XXIX Encontro de Matemática dos Primeiros Anos

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O Encontro Matemática nos Primeiros Anos: EMPA 2026 realiza-se nos dias 7 e 14 de novembro de 2026. O dia 7 de novembro é realizado em modo presencial na Escola Superior de Educação de Setúbal e o dia 14 de novembro, online via zoom.

 

 

Porque é na ESE de Setúbal


Porque é na ESE de Setúbal
Onde o sonho maior é fazer gente feliz
Vale a pena estar aqui

 

Ser feliz são palavras murmuradas
Mas que eu grito sem ter medo de as gritar
Ser feliz é saber que vale a pena
Ser feliz é acreditar

 

Ser feliz é sermos ESE, sermos sobro e maresia
Rio azul, prado verde, preia-mar

 

Ser feliz é saber que estou contigo
Não há noite p’ra esconder o teu olhar

(excerto do Hino da ESE de Setúbal, autoria de José Carlos Godinho)

 

É com o espírito do Hino da ESE de Setúbal — “ser feliz é acreditar”, “ser feliz é saber que vale a pena”, “ser feliz é sermos ESE” — que o Encontro Matemática nos Primeiros Anos (EMPA) ruma este ano a Setúbal. À beira do rio azul e sob o olhar do prado verde, abrimos as portas da nossa Escola para um momento de encontro e reflexão sobre o ensino e a aprendizagem da Matemática nos primeiros anos.

Esperamos por todos vós na ESE de Setúbal, no dia 7 de novembro de 2026, para celebrarmos a Matemática e continuar, em comunidade, esta viagem iniciada em 1998.

Juntem-se a nós nesta maresia de ideias, com o entusiasmo de quem sabe que Vale sempre a pena estar aqui!

 

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Desafio

Participe no desafio "EMPA 2026"

 

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Escola Superior de Educação de Setúbal

Instituto Politécnico de Setúbal

Este ano, o EMPA é acolhido pelo Instituto Politécnico de Setúbal, através da integração, na comissão organizadora, da Escola Superior de Educação.

 

 

Sobre Setúbal

Setúbal é uma das mais bonitas cidades do sul de Portugal. Além das características naturais, únicas no país, há todo um mundo de aventuras, gastronomia, vinhos e cultura à sua espera. Aqui vai perder-se entre recantos históricos, sabores incríveis e uma natureza deslumbrante. Mais informação poderá ser pesquisada aqui: https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/setubal

 

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Comissão Organizadora 

Ana Teresa Gonçalves

Catarina Delgado

Célia Mestre

Cristina Loureiro

Dina Tavares

Fátima Mendes

Isabel Tomázio

Joana Cabal

Manuel João Marques

Manuel Vara Pires

Margarida Abreu

Maria Teresa Matos

Renata Carvalho

Ricardo Vicente

Sofia Figueira

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Comissão Científica 

António Guerreiro

Catarina Delgado

Célia Mestre

Cristina Loureiro

Dina Tavares

Fátima Mendes

Helena Gomes

Irene Segurado

Joana Cabral

Manuel João Marques

Manuel Vara Pires

Margarida Abreu

Nadia Ferreira

Nuno Bastos

Paula Barros

Paulo Afonso

Pedro Almeida

Renata Carvalho

Ricardo Vicente

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Cartaz do encontro

 

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Programa e resumos 

Programa (PDF) 

 

Sábado, 07 de novembro de 2026 (Presencial - Escola Superior de Educação de Setúbal)

Horas SESSÕES

 09:00 

ABERTURA DO SECRETARIADO

09:30

10:30 

CONFERÊNCIAS TEMÁTICAS

CT1 — Avaliação das Aprendizagens Essenciais em Matemática: o quê e como? (Geral) 

Ana Paula Canavarro - Universidade de Évora

CT2 — Comunicação Matemática: Um olhar sobre as interações entre alunos e professor (Geral) 

António Guerreiro - Universidade do Algarve

Cláudia Pinheiro - AE D. Dinis, Loulé

CT3 — Desenho Universal para a Aprendizagem e Diferenciação Pedagógica: promover o sucesso de todos os alunos a Matemática (Geral) 

Ricardo Machado Vicente - AE Júlio Dinis, Grijó/ Universidade Lusófona

10:30

11:00

PAUSA PARA CAFÉ COM MOMENTO MUSICAL

11:00

 

 

 

13:30

PAINEL PLENÁRIO

Articulação Curricular horizontal e vertical: cenários possíveis! 

Moderação:

Célia Mestre - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Intervenientes:

Mariana Pinto, Helena Simões, Catarina Delgado, Fátima Mendes, Ana Teresa Gonçalves, Bárbara Tadeu e Isabel Tomázio Correia - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Ana Chambel, Catarina Liques e Teresa Ramos - Agrupamento de Escolas Boa Água

Anabela Correia e Vanda Anselmo - Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté

13:30

14:30

ALMOÇO

14:30


 

 

17:00

SESSÕES PRÁTICAS

SP1 - O Brincar Heurístico e a Matemática Emergente no Contexto da Creche (EPE) 

Ana Teresa Gonçalves, Bárbara Tadeu e Sofia Figueira - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

SP2 - Estratégias Integradas para Explorar as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) (EPE)

Isabel Tomázio Correia e Maria Teresa Matos - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

SP3 - Criar materiais digitais com a IA...Quais são os limites? (1.º e 2.º CEB) 

Paulo Correia - Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal

SP4- Scratch, fruta e muito mais! (Geral)

João Torres - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

SP5 - IA na Aula de Matemática: Estratégias pedagógicas e de avaliação (1.º e 2.º CEB)

Sílvia Roda - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

SP6 - Tarefas para o Ensino Exploratório da Matemática nos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico (1.º e 2.º CEB)

António Guerreiro - Universidade do Algarve

Patrícia Viegas - Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa (Faro)

Catarina Guerreiro - Agrupamento de Escolas de Silves

 

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Sábado, 14 de novembro de 2026 (Online) - Via Zoom - As sessões com links Zoom serão posteriormente enviadas por e-mail para cada um dos participantes.

Horas SESSÕES

09:45

10:00

ABERTURA

10:00
 

13:00

SIMPÓSIOS DE COMUNICAÇÕES

SIMPÓSIO A

CO. A.1 - O pequeno cientista das gotas de água matemáticas (1.º e 2.º CEB)
Flora Silva, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Universidade Politécnica de Bragança
Paula Maria Barros, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Universidade Politécnica de Bragança

CO. A.2 - Onde está, onde pára a matemática no quotidiano de uma sala de jardim de infância (EPE)
Helena Herrera Ferreira, Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Anunciada – JI NUVEM

CO. A.3 - Pequenos olhares, grandes descobertas: a matemática que habita o mundo natural (EPE)
Arminda Almeida, Agrupamento de Escolas Professor Ruy Luís Gomes

CO. A.4 - Simetrias do quotidiano: do azulejo à matemática (2.º CEB)
Raquel Margarido, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal
Célia Mestre, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal

CO. A.5 - Uma investigação estatística a partir de um problema real numa turma do 3.º ano de escolaridade (1.º CEB)
Joana Papeleira, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal
Célia Mestre, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal

SIMPÓSIO B

CO. B.1 - A matemática numa sala de pré-escolar do Movimento da Escola Moderna (EPE)
Mara Teixeira, Agrupamento de Escolas da Boa Água

CO. B.2 - Creche, brincar heurístico e matemática, vamos descobrir o que têm em comum (EPE)
Maria Cristina Pereira Vieira Quintiliano, Cáritas Diocesana de Setúbal – Creche e Jardim de Infância “O Cogumelo”

CO. B.3 - Desafios matemáticos no quotidiano numa sala de 1.º ano (1.º CEB)
Eunice Ribeiro, Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté

CO. B.4 - Discutir para compreender: estratégias e raciocínios na aula de matemática (2.º CEB)
Joana Gonçalves, Escola Básica e Secundária Gomes Teixeira ; Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
Cátia Rodrigues, Escola Superior de Educação de Viseu, Universidade Politécnica de Viseu
Helena Gomes, Escola Superior de Educação de Viseu, Universidade Politécnica de Viseu

CO. B.5 - Otimização da aprendizagem e desenvolvimento de competências facilitadoras de aquisições na área da matemática (EPE e 1.º CEB)
Catarina Liane Araújo, Universidade Politécnica de Viseu, Associação Permanecer

CO. B.6 - Resolução de problemas com frações: estratégias e representações matemáticas de alunos do 6.º ano de escolaridade (2.º CEB)
António Guerreiro, Universidade do Algarve
Sofia Oliveira, Universidade do Algarve

SIMPÓSIO C

CO. C.1 - Matemática em construção: da exploração livre à sistematização do conhecimento (Geral)
Catarina Barreiros, Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi

CO. C.2 - O feedback na aprendizagem dos números racionais no 4.º ano (1.º e 2.º CEB)
Margarida Piedade, Colégio Vale dos Pintassilgos
Joana Cabral, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal

CO. C.3 - Perceções dos alunos nos primeiros anos de escolaridade sobre os trabalhos de grupo (1.º e 2.º CEB)
Bruno Costa, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Bragança
Manuel Vara Pires, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Bragança

CO. C.4 - Projeto de poupança: uma experiência de literacia financeira e matemática em contexto familiar (1.º e 2.º CEB)
Virgínia Fernanda das Neves Ferreira, Agrupamento de Escola Eugénio de Andrade, Porto 

CO. C.5 - Representar para compreender: a aprendizagem dos números racionais (1.º e 2.º CEB)
Raquel Faustino, Espaço Educativo - A Voz do Operári

13:00

14:00

ALMOÇO

14:00

 

 

 

 

16:30

SESSÕES PRÁTICAS

SP8 - Pensamento Algorítmico na Educação Pré-Escolar: recursos e experiências (EPE) 

Maria Figueiredo e Valter Alves - ESE do Instituto Politécnico de Viseu

SP9 - Conexões Matemáticas: uma oportunidade para gerir o currículo (1.º e 2.º CEB)

Renata Carvalho - Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, ESE do Instituto Politécnico de Lisboa

Maria Irene Segurado - Agrupamento de Escolas de Lapiá

SP10 – Resolução de Problemas: em busca de soluções múltiplas (1.º e 2.º CEB)

Paulo Afonso - ESE do Instituto Politécnico de Castelo Branco

SP11 – A exploração do Scratch e o desenvolvimento do Pensamento Computacional na aula de Matemática nos primeiros anos (1.º e 2.º CEB) 

Célia Mestre - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Neusa Branco - ESE do Instituto Politécnico de Santarém

SP12 – Transformando o Ensino com Milage: Como Criar, Usar e Avaliar com Recursos Eficazes para o Sucesso Académico (1.º e 2.º CEB)

Mauro Figueiredo - Universidade do Algarve 

SP13 – Planificar com Inteligência Artificial: possibilidades e desafios no ensino da Matemática (1.º e 2.º CEB)

Dina Tavares - ESE da Universidade Politécnica de Leiria

Helena Gomes - ESE da Universidade Politécnica de Viseu

Joana Duarte - ESE da Universidade Politécnica de Viseu

Nuno Bastos - ESTGV da Universidade Politécnica de Viseu

SP14 – Recursos educativos digitais e interativos no ensino da Matemática no 1.º ciclo do Ensino Básico (1.º e 2.º CEB)

Associação Atractor - Matemática Interativa

16:30
 

 

18:15

CONFERÊNCIA PLENÁRIA

Para além das histórias... diálogos entre Português e Matemática (Geral)

Catarina Delgado, Fátima Mendes e Mariana Pinto - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

18:15

ENCERRAMENTO

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CONFERÊNCIAS TEMÁTICAS

SÁBADO 07 DE NOVEMBRO   |   9:30 - 10:30

 

CONFERÊNCIA TEMÁTICA 1

CT1 — Avaliação das Aprendizagens Essenciais em Matemática: o quê e como? (Geral)

Moderador: A definir

Ana Paula Canavarro (1)

 

Escola/Instituição

(1) Universidade de Évora

Resumo

As Aprendizagens Essenciais em Matemática para o Ensino Básico incluem, no presente, uma proposta para a avaliação das aprendizagens dos alunos, com descritores de desempenho associados às capacidades matemáticas transversais. Estes descritores precisam de ser concretizados nos diferentes temas matemáticos, em todos os anos de escolaridade. Nesta conferência explicamos as razões que sustentam esta proposta de avaliação e exemplificamos como se concretiza em diferentes temas e nos primeiros anos de escolaridade.

 

CONFERÊNCIA TEMÁTICA 2

CT2 — Comunicação Matemática: Um olhar sobre as interações entre alunos e professor (Geral)

Moderador: A definir

António Guerreiro (1)

Cláudia Pinheiro (2)

 

Escola/Instituição

(1) Universidade do Algarve

(2) AE D. Dinis, Loulé

Resumo

Nesta conferência paralela vamos abordar a comunicação matemática enquadrada em diversas perspetivas: tradicional, semiótica e interacionista. Discutiremos o seu significado enquanto capacidade transversal nas Aprendizagens Essenciais do Ensino Básico, evidenciando o papel do discurso do professor e dos alunos, o questionamento, os padrões de interação em sala de aula e a negociação de significados. Partindo de excertos de aulas reportados em relatórios de prática de ensino supervisionada (da Educação Pré-Escolar ao 2.º Ciclo do Ensino Básico), vamos ilustrar as dinâmicas comunicacionais estabelecidas: entre pares (iniciadas por um aluno e dirigidas a outro) e bidirecionais entre aluno e professor (consoante a iniciativa parta de um ou de outro).

 

CONFERÊNCIA TEMÁTICA 3

CT3 — Desenho Universal para a Aprendizagem e Diferenciação Pedagógica: promover o sucesso de todos os alunos a Matemática (Geral)

Moderador: A definir

Ricardo Machado Vicente (1)

 

Escola/Instituição

(1) AE Júlio Dinis, Grijó/ Universidade Lusófona

Resumo

A diversidade de perfis, ritmos e formas de aprender presente nas salas de aula constitui um dos principais desafios do ensino da Matemática. Neste contexto, o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e a Diferenciação Pedagógica (DP) surgem como referenciais complementares que permitem antecipar e responder à variabilidade dos alunos, promovendo oportunidades de aprendizagem mais inclusivas e equitativas.
Nesta conferência será discutido o potencial da articulação entre o DUA e a DP no ensino-aprendizagem-avaliação da Matemática, explorando formas de potenciar o envolvimento dos alunos, diversificar as representações matemáticas e ampliar as possibilidades de expressão do pensamento matemático. A partir de exemplos de tarefas exploratórias e de situações de sala de aula, serão analisadas estratégias que favorecem a participação de todos os alunos, nomeadamente através da comunicação matemática e de práticas de diferenciação ajustadas às suas necessidades.
Pretende-se refletir sobre o papel do professor na construção de ambientes de aprendizagem acessíveis, desafiantes e significativos, evidenciando como a integração dos princípios do DUA e da DP pode contribuir para a remoção de barreiras à aprendizagem e para a promoção do sucesso de todos os alunos em Matemática.


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PAINEL PLENÁRIO

SÁBADO 07 DE NOVEMBRO   |   11:00 - 13:30

Articulação Curricular horizontal e vertical: cenários possíveis!

Moderadora: Célia Mestre

Mariana Pinto, Helena Simões, Catarina Delgado, Fátima Mendes, Ana Teresa Gonçalves, Bárbara Tadeu e Isabel Tomázio Correia (1)

Ana Chambel, Catarina Liques e Teresa Ramos (2)

Anabela Correia e Vanda Anselmo (3)

 

Escola/Instituição

(1) ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

(2) Agrupamento de Escolas Boa Água

(3) Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté

Resumo

Como promover percursos de aprendizagem mais integrados, coerentes e contínuos, desde a Educação Pré-Escolar ao 2.º ciclo do Ensino Básico? Que possibilidades e desafios se colocam à articulação curricular entre áreas do conhecimento, anos de escolaridade e ciclos de ensino?
Partindo de experiências desenvolvidas em diferentes contextos educativos, este painel propõe uma reflexão sobre diversos cenários de articulação curricular horizontal e vertical: a integração de aprendizagens e processos matemáticos na Educação Pré-Escolar; o desenvolvimento de projetos interdisciplinares que articulam Português, Matemática e Estudo do Meio, da formação inicial de professores à prática em contexto de estágio; modelos de organização da docência por áreas disciplinares no 1.º ciclo; e experiências de gestão flexível do currículo e das aprendizagens ao longo de diferentes anos de escolaridade.
Num momento em que se perspetivam mudanças na organização dos primeiros anos do Ensino Básico em Portugal, pretende-se promover um diálogo crítico sobre as potencialidades, os desafios e as condições necessárias à concretização de práticas de articulação curricular que favoreçam a qualidade e a continuidade das aprendizagens.   


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CONFERÊNCIA PLENÁRIA

SÁBADO 14 DE NOVEMBRO   |   16:30 - 18:15

Para além das histórias... diálogos entre Português e Matemática (Geral)

Moderador: A definir

Catarina Delgado, Fátima Mendes e Mariana Pinto (1)

 

Escola/Instituição

(1) ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Resumo

Esta conferência plenária centra-se na articulação curricular entre a Matemática e o Português, desde a educação de infância até ao 2.º ciclo do ensino básico, partindo do reconhecimento de que a fragmentação curricular continua a constituir um desafio relevante para a construção de aprendizagens integradas e significativas.
O foco principal será a utilização da literatura para a infância como elemento de ligação entre estas duas áreas. A partir de uma seleção criteriosa de obras literárias, procura-se evidenciar de que modo é possível construir propostas que promovam, em simultâneo, o desenvolvimento de competências na Matemática e no Português, respeitando a especificidade de cada área curricular.
A conferência procura sublinhar que a articulação curricular não corresponde à simples junção de tarefas de Português e de Matemática, mas à construção de percursos coerentes, nos quais os diferentes saberes se relacionam de forma intencional. Ao apresentar possibilidades de articulação entre estas áreas nos diferentes níveis educativos considerados, pretende-se evidenciar o potencial da literatura para a infância como elemento de ligação entre a Matemática e o Português, contribuindo para uma compreensão mais integrada do currículo.


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SESSÕES PRÁTICAS 1 a 7

SÁBADO 07 DE NOVEMBRO   |   14:30 - 17:00

 

SP1 - O Brincar Heurístico e a Matemática Emergente no Contexto da Creche

(EPE)

Ana Teresa Gonçalves, Bárbara Tadeu e Sofia Figueira - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Resumo

Esta sessão prática propõe a exploração do brincar heurístico em creche como proposta que favorece a autonomia, a curiosidade e o pensamento matemático emergente nos primeiros anos.
A dinâmica da sessão organiza-se em torno da criação e experimentação de três modalidades de brincar heurístico: Cesto dos Tesouros, Jogo Heurístico e Bandejas de Experimentação. Em pequenos grupos, os/as participantes serão convidados/as a selecionar, combinar e reorganizar materiais não estruturados (objetos do quotidiano, elementos naturais e recipientes), refletindo sobre critérios como diversidade, quantidade, propriedades físicas e possibilidades de ação.
Ao longo da sessão, valoriza-se a experiência direta com os materiais e a reflexão partilhada sobre as ações desenvolvidas, destacando o papel do/a educador/a na observação, escuta e interpretação das explorações realizadas pelas crianças em contexto de creche. Pretende-se, deste modo, aprofundar a compreensão das potencialidades do brincar heurístico na construção de noções matemáticas iniciais, como classificação, seriação, correspondência e relações espaciais, sustentando práticas pedagógicas intencionais e criativas.

 

SP2 - Estratégias Integradas para Explorar as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE)

(EPE)

Isabel Tomázio Correia e Maria Teresa Matos - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Resumo

A presente proposta enquadra-se na iniciativa do Ministério da Educação para a atualização científico-didática nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), articulando a Matemática e as Artes Visuais. Esse propósito institucional concretizou-se na dinamização de oficinas de formação para partilhar, analisar e refletir sobre estratégias integradas que dotem os educadores de vivências de práticas e de dinâmicas colaborativas, potenciando competências transversais.
Numa primeira parte, contextualiza-se a relevância de uma abordagem integradora destas áreas (Matemática e Artes Visuais), demonstrando como a exploração artística pode funcionar como ponto de partida para impulsionar o pensamento matemático.
Numa segunda parte, eminentemente prática, os participantes são desafiados a uma vivência ativa e exploração direta em dinâmicas plásticas e visuais (desenho, pintura, colagem), analisando-as como ferramentas de comunicação da criança. Através da experimentação com os materiais, discutem-se formas de valorizar as produções das crianças, articulando conceitos matemáticos com a sensibilidade estética. No encerramento, reflete-se conjuntamente sobre a planificação de atividades intencionalizadas, sustentadas pela leitura crítica das artes e pelo rigor didático da matemática, promovendo uma prática inovadora e holística no quotidiano da educação pré-escolar.

 

SP3 - Grandezas: E se trocássemos algumas ideias e práticas sobre o assunto?

(Geral)

Manuel Vara Pires - ESE do Instituto Politécnico de Bragança

Resumo

O estudo das grandezas tem tido uma grande tradição curricular e um forte reconhecimento da sua importância para a construção e o desenvolvimento de aprendizagens matemáticas de qualidade, permitindo que, desde cedo, as crianças dos primeiros anos tenham a oportunidade de trabalhar conceitos e procedimentos associados a esse tema matemático. Mas também é bem verdade que, nas nossas práticas na sala de atividades ou na sala de aula, continuamos ainda a constatar (muitas) dúvidas e dificuldades em aspetos essenciais e característicos das grandezas, como sejam a compreensão dos conceitos e dos processos envolvidos (estimação, medição e cálculo) ou a construção de “definições” ou outras generalizações. Assim, nesta sessão prática, para além de partilhar e trocar algumas ideias e práticas sobre o assunto, iremos analisar e refletir sobre dimensões relevantes associadas ao estudo das grandezas, partindo da resolução e discussão de tarefas matemáticas que poderão ser trabalhadas com crianças dos primeiros anos.

 

SP4 - Criar materiais digitais com a IA...Quais são os limites?

(1.º e 2.º CEB)

Paulo Correia - Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal

Resumo

As ferramentas de Inteligência Artificial Generativa democratizaram a criação de aplicações e simulações didáticas, dispensando a necessidade de conhecimentos em programação. Podemos conseguir resultados, de forma quase imediata, com níveis de sofisticação impressionantes.

Nesta sessão, procuraremos explorar as oportunidades que se apresentam, mas, sobretudo, refletir sobre o papel que estes recursos devem desempenhar na sala de aula. Se as boas aplicações permitem ao professor ilustrar conceitos com um suporte visual claro, as melhores são aquelas que podem ser manipuladas diretamente pelos alunos. Estas últimas dão-lhes a liberdade de formular e testar hipóteses, fazer e justificar conjeturas, e experimentar possibilidades que talvez nem tenham sido antecipadas pelo professor.

Identificar o mérito da IA na criação de ferramentas didáticas é a parte fácil desta proposta de trabalho. O verdadeiro desafio reside em antecipar o que se deve (e o que não se deve) fazer com elas!

 

SP5 - Scratch, fruta e muito mais!

(Geral)

João Torres - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Resumo

Nesta sessão prática exploraremos o Makey Makey, uma placa desenvolvida no MIT que permite utilizar, fruta, papel alumínio, água, o nosso corpo e muito mais para interagir com um computador. Usaremos a linguagem de programação Scratch, mas não é necessário nenhum conhecimento prévio desta linguagem de programação.

 

SP6 - IA na Aula de Matemática: Estratégias pedagógicas e de avaliação

(1.º e 2.º CEB)

Sílvia Roda - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Resumo

Nesta sessão prática explorar-se-ão ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAgen) de suporte à planificação de atividades juntos dos alunos, nomeadamente de estratégias pedagógicas e de avaliação. Durante a sessão os participantes terão oportunidade de assistir a simulações de exploração, bem como de fazer uma exploração prática, partilhando os resultados no final. Haverá espaço para esclarecimento de dúvidas sobre as ferramentas exploradas, bem como sobre as estratégias pedagógicas e de avaliação exploradas com utilização de ferramentas de IAgen, finalizando com uma partilha entre pares e debate dos resultados.

 

SP7 - Tarefas para o Ensino Exploratório da Matemática nos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico

(1.º e 2.º CEB)

António Guerreiro - Universidade do Algarve

Patrícia Viegas - Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa (Faro)

Catarina Guerreiro - Agrupamento de Escolas de Silves

Resumo

As Aprendizagens Essenciais da Matemática para o Ensino Básico realçam que a experiência matemática dos alunos desenrola-se a partir de tarefas matemáticas poderosas e desafiantes com vista a envolver os mesmos na aprendizagem da matemática. Com este propósito, importa atender às características das tarefas matemáticas – exercícios, problemas, investigações e explorações – e selecionar as mesmas em acordo com os objetivos que pretendemos atingir com o nosso ensino.
Tendo por propósito o desenvolvimento do Ensino Exploratório da Matemática – Apresentação da Tarefa, Trabalho Autónomo, Apresentação e Discussão e Síntese das Aprendizagens – nas nossas salas de aula, quais as tarefas matemáticas que poderão ser poderosas e desafiantes? 
Nesta sessão prática vamos discutir os princípios do Ensino Exploratório da Matemática e o conceito de Tarefas Matemáticas Poderosas e Desafiantes a partir da resolução de tarefas matemáticas – enquadradas no princípio do isomorfismo pedagógico com o ensino exploratório da matemática em sala de aula – tendo em vista o desenvolvimento profissional dos professores do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.

 

SESSÕES PRÁTICAS 8 a 14

SÁBADO 14 DE NOVEMBRO   |   14:00 - 16:30

 

SP8 - Pensamento Algorítmico na Educação Pré-Escolar: recursos e experiências

(EPE)

Maria Figueiredo e Valter Alves - ESE do Instituto Politécnico de Viseu

Resumo

O pensamento algorítmico tem assumido crescente importância no contexto educativo, especialmente em associação ao pensamento computacional, mas com significado e relevância próprios. Tratando-se de uma capacidade transversal, cruza várias áreas e domínios de conteúdos previstas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE): por um lado, encontra raízes em processos valorizados neste documento, nomeadamente a classificação, a seriação, o reconhecimento e continuação de padrões, a sequenciação de acontecimentos, a orientação e visualização espacial ou o raciocínio estratégico associado ao jogo; por outro lado, substancia-se em práticas e experiências das crianças e do quotidiano que podem ser localizadas em qualquer uma das áreas definidas nas OCEPE. 
Nesta sessão prática, propõe-se a exploração de recursos adequados à Educação Pré-Escolar para promover o pensamento algorítmico, mobilizando conhecimento e materiais criados no âmbito do projeto ALGOLITTLE. Serão, ainda, discutidas situações de prática de jardim de infância que corporizam pensamento algorítmico. Os/as participantes serão convidados/as a analisar e utilizar alguns destes recursos, a refletir sobre a sua articulação com as componentes do domínio da Matemática e a discutir formas de os integrar de modo intencional na rotina e no ambiente educativo, valorizando o brincar, a curiosidade e o papel ativo da criança na sua aprendizagem.

 

 

SP9 - Conexões Matemáticas: uma oportunidade para gerir o currículo

(1.º e 2.º CEB)

Renata Carvalho - Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, ESE do Instituto Politécnico de Lisboa 

Maria Irene Segurado - Agrupamento de Escolas de Lapiás 

Resumo

O currículo de matemática contempla um conjunto de tópicos e objetivos de aprendizagem que devem ser desenvolvidos ao longo do 1.º e 2.º ciclo. Ao invés de abordagens compartimentadas, é desejável apostar em tarefas que promovam conexões matemáticas para que se possam abordar novos tópicos, enquanto outros se consolidam, de forma intencional. Esta estratégia permite uma gestão do currículo mais articulada e significativa, com ganhos em termos de tempo. Nesta sessão prática iremos resolver tarefas matemáticas, integradas curricularmente, que promovam conexões matemáticas internas e discutir as suas potencialidades. 

 

SP10 – Resolução de Problemas: em busca de soluções múltiplas

(1.º e 2.º CEB)

Paulo Afonso - ESE do Instituto Politécnico de Castelo Branco

Resumo

A Resolução de Problemas é, simultaneamente, um conteúdo matemático que se ensina e que aprende, bem como uma capacidade matemática transversal, com conexões matemáticas a outros conteúdos. O objetivo da sessão prática é demonstrar que a temática da resolução de problemas, assumindo o papel de metodologia de ensino e de aprendizagem, pode promover a comunicação matemática dos resolvedores, bem como o seu sentido argumentativo. Para tal, em pequenos grupos, resolver-se-ão várias situações problemáticas que permitem, todas elas, múltiplas soluções. Na apresentação e reflexão das soluções obtidas, os resolvedores serão convidados a identificar eventuais conceitos matemáticos com os quais de podem conectar as tarefas resolvidas, sejam eles do 1.º CEB ou do 2.ª CEB.

 

 

SP11 – A exploração do Scratch e o desenvolvimento do Pensamento Computacional na aula de Matemática nos primeiros anos

(1.º e 2.º CEB)

Célia Mestre - ESE do Instituto Politécnico de Setúbal

Neusa Branco - ESE do Instituto Politécnico de Santarém

Resumo

Nesta sessão prática explorar-se-á a resolução de tarefas matemáticas com recurso ao ambiente de programação visual do Scratch, enquadradas nos objetivos curriculares de acordo com as Aprendizagens Essenciais de Matemática do 1.º e do 2.º ciclos, discutindo-se a sua potencialidade na promoção das aprendizagens dos alunos em tópicos dos temas matemáticos dos Números, Álgebra e Geometria e em articulação com o desenvolvimento do pensamento computacional.

 

 

SP12 – Transformando o Ensino com Milage: Como Criar, Usar e Avaliar com Recursos Eficazes para o Sucesso Académico

(1.º e 2.º CEB)

Mauro Figueiredo - Universidade do Algarve

Resumo

A plataforma MILAGE constitui uma plataforma digital inovadora de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, com potencial significativo para a melhoria dos resultados académicos dos alunos. Nesta sessão pretende-se explorar as funcionalidades da plataforma MILAGE, nomeadamente ao nível da criação de recursos pedagógicos personalizados, da avaliação formativa, avaliação sumativa e do acompanhamento do progresso dos alunos, capacitando os docentes para um uso eficaz e criativo da plataforma, em articulação com as práticas letivas.

 

SP13 – Planificar com Inteligência Artificial: possibilidades e desafios no ensino da Matemática

(1.º e 2.º CEB)

Dina Tavares - ESE da Universidade Politécnica de Leiria

Helena Gomes - ESE da Universidade Politécnica  de Viseu

Joana Duarte - ESE da Universidade Politécnica  de Viseu

Nuno Bastos - ESTGV da Universidade Politécnica de Viseu

Resumo

A utilização da inteligência artificial (IA) em educação tem vindo a ganhar relevância, particularmente no apoio a processos de ensino e aprendizagem mais flexíveis e personalizados. No ensino da Matemática, estas ferramentas podem apoiar a criação de recursos, a organização de percursos didáticos e a adaptação de propostas curriculares, embora exijam uma utilização crítica e pedagogicamente sustentada.

A sessão prática proposta centra-se na exploração de ferramentas de IA aplicadas à planificação de aulas de Matemática para o ensino básico. Pretende-se que os participantes experimentem diferentes aplicações, analisem as potencialidades e limitações das respostas geradas e discutam formas de integração destas tecnologias na preparação de tarefas e sequências de ensino.

 

SP14 – Recursos educativos digitais e interativos no ensino da matemática no 1.º Ciclo do Ensino Básico

(1.º e 2.º CEB)

Associação Atractor - Matemática Interativa

Resumo

1. AtrMini, uma compilação de 11 jogos interativos, através dos quais os alunos podem, de forma interativa e lúdica: 
• treinar o cálculo mental (jogos “Adição”, “Subtração”, “Multiplicação” e “Divisão”);
• brincar com dinheiro virtual;
• ter um primeiro contacto com questões simples de combinatória (“Quantas escolhas?”);
• programar um boneco para apanhar todas as bolas (“Apanha Bolas”);
• participar numa caça ao tesouro insólita, utilizando uma métrica não usual;
• aprender a trabalhar com frações usando um bolo com chocolate;
• ... 

2. Mathina, um Projeto Europeu Erasmus+, cujo o objetivo é levar os alunos a descobrirem a Matemática através de histórias e apps interativas.
Serão apresentadas duas histórias, envolvendo a Mathina e o irmão Leo, através das quais as crianças travam conhecimento com um novo mundo: a “Feira da Simetria”. Serão ainda exploradas diversas apps, que se encontram integradas nas histórias, através das quais, de forma lúdica, as crianças se familiarizam com a noção de reflexão, de rotação e de simetria de uma rosácea: identificação de eixos de simetria em figuras planas, construção de figuras com eixo de simetria, labirintos “dos espelhos” e da “meia-volta”, “Jogo das Rosáceas” e “Jogos dos Sacos”.


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SIMPÓSIOS DE COMUNICAÇÃO

SÁBADO 14 DE NOVEMBRO   |   10:00 - 13:00

 

SIMPÓSIO A

Moderador: [...]

CO. A.1 - O pequeno cientista das gotas de água matemáticas

(1.º e 2.º CEB)

Flora Silva, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Universidade Politécnica de Bragança
Paula Maria Barros, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Universidade Politécnica de Bragança

Resumo

O título desta comunicação surgiu no contexto da iniciativa “Cientista sem Bata”, que integra o programa educativo da Escola Ciência Viva, projeto do Centro Ciência Viva de Bragança (CCVB). A atividade foi desenvolvida com alunos do 3.º ano de escolaridade numa sessão de cerca de 90 minutos, com o apoio da professora da turma. Pretendendo explorar o conhecimento matemático em articulação com a sensibilização para a poupança de água e a sua importância para a tomada de decisões, colocaram-se aos alunos as questões: Porque é que a água é importante? Que quantidade de água gastam os alunos da turma se lavarem as mãos uma vez por dia? Porque é que é importante poupar água e como o podemos fazer? Os alunos assumiram, então, o papel de pequenos cientistas: (i) Mediram a água consumida em diferentes torneiras da escola; (ii) Registaram os valores utilizando como unidade de medida garrafas de 0,5 L; (iii) Compararam consumos; e (iv) Discutiram soluções para reduzir o desperdício. Nesta comunicação descreve-se a atividade realizada e, paralelamente, analisam-se os conceitos matemáticos que permite explorar, as conexões com outras áreas, e reflete-se sobre as suas potencialidades de adequação a outros anos de escolaridade.

 

CO. A.2 - Onde está, onde pára a matemática no quotidiano de uma sala de jardim de infância

(EPE)

Helena Herrera Ferreira, Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Anunciada – JI NUVEM

Resumo

A matemática está presente em muitas situações do quotidiano numa sala de jardim de infância. As crianças exploram conceitos matemáticos, desde o momento que chegam à sala, logo quando marcam presenças numa tabela de dupla entrada e contam os colegas, identificam números nos diferentes instrumentos reguladores da vida do grupo e em brincadeiras diversas, organizam materiais, comparam tamanhos, formas e quantidades. A matemática está também presente no padrão sequencial dos dias, da rotina e em tantos outros momentos. Sabemos que a idade pré-escolar é aquela em que a plasticidade cerebral está mais predisposta à aprendizagem, aliada ao desejo inato de conhecimento e encantamento. As OCEPE de 2016 reforçam que o desenvolvimento de noções matemáticas se inicia precocemente e, na educação pré-escolar, é necessário dar continuidade a estas aprendizagens e apoiar a criança no seu desejo de aprender. Assim, a matemática surge de forma natural e significativa, permitindo que as crianças construam conhecimentos através da exploração, da observação e das interações com os outros e com o meio envolvente, sempre de forma cooperada. De que forma acontece na sala das Tartarugas é o que vamos descobrir!

 

CO. A.3 - Pequenos olhares, grandes descobertas: a matemática que habita o mundo natural

(EPE)

Arminda Almeida, Agrupamento de Escolas Professor Ruy Luís Gomes

Resumo

Esta comunicação propõe uma reflexão sobre a presença constante da matemática no quotidiano, em particular no ambiente natural, enquanto espaço rico, desafiante e inspirador para a construção do pensamento matemático. Através de pequenos olhares atentos, as crianças são capazes de identificar padrões, formas, quantidades e relações, transformando a exploração do mundo que as rodeia em verdadeiras descobertas matemáticas. O ambiente natural surge, assim, como um contexto privilegiado para o jogo matemático emergir de forma espontânea, promovendo a curiosidade, a investigação e o sentido de descoberta. Neste processo, o papel do adulto é fundamental: cabe-lhe observar, escutar e intervir intencionalmente, recorrendo a estratégias diversificadas que sustentem e ampliem as experiências das crianças, favorecendo a integração de conceitos e o aprofundamento da sua compreensão. Ao valorizar a exploração ativa e significativa, pretende-se evidenciar como a matemática pode ser vivida de forma envolvente e motivadora, contribuindo para aprendizagens consistentes no domínio da matemática. 

 

CO. A.4 - Simetrias do quotidiano: do azulejo à matemática

(2.º CEB)

HRaquel Margarido, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal
Célia Mestre, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal

Resumo

Nesta comunicação pretende-se partilhar uma intervenção de estágio centrada no estudo das simetrias de reflexão e de rotação, que foi implementada numa turma de 6.º ano de uma escola em Setúbal. A proposta estruturou-se numa sequência de três tarefas interdisciplinares que interligaram a Matemática e as Artes Visuais, a partir da exploração do património local. A implementação das tarefas respeitou uma dinâmica de aula de natureza exploratória, onde as discussões coletivas tiveram um papel fulcral para a construção e negociação de significados matemáticos. Todos estes fatores contribuíram para a construção de aprendizagens significativas por parte dos alunos e do seu crescente envolvimento e motivação. 

 

CO. A.5 - Uma investigação estatística a partir de um problema real numa turma do 3.º ano de escolaridade

(1.º CEB)

Joana Papeleira, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal
Célia Mestre, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal

Resumo

Nesta comunicação pretende-se partilhar um estudo qualitativo desenvolvido numa turma do 3.º ano de escolaridade, no âmbito de uma intervenção de estágio, com o propósito de compreender como uma investigação estatística conduzida a partir de um problema real do contexto dos alunos contribuiu para o desenvolvimento da sua literacia estatística. Partindo da preocupação manifestada pelos alunos acerca do lixo encontrado no recreio, a turma percorreu todas as etapas do ciclo de investigação estatística — formulação da questão, recolha, tratamento e análise de dados e comunicação dos resultados — iniciando o estudo na turma e alargando-o a toda a escola. Apresentando o percurso desenvolvido pela turma e as evidências dos trabalhos dos alunos, discutiremos como a problematização do contexto real foi um contexto apropriado para o desenvolvimento das aprendizagens dos conceitos e procedimentos estatísticos, favoreceu o envolvimento, autonomia e agência, e o desenvolvimento da cidadania e sentido crítico. 

 

SIMPÓSIO B

Moderador: [...]

CO. B.1 - A matemática numa sala de pré-escolar do Movimento da Escola Moderna

(EPE)

Mara Teixeira, Agrupamento de Escolas da Boa Água

Resumo

Numa sala de pré-escolar do Movimento da Escola Moderna, a matemática está presente no quotidiano das crianças, surgindo de forma integrada nas suas experiências, interações e projetos. Mais do que uma área “trabalhada” em momentos específicos, constitui uma ferramenta para compreender o mundo e resolver problemas significativos. A organização participada e cooperada do cenário pedagógico oferece múltiplas oportunidades para a construção de conhecimentos matemáticos. Ao arrumar materiais, classificar objetos, organizar coleções ou utilizar referências espaciais, as crianças desenvolvem noções de quantidade, forma, classificação, seriação e orientação no espaço. Os instrumentos de regulação da vida do grupo, como o mapa de presenças, o calendário, o plano de atividades e os mapas de projetos, permitem contar, comparar quantidades, observar regularidades, organizar informação e interpretar dados, contribuindo para a gestão democrática da vida do grupo. A matemática está também presente nas atividades e no trabalho de projeto. Ao investigar temas do seu interesse, as crianças contam, medem, registam, comparam, organizam informação e procuram soluções para problemas reais. Nas tardes de interlocução e nos momentos de avaliação, comunicam estratégias, justificam raciocínios e refletem sobre as suas aprendizagens. Desta forma, a matemática é construída através da ação, da cooperação e da participação ativa das crianças, assumindo um papel fundamental no desenvolvimento do pensamento lógico e da capacidade de resolver problemas.

 

CO. B.2 - Creche, brincar heurístico e matemática, vamos descobrir o que têm em comum

(EPE)

Maria Cristina Pereira Vieira Quintiliano, Cáritas Diocesana de Setúbal – Creche e Jardim de Infância “O Cogumelo”

Resumo

A Matemática está presente desde os primeiros anos de vida, manifestando-se nas explorações, descobertas e interações que as crianças realizam com o mundo que as rodeia. Nesta comunicação, pretende-se refletir sobre as potencialidades do Brincar Heurístico em contexto de creche como promotor do pensamento matemático emergente. Partindo dos princípios desta Abordagem, serão apresentados exemplos de situações em que bebés e crianças pequenas exploram materiais não estruturados, estabelecem relações, fazem comparações, classificações, seriações, correspondências e descobrem propriedades dos objetos através da ação e da experimentação livre. Estas experiências constituem oportunidades privilegiadas para o desenvolvimento de conceitos matemáticos fundamentais, respeitando os interesses, ritmos e iniciativas das crianças. Através da partilha da minha prática pedagógica e de evidências recolhidas em contexto educativo, procurar-se-á demonstrar como a observação atenta do educador permite identificar aprendizagens matemáticas significativas que emergem naturalmente do brincar. Será ainda discutido o papel do adulto na organização dos ambientes, na seleção dos materiais e na valorização dos processos de exploração e descoberta, convidando os participantes a olhar para a Matemática na Creche para além das abordagens formais, reconhecendo o Brincar Heurístico como uma experiência rica, significativa e potenciadora das primeiras aprendizagens matemáticas.

 

CO. B.3 - Desafios matemáticos no quotidiano numa sala de 1.º ano

(1.º CEB)

Eunice Ribeiro, Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté

Resumo

Esta comunicação propõe uma reflexão centrada no desenvolvimento das capacidades matemáticas transversais, promovidas através de tarefas desafiadoras e de uma dinâmica de sala de aula assente no trabalho autónomo dos alunos e na discussão coletiva. Neste contexto, destaca-se igualmente a importância da transdisciplinaridade, entendida como a articulação da Matemática com outras áreas do conhecimento. Serão apresentados exemplos do trabalho desenvolvido no âmbito das rotinas diárias da sala de aula, evidenciando as aprendizagens colaborativas construídas pelos alunos, bem como a sua aplicação em situações do quotidiano, promovendo a resolução de problemas em contextos reais e significativos. A cooperação assume igualmente um papel fundamental, uma vez que promove a interação entre os alunos, a partilha de estratégias e a construção conjunta do conhecimento. Os alunos têm a oportunidade de explicitar os seus raciocínios, confrontar diferentes formas de resolução e desenvolver competências de comunicação matemática.

 

CO. B.4 - Discutir para compreender: estratégias e raciocínios na aula de matemática

(2.º CEB)

Joana Gonçalves, Escola Básica e Secundária Gomes Teixeira ; Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
Cátia Rodrigues, Escola Superior de Educação de Viseu, Universidade Politécnica de Viseu
Helena Gomes, Escola Superior de Educação de Viseu, Universidade Politécnica de Viseu

Resumo

A discussão matemática tem-se consolidado como uma prática central no ensino da Matemática, assumindo um papel relevante no desenvolvimento do raciocínio, da comunicação e da argumentação matemática dos alunos. Estas abordagens valorizam a exploração e comparação de diferentes estratégias de resolução. Num cenário educativo em que a compreensão concetual e a multiplicidade de estratégias assumem particular importância, torna-se fundamental refletir sobre a criação de momentos de discussão matemática na sala de aula, entendidos como oportunidades para os alunos explicarem e justificarem os seus raciocínios, confrontarem perspetivas e construírem conhecimento de forma colaborativa. Nesta comunicação, serão apresentadas e analisadas diferentes resoluções produzidas por alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico na resolução de problemas matemáticos, com o objetivo de refletir sobre o potencial da discussão matemática na promoção da aprendizagem. A partir de exemplos, procurar-se-á evidenciar formas de selecionar e explorar estratégias dos alunos em contexto de sala de aula, bem como discutir possíveis critérios de escolha e sequenciação das resoluções a apresentar. Pretende-se, ainda, promover a reflexão conjunta com os participantes sobre práticas pedagógicas que valorizem a diversidade de pensamento, a comunicação matemática e a construção colaborativa de conhecimento, favorecendo aprendizagens matemáticas significativas.

 

CO. B.5 - Otimização da aprendizagem e desenvolvimento de competências facilitadoras de aquisições na área da matemática

(EPE e 1.º CEB)

Catarina Liane Araújo, Universidade Politécnica de Viseu, Associação Permanecer

Resumo

Os pré-requisitos e a exploração de competências facilitadoras para a aprendizagem de conceitos matemáticos desde os primeiros anos são reconhecidos, nacional e internacionalmente, como potencializadores para a eficácia do domínio de conhecimentos e atitudes matemáticas durante o ensino obrigatório. Assim, a construção de ambientes educativos estimuladores de processos de regulação partilhada, entre adultos e crianças e entre criança e os seus pares, apresenta-se como essencial para a promoção do desenvolvimento gradual das crianças, desde o nascimento até ao início do primeiro ano de escolaridade, na área da matemática. Com este trabalho apresentamos evidências, nacionais e internacionais, baseadas na investigação e na prática, dos últimos cinco anos, sobre como estimular e promover o desenvolvimento de aprendizagens matemáticas nos primeiros anos, tendo como elemento condutor os processos de regulação de crianças e adultos em diferentes ambientes educativos. A partilha de conhecimentos científicos com as diversas comunidades educativas e agentes envolvidos no processo de promoção do desenvolvimento e aprendizagem de qualidade com as crianças revela-se pertinente no sentido de auxiliar a implementação de práticas mais conscientes, intencionais e eficientes na área da matemática nos primeiros anos.

 

CO. B.6 - Resolução de problemas com frações: estratégias e representações matemáticas de alunos do 6.º ano de escolaridade

(2.º CEB)

António Guerreiro, Universidade do Algarve
Sofia Oliveira, Universidade do Algarve

Resumo

Os números racionais não negativos, nomeadamente na forma de frações, são lecionados desde o 2.º ano até ao 6.º ano de escolaridade, contemplando o conceito de número racional e as operações elementares de adição, subtração, multiplicação e divisão de frações. Após a lecionação de todos estes conteúdos, os alunos foram desafiados a resolver cinco problemas envolvendo as frações e as quatro operações referidas. Nesta comunicação vamos apresentar os resultados das estratégias e das representações matemáticas utilizadas pelos alunos e discutir a capacidade destes na resolução de problemas envolvendo frações.

 

SIMPÓSIO C

Moderador: [...]

CO. C.1 - Matemática em construção: da exploração livre à sistematização do conhecimento

(Geral)

Catarina Barreiros, Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi

Resumo

Esta comunicação apresenta uma abordagem à aprendizagem da Matemática nos primeiros anos de escolaridade que parte das vivências e dos contextos reais das crianças, tornando a aprendizagem significativa e próxima da sua realidade. As tarefas emergem de situações autênticas, vividas dentro e fora da escola, recorrendo à exploração de materiais concretos e de experiências do quotidiano que despertam a curiosidade e atribuem sentido aos conceitos matemáticos. A partir destas experiências, as crianças são convidadas a explorar ativamente diferentes estratégias, a comunicar e justificar o seu raciocínio e a refletir sobre os diversos processos de resolução. A valorização desta diversidade constitui o ponto de partida para a sistematização dos conceitos matemáticos e para a consolidação das aprendizagens através de novos desafios. Serão apresentados exemplos de tarefas desenvolvidas em sala de aula que ilustram este percurso de aprendizagem, bem como a forma como a articulação com outras áreas do currículo reforça a relação entre teoria e prática. A comunicação pretende promover a reflexão sobre práticas que valorizam a participação ativa das crianças, o desenvolvimento do raciocínio matemático e a construção de conhecimentos sólidos a partir da exploração, da experiência e da realidade que as rodeia.

 

CO. C.2 - O feedback na aprendizagem dos números racionais no 4.º ano

(1.º e 2.º CEB)

Margarida Piedade, Colégio Vale dos Pintassilgos
Joana Cabral, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Setúbal

Resumo

Os números racionais surgem desde muito cedo no currículo do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), sendo os conceitos inerentes basilares e aprofundados ao longo de toda a escolaridade. Assim, torna-se fundamental que os alunos sejam incentivados a trabalhar e compreender conceitos como representações, operações e significados associados aos números racionais, o que se torna bastante desafiante, em especial no 1.º CEB. Neste sentido, o feedback – prática que pode ajudar os alunos a ter uma maior perceção do seu desenvolvimento ao nível dos processos de aprendizagem – pode contribuir para desencadear aprendizagens associadas a este conjunto numérico. Este estudo, desenvolvido no âmbito de um relatório de mestrado, teve como objetivo compreender o contributo do feedback na aprendizagem dos números racionais no 4.º ano. Ao longo da intervenção foram realizadas quatro tarefas em duas fases com foco nas diferentes representações dos números racionais – decimal, fração e percentagem. Após a realização da primeira fase da tarefa, era atribuído feedback dando oportunidade aos alunos para rever e/ou melhorar as suas resoluções prévias. A partir da análise de dados evidencia-se que, de um modo geral, os alunos apropriaram-se do feedback atribuído, enquanto estratégia de avaliação formativa, e mobilizaram o mesmo na reestruturação das resoluções, contribuindo assim esta prática para o desenvolvimento da aprendizagem dos números racionais no âmbito do 4.º ano do 1.º CEB. 

 

CO. C.3 - Perceções dos alunos nos primeiros anos de escolaridade sobre os trabalhos de grupo

(1.º e 2.º CEB)

Bruno Costa, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Bragança
Manuel Vara Pires, Escola Superior de Educação, Universidade Politécnica de Bragança

Resumo

No contexto educativo, há um forte reconhecimento da relevância dos trabalhos de grupo, dado que podem desenvolver capacidades cognitivas, sociais, afetivas e atitudinais dos alunos, permitindo-lhes, assim, aprendizagens mais sólidas e com mais significado. Neste sentido, esta comunicação apresenta e discute um estudo sobre perceções dos alunos desenvolvido na prática de ensino supervisionada no âmbito de um mestrado profissionalizante para o ensino nos dois primeiros ciclos do ensino básico (CEB), incidindo nos “trabalhos de grupo”, assumido como tema integrador da atividade letiva. O estudo, de natureza qualitativa, teve, então, como objetivo analisar perceções de alunos sobre o trabalho de grupo. Participaram vinte alunos, onze do 4.º ano e nove do 5.º ano de escolaridade, que responderam a um questionário com doze perguntas abertas, cujas respostas foram tratadas recorrendo à análise de conteúdo. Globalmente, os participantes reconhecem a importância dos trabalhos de grupo, manifestando opiniões bastante favoráveis. Consideram, como aspetos mais positivos, a entreajuda, a partilha e a discussão de ideias e, como aspetos menos positivos, os comportamentos inadequados. Concordam que os trabalhos de grupo desenvolvem melhores aprendizagens, quer em relação aos tópicos disciplinares, aspeto mais valorizado, quer a nível de socialização e desenvolvimento de trabalho em equipa, defendendo a oportunidade de realizar mais trabalhos de grupo na sala de aula.

 

CO. C.4 - Projeto de poupança: uma experiência de literacia financeira e matemática em contexto familiar

(1.º e 2.º CEB)

Virgínia Fernanda das Neves Ferreira, Agrupamento de Escola Eugénio de Andrade, Porto

Resumo

A implementação do Projeto de Poupança, desenvolvido no âmbito do ensino da proporcionalidade direta no 6.º ano de escolaridade, revelou uma forte adesão por parte dos alunos e dos encarregados de educação (EE), evidenciando o interesse da comunidade educativa por experiências de aprendizagem matematicamente significativas e contextualizadas. O desafio consistiu em identificar situações do quotidiano em que fosse possível poupar, através da comparação de preços, da realização de cálculos e da tomada de decisões fundamentadas, contando com a colaboração de um familiar adulto. A preparação de alimentos, a aquisição de lanches ou a escolha de produtos constituíram contextos privilegiados para explorar relações de proporcionalidade direta, nomeadamente através do cálculo de custos proporcionais às quantidades e da análise do preço por unidade. A participação ativa das famílias reforçou a articulação entre a escola e o contexto familiar, promovendo a comunicação matemática e a valorização dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. Simultaneamente, os alunos foram incentivados a mobilizar estratégias de cálculo, desenvolver o pensamento crítico e compreender a utilidade da Matemática na gestão de recursos e na tomada de decisões quotidianas. A forte adesão ao projeto evidencia o potencial de tarefas autênticas e interdisciplinares na promoção da literacia matemática e financeira, demonstrando que a aprendizagem da proporcionalidade direta pode ultrapassar a resolução de exercícios rotineiros e assumir uma dimensão prática, reflexiva e socialmente relevante.

 

CO. C.5 - Representar para compreender: a aprendizagem dos números racionais

(1.º e 2.º CEB)

Raquel Faustino, Espaço Educativo - A Voz do Operári

Resumo

A aprendizagem dos números racionais constitui um desafio significativo para os alunos dos primeiros anos de escolaridade, exigindo a construção de significados que ultrapassam as experiências associadas aos números naturais. Neste contexto, as representações assumem um papel fundamental na promoção da compreensão conceptual e no desenvolvimento do raciocínio matemático. Este estudo, desenvolvido no âmbito de um relatório de mestrado, teve como objetivo compreender de que forma é que os alunos utilizam e relacionam diferentes representações de número racional e qual o contributo dos modelos para essas transformações realizadas pelos alunos. A intervenção foi realizada numa turma de 4.º ano de ensino e envolveu a implementação de um conjunto de tarefas concebidas segundo os princípios do ensino exploratório da Matemática. Ao longo das tarefas, foram mobilizadas diferentes representações, nomeadamente representações simbólicas e modelos visuais, procurando apoiar a construção de significados e o estabelecimento de conexões entre diferentes formas de representar números racionais. A análise das produções e das interações dos alunos evidenciou que a articulação entre representações contribuiu para uma compreensão mais profunda do conceito, facilitando a interpretação, a comunicação e a justificação do raciocínio matemático.

 

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Formação

O Encontro Matemática nos Primeiros Anos: EMPA 2026 realiza-se nos dias 7 e 14 de novembro de 2026. O dia 7 de novembro é realizado em modo presencial na Escola Superior de Educação de Setúbal e o dia 14 de novembro, online via zoom.

O dia 7 de novembro (presencial) e o dia 14 (online) são certificados pela Comissão Pedagógica do Centro de Formação APM como ações de curta duração (ACD) de 6h em cada um dos dias, para professores dos grupos 100, 110 e 230.

Todos os participantes que frequentem o encontro, com assiduidade, nos dias 7 e 14 de novembro (presencial e online), terão direito a dois certificados de ACD com 6h cada.


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Inscrições

Na tabela abaixo, encontram-se os valores das inscrições:

Nota: São considerados estudantes os alunos que frequentam licenciatura ou mestrado que habilita para a docência, sendo obrigatório o envio do comprovativo de matrícula de 2026/2027.  

 

A inscrição no Encontro "EMPA 2026" requer o preenchimento de um formulário de inscrição. Após completar a sua inscrição deve efetuar a transferência bancária referente ao valor da sua inscrição e almoço (Conta APM com IBAN:PT50003503250000664993010).

No caso dos associados, indicar o número de sócio no descritivo da transferência ou primeiro e último nome no caso dos não sócios.

Enviar o comprovativo de pagamento para o e-mail centroformacao@apm.pt (até 48 horas após efetuar a sua inscrição).

A  inscrição só fica concluída e validada após o envio do comprovativo de pagamento para o endereço de e-mail indicado.

 

DEVOLUÇÃO DE 50% DO VALOR PAGO, A QUEM COMUNICAR A DESISTÊNCIA ATÉ 3 DIAS ÚTEIS DO ENCONTRO. A PARTIR DAÍ NÃO HAVERÁ LUGAR A DEVOLUÇÕES.

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Submissão de comunicações

Participe

Simpósios de Comunicações 
Se pretende participar no EMPA 2026 com uma Comunicação num dos simpósios, envie-nos a sua proposta. Cada simpósio tem a duração de 1 hora e 30 minutos, integrando três comunicações, no máximo.
 

Comunicações em Simpósios (15 min)
As comunicações para os simpósios são propostas e dinamizadas por participantes no encontro, fundamentalmente sobre temas e abordagens de ensino e materiais didáticos. Cada comunicação tem a duração de 15 minutos, reservando-se o restante tempo para a discussão coletiva.
 

Submissão de Comunicações
Os participantes no EMPA 2026 podem submeter propostas de comunicações. As propostas devem incluir um resumo em português. A extensão dos resumos não deve ultrapassar os 1500 carateres (incluindo espaços). Os textos das propostas devem respeitar rigorosamente as normas de formatação que constam no respetivo modelo disponibilizado e ser enviados para empa2026@apm.pt até ao dia 13 de setembro de 2026.

Informação adicional:

Cada autor só pode submeter no máximo 2 (duas) comunicações com o seu nome;
Todos os autores que apresentam a comunicação têm de estar inscritos no encontro;
Só é entregue certificado a quem apresentar a comunicação.

A comunicação de aceitação é realizada até 18 de setembro de 2026, podendo ser solicitada previamente informação adicional se necessário.

 

Modelo obrigatório para submissão de Comunicação