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Home > A Associação > Grupos de Trabalho > Grupo de Trabalho de Investigação [GTI] > O professor de Matemática e os projectos de escola (GTI, 2008)

O professor de Matemática e os projectos de escola (GTI, 2008)

Introdução  


As mudanças na sociedade têm tornado a vida na escola cada vez mais complexa, levando os que nela trabalham diariamente a enfrentar muitas situações para as quais não se sentem preparados. Assim, ser professor hoje obriga a uma aprendizagem constante, investigando e reflectindo sobre a sua prática profissional. No entanto, o desafio que se coloca à escola e aos professores de acompanhar estas mudanças, promovendo o necessário desenvolvimento curricular, só pode ser enfrentado com sucesso através de
um trabalho concertado dos diferentes actores educativos. É necessário, por isso, criar dinâmicas que promovam o desenvolvimento profissional dos professores e da cultura de escola, visando a qualidade da aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos. Estas questões estão presentes na actividade realizada pelo Grupo de Estudos O professor como investigador do Grupo de Trabalho de Investigação (GTI) da Associação de Professores de Matemática (APM).


O Grupo de Estudos foi criado em Abril de 2000 com o objectivo de realizar uma reflexão aprofundada acerca do tema O professor como investigador e contribuir para a divulgação da perspectiva que a investigação sobre a prática faz parte da actividade profissional do professor. A ênfase inicial no tema o professor como investigador foi-se deslocando do actor – o professor que investiga – para o objecto a investigar – os problemas relacionados com a sua própria prática. Deste modo, o foco passou a estar nestes problemas e na investigação realizada para os resolver, o que incentivou os membros do grupo a lançarem-se na exigente aventura de se envolverem na produção de textos originais sobre a investigação da sua própria prática profissional.


Esta decisão marcou definitivamente o espírito do grupo, a sua metodologia de funcionamento e os produtos finais resultantes do trabalho desenvolvido. A partir daí, todos os membros do grupo estiveram sempre envolvidos no processo de elaboração de textos, escrevendo e colaborando no aperfeiçoamento dos artigos produzidos pelos colegas. O processo proporciona momentos de discussão muito enriquecedores que compensam o trabalho moroso associado à leitura e crítica dos textos. Para além disso, o colectivo envolve-se cada vez mais na definição do seu próprio caminho.

Como produto da primeira experiência de trabalho desenvolvido pelo grupo, resultou o livro Reflectir e Investigar sobre a Prática profissional, publicado pela APM (2002). Nele se incluía uma colectânea de textos que testemunham experiências profissionais dos elementos do grupo enquanto investigam a sua prática profissional para melhor compreender as suas acções e as suas necessidades, e melhorá-las.

Dado o sucesso do primeiro trabalho e a riqueza das experiências vividas, o Grupo de Estudos decidiu encetar um novo ciclo cujo foco foi o tema do currículo e da gestão curricular, sempre na lógica de investigar a própria prática.

Assim, a segunda experiência de trabalho deu origem ao livro O Professor e o Desenvolvimento Curricular, também publicado pela APM (2005), que inclui um conjunto de textos que mostram que a gestão do currículo torna-se cada vez mais complexa no contexto multicultural das salas de aula actuais. No entanto, é possível perceber que se podem equacionar estas questões se se envolverem activamente os diferentes actores do processo educativo. O livro apresenta experiências vividas pelos autores dos textos centradas na gestão, concretização e desenvolvimento do currículo, contribuindo para uma melhor compreensão das questões curriculares.

Com o trabalho desenvolvido nos primeiros dois ciclos o grupo tomou consciência que era preciso envolver a escola e criar dinâmicas de trabalho colaborativo que ermitissem desenvolver projectos e uma reflexão mais alargada e aprofundada em torno dos temas matemáticos e do desenvolvimento curricular. Assim iniciou um terceiro ciclo de estudos cujo foco é o professor que investiga a sua prática no âmbito de projectos de escola.

Assim, este livro, que intitulámos O Professor de Matemática e os Projectos de Escola, inclui uma colecção de experiências realizadas em diferentes níveis de ensino. Mais importante do que cada experiência em si mesma é perceber de que forma ela pode contribuir em termos do conhecimento para a profissão, e que mais valia trazem para a vida das escolas, em particular para o grupo de professores de Matemática. Neste sentido, procuramos contribuir para uma melhor compreensão das questões associadas às dinâmicas do trabalho desenvolvido no seio de projectos de escola, os percursos que se percorrem e os factores que facilitam e sustentam as dinâmicas de trabalho colaborativo.
O artigo da Cláudia Canha Nunes e João Pedro da Ponte aprofunda temáticas fundamentais como os projectos de escola e a sua liderança, ajudando a compreender os problemas com que se debatem as experiências relatadas nos restantes textos que compõem este livro. Os artigos de Alexandra Rocha e Cristina Fonseca, de Irene Segurado, de Isabel Paula, Fátima Salgado, Glória Fonseca e Helena Neves, e de Isabel Rocha e Manuela Pires aparecem como resposta a propostas de acção que surgiram do exterior da escola, nomeadamente o Plano da Matemática e o Programa de Formação Contínua de Professores de Matemática, e consideram o desenvolvimento curricular e a dinâmica de trabalho colaborativo como foco de estudo. Os artigos de Ana Isabel Silvestre, Renata Carrapiço, Laura Bandarra e Paulo Dias mostram percursos que é necessário fazer, por vezes longos e complexos, de modo a criar condições para o início de uma dinâmica de trabalho colaborativo. O artigo de João Almiro permite identificar factores que ajudam e sustentam as dinâmicas de trabalho colaborativo e o desenvolvimento de projectos de escola. Finalmente, o artigo de Lurdes Serrazina faz um balanço das diversas experiências e processos.

Os artigos que aqui reunimos mostram que é possível realizar projectos de escola e gerar dinâmicas que permitam o desenvolvimento profissional dos professores e da cultura de escola. Este processo tem que ser reconhecido pelos órgãos de gestão e pelos diferentes actores educativos. Uma escola de qualidade e o sucesso da aprendizagem dos nossos alunos em Matemática passa pela capacidade de todos os que estão directa e indirectamente envolvidos no processo de ensino e aprendizagem se mobilizarem, conceberem e realizarem projectos ligados ao ensino da Matemática com real impacto nas suas escolas e na comunidade que estas servem.

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