CoimbraMAT
2001
COMUNICAÇÕES ORAIS
| Dia 10 de Setembro
2ª feira 17H00 |
CO1 – Germinação
de Manjericos – um projecto interdisciplinar |
| CO2 – Autonomia
na aprendizagem da Matemática |
|
| CO3 – Criação
e dinamização de um Laboratório de Matemática |
|
| CO4 – Apresentação
da nova TI-83 Plus Silver Edition |
|
| Dia 11 de Setembro
3ª feira 14H00 |
CO5 – Matemática:
Ver => Saber ? |
| CO6 – CASSIOPEIA
– Uma nova forma de ensinar? Uma nova forma de aprender? |
|
| CO7 – Gestão
Flexível do Currículo e alguns reflexos na organização pedagógica da
escola – A narrativa de um percurso construído no quotidiano de uma
escola. |
|
| CO8 - Uma
Experiência de Ensino nos EUA. |
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Escola, a Matemática e a Poesia
|
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© A.P.M-.Núcleo de Coimbra, Novembro de 2001
CO1
– Germinação de Manjericos – um projecto interdisciplinar
(1º ciclo)
Maria da Luz Carvalho de Figueiredo - EB1 da Figueira da Foz, nº2
"Fazer
ciência é criar conceitos sobre o mundo.
Mas isto só acontece se houver alguma familiaridade com o mundo:
observando-o; desenvolvendo uma linguagem adequada para o descrever; pesquisando
o que outros já aprenderam sobre ele; testando e discutindo ideias; ...
As
crianças devem ter diversificadas, sistemáticas e contextualizadas
oportunidades de explorar o mundo,
para ver fenómenos, testar conceitos, e discuti-los. Esta é a maneira natural
de aprender ciência: é algo que os
estudantes fazem, não algo que lhes
é feito."
A Pedagogia de Projecto visa o envolvimento do aluno em actividades abertas com interesse pessoal e social, no sentido da resolução de um problema ou de chegar a uma meta. As aprendizagem surgem associadas a uma utilidade imediata, em contextos significativos para os alunos.
É nesta
perspectiva que surge o projecto de germinação de manjericos. Conhecer as
fases de desenvolvimento da planta, identificar e controlar as condições
necessárias ao seu crescimento, colocar hipóteses acerca daquilo que se vai
observando, registar sob diversas formas os aspectos observados, relacionar esta
actividade com a vida e a cultura da sua localidade, recolher e redigir quadras
populares para os enfeitar, produzir cravos de papel segundo técnicas
tradicionais, estimar o preço para venda com base na avaliação dos custos de
produção, contabilizar os lucros obtidos, partilhar com os pais em ambiente de
festa as suas realizações, foram algumas das inúmeras e ricas situações de
aprendizagem que este trabalho proporcionou.
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CO2
– Autonomia na aprendizagem da Matemática (2ºe 3º ciclo)
Adosinda Almeida - Escola EB 23 de Alhadas – F. Foz
Esta comunicação tem como objectivo dar a conhecer um modo de promover a autonomia e o gosto pela aprendizagem da Matemática.
Favorecendo
a auto-confiança do aluno, envolvendo-o e responsabilizando-o no processo
ensino-aprendizagem, o aluno tem oportunidade de tomar contacto com as metas a
alcançar e as diversas formas de fazer esse percurso.
Promove-se deste modo o auto-conhecimento do aluno, estimulando-o de forma a poder descobrir sozinho os seus erros e com eles aprender a ultrapassar as suas dificuldades e responder de forma eficaz e adequada às suas necessidades.
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CO3
– Criação e dinamização de um Laboratório de Matemática (3º ciclo e
secundário)
Paula
Sofia Salgado e Helena Gomes -
Escola Secundária de Penacova
Com
a entrada em vigor do Programa Ajustado de Matemática para o Ensino Secundário,
o uso de novas tecnologias na sala de aula nomeadamente, computadores e
calculadoras gráficas alteraram as metodologias tradicionais no ensino da Matemática.
Por este motivo, houve necessidade de apetrechar as escolas com espaços físicos
diferentes dos utilizados nas aulas ditas “tradicionais”. O surgimento nas
escolas de laboratórios de Matemática foi imprescindível.
A comunicação
dividir-se-á em duas partes. Na primeira, será apresentado o processo que levou à criação do laboratório, nomeadamente o
recurso a um projecto integrado no programa institucional Ciência Viva. Na
segunda parte, apresentar-se-ão várias actividades (a nível do ensino secundário
e 3º ciclo) que durante o ano lectivo 2000/2001 foram exploradas com recurso às
tecnologias existentes no Laboratório de Matemática.
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CO4
– Apresentação
da nova TI-83 Plus Silver Edition
(secundário)
Jaime
Carvalho Silva – Dep. de
Matemática da FCTUC - Coimbra
José
Carlos Balsa – Escola Secundária Quinta das Flores - Coimbra
Esta nova calculadora é idêntica à Ti-83 Plus
normal possuindo, no entanto, muito mais memória e muito mais espaço para
aplicações de software para calculadora já pré – instaladas (APPS-
Periodic Table; Organizer; CatalogHelp; CBL/CBR; Probability Simulations; Puzzle
Pack; Start-up Customization; Study Cards ). A velocidade de processamento também
é 2,5 mais rápida sendo, no entanto, compatível com a sua congénere
anterior.
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CO5
– Matemática: Ver => Saber ?
Alcino
Simões - Escola 2,3,S Dr. Daniel de Matos - V N Poiares
O que nos vem à memória quando pensamos em matemática?
Qual foi a importância da utilização de imagens na aprendizagem?
Na aula de matemática utilizamos a imagem com funções pedagógicas diversificadas: imagens de apoio; auxiliar a recordação de conceitos; imagens que exploram um conceito; imagem é estritamente matemática.
Um conceito matemático torna-se mais claro quando há visualização. E se existir algum tipo de movimento então ainda melhor. Há objectos didácticos que permitem construir imagens mentais de conceitos matemáticos.
Mas será que utilizamos imagens a mais na aula de
matemática?
Mas será suficiente que o aluno veja uma imagem para
que fique a conhecer o conteúdo matemático associado a essa imagem?
Apresentam-se alguns exemplos de utilização de
imagens na aula de matemática recorrendo a objectos, acetatos, Internet e
software.
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CO6
– CASSIOPEIA
– Uma nova forma de ensinar? Uma nova forma de aprender?
José Carlos Coelho Balsa e Luís Miguel Ferreira Santos
Escola Secundária Quinta das Flores – Coimbra
Diante de toda uma série de novas técnicas de ensino-aprendizagem, com a utilização de novas tecnologias, a Cassiopeia é uma potente ferramenta educacional portátil.
Pensamos que esta nova máquina cria um ambiente óptimo para o ensino da Matemática, podendo os nossos estudantes usufruir de uma aprendizagem mais interessante, motivadora e eficaz.
Possuindo software
bastante poderoso (WINDOWS CE com ligação
à Internet, Geometer’s Sketchpad e Maple
V) de que faremos uma breve apresentação, perguntamos: serão estas as
ferramentas de trabalho no futuro?
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Ao longo de 2 anos temos vindo a construir processos de gestão curricular no quadro de uma flexibilidade que procura encontrar respostas adequadas aos alunos e ao contexto concreto com que os professores trabalham diariamente. Um pressuposto fundamental é que a concretização deste objectivo implica uma grande responsabilidade e margem de decisão da escola relativamente ao desenvolvimento e gestão das diversas componentes do currículo e à articulação entre elas, o que, implica simultaneamente necessidades / preocupações organizacionais.
Uma outra ideia
central a reter é que a gestão flexível do currículo deve constituir-se como
um processo que se constrói de forma gradual e devidamente apoiada.
Nesta direcção de
análise, pretendemos apresentar as principais necessidades e preocupações
organizacionais que desenvolvemos e que contribuíram para o êxito do nosso
percurso, a saber:
1.
A nível da estratégia organizacional
2.
A nível da metodologia a adoptar no
agrupamento dos alunos (constituição de turmas)
3.
A nível do desenho curricular e da organização dos tempos e espaços
escolares
4.
A nível do agrupamento dos professores:
4.1
- Organização e funcionamento das estruturas de articulação
curricular
4.2
– Distribuição do serviço docente
4.3
– Formação
de equipas educativas ("team teaching") e reforço do trabalho
colaborativo
5.
A nível da gestão do currículo – Do Projecto Educativo da escola ao
projecto curricular de turma
6.
A nível das metodologias
7. A nível da formação de professores
8.
A nível da mobilização da comunidade educativa
9.
A nível dos recursos bibliográficos/documentais
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CO8 - Uma Experiência de Ensino nos EUA
Jaime Carvalho e Silva - Dep. Matemática da FCTUC
Proponho-me
falar um pouco da disciplina de "Precalculus" que leccionei na
Universidade Estadual do Arizona, EUA, no âmbito do Instituto SUMMS
administrado pela Universidade e dirigido a alunos do Ensino Secundário durante
a época de Verão (Junho a Agosto).
O programa
abrange tudo o que há de elementar, sobre Álgebra e Funções, que não
envolva limites ou derivadas, desde as funções mais elementares até ao estudo
de coordenadas polares e paramétricas.
O programa, o
manual e os métodos de avaliação estão já definidos com antecedência pela
universidade; esta disciplina decorre durante 5 semanas com aulas 5 dias por
semana durante todo o dia em moldes desconhecidos em Portugal.
Alguns dos
materiais usados nesta disciplina estão disponíveis no CD do CoimbraMat2001.
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