexão crítica sobre o futuro digital.
Equipamento: Computador portátil.
Joana Duarte – Professora na Escola Secundária Alves Martins e Professora Assistente Convidada na ESE de Viseu. É mestre em Ensino de Matemática no 3.º ciclo do Ensino Básico e no Secundário e licenciada em Matemática. Atualmente, é doutoranda em Didática de Ciências e Tecnologia e pós-graduada em Gestão Financeira e Fiscal de Empresas. É formadora certificada pelo CCPFC e integra o grupo de trabalho T3 da APM. Revela-se uma entusiasta da tecnologia no ensino da matemática e da inteligência artificial enquanto ferramentas potenciadoras de aprendizagens significativas.
Renata Carvalho – Licenciada em Ensino na variante de Matemática e Ciências da Natureza pela ESE de Portalegre. Possui Mestrado e Doutoramento em Educação na área de Didática da Matemática pela Faculdade de Ciências e Instituto de Educação da ULisboa, respetivamente e concluiu em 2024 uma Pós-Graduação em Educação Digital pela ESE de Lisboa. Tem colaborado na formação inicial e contínua de professores e em projetos nacionais e internacionais no âmbito da Educação Matemática. É diretora do Centro de formação APM.
O crescente uso de Ferramentas de Inteligência Artificial (FIA) torna fundamental repensar estratégias de ensino mais adequadas e que fomentem o sentido crítico face ao seu uso. Para além de compreender as vantagens da utilização destas ferramentas, é preciso reconhecer o papel cada vez mais importante do professor, nomeadamente sobre a necessidade da sua interação com FIA; por exemplo, para criar prompts eficazes, assim como para corrigir ou validar as soluções apresentadas pelas referidas ferramentas. Neste sentido, esta sessão propõe uma abordagem hands-on para participantes com pouca experiência em FIA. Depois de uma breve introdução, os professores poderão usar algumas ferramentas para explorar conteúdos adequados aos anos de escolaridade que lecionam, apoiados pelas formadoras. O principal objetivo é ensinar a integrar FIA na planificação de aulas, a criar materiais diferenciados, assim como explorar estratégias para desenvolver o pensamento crítico dos alunos.
Maria Cristina Costa – Professora de matemática no Politécnico de Tomar, tem licenciatura, mestrado, e curso de Doutoramento em Matemática. Doutorada em Ciências da Educação e Pós-doc em educação STEAM, pela FCT da Universidade NOVA de Lisboa. Diretora, desde 2013, da Academia de Ciência, Arte e Património (www.academiacap.ipt.pt), é formadora certificada e coordenadora de oficinas acreditadas relacionadas com as STEAM, Pensamento Computacional, e sobre a utilização da Inteligência Artificial.
Ana Lopes – Professora nas áreas de Engenharia Eletrotécnica e Informática no Politécnico de Tomar (IPT). É licenciada, mestre e doutorada em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pela Universidade de Coimbra. Atualmente, é diretora do Mestrado em Engenharia Informática do IPT e diretora da Unidade Departamental de Engenharias da mesma instituição. Lidera um work package nas áreas da Inteligência Artificial e Sustentabilidade, no âmbito da Aliança Europeia Kreative-EU.
O pensamento computacional ganha relevo na Educação Matemática pela sua relação com a algoritmização e resolução de problemas, e inclusão no currículo espanhol. Embora no Ensino Secundário se utilizem mais as ferramentas digitais, a literatura destaca a importância das tarefas unplugged (sem computador). Pedagogicamente, os recursos tangíveis situam-se na etapa enativa, preparando a transição de uma programação manipulativa para uma mais abstrata, além de evitarem o fosso digital e estimularem o trabalho de grupo. Este trabalho expõe uma intervenção com a máquina Turing Tumble, que simula o funcionamento de um computador através da deslocação de berlindes acionados por gravidade. Na sessão prática, levaremos as máquinas para que os participantes explorem cinco tarefas de três tipos: utilização, modificação e criação. A sessão terminará com um plenário para debater e refletir sobre a oficina.
Gregorio Arjona-Aranda – Licenciado em Matemática em 2022 pela Universidade de Málaga, com Mestrado em Formação de Professores do Ensino Secundário (Especialidade Matemática). Estudante de doutoramento da Universidade de Córdoba, integrado no programa de doutoramento em Ciências Sociais e Jurídicas. A sua investigação incide sobre o pensamento computacional na Educação Matemática através de tarefas unplugged (sem computador). É professor substituto na Universidade de Málaga.
Ana Santiago – Concluiu a Licenciatura em Matemática - Ramo de formação educacional em 2002 pela Universidade de Coimbra e Doctor em Didáctica de las Matemáticas y de las Ciencias Experimentales em 2008 pela Universidad de Salamanca. É Professor Adjunto Convidado na Escola Superior de Educação de Coimbra. Publicou artigos em revistas especializadas, capítulos de livros e 1 livro. Nos suos trabalhos científicos interagiu com 3 colaboradores em coautorias.
Este workshop propõe uma experiência guiada de utilização da inteligência artificial em três dimensões nucleares do trabalho docente em Matemática: criação de planificações, conceção de exercícios e construção de instrumentos de avaliação. A sessão organiza-se em três blocos hands-on. No primeiro, os participantes trabalham a planificação articulada com Aprendizagens Essenciais, distribuindo unidades, tarefas e momentos de avaliação ao longo do ano. No segundo, geram exercícios adaptados ao nível e ao objetivo pretendido, com variação de dificuldade e contexto. No terceiro, constroem instrumentos de avaliação coerentes com a planificação e os exercícios trabalhados. Em cada bloco alterna-se demonstração guiada, exemplificada em desenvolvimentos próprios no contexto da ferramenta Mlearnix, com experimentação direta. Discute-se o papel dos indicadores devolvidos ao professor na decisão pedagógica.
Equipamento: Computador portátil.
Carla Martinho – Doutorada em Ciências da Educação e Desenvolvimento (FCT-NOVA) e pós-graduada em Educação Digital (ESELx-IPL). Mestre em Ensino de Matemática (3.º ciclo e Secundário) pela FCT-UC e em Matemática Aplicada à Economia e Gestão pelo ISEG. Professora Adjunta no ISCAL-IPL desde 1993, atualmente Presidente do Conselho Pedagógico. Investigadora integrada do ICPOL e colaboradora do CEAUL. Membro da APM, SPM e SPE.
Ana Sofia Rodrigues Rézio – Doutora em Educação, na especialidade de Educação Matemática, e desenvolve atividade de investigação nas áreas da educação matemática, didática da matemática, modelação matemática e inteligência artificial. Com mais de 20 anos de experiência como docente de Matemática (grupo 500) e no ensino superior, dedica-se à formação de professores e à promoção da inovação pedagógica, com especial enfoque na integração da inteligência artificial no ensino da Matemática.
A discussão matemática tem vindo a afirmar-se como uma prática essencial no ensino da Matemática, contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio, da comunicação e da argumentação dos alunos. Estas práticas privilegiam a exploração de diferentes estratégias de resolução. Num contexto em que se valoriza a compreensão conceptual e a diversidade de estratégias, torna-se pertinente refletir sobre a promoção da discussão coletiva enquanto oportunidade para explicar e justificar raciocínios, confrontar ideias e construir colaborativamente o conhecimento. Nesta sessão, propõe-se a análise de diferentes resoluções de alunos do 2.º CEB a problemas matemáticos, com o objetivo de explorar formas de dinamizar a discussão coletiva. Os participantes são convidados a identificar estratégias relevantes para a discussão, a debater os critérios de escolha e a definir possíveis sequências de exploração. Pretende-se promover a reflexão sobre práticas pedagógicas que valorizem a diversidade de pensamento e potenciem aprendizagens significativas.
Joana Gonçalves – Mestre em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Viseu. Atualmente, a lecionar na Escola Básica e Secundária Gomes Teixeira no Grupo 230. As áreas de interesse incidem na educação matemática, em específico nas discussões matemáticas e na resolução de problemas matemáticos.
Cátia Rodrigues – Doutorada em Didática da Matemática, Professora do Grupo 500 no Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim e Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Viseu, onde leciona na formação de professores. As suas áreas de interesse focam-se nas discussões matemáticas e na Álgebra.
Helena Gomes – Doutorada e mestre em Matemática e Professora Adjunta na Escola Superior de Educação de Viseu, onde leciona na formação de professores. É investigadora integrada do CIDMA e as suas áreas de interesse têm foco na Matemática e Educação Matemática, nomeadamente na formação de professores. É Doutoranda em Inteligência Artificial e Engenharia de Sistemas Inteligentes no Instituto Superior de Engenharia do Porto.
Nesta sessão prática, propomos colocar a Matemática em cena através da metodologia Mathemart, uma metodologia que privilegia uma abordagem global de ensino, através de jogos e atividades teatrais, que envolvem a mente e o corpo, a criatividade e as emoções. Assim, é criada uma pequena peça teatral que aborde um ou mais conceitos ou procedimentos matemáticos previamente selecionados, e que depois é encenada. Esta proposta parte de uma experiência vivida por estudantes do Mestrado em Ensino da Matemática da FCUP. Após um breve enquadramento, os participantes serão convidados a vivenciar dinâmicas simples de grupo e a desenvolver, colaborativamente, propostas que cruzam movimento, comunicação, criatividade e conceitos matemáticos. A experiência revelou-se muito positiva, pelo fortalecimento de laços, pelo trabalho em equipa, pelo ganho de confiança e pela descoberta de novas possibilidades didáticas, o que torna pertinente a sua partilha. Pretende-se criar um espaço de trabalho prático e reflexão conjunta, onde os participantes possam vivenciar a proposta e pensar em formas de a adaptar a diferentes contextos de sala de aula.
Beatriz Marques, Carolina Queirós, Catarina Cunha, Érica Câmara, Joana Magalhães, Joana Nunes, Jorge Nogueira e Marta Sousa – Licenciados em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Porto, frequentam atualmente o segundo ano do Mestrado em Ensino da Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário na mesma instituição. No contexto da unidade curricular de Didática da Matemática, frequentaram uma formação do projeto TIM^2 – Teaching Mathematics using Drama – de 21 horas sobre ferramentas do teatro para o ensino da Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico. Acreditam que aliar o teatro à matemática cria ferramentas poderosas para a aprendizagem da matemática, promovendo também o fortalecimento de laços entre os alunos.
Rosa Tomás Ferreira – Licenciada e mestre em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e doutorada em Mathematics Education pela Illinois State University, EUA. É professora auxiliar na FCUP e investigadora do Centro de Matemática da Universidade do Porto. Tem desenvolvido trabalho na formação inicial de professores de Matemática e colaborado em projetos de investigação em Educação Matemática.
Sérgio Novo – Natural da Covilhã, onde se formou e trabalha. Mestre em Artes Plásticas (tese: "Educação através do teatro"), Mestre em Design Multimédia, Licenciado em Educação Visual e Tecnológica e licenciado em Design Multimédia pela Universidade da Beira Interior. Fundador e Diretor Artístico da ASTA, onde trabalha como investigador, designer, performer, ator, encenador, professor, formador e é responsável pelo serviço educativo. Gestor de projetos e investigador em diversos projetos europeus. Professor de Expressão Artística e Teatro em várias escolas.
Esta atividade propõe uma sessão prática para professores centrada numa abordagem interdisciplinar e tecnológica ao ensino das simetrias no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Partindo da tradição dos cunhos do pão utilizados nos fornos comunitários para identificar o pão das diferentes famílias, os participantes exploram estratégias pedagógicas que articulam a etnomatemática, a geometria e as tecnologias digitais. O percurso formativo evolui da exploração de conceitos de simetria e padrões para a sua representação em 2D, modelação digital no Tinkercad e impressão 3D dos cunhos. Durante a sessão prática, os docentes desenvolvem e modelam os seus próprios cunhos, experimentando as diferentes etapas do processo de criação e fabrico digital. A atividade promove ainda a reflexão sobre a integração destas metodologias em contexto de sala de aula, valorizando o património cultural local como recurso educativo. A sessão culmina com a experimentação dos cunhos produzidos em massa de pão, evidenciando a ligação entre tradição, inovação tecnológica e práticas pedagógicas inovadoras.
Jorge Fernandes Costa – é licenciado em Ensino Básico dos 1.º e 2.º Ciclos, na variante de Educação Visual e Tecnológica. Exerce funções docentes desde 2003, acumulando uma vasta experiência no 1.º Ciclo e na Educação Visual e Tecnológica, com especial interesse pelo desenvolvimento do pensamento espacial, do raciocínio geométrico e da resolução de problemas. Ao longo do seu percurso profissional, desempenhou funções de coordenação pedagógica e colaborou em diversas equipas e projetos educativos. Atualmente, é docente de Português Língua Não Materna (PLNM) no Agrupamento de Escolas de Seia e desenvolve a sua dissertação de mestrado nessa área, na Universidade do Minho.
Isabel Mendes Marques – é professora do 1.º Ciclo do Ensino Básico no Agrupamento de Escolas de Seia. É licenciada em Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências da Natureza, e mestre em Educação e Multimédia. A sua prática pedagógica centra-se na integração das tecnologias digitais em contexto de sala de aula, promovendo o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e das competências digitais dos alunos. Desenvolve projetos interdisciplinares que articulam tecnologia, arte e currículo, envolvendo os alunos de forma ativa na construção das suas aprendizagens. Acredita que a inovação pedagógica e a criatividade podem caminhar lado a lado desde os primeiros anos de escolaridade, contribuindo para uma educação mais participativa, significativa e preparada para os desafios do mundo digital.
Os simpósios são espaços para a apresentação de comunicações (15 minutos cada), que divulgam experiências, projetos, trabalhos, investigações ou outras intervenções com relevância na Educação Matemática. Têm uma duração global que permite a apresentação das comunicações e um tempo de discussão, para que a audiência possa formular questões, no final das apresentações.
Ao longo de quatro décadas, a Associação de Professores de Matemática (APM) afirmou-se em Portugal como um ator relevante não só na representação dos docentes, mas também na reflexão e na transformação do currículo de Matemática. A sua intervenção tem acompanhado debates, reformas e orientações curriculares, contribuindo para a forma como são interpretadas e implementadas nas escolas.
Para além do currículo, a APM tem sido um espaço importante de desenvolvimento profissional, promovendo a construção de uma identidade coletiva entre professores, a partilha de práticas e a produção de conhecimento especializado. Neste contexto, o associativismo revela-se fundamental na consolidação da Educação Matemática como área e no fortalecimento da profissão docente.
Este trabalho procura compreender o papel da APM nesses processos, através da análise de documentos e produções da própria Associação, destacando o seu contributo para a evolução do ensino da Matemática em Portugal.
Alexandra Sofia Rodrigues – Doutora em Didática da Matemática pela Universidade da Beira Interior. Possui mestrado em Educação Matemática e especializações em Inovação e Criatividade (TIC) e em Administração e Gestão Escolar. É professora auxiliar convidada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa. Os seus interesses de investigação incluem a história da educação, o desenvolvimento curricular e o ensino da matemática no ensino profissional. Integra o GTHMEM (APM).
Corália Pimenta – Professora Adjunta convidada no ISEC/IPC e investigadora no inED. Licenciada em Matemática pela Universidade de Coimbra, Mestre em Ensino da Matemática e Doutorada em Didática da Matemática pela Universidade da Beira Interior. Os seus interesses centram-se na construção do conhecimento matemático, literacia financeira, modelação matemática e integração crítica de tecnologias digitais. Integra o GTHMEM (APM).
O estudo da Memória e História da Educação Matemática é por si só o reconhecimento e valorização do trabalho dos professores, o que também contribui para a sua melhoria. Funcionando como uma ponte entre o passado e o futuro, os arquivos oferecem aos educadores matemáticos ferramentas para inovar com base na compreensão crítica do que já foi realizado.
A relação entre estes dois campos manifesta-se em três pilares principais: preservação da memória institucional, acesso a acervos (como os arquivos pessoais) e formação de professores. Nesta comunicação pretende-se refletir sobre a constituição e disponibilização do Arquivo Domitila, que atuará como guardião da memória e base para a investigação histórica sobre o ensino da disciplina.
Maria Cristina Almeida – Licenciada em Matemática, Mestre e Doutora em Ciências da Educação. Professora de Matemática no ensino secundário e investigadora na UIED e no CICS.NOVA (FCT, UNL). O seu principal interesse de investigação é a História da Educação Matemática, com foco na formação de professores, desenvolvimento curricular e livros didáticos. É membro coordenador do GTHMEM (APM).
Nesta comunicação, pretende-se explorar a forma como a utilização de materiais manipuláveis nos primeiros anos de escolaridade foi abordada em iniciativas da APM durante a sua primeira década de existência.
Para tal, analisam-se as Atas do ProfMat de 1986 a 1996 e os números da revista Educação & Matemática publicados entre 1987 e 1996. Nesta análise, os materiais manipuláveis são entendidos como objetos concretos que podem ser tocados, movidos e reorganizados, promovendo um envolvimento ativo da criança (Vale, 2002).
Serão consideradas publicações centradas nos primeiros seis anos de escolaridade, bem como outras que, embora dirigidas a outros níveis de ensino, utilizem materiais que possam ser aplicados nos primeiros anos.
Rui Candeias –
Nesta comunicação será apresentada uma tarefa de modelação matemática, de natureza exploratória, desenvolvida para alunos do 8.º ano com o objetivo de explorarem a classificação de sistemas de equações. A tarefa e o simulador foram desenvolvidos por alunos do Mestrado em Ensino de Matemática na NOVA FCT.
A atividade recorre à gamificação através de dois momentos: um “Modo História”, com base na narrativa do Tom e do Jerry, e um “Modo Analítico”, onde os alunos generalizam conceitos e formalizam a classificação de sistemas (possíveis e impossíveis).
Pretende-se discutir o uso de narrativas e tecnologias no desenvolvimento da compreensão da resolução gráfica e da classificação de sistemas de equações.
Guilherme Simões – Mestrando em Ensino de Matemática na NOVA FCT, licenciado em Engenharia Civil. Com experiência docente em centros de explicações e interesse em estratégias pedagógicas e inclusão social.
Luiz Júnior – Mestrando em Ensino de Matemática na NOVA FCT, licenciado pela Universidade Federal Fluminense (Brasil). Interesse em metodologias STEAM e tecnologias educativas.
Rute Moreira – Diretora de um centro de ensino de Matemática, licenciada em Estatística. Interesse em atividades exploratórias e autonomia dos alunos.
Este trabalho apresenta uma proposta para o ensino da geometria na Educação de Jovens e Adultos (EJA), integrando modelagem matemática e tecnologias digitais, como realidade aumentada e QR Codes.
As atividades exploram situações do quotidiano dos estudantes, promovendo investigação, discussão e construção coletiva do conhecimento com recurso a ferramentas como Merge Cube e Quiver.
Os resultados indicam aumento do envolvimento dos estudantes e melhorias na compreensão dos conceitos geométricos, com potencial de adaptação a outros níveis de ensino.
Alexandro Santos Máximo – Mestrando em EJA pela UNEB, professor de Matemática com interesse em metodologias ativas e tecnologias.
Amilton Alves de Souza – Doutor em Difusão do Conhecimento pela UFBA, investigador na área de tecnologias digitais e educação.
Sessão centrada na partilha de experiências com turmas piloto do Ensino Secundário, alinhadas com as Aprendizagens Essenciais (2023).
Através de exemplos de sala de aula, são apresentadas estratégias que promovem o envolvimento ativo dos alunos, com tarefas que exploram, investigam, modelam e comunicam matemática.
Destacam-se práticas como resolução de problemas contextualizados, uso de tecnologia e discussão matemática estruturada, bem como implicações das atuais orientações curriculares.
Alexandra Ferrão – Docente do AE Poeta António Aleixo, formadora e membro da APM, com vasta experiência no ensino secundário.
Elisabete Almeida – Professora do AE de Sátão, formadora na área da didática da matemática, com experiência em implementação das Aprendizagens Essenciais.
A crescente utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa desafia a repensar práticas pedagógicas, reforçando a importância da construção ativa do conhecimento e da reflexão crítica.
Apresenta-se uma experiência com futuros professores de Matemática baseada numa tarefa de modelação estatística aplicada a um cenário real. A proposta promove análise de dados, tomada de decisão fundamentada, comunicação matemática e uso ético da IA.
Organizada em três fases — trabalho autónomo, interação com IA e discussão coletiva — a experiência evidencia o papel da interpretação, da reflexão crítica e da discussão no processo de aprendizagem.
Corália Pimenta – Professora Adjunta convidada no ISEC/IPC e investigadora no inED. Doutorada em Didática da Matemática, com interesse em modelação matemática e integração de tecnologias no ensino.
Deolinda Rasteiro – Professora Coordenadora no ISEC/IPC, doutorada em Matemática. Investigadora nas áreas de educação matemática e inovação pedagógica.
Alexandra Sofia Rodrigues – Professora na NOVA FCT, com investigação na área da história da educação matemática e desenvolvimento curricular.
Face ao crescimento das ferramentas de Inteligência Artificial, torna-se essencial redefinir estratégias de ensino e avaliação que promovam a aprendizagem e o pensamento crítico dos estudantes.
Esta comunicação apresenta exemplos de práticas pedagógicas com recurso a IA, refletindo sobre desafios e oportunidades na sua utilização, nomeadamente a capacidade crescente destas ferramentas na resolução de problemas matemáticos.
Destaca-se o papel do professor como facilitador da aprendizagem, promotor do pensamento crítico e responsável pela avaliação, garantindo uma interpretação adequada dos conteúdos gerados por IA.
Maria Cristina Costa – Professora no IPT, doutorada em Ciências da Educação, com investigação em educação STEAM e inteligência artificial.
Helena Monteiro – Professora Coordenadora no IPT, doutorada em Matemática, com experiência em ensino superior e gestão académica.
Manuela Fernandes – Professora no ensino superior com experiência em várias áreas da matemática e investigação aplicada.
O trabalho do professor de Matemática envolve um ciclo completo desde a planificação até à avaliação, exigindo decisões fundamentadas e organização curricular consistente.
A Inteligência Artificial oferece novas possibilidades de apoio a este processo, incluindo organização curricular, geração de planos de aula, criação de exercícios e elaboração de instrumentos de avaliação.
Nesta comunicação analisam-se soluções com IA, exemplificadas pela ferramenta Mlearnix, destacando o papel dos indicadores de aprendizagem na diferenciação pedagógica e coerência curricular.
Carla Martinho – Professora no ISCAL-IPL, doutorada em Ciências da Educação, investigadora na área de educação e tecnologias, com experiência em ensino e gestão académica.
A matemática desempenha um papel central na promoção da literacia financeira no 1.º Ciclo. Apresenta‑se o relato da prática “A cidade do 2.º ano”, desenvolvida em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.
A atividade consistiu na simulação de uma cidade com espaços de consumo, onde cada aluno geria um orçamento de 200 euros, realizando pagamentos e calculando trocos.
A abordagem integrou dramatização e Estudo do Meio, promovendo aprendizagens significativas e evidenciando o potencial das simulações interdisciplinares no desenvolvimento da numeracia financeira.
Carolina Bem‑Haja – Mestranda em Educação Pré‑Escolar e 1.º Ciclo, com interesse na literacia financeira.
Catarina Neves – Mestranda, com foco em aprendizagens matemáticas significativas e práticas inclusivas.
Matilde Júlio – Mestranda, interessada no uso de materiais manipuláveis.
José Sacramento – Professor supervisor na formação de professores.
Teresa Palos – Professora do 1.º Ciclo e docente cooperante.
O projeto MAT‑INCLUI propõe um sistema de cubos magnéticos multissensoriais para o ensino da Matemática no 1.º Ciclo, baseado em princípios de acessibilidade e design inclusivo.
O sistema integra múltiplos estímulos: representação numérica, Braille, cores acessíveis e feedback auditivo, permitindo diferentes formas de interação e aprendizagem.
Constitui uma ferramenta pedagógica que promove colaboração entre alunos com diferentes necessidades, contribuindo para uma aprendizagem inclusiva, participativa e significativa.
Carla Moura – Investigadora em bioengenharia e design inclusivo no IPC.
Cristina Caridade – Professora no IPC, investigadora em ensino da matemática e jogos educativos.
Sílvia Espada – Professora na área do design e arte, com investigação em design educativo.
Verónica Pereira – Doutorada em Didática da Matemática, com experiência em vários níveis de ensino.
As Aprendizagens Essenciais de Matemática valorizam não apenas conteúdos tradicionais, mas também capacidades transversais e atitudes, alinhadas com o Perfil dos Alunos e recomendações internacionais.
Nesta comunicação discute-se a importância de experiências de aprendizagem que integrem conhecimentos, capacidades e valores, promovendo pensamento crítico e criatividade.
São apresentadas formas de operacionalizar estas dimensões no 1.º Ciclo, segundo as orientações da OCDE: questionamento, imaginação, ação e reflexão.
Célia Mestre – Professora adjunta na ESE de Setúbal, doutorada em Educação (Didática da Matemática) e coautora das Aprendizagens Essenciais.
A gamificação no ensino revela-se uma estratégia eficaz para promover aprendizagens ativas e tornar os conteúdos mais acessíveis.
O jogo “Quem é quem na Matemática?” integra a História da Matemática no estudo dos números complexos no 12.º ano, através da associação de pistas a matemáticos, estimulando raciocínio lógico e trabalho colaborativo.
Esta abordagem permite compreender a evolução dos conceitos matemáticos e valorizar a Matemática como construção humana, tornando-a mais significativa e motivadora. O projeto evidencia ainda a facilidade de adaptação a diferentes níveis de ensino e conteúdos.
Marisabel Antunes – Professora de Matemática, doutoranda na UTAD, com interesse em didática e História da Matemática.
Cristina Caridade – Professora no IPC, investigadora em ensino da matemática, com foco em gamificação, STEAM e jogos educativos.
Verónica Pereira – Doutorada em Didática da Matemática, com experiência em vários níveis de ensino e foco na avaliação e inovação pedagógica.
A sociedade atual exige o desenvolvimento de competências que vão além do pensamento lógico, destacando a importância da criatividade na resolução de problemas.
No âmbito do Mestrado em Ensino da Matemática da NOVA FCT, foram analisados dois artigos sobre criatividade: um de natureza teórica e outro com base empírica no ensino do 5.º ano.
A comunicação reflete sobre a forma como a resolução e formulação de problemas matemáticos podem contribuir para o desenvolvimento da criatividade em contexto educativo.
Clara Freixiela – Licenciada em Matemática e mestranda em Ensino, com interesse em educação inclusiva.
Daniel Pinto – Explicador, com foco em aprendizagem ativa e uso de tecnologia no ensino.
Kevin Tembe – Explicador de Matemática e Física, com formação em Engenharia e interesse por tecnologia educativa.
Esta apresentação propõe uma abordagem didática para integrar a criptografia no ensino da Matemática, evidenciando como conceitos abstratos sustentam a segurança digital do quotidiano.
Com base no algoritmo RSA, exploram-se ideias acessíveis de aritmética modular, números primos e fatorização, mostrando a ligação entre Teoria dos Números e segurança na Internet.
São apresentados exemplos de atividades, como a cifra de César e a análise de frequências, bem como uma introdução ao impacto da computação quântica e ao desenvolvimento da criptografia pós-quântica.
Cláudia Sebastião – Doutorada em Matemática, com experiência no ensino superior. Desenvolve investigação nas áreas da criptografia e integração da Inteligência Artificial no ensino.
A comunicação apresenta a utilização do Python no ensino da Matemática, destacando o potencial de Portugal para afirmação na área tecnológica.
Descreve o percurso da autora com Python, incluindo experiências no 3.º ciclo com Google Colab, formação contínua e integração em contextos educativos.
Aborda ainda conceitos de machine learning e a sua relação com a Inteligência Artificial, culminando com exemplos práticos utilizando o dataset Iris.
Cristina Barbosa – Professora de Matemática do 3.º ciclo. Mestre com investigação em machine learning aplicado ao ensino. Experiência em contexto empresarial e educativa. Autora do livro "Abraçar Mais Felicidade".
O estudo analisa a qualidade dos livros escolares de Matemática em Moçambique, à luz de uma perspetiva etnomatemática, focando a utilidade e relevância dos conteúdos apresentados.
Foram analisados trabalhos académicos e quatro manuais escolares, com o objetivo de perceber em que medida os conteúdos refletem aplicações realistas e contextualizadas.
Os resultados evidenciam esforços dos autores em integrar a matemática do quotidiano, embora persistam desafios como excesso de abstração e inadequação contextual de exemplos.
Abdulcarimo Ismael – Doutorado em Educação Matemática, com carreira académica em Moçambique e experiência internacional.
Manuel Alfinete Lino – Professor do ensino secundário em Moçambique, com formação em Educação Matemática.
A implementação de portefólios digitais no 3.º ciclo teve como objetivo reforçar a avaliação formativa e diversificar estratégias pedagógicas no ensino da Matemática.
Com recurso ao Canva e a um guião orientador, os alunos desenvolveram portefólios que estimularam organização, autonomia e reflexão.
Os resultados mostram perceções positivas dos alunos, destacando-se o acompanhamento do progresso, apesar do maior volume de trabalho exigido.
Carla Sofia Garcia – Professora com interesse na integração da tecnologia e metodologias inovadoras.
Filipa Graça Ferreira – Professora com foco na avaliação e no uso pedagógico de ferramentas digitais.
A avaliação tradicional, predominantemente sumativa, apresenta limitações no desenvolvimento das aprendizagens dos alunos.
O portefólio reflexivo surge como alternativa, promovendo uma avaliação contínua e integrada no processo de aprendizagem.
A comunicação apresenta resultados de uma experiência com alunos do 11.º ano, evidenciando o potencial desta abordagem em diferentes níveis de ensino.
João Carlos Terroso – Professor, autor de manuais escolares e membro da direção da APM, com vasta experiência na didática da Matemática.
Os trilhos matemáticos constituem uma estratégia para explorar a Matemática em contextos reais, promovendo aprendizagens significativas fora da sala de aula.
Nesta comunicação apresentam-se experiências de utilização da aplicação MathCityMap na criação e implementação de tarefas matemáticas associadas ao meio envolvente, recorrendo a dispositivos móveis para orientação e validação de respostas.
Os resultados evidenciam elevados níveis de envolvimento, autonomia e colaboração dos alunos. Discutem-se ainda as potencialidades desta ferramenta para diversificar práticas pedagógicas e aproximar a Matemática do quotidiano.
Ana Barbosa – Docente na ESE do IPVC e investigadora no inED, com investigação em formação de professores, pensamento algébrico e resolução de problemas.
Isabel Vale – Doutorada em Didática da Matemática, com investigação centrada na resolução de problemas, criatividade e formação de professores.
O projeto EDUfashion propõe uma abordagem inovadora ao ensino da Matemática através do Design de Moda, criando um "showroom pedagógico" onde os recursos educativos são apresentados como peças adaptáveis.
As atividades exploram contextos reais, como mobilidade urbana, viagens ou proporções culinárias, promovendo aprendizagens significativas e interdisciplinares.
A abordagem valoriza a criatividade, a experimentação e a autoeficácia docente, contribuindo para o envolvimento dos alunos e para práticas pedagógicas mais inovadoras.
Cristina Caridade – Professora no IPC, investigadora em ensino da matemática, com foco em gamificação, STEAM e inovação pedagógica.
Verónica Pereira – Doutorada em Didática da Matemática, com experiência em diferentes níveis de ensino e foco na melhoria das práticas educativas.
A Matemática é frequentemente vista como difícil e desmotivadora, o que pode reduzir o interesse dos alunos. A Matemagia — baseada em truques com fundamentos matemáticos — surge como uma abordagem lúdica capaz de despertar curiosidade e reforçar o raciocínio lógico.
Nesta comunicação são apresentados exemplos integrados no currículo, relacionados com conteúdos em estudo, promovendo uma aprendizagem significativa e motivadora.
O objetivo é incentivar os docentes a utilizar esta abordagem de forma estruturada, tornando o ensino mais envolvente e contribuindo para uma relação mais positiva com a Matemática.
Paulo Daniel Ferreira – Professor de Matemática desde 2001, formador acreditado e dinamizador de ações sobre jogos matemáticos e matemagia, combinando rigor científico com uma abordagem lúdica.
O projeto Erasmus+ “TIM² – Teaching Mathematics using Drama” propõe a utilização do teatro como ferramenta para reduzir o medo da Matemática e melhorar a literacia dos alunos.
Em Portugal, a ASTA, em parceria com a APM, desenvolveu oficinas para professores e introduziu metodologias como Mathemart e Process Drama na formação de docentes.
O projeto já formou cerca de 1000 professores em vários países e pretende continuar a explorar a integração entre expressão artística e ensino da Matemática.
Sérgio Novo – Diretor artístico da ASTA, com formação em artes, design e educação, envolvido em projetos educativos e europeus.
Rosa Antónia Ferreira – Professora na FCUP, investigadora em Educação Matemática e formadora de professores.
Renata Carvalho – Investigadora em Didática da Matemática e diretora do Centro de Formação da APM.
O Apps for Good é um programa educativo que desafia os alunos a identificar problemas reais nas suas comunidades e a desenvolver soluções tecnológicas com impacto.
Através de uma metodologia de projeto integrada no currículo, os alunos desenvolvem competências digitais, pensamento crítico, criatividade e trabalho colaborativo.
A comunicação apresenta a abordagem pedagógica e exemplos de projetos, desde a identificação do problema até à criação de protótipos, mostrando como integrar o programa em diferentes disciplinas.
Bruno Cardina – Professor bibliotecário e dinamizador do programa Apps for Good, com experiência em projetos de literacia, inovação e educação digital.
O ensino da Matemática em cursos de engenharia exige equilibrar rigor formal e visualização significativa.
Nesta comunicação apresenta-se o uso do GeoGebra na aprendizagem ativa do polinómio de Taylor e da interpolação polinomial, permitindo aos estudantes explorar parâmetros e observar aproximações em tempo real.
A construção de applets promove a formulação de conjeturas, o debate entre pares e a consolidação de conceitos como convergência e erro de aproximação.
Arménio Correia – Professor no ISEC-IPC desde 1992, com trabalho na área da Matemática aplicada e no desenvolvimento de laboratórios de ensino e aprendizagem ativa.
A sessão especial da revista deste ano será dedicada ao tema “Ser Presidente da APM”.
No âmbito das comemorações dos 40 anos da APM, a equipa editorial da revista e o Grupo de Trabalho sobre História e Memórias do Ensino da Matemática, numa iniciativa conjunta, desafiaram os/as presidentes da nossa associação a virem até Seia.
Como parte importante da história da APM, os/as presidentes irão partilhar connosco estórias e vivências, que constituem um património imaterial valioso. Numa fase de maturidade associativa, torna-se especialmente relevante trazer a sua voz, como forma de preservar a memória coletiva da APM.
No âmbito do Projeto APM-DIM, a Associação de Professores de Matemática organizou o concurso intitulado “APM-DIM 2026: Matemática e esperança”. Este concurso pretendeu promover uma reflexão sobre o papel que a matemática poderá ter para resolver alguns dos principais problemas do futuro, tais como crises climáticas e ambientais, desigualdades sociais, conflitos, ameaças à democracia, pandemias ou crises financeiras. De facto, crianças e jovens, dotados de melhores conhecimentos matemáticos, estarão mais bem preparados para enfrentar os desafios do futuro. Assim, pretendia-se que os participantes imaginassem um filme (ou uma série ou um desenho animado), sobre o tema “Matemática e esperança” e criassem o cartaz desse filme.
Foram submetidos 455 cartazes criados por mais de 500 alunos.
Neste sessão, serão oficialmente anunciados os premiados do concurso em cada uma das cinco categorias.
Manuel João Marques – Licenciado em Matemática Ramo Educacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Docente de Matemática do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, desde 2001, atualmente na Escola Secundária Domingos Sequeira (Leiria). Coautor de manuais escolares do 3.º Ciclo, entre 2001 e 2012. Formador acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, desde 2013. Atualmente, é Vice-presidente da Direção da Associação de Professores de Matemática (APM), membro do Grupo de Trabalho CASIO+ e membro do Grupo de Trabalho do Secundário. É ainda coordenador do projeto APM-DIM que promove anualmente o Concurso APM-DIM.
Visitas Noturnas - Centro Histórico de Seia
13, 14 e 15 de julho, às 21h30
(2 € por participante, mediante inscrição)

Observatório Astronómico de Travancinha
O Observatório Astronómico de Travancinha em colaboração com o PROFMAT 2026, apresenta uma oportunidade única de aproximar a Matemática, a Astronomia e a Educação, proporcionando uma experiência enriquecedora que alia conhecimento científico, observação direta do céu noturno e valorização do património natural da Serra da Estrela. Sob a coordenação do astrónomo Federico Neiman, Diretor do Observatório Astronómico de Travancinha, serão promovidas sessões de observação astronómica noturna nas noites de segunda-feira, terça-feira e quarta-feira, especialmente dirigidas aos participantes do PROFMAT 2026, familiares e acompanhantes. Durante estas sessões, os visitantes terão a oportunidade de observar planetas, estrelas, nebulosas e outros objetos celestes através de telescópios especializados, acompanhados por explicações científicas acessíveis e envolventes.
No âmbito desta parceria, todos os participantes do PROFMAT 2026 beneficiam de um desconto especial de 30% no valor da atividade, reforçando o compromisso conjunto de promover a ciência, a educação e a divulgação do património astronómico da Serra da Estrela. É obrigatória a inscrição através do email estrelatravancinha@gmail.com, referindo que é no âmbito do ProfMat26. Recomenda-se que a reserva seja efetuada com antecedência para garantir a participação na data pretendida. Esta iniciativa reforça igualmente o papel da Serra da Estrela como território de excelência para o astroturismo e para a divulgação científica, promovendo a preservação dos céus escuros e a sensibilização para a importância da redução da poluição luminosa.

Dia 13 de julho - Receção e Boas vindas
Confraria do Requeijão com Doce de Abóbora
Confraria da Broa e Bolo Negro de Loriga
“Interior, interior, interior” é o foco dos 20 fundadores da Confraria do Requeijão com Doce de Abóbora. Foi durante a pandemia que um grupo de amigos - alguns empresários - contrariou a tendência de afastamento social para "olhar para as raízes" e para se unir. Por isso, abraçaram a ideia já antiga de Rui Mendes - que agora é o confrade-mor - de criar uma confraria que ajudasse a divulgar uma das iguarias da região. O binómio requeijão com doce de abóbora foi criado em Seia, há mais de cem anos, pela mãe de um hoteleiro da região, o senhor Jorge Camelo (que é confrade de honra). Sem recorrer a quaisquer fundos públicos, o grupo - cujos membros têm idades compreendidas entre os 16 e os 67 anos - meteu mãos à obra.

Confraria da Broa e do Bolo Negro surgiu em 2008, com uma missão bem definida pelos seus fundadores: promover a investigação, preservação e divulgação desses dois produtos típicos da vila de Loriga. Há também o compromisso de integrar a Broa e o Bolo Negro no âmbito económico, através do estímulo à produção e comercialização, bem como participar de todas as manifestações de natureza paisagística e ambiental, arquitetónica, etnográfica, folclórica e cultural.

Dia 13 de julho - Sessão de Abertura
Escola Profissional da Serra da Estrela
Vozes em ½ Ponta
O VOZES EM ½ PONTA é um projeto artístico e educativo, dirigido pela encenadora Vanessa Silva, que acredita no poder transformador da arte como motor de desenvolvimento humano, cultural e comunitário. Fundado no interior do país, em São Romão, afirma-se pela formação de excelência em dança, música e teatro, pela criação de espetáculos originais e pela construção de uma verdadeira família artística, onde talento, dedicação e identidade caminham lado a lado, de Seia para todo o país.

Dia 13 de julho - Coffee break - Tarde (CISE)
Escola Profissional da Serra da Estrela
Compete, a uma Escola com 25 anos de existência, refletir sobre a sua atividade ao longo dos anos para projetar, no futuro, todos os desafios que lhe são propostos. Face ao alargamento constante da sua oferta formativa ao longo dos anos, adaptando-se, assim, às novas exigências que a sociedade impõe, tanto do ponto de vista sociocultural como das conjecturas que os mercados de trabalho exigem, a EPSE potencia uma formação enquadrada e responsável, sempre ligada às demandas e parcerias que estabelece com os stakeholders. O Curso Instrumentista de Cordas e Tecla e o Curso Instrumentista de Sopro e Percussão apresentam as virtudes do ensino integrado de música, oferecendo diversas oportunidades musicais únicas. A este propósito refere-se a participação em festivais de Jazz, tais como Seia Jazz & Blues e Que Jazz é este? e no Festival de Piano de Seia.

Dia 13 de julho - Concerto de Abertura (CISE)
Escola Profissional da Serra da Estrela
Conservatório de Música de Seia - Collegium Musicum
Orfeão de Seia
O Conservatório de Música de Seia - Collegium Musicum é uma escola do Ensino Artístico Especializado de Música (Autorização Definitiva nº33/DREC). O Conservatório de Música de Seia tem como missão implementar e desenvolver o Ensino Artístico Especializado de Música na região que abrange os concelhos de Seia, Gouveia, Oliveira do Hospital e Nelas. O percurso educativo da escola - usualmente designada por Collegium Musicum - pioneira na região, iniciou-se há mais de 25 anos, possibilitando a largas centenas de crianças e jovens o acesso ao ensino de música em condições semelhantes às das crianças e jovens dos grandes centros urbanos, contribuindo para atenuar as assimetrias e diferenças no desenvolvimento social entre o litoral e o interior do país. A escola pretende proporcionar uma formação artística especializada enquadrada na compreensão da variedade do universo musical, detetanto e potenciando aptidões, envolvendo a comunidade local e valorizando e dignificando a Música, as suas obras e as suas práticas no conjunto das atividades musicais.


O Orfeão de Seia é uma Associação Cultural que tem vindo a desenvolver o interesse pela música na região de Seia. Fundado a 7 de outubro de 1977, é um grupo misto com uma média de 25 elementos, preenchendo uma lacuna importante no panorama musical do concelho de Seia. Ao longo dos seus 46 anos de existência, atuou regularmente de norte a sul do país e ilhas da Madeira e dos Açores, tanto a solo como em encontros de coros. Efetuou diversas digressões pelo estrangeiro para concertos a solo e em conjunto, nomeadamente em Espanha, França, Itália e República Checa. Atualmente, o seu maestro é Ricardo Almeida.

Dia 13 de julho - Noite no CISE
Marcha Popular de Vila Verde
Rancho Folclórico Os Pastores de São Romão
Tuna de Figueiredo
O Centro Cultural Recreativo de Vila Verde, fundado a 12 de outubro de 1984, constitui um dos principais pilares da vida social da aldeia, no concelho de Seia. Desde a sua criação, tem desempenhado um papel fundamental na dinamização cultural, recreativa e desportiva da comunidade, reforçando os laços de união e o sentimento de pertença entre os habitantes. Ao longo dos anos, a associação tem promovido diversas atividades, como torneios de futebol, sueca e fito, teatro de Natal, bailes, noites de fados, marchas populares, caminhadas, convívios de verão, desfiles de Carnaval, encontros de emigrantes, provas de motocross, futebol INATEL e iniciativas de pesca desportiva etc.. Estas iniciativas refletem a vivacidade, a energia positiva e o forte espírito comunitário que caracteriza a aldeia de Vila Verde. A associação distingue-se não apenas pela diversidade das suas atividades, mas sobretudo pela capacidade de mobilizar diferentes gerações em torno de objetivos comuns. jovens, adultos e idosos participam ativamente na organização e dinamização dos eventos, garantindo continuidade, renovação e espírito de colaboração.

Foi em 21 de Maio de 1978 que o Rancho Folclórico “Os Pastores de São Romão” iniciou a sua atividade, com a finalidade principal de recolher, preservar e divulgar o património material e imaterial da encosta ocidental da Serra da Estrela. Dada a sua situação geográfica e proximidade com o topo da montanha vê, ainda hoje, enraizado na tradição das suas gentes as mais puras características serranas, e que, teimosamente, o Rancho Folclórico Os Pastores de São Romão procura preservar e retratar nas suas apresentações.

A Tuna de Figueiredo, sediada no concelho de Seia, é uma instituição com 90 anos, profundamente ligada à sua comunidade. Foi fundada por compatriotas regressados do Brasil que, mesmo sem formação musical, quiseram unir a população através da música e do convívio. Na sede da tuna criou-se uma Escola de Música, sob a direção artística da Professora Ana Carina Reis, Licenciada em Música pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Na sede ministram-se aulas de grupo de guitarra, cavaquinho, bandolim, violino e flauta. E assim renasce a 14 de dezembro de 2004 uma nova tuna composta por elementos da camada mais jovem de Figueiredo e Pereiro. O principal objetivo foi unir a tuna em prol da música, bem como fomentar e divulgar as nossas raízes musicais. A tuna já efetuou inúmeras atuações em eventos sociais e festas. Atualmente, conta com cerca de 25 elementos, entre pais, filhos e amigos. Com o tempo, tornou-se um símbolo de identidade e tradição local, ligando gerações e preservando as raízes da freguesia.


Dia 14 de julho - Coffee break - Manhã (ESTH)
ACR Music & Voices
ACR Music & Voices é uma Escola de Música sob a direção artística de Ana Carina Reis. Esta escola tem como missão potenciar talentos, promover performances musicais e outras técnicas artísticas, tais como o Teatro Musical. Tem como oferta educativa a aprendizagem do Canto, piano, guitarra, cavaquinho, bandolim e violino.

Dia 14 de julho - Coffee break - Tarde (ESTH)
Grupo de Cantares e Cavaquinhos da Academia Sénior de Seia
O Grupo de Cantares e Cavaquinhos da Academia Sénior de Seia (ACASES) é uma formação musical dedicada à preservação e divulgação da música tradicional portuguesa. Fundado em maio de 2006, o grupo é uma das disciplinas nucleares da academia, promovendo o envelhecimento ativo através da música e da amizade.

Dia 14 de julho - Jantar do ProfMat
David Fidalgo
David Fidalgo é músico solo e intérprete de guitarra acústica, destacando-se pela sua presença em palco e pela ligação que estabelece com o público. Iniciou o seu percurso musical aos 7 anos de idade, desenvolvendo desde cedo uma forte ligação à música e à performance ao vivo. É licenciado em Música pela Escola Superior de Educação de Coimbra e tem participado em diversos eventos e atuações ao vivo, apresentando um repertório inspirado nos grandes clássicos do rock e da pop.Atualmente, integra a Orquestra Ligeira de Gouveia e faz também parte do projeto musical Sons de Portugal, conciliando diferentes estilos e experiências musicais no seu percurso artístico.

Dia 15 de julho - Coffee break - Manhã (ESTH)
ACR Music & Voices
A história de uma instituição constrói-se através das ideias que defende e partilha, dos documentos que produz e dos encontros que promove, mas, sobretudo, através das pessoas que lhe dão vida.
É nesse espírito de preservação e valorização da memória que o Grupo de Trabalho de História e Memórias do Ensino da Matemática (GTHMEMat) apresenta, no PROFMAT 2026, um conjunto de exposições dedicadas à história da Educação Matemática e da Associação de Professores de Matemática.
Convidamos os participantes do PROFMAT 2026 a visitar estas exposições e a reencontrar, por meio delas, memórias, pessoas e iniciativas que fazem parte da história da educação matemática em Portugal.

Esta exposição convida a percorrer quatro décadas da vida da Associação de Professores de Matemática, através dos cartazes dedicados aos seus presidentes, dos testemunhos dos seus fundadores e de um historial dos encontros promovidos pela associação. Dela emerge o retrato de uma associação moldada pelo empenho de sucessivas gerações de professores, pelas iniciativas que promoveu e pelos momentos que marcaram o seu percurso, afirmando-se como referência na educação matemática em Portugal.
Estas exposições são também o resultado da generosidade de todos aqueles que partilharam documentos, fotografias, memórias e testemunhos. A sua disponibilidade e o seu contributo foram fundamentais para preservar e dar a conhecer este património coletivo, pelo que lhes é devido o nosso mais sincero agradecimento.
Exposição organizada pelo GTHMEMat – Grupo de Trabalho de História e Memórias do Ensino da Matemática.
Nas décadas de 1930 e 1940, Bento de Jesus Caraça encontrou na Serra da Estrela um refúgio para descanso físico e psíquico e um espaço de contemplação, inspiração, reflexão e até análise social. Longe da asfixia política da ditadura do Estado Novo, a imensidão da serra oferecia-lhe a liberdade que a sociedade lhe negava.
Esta exposição traz um pouco do que a lente de Bento de Jesus Caraça e de seus amigos registou nas suas estadias pela Serra da Estrela, com base em Seia e S. Romão.
Exposição organizada pelo GTHMEMat – Grupo de Trabalho de História e Memórias do Ensino da Matemática.
Esta fita de tempo destaca momentos relevantes para o ensino da matemática. Para além de registar reformas pedagógicas e a publicação de livros de texto, distingue conferências, artigos, cursos, congressos, visitas, nascimento de instituições e de jornais, etc. que podemos hoje identificar como marcos simbólicos assinalando mudanças na educação matemática.
Escolheu-se o meio século entre 1950 e 2000 que testemunhou o desenvolvimento da Matemática Moderna e o posterior aparecimento de alternativas curriculares. A fita de tempo acompanha também o aparecimento e a consolidação da Educação Matemática enquanto corrente académica e científica.
Embora centrada nos acontecimentos portugueses, a fita coloca-os a par com momentos internacionais relevantes. Assistimos assim ao nascimento de quase todas as instituições internacionais que foram acompanhando a inovação curricular e de pesquisa, bem como os projetos, grupos, congressos e personalidades que marcaram esses 50 anos. Salientam-se ainda alguns acontecimentos ocorridos noutros países. E, em pano de fundo, recordam-se alguns acontecimentos maiores.
Exposição organizada pelo GTHMEMat – Grupo de Trabalho de História e Memórias do Ensino da Matemática.
(1951 - 2022)
E unicamente ao movimento de crescer nos guiasse. Termos das árvores
A incomparável paciência de procurar o alto
A verde bondade de permanecer
E orientar os pássaros
(Daniel Faria, in Explicação das árvores e de outros animais, 1998)
Esta é uma presença outra do Henrique entre nós, habituados que estávamos a vê-lo, a conversar com ele, a assistir às suas conferências nos ProfMats que ele seguiu na totalidade, inscrevendo-se e participando sempre. (ver mais)
(1928 - 2022)
Recordar o Eduardo Veloso é uma exposição que revisita algumas ideias significativas daquele que foi um dos sócios fundadores da APM, grande entusiasta e animador de muitas das atividades associativas.
Esta exposição, cuja ideia partiu de uma proposta da direção da APM, foi pensada pelos seus organizadores como uma oportunidade de expor algumas das principais ideias do Eduardo Veloso sobre a APM, a Educação em geral e o Ensino da Matemática, ideias que defendia consistentemente, sempre numa base de grande coerência, e que partilhava muitas vezes informalmente numa primeira fase para depois passar a escrito e divulgar ou defender em fóruns diversos. (ver mais)
O XXXVI Seminário de Investigação em Educação Matemática irá decorrer nos dias 15 e 16 de julho de 2026, em Seia. Este encontro constitui um espaço privilegiado para a apresentação e discussão de trabalhos de investigação, promovendo o diálogo entre investigadores, professores e formadores interessados no ensino e na aprendizagem da Matemática.
Desde a sua criação, o SIEM tem procurado responder à necessidade de partilha e debate em torno dos desenvolvimentos mais recentes na área da Educação Matemática, dos estudos em curso e das suas implicações para a prática docente, a formação de professores e as políticas educativas. Ao longo das suas edições, o SIEM tem reunido participantes de diferentes níveis de ensino, bem como investigadores nacionais e internacionais.
Realizado em articulação com o ProfMat, com algumas sessões conjuntas, o SIEM oferece um programa diversificado que inclui conferências plenárias, painéis e simpósios de comunicações. No dia de atividades comuns, os participantes do SIEM poderão assistir às sessões do ProfMat, tal como os participantes do ProfMat terão acesso ao programa do SIEM, favorecendo o encontro entre diferentes comunidades profissionais e o alargamento das oportunidades de partilha e reflexão.
Convidamos todos os interessados a submeter propostas de comunicação e a participar no XXXVI SIEM. Esperamos por si em Seia!
Hélia Pinto
Ana Caseiro
Joaquim Pinto
Manuel Marques
Dina Tavares
Ana Patrícia Martins
Cátia Rodrigues
Cecília Fonseca
Cristina Caridade
Helena Gomes
José Alexandre Martins
Nuno Bastos
Verónica Pereira
Alessandro Ribeiro, Universidade Federal do ABC (UFABC), Brasil
Ana Barbosa, inED, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Portugal
Ana Caseiro, CI&DEI, ESE do Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal
Ana Isabel Silvestre, ISPA, Instituto Universitário, Portugal
Ana Oliveira, CI&DEI, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Ana Patrícia Martins, CIDMA, ESE do Instituto Politécnico de Viseu, Portugal
Ana Santiago , ESEC do Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal
Angelica Francisca de Araujo, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Brasil
António Domingos, FCT da Universidade NOVA de Lisboa, Portugal
António Guerreiro, Universidade do Algarve, Portugal
António Manuel Borralho, CIEP, Universidade de Évora, Portugal
Carlos Miguel Ribeiro, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Brasil
Catarina Delgado, CIEQV, Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
Cátia Rodrigues, ESE do Instituto Politécnico de Viseu, Portugal
Célia Mestre, ESE do Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
Cláudia Torres, MECI Ministério da Educação, Ciência e Inovação, Portugal
Cristina Martins, CITeD, Instituto Politécnico de Bragança, Portugal
Dina Tavares, CIDMA, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Elsa Isabelinho Barbosa, CIEP, Universidade de Évora, Portugal
Ema Mamede, CIEC, Universidade do Minho, Portugal
Fátima Mendes, CIEQV, Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal
Fernando Martins, ESEC do Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal
Graça Cebola, Instituto Politécnico de Portalegre, Portugal
Helena Gomes, CIDMA, Instituto Politécnico de Viseu, Portugal
Helena Martinho, CIEd, Universidade do Minho, Portugal
Helena Rocha, FCT da Universidade NOVA de Lisboa, Portugal
Hélia Jacinto, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa, Portugal
Hélia Oliveira, UIDEF, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa, Portugal
Hélia Pinto, CI&DEI, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Hugo Menino, CI&DEI, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Isabel Cristina Rodrigues de Lucena, Universidade Federal do Pará, Brasil
Isabel Vale, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Portugal
Joana Latas, CIEP, Universidade de Évora, Portugal
João Pedro Ponte, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Portugal
Joaquim Pinto, Universidade de Aveiro, Portugal
Jorge Henrique Gualandi, IFES, Campus Cachoeiro de Itapemirim, Brasil
Manuel Vara Pires, CITeD, Instituto Politécnico de Bragança, Portugal
Margarida Rodrigues, CI&DEI, Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal
Maria Alexandra Oliveira Gomes, CIEC/IE, Universidade do Minho, Portugal
Maria Cristina Costa, CICI do IPT, Instituto Politécnico de Tomar, Portugal
Maria de Fátima Fernandes, ESE do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Portugal
Maria de Lurdes Serrazina, ESE do Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal
Maria José Costa dos Santos, Universidade Federal do Ceará, Brasil
Marina Rodrigues, CI&DEI, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Marisa Quaresma, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa, Portugal
Nádia Ferreira, EDUINOVA.ISPA / ISPA, Instituto Universitário, Portugal
Nélia Amado, CIDMA, Universidade do Algarve, Portugal
Neusa Branco, ESE do Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
Nicole Duarte, CI&DEI, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Nuno Bastos, CIDMA, Instituto Politécnico de Viseu, Portugal
Paula Teixeira, Agrupamento de Escolas João de Barros, Portugal
Paulo Martins Afonso, ESSE do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Portugal
Pedro Tadeu, CI&DEI, Instituto Politécnico da Guarda, Portugal
Raquel Santos, CIEQV, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
Rita Cadima, CIDMA, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal
Rosa Tomás Ferreira, CMUP, Universidade do Porto, Portugal
Susana Colaço, CIAC, Instituto Politécnico de Santarém, Portugal
Teresa Fernandez Blanco, Universidade de Santiago de Compostela, Espanha
Teresa Neto, CIDTFF, Universidade de Aveiro
O XXXVI SIEM decorre em Seia, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico da Guarda.
Mapa:
Rua Dr. José António Fernandes Camelo, 6270-372 Seia
Tlf: 238 320 800
Email: geral.esth@ipg.pt
URL: Visitar site
O Seminário de Investigação em Educação Matemática (SIEM) tem como principal missão promover um espaço de divulgação, partilha e discussão de ideias e de trabalhos, desenvolvidos ou em curso, no âmbito da investigação em Educação Matemática. Pretende ainda, continuar a fortalecer a ligação entre a investigação e o ensino da Matemática, promovendo o encontro e a interação entre a comunidade dos professores que ensinam Matemática e a comunidade dos investigadores em Educação Matemática.
Para que o SIEM continue a cumprir com a sua missão, desafiam-se todos os investigadores em Educação Matemática a apresentaram os seus trabalhos no XXXVI SIEM 2026, que terá lugar a 15 e 16 de julho em Seia.
Os participantes no SIEM podem submeter propostas de comunicações e/ou pósteres, a serem apresentadas em simpósios com discussão. As comunicações têm 15 minutos para apresentação e os pósteres têm 5 minutos para apresentação.
Todos os trabalhos serão sujeitos a revisão científica por pares, com base em critérios uniformes indicados pela comissão científica relativos a clareza, estrutura, relevância e coerência da proposta. As propostas devem seguir rigorosamente as indicações formais abaixo fornecidas e serem enviadas até 05 de junho, através dos formulários abaixo.
A notificação de aceitação é realizada pela comissão científica até 19 de junho e a submissão da versão final revista para publicação em atas tem de ser enviada até 03 de julho.
Os autores das comunicações aceites no SIEM são convidados a submeter versões alargadas dos seus trabalhos para eventual publicação na revista Quadrante. Os artigos submetidos serão sujeitos ao processo habitual de avaliação científica da revista, de acordo com as suas normas editoriais e critérios de qualidade.
As atas do XXXVI SIEM irão ser propostas para indexação na Web of Science.
O texto da comunicação será publicado nas Atas se respeitar rigorosamente as normas de formatação que constam no modelo.
Modelo para submissão de Comunicação
| Submissão de Comunicação |
O texto do póster será publicado nas Atas se respeitar rigorosamente as normas de formatação que constam no modelo.
Modelo para submissão de Póster
| Submissão de Póster |
Se vai apresentar alguma comunicação e/ou póster e pretende utilizar um modelo comum, próprio deste SIEM, descarregue-o aqui:
As atas do XXXVI SIEM irão ser propostas para indexação.
siem2026@apm.pt
XXXVI SIEM - Associação de Professores de Matemática
Rua Dr. João Couto, n.º 27-A
1500-236 Lisboa
Tel.: +351 21 716 36 90 / 21 711 03 77
Esta conferência revisita as ideias centrais dos primeiros ProfMat (1985 e 1986) e analisa como estas influenciaram a evolução da educação matemática em Portugal.
São retomados conceitos como resolução de problemas, uso de computadores e materiais manipuláveis, mostrando a sua evolução para abordagens atuais como tecnologias digitais, tarefas exploratórias e discussões coletivas.
Aborda-se também o impacto destas ideias na definição dos programas de Matemática ao longo das últimas décadas.
João Pedro da Ponte é doutorado em Educação pela Universidade da Geórgia (EUA) e foi o primeiro Diretor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
É atualmente professor emérito deste Instituto e foi professor visitante em universidades do Brasil, Espanha e Estados Unidos.
A sua investigação centra-se na prática profissional, no conhecimento e no desenvolvimento dos professores, com destaque para os estudos de aula e o ensino e aprendizagem da Matemática.
In this talk, Alf will point to a revolution in thought, across disciplines, towards the ecological (i.e., the study of relations in contexts) and ask, what this means for mathematics education. He will propose a relational view of mathematical concepts, consider ecological approaches to mathematics teaching and teacher education, and, finally, offer some thoughts towards ecological approaches to researching in mathematics education.
Alf Coles é University of Bristol. Is Professor of Mathematics Education at the University of Bristol, UK. He taught mathematics in secondary schools for 15 years before joining the university in 2010, where he is a teacher educator. His research is focused on ecological mathematics. He co-wrote the book, for teachers, “I can’t do maths: why children say it and how to make a difference” with Nathalie Sinclair.
A Inteligência Artificial (IA) generativa desafia pressupostos que têm sustentado a investigação sobre tecnologia e ensino da Matemática, levantando novas questões nomeadamente sobre o conhecimento necessário para ensinar Matemática com tecnologia e sobre a adequação dos referenciais teóricos atualmente disponíveis. Esta conferência discute em que medida estes referenciais permanecem adequados para analisar o conhecimento profissional do professor de Matemática num contexto marcado pela presença de IA. Partindo de desenvolvimentos recentes na investigação, serão exploradas tensões conceptuais, extensões dos referenciais existentes e questões que poderão orientar uma futura agenda de investigação sobre o conhecimento profissional do professor de Matemática na era da Inteligência Artificial.
Helena Rocha é EDUNOVA.ISPA, CICS.NOVA, Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade NOVA de Lisboa. É professora na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e doutorada em Educação, sendo a coordenadora NOVA FCT do centro de investigação EDUNOVA.ISPA. A sua investigação foca-se no conhecimento e desenvolvimento profissional de professores, com especial ênfase na integração da tecnologia. Neste domínio tem desenvolvido conceptualizações teóricas, como o modelo KTMT, centrado no conhecimento e prática profissional do professor de Matemática. É autora de várias publicações nacionais e internacionais e está envolvida em diversos projetos, liderando o projeto AI-TecTeachers e a participação portuguesa no projeto STEaiM PC, ambos com foco na Inteligência Artificial.
Este painel é dedicado à interdisciplinaridade entre a Matemática e duas áreas bastante distintas: as Artes Visuais e as Ciências Naturais. A abordagem ao tema partirá de dois projetos que se desenvolveram de forma independente, mas com vários pontos de contacto.
O projeto IMAVIS procura, entre outros objetivos, produzir conhecimento sobre as aprendizagens curriculares desenvolvidas por alunos de 1.º e 2.º ciclos a partir da realização de atividades de conceção interdisciplinar entre as Artes Visuais e a Matemática, bem como promover o conhecimento dos professores necessário à realização destas atividades. Associado a estas duas dimensões está o design das tarefas que favorecem a qualidade das aprendizagens e o nível de integração das duas áreas.
O projeto InterMatCN teve como objetivo compreender as dinâmicas de implementação, por futuros professores, de atividades interdisciplinares no 2º ciclo, em Matemática e Ciências Naturais, no contexto de Estudos de Aula. As atividades foram implementadas no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, tendo sido planificadas, de forma colaborativa, nas sessões do Estudo de Aula, com a participação de estagiárias, supervisores e professoras cooperantes. O design das tarefas e a gestão curricular constituíram desafios para a integração das duas áreas disciplinares.
Neste painel serão apresentadas algumas tarefas e o racional da sua conceção, relatos sobre a sua implementação em aula, produções de alunos, resultados da investigação e questões para o futuro.
Lina Brunheira é Licenciada em Ensino da Matemática e Mestre em Didática da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Doutorada em Educação-Didática da Matemática pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. É coautora das Aprendizagens Essenciais de Matemática para o Ensino Básico e integrou o grupo de trabalho que acompanhou as turmas que anteciparam a operacionalização do programa e concebeu o programa de formação contínua. Atualmente é professora adjunta na Escola Superior de Educação de Lisboa onde se dedica à formação inicial de educadores e professores de 1.º e 2.º CEB. Desde 2024 que coordena o Projeto IMAVIS – Interdisciplinaridade entre a Matemática e as Artes Visuais.

Helena Gil Guerreiro é Doutorada em Educação, na área de especialidade de Didática da Matemática pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, mestre na área de especialidade da Didática da Matemática, e licenciada em Ensino Básico, variante Matemática/Ciências da Natureza pela Escola Superior de Educação de Lisboa. É professora no 1.º Ciclo no Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire e professora adjunta convidada na ESELx. Tem integrado vários projetos no âmbito da formação contínua de professores, nomeadamente o grupo de Trabalho do Desenvolvimento Curricular e Profissional em Matemática que acompanhou as turmas que anteciparam a operacionalização das Aprendizagens Essenciais. Atualmente, integra o projeto IMAVIS, da ESELx, dedicado à interligação entre Matemática e Artes Visuais.

Joana Conceição é Licenciada em Ensino Básico-1.º Ciclo pela Escola Superior de Educação de Santarém e Mestre em Educação Matemática no Pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, pela Escola Superior de Educação de Lisboa. Em 2022, doutorou-se em Didática da Matemática, pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Para além do trabalho no ensino básico, dedica-se à formação contínua de professores e mantém-se ligada à investigação, integrando, atualmente, o projeto IMAVIS em desenvolvimento na ESELx, dedicado à interligação entre Matemática e Artes Visuais.

Margarida Rodrigues é Doutorada em Educação, na especialidade de Didática da Matemática, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Professora Coordenadora da Escola Superior de Educação de Lisboa onde tem desenvolvido trabalho de investigação e formação nas áreas da formação de professores, currículo e didática da matemática, tanto na formação contínua como na formação inicial. Participa e participou em projetos de investigação financiados e é autora de diversas publicações científicas.

Renata Carvalho é Licenciada em Ensino na variante de Matemática e Ciências da Natureza pela ESE de Portalegre. Possui Mestrado e Doutoramento em Educação na área de Didática da Matemática pela Faculdade de Ciências e Instituto de Educação da ULisboa, respetivamente e concluiu em 2024 uma Pós-Graduação em Educação Digital pela ESE de Lisboa. Tem colaborado na formação inicial e contínua de professores e em projetos nacionais e internacionais no âmbito da Educação Matemática. É diretora do Centro de formação APM.

Bianor Valente é Licenciada em Ensino das Ciências da Natureza (Biologia e Geologia), mestre em Biologia Molecular e doutorada em Educação, na especialidade de Didática das Ciências, pela Universidade de Lisboa. É professora adjunta na Escola Superior de Educação de Lisboa, onde tem desenvolvido trabalho de investigação e formação nas áreas da formação de professores, currículo e didática das ciências. Participa em projetos nacionais e internacionais e é autora de diversas publicações científicas.


Dia 15 de julho - Coffee break - Manhã (ESTH)
ACR Music & Voices
ACR Music & Voices é uma Escola de Música sob a direção artística de Ana Carina Reis. Esta escola tem como missão potenciar talentos, promover performances musicais e outras técnicas artísticas, tais como o Teatro Musical. Tem como oferta educativa a aprendizagem do Canto, piano, guitarra, cavaquinho, bandolim e violino.

Dia 15 de julho - Coffee break - Tarde (ESTH)
Carlos Lopes
Carlos Miguel Antunes Lopes Iniciou os seus estudos musicais aos dez anos, no Collegium Musicum – Conservatório de Música de Seia. Em 2016 integrou a Sociedade Musical Gouveense e, no ano letivo 2017/2018, ingressou na Escola Profissional da Serra da Estrela, onde concluiu o Curso de Instrumento – Trompa, sob orientação do Professor Luís Santos. Em 2024, concluiu a Licenciatura em Música na Universidade de Aveiro, na classe do Professor José Bernardo Silva. Atualmente frequenta o Mestrado em Ensino da Música. Ao longo da sua formação participou em diversas masterclasses com trompistas de renome, entre os quais José Vicente Castelló, Adrián Díaz Martínez, Hans Van Der Zanden, Jon Luxton, Luís Vieira, José Chanzá, Samuel Seidenberg, Rodolfo Epelde, Abel Pereira, Paulo Guerreiro e Luís Duarte Moreira. No seu percurso musical trabalhou com maestros conceituados como Douglas Bostock, Fernando Marinho, Ernst Schelle, José Eduardo Gomes, António Saiote, Luís Carvalho, Francisco Ferreira, André Granjo, Hélder Abreu, Rui Pinheiro e Bruno Borralhinho. Colaborou com a Orquestra das Beiras, Orquestra Sinfónica do DECA, Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Artes da Covilhã, Orquestra de Sopros da Escola Profissional da Serra da Estrela e Orquestra Poema. Desde 2024, leciona Trompa no Collegium Musicum – Conservatório de Música de Seia e na Escola Profissional da Serra da Estrela.

Dia 15 de julho - Jantar do SIEM
Álvaro Passeira
Nasci no estio, junto ao céu,
Onde era abundante a fome,
Já da vida escravo e réu,
Acorrentado a um nome.
Nasci num tempo de grilhos,
Num país de amordaçados,
Supliciando seus filhos,
Enxotando-os para outros lados…
Perdem-se dos olhos fráguas,
Junto ao céu que mora perto,
Imensas são minhas mágoas,
Coração em chaga aberto…
Foi essa a marca da vida,
Então em mim incrustada,
Dor mais dor tornada ferida,
Álvaro Passeira nasceu no Sabugueiro, a 4 de julho de 1960, entre fragas altas e o sopro agreste da Serra da Estrela. Da montanha herdou o silêncio, a dureza e a claridade — talvez por isso a palavra escrita se tenha tornado, desde cedo, o seu modo natural de respirar. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade de Coimbra e fez da docência o seu caminho de vida. Há mais de quatro décadas que ensina Português e Francês, acreditando que cada aula pode ser uma porta aberta para o futuro dos jovens. O seu percurso estende-se também ao serviço comunitário: colaborou com o Solar do Mimo, com a Casa de Santa Isabel e com o Rancho Folclórico Os Pastores de São Romão, sempre movido por um sentido profundo de pertença e responsabilidade social. Em 2016 publicou Versos Dispersos, obra que marcou a sua estreia literária. Em 2025 regressou à poesia com Poesia à Sós, editado pela Sinapis, e prepara já novas publicações. Quando não escreve, lê; quando não lê, planta. Entre árvores, animais e a terra fértil da Quinta do Talegre, cultiva a mesma serenidade que procura nos versos — uma forma de cuidar do mundo e de si.

Maria Inês e Sara
Maria Inês Saraiva Barros tem 17 anos e estuda na Escola Secundária de Seia. Paralelamente, frequenta o Conservatório de Música de Seia desde o 5.º ano, percurso que lhe permitiu desenvolver uma grande ligação à música, especialmente ao violino. Ao longo destes anos, a música tornou-se muito mais do que um estudo: passou a ser uma forma de expressão e um espaço onde consegue transmitir emoções sem precisar de palavras. Gosta particularmente da sensação de interpretar uma peça e perceber como a música consegue aproximar pessoas tão diferentes. Além do violino, gosta de observar padrões e detalhes nas pequenas coisas do dia-a-dia, sendo talvez por isso que considere curioso estar hoje no SIEM, onde a lógica e a harmonia também se encontram, cada uma à sua maneira.
Sara Higa Gouveia tem 15 anos e frequenta o 10.º ano do curso de Línguas e Humanidades na Escola Secundária de Seia. Paralelamente ao seu percurso académico, é aluna de Piano e Formação Musical no Conservatório de Música de Seia. É também atleta federada de Patinagem Artística, representando a Escola de Patinagem Artística de Seia (EPAS).Além disso, frequenta aulas de canto na Acr Music & Voices, onde tem a oportunidade de participar em teatros musicais e concertos organizados pela escola, desenvolvendo as suas competências artísticas e performativas.Esta diversidade de atividades reflete o seu interesse pela música, pelas artes performativas e pelo desporto, conciliando estas áreas com o seu percurso escolar

Dia 16 de julho - Coffee break - Manhã (ESTH)
Claudio Soares
Iniciou os estudos musicais aos 9 anos no Conservatório de Música de Seia, onde concluiu o 5.º grau de clarinete na classe da Professora Isabel Tavares. Mais tarde, iniciou o estudo de violino na Escola de Música de Gouveia, com o Professor Nelson Nogueira, prosseguindo depois na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, sob a orientação da Professora Evandra Gonçalves. Ingressou na ESART, onde concluiu a licenciatura na classe dos Professores Augusto Trindade e Alexandra Trindade. Em 2022, concluiu o Mestrado em Ensino de Música na Universidade de Aveiro, orientado pelo Professor Nuno Soares. Integrou a Orquestra Internacional de Jovens BISYOC (Reino Unido) e a Orquestra Sinfónica da ESART, colaborando com maestros como Peter Stark, José Eduardo Gomes, Osvaldo Ferreira, Rui Pinheiro, Roberto Pérez e Luís Carvalho. Em palco, teve a oportunidade de atuar com o pianista Sergei Redkin e de integrar a Orquestra Estágio Gulbenkian sob a direção de Dietrich Paredes. Além destas, tem vindo a colaborar com várias orquestras como, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Sinfónica do DeCA, Orquestra de Câmara de Sintra, Orquestra Electroacústica e Orquestra Sinfónica de Gouveia, onde teve o prazer de trabalhar com o maestro Jean-Sébastien Béreau e a pianista Ana Telles. Além disso, partilhou o palco com o conceituado acordeonista e compositor João Barradas. A nível profissional foi professor de violino e classe de conjunto, na Academia de Música de Trancoso e na Escola de Música de Gouveia – Associação Cultural do Centro. Atualmente leciona na Academia OLG e no Conservatório de Música de Seia, na função de Professor de Instrumento, Classe de Conjunto e Orquestra.


Na tabela acima, encontram-se os preços de inscrição para estes encontros, por prazo e situação do participante.
Até 23 de junho, as desistências são reembolsadas em 50% do valor pago. Após esta data, não há lugar a devoluções.
A inscrição no encontro ProfMat 2026 e/ou SIEM 2026 requer o preenchimento de um formulário de inscrição.
Após completar a sua inscrição, terminando com a submissão desse formulário, deve efetuar a transferência bancária referente ao valor total da sua inscrição (total da inscrição, incluindo jantar e/ou almoços caso selecione estas opções) para a conta da APM com o IBAN PT50003503250000664993010 e enviar comprovativo para centroformacao@apm.pt (logo após efetuar a sua inscrição).
No descritivo da transferência bancária deve escrever o primeiro e último nome. Os associados da APM devem acrescentar o número de sócio.
A inscrição só fica concluída após o envio do comprovativo de pagamento.
Para se inscrever no ProfMat e/ou SIEM, clique no botão abaixo:
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