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Conferências com Discussão

As conferências com discussão são intervenções realizadas por pessoas convidadas pela organização para intervir em áreas ou temas considerados de interesse para os participantes. Incidem sobre assuntos muito diversificados e são seguidas de um espaço de discussão com os presentes, moderada por uma pessoa convidada para o efeito.

Conf 01 - Sucesso escolar: Quando as lideranças das escolas são parte da solução
Conf 02 - O ensino do Números e Operações - contra-sensos e obstáculos das Metas Curriculares
Conf 03 - A aprendizagem da multiplicação numa perspetiva de desenvolvimento do sentido de número
Conf 04 - Radicalizando a Educação Matemática no quadro das Matemáticas do Planeta Terra
Conf 05 - Práticas matemáticas promotoras de capacidades transversais nas atuais orientações curriculares
Conf 06 - Porquê a tecnologia na sala de aula?
Conf 07 - Teoremas elementares clássicos na sala de aula
Conf 08 - Versões da resolução de problemas persuasivas da adequação da tecnologia
Conf 09 - Análise matemática de um padrão
Conf 10 - Cirurgia Plástica do Ponto de Vista Matemático
Conf 11 - Tecnologias na educação matemática: alguns resultados da investigação
Conf 12 - Resultados do TIMSS e consequências para a educação em Portugal
Conf 13 - A formação profissional ao serviço do emprego na região do Algarve
Conf 14 - A Geometria nas Metas Curriculares e nos Programas de Matemática do Ensino Básico
Conf 15 - A formação contínua de professores e a utilização das tecnologias
Conf 16 - A navegação, o GPS e a resolução de problemas
Conf 17 - Educação matemática de adultos: experiência adquirida pelos adultos e práticas de ensino
Conf 18 - Dificuldades dos alunos no sentido das operações
Conf 19 - La educación matemática en Primaria y Secundaria en España, en el contexto de implantación de los nuevos grados para la formación inicial de profesores
Conf 20 - Conexões entre a matemática e a realidade? Modelemos Portugal do Minho ao Algarve...
Conf 21 - As Metas Curriculares nos Estados Unidos (Common Core Standards)
Conf 22 - Perspetivas curriculares no ensino e aprendizagem da matemática: o papel da modelação potenciado pela tecnologia
Conf 23 - Desenvolver o pensamento algébrico de alunos do 4º ano de escolaridade: uma trajetória possível



Conf 01 - Sucesso escolar: Quando as lideranças das escolas são parte da solução

5ª feira, 21 de março, 14:30
Bloco B, Sala 26
Geral

Helena Quintas, Universidade do Algarve

As tendências atuais da investigação sobre a liderança das escolas atestam a inter-relação entre a liderança e o sucesso escolar dos alunos. Já existe um corpo teórico robusto sobre esta questão, assente em estudos transnacionais, e que defende a premissa de que o sucesso dos alunos não depende, exclusivamente, de fatores externos à escola, realçando o papel da(s) liderança(s) escolar(es) na melhoria e na sustentação do sucesso escolar dos alunos.

Em Portugal, a administração e a gestão escolar das escolas é regida por um quadro legal único, independentemente das diferenças sociais, culturais ou de desenvolvimento económico das diferentes regiões do pais e, consequentemente, entre as escolas públicas. Embora assente em princípios democráticos, a legislação vigente concentra na liderança a responsabilidade pelo sucesso escolar dos alunos e o diretor está dotado da autoridade necessária para desenvolver o projeto educativo da escola que lidera e de executar, localmente, as medidas de política educativa. É responsável pela gestão dos recursos públicos postos à sua disposição, mas também pela prestação do serviço público de educação, o que lhe atribui um duplo papel: o de gestor e o de líder. Como gestor, deve controlar o orçamento e administrar outros instrumentos de organização da vida da escola; como lider, deve estabelecer metas de futuro, promover compromissos e orientar mudanças. Trata-se de um exercício da liderança múltiplo e dinâmico, que deve assentar no diálogo e no intercâmbio entre esta e os restantes professores da escola, e permitir que se problematizem as práticas e as circunstâncias em que elas se desenvolvem e tomar decisões que poderão ser fundamentais para o desenvolvimento profissional dos professores e da organização escolar, tais como a diversidade da oferta educativa.

O papel das lideanças escolares é também reconhecida pelo Programa da avaliação externa das escolas, em vigor desde 2006, e que toma, como um dos domínios de análise as lideranças escolares e a sua relação com o sucesso escolar dos alunos.

A presente comunicação assenta nos dois objetos de estudo anteriormente referidos: i) lideranças escolares e promoção do sucesso escolar e educativo dos alunos; e ii) liderança no contexto na Avaliação Externa das Escola. Estrutura-se nos seguintes pontos:

- Análise de conclusões de estudos internacionais sobre o impacto das lideranças escolares no sucesso escolar dos alunos;

 

- Conclusões de uma investigação, de âmbito nacional, que caracteriza as liderança das escolas portuguesas, com base numa análise de conteúdo efetuada a relatórios de Avaliação Externa produzidos pelas equipas da IGEC;

 

- Resultados de um estudo realizado na região do Algarve, no âmbito de uma rede internacional que investiga a relação entre a liderança e o sucesso escolar, a “International Successful School Principalship Project” (ISSPP). O estudo utiliza dados recolhidos através de entrevistas realizadas a diretores de escolas do Algarve situadas em contextos diversos, e procura analisar formas e processos que os líderes escolares utilizam para darem resposta aos desafios que lhes são colocados, num exercício da liderança escolar assumido como solução para os problemas com que as escolas se defrontam e que contribua para o sucesso escolar dos alunos.

 

Referências bibliográficas

Ainley, J. & Mckenzie, P. (2000). School Governance: Research on Educational and Management Issues. International Educational Journal, 1(3), 139-151.

Barker B. (2007). The Leadership Paradox: Can schools leaders transform student outcomes? School Effectiveness and School Improvement, 18(1), 21-43.

Bert, P. M. C. & Gerry, J. R. (2005). Linking School Effectiveness and School Improvement: The background and outline of the project. School Effectiveness and School Improvement, 16(4); 359-371.

Bolívar, A. (2012). A liderança educacional e os processos de melhoria. In A. Bolívar, Melhorar os Processos e os Resultados Educativos. O que nos ensina a investigação (pp. 47-88). Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel Leão.

Bolívar, A. (2012). A investigação sobre a liderança educacional e o seu papel na melhoria. Uma revisão atual In A. Bolívar, Melhorar os Processos e os Resultados Educativos. O que nos ensina a investigação (pp. 89-126). Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel Leão.

Coppieters, P. (2005). Turning schools into learning organizations. European Journal of Teacher Education, 28(2), 129-139.

English, F. W. (2008). The Art of Educational Leadership. Balancing Performance and Accountability. London, Sage Publications, Ltd.

Estêvão, C. A. V. (2000). Liderança e Democracia: o Público e o Privado. In J. A. Costa, A. N. Mendes & A. Ventura (orgs.). Liderança e estratégia nas organizações escolares (pp. 35-44). Aveiro: Universidade de Aveiro.

Glatter, R. (2007). As escolas e os sistemas de ensino perante a complexidade: Desafios organizacionais. In IGE (org.). Actas da Conferência “As escolas Face aos Novos Desafios”. Lisboa: IGE.

Leithwood, K. (1994). Leadership for school restructuring. Educational Administration Quarterly, 30: 495-518.

 




Conf 02 - O ensino do Números e Operações - contra-sensos e obstáculos das Metas Curriculares

5ª feira, 21 demarço, 14:30
Bloco F, Auditório ESA
Geral

Henrique Manuel Guimarães, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Lurdes Serrazina. Escola Superior de Educação de Lisboa

 

As Metas Curriculares para a Matemática homologadas em Agosto de 2012, assumidas como “orientações recomendadas” para o corrente ano lectivo e anunciadas como indo ser “posteriormente tornadas vinculativas”, foram na altura objecto de profundas críticas no seio da APM, mas também em variados sectores da comunidade educativa e de muitos professores, nomeadamente dos que foram intervindo e participando na progressiva implementação do atual programa de Matemática do ensino básico que este ano completou a sua generalização.

 

Nesta conferência, elegemos o tema dos Números e Operações para apresentar alguns exemplos de como o que é proposto nas Metas Curriculares para o ensino neste tema, não apenas contraria em muitos aspectos fundamentais as orientações curriculares correntes, nacionais e internacionais, sem que nada acrescentem de clarificação e apoio ao que vem sendo trabalhado pelos professores nas escolas, como levantam obstáculos sérios a esse trabalho, podendo prejudicar fortemente a aprendizagem matemática dos alunos.

 

Procuraremos evidenciar algumas das opções que consideramos completamente desadequadas nas metas Curriculares, nomeadamente na abordagem que é proposta dos números racionais e dos números inteiros, e das operações com estes números, bem como a sobrevalorização da memorização de factos e procedimentos matemáticos, e dos aspectos mais formais e abstractos da matemática.

 

 

 




Conf 03 - A aprendizagem da multiplicação numa perspetiva de desenvolvimento do sentido de número

5ª feira, 21 de março, 14:30
Bloco F, Sala 8
1º ciclo

Fátima Mendes, Escola Superior de Educação do Insituto Politécnico de Setúbal

Esta comunicação baseia-se numa investigação realizada, que teve como objetivos: (i) compreender o modo como alunos do 3.º ano evoluem na aprendizagem da multiplicação numa perspetiva de desenvolvimento do sentido de número, no âmbito de uma trajetória de aprendizagem e (ii) descrever e analisar as potencialidades das tarefas e sequências de tarefas propostas na aprendizagem da multiplicação. Do primeiro objetivo decorrem a caracterização dos procedimentos usados pelos alunos quando resolvem tarefas de multiplicação, da evolução desses procedimentos, das dificuldades manifestadas e dos aspetos do sentido de número revelados. Do segundo objetivo emerge, ainda, a análise do contributo das tarefas e sequências de tarefas propostas aos alunos na sua aprendizagem.

Uso, na investigação realizada, o termo procedimento, considerando que este inclui a escolha, por parte dos alunos, das opções associadas à estrutura da tarefa[1] e o modo como estes organizam e realizam os cálculos que efetuam, de acordo com os números envolvidos[2].

O quadro teórico integra duas temáticas essenciais: a caracterização do sentido de número e o modo como este se desenvolve na sala de aula; e a aprendizagem da multiplicação, que inclui os marcos essenciais e os procedimentos que os alunos usam na resolução de tarefas associadas a esta operação.

O estudo segue uma metodologia de design research na modalidade de experiência de ensino. Os participantes são os alunos de uma turma do 3.º ano e a sua professora. A experiência de ensino na turma concretizou-se, durante um ano letivo, numa trajetória de aprendizagem. Esta foi construída, colaborativamente, pela investigadora e pela professora titular da turma, que a desenvolveu nas suas aulas. As tarefas propostas aos alunos incluem não só contextos de multiplicação como de divisão, realçando e potenciando a relação entre as duas operações.

As conclusões da investigação realizada sobre os procedimentos usados pelos alunos quando resolvem tarefas de multiplicação evidenciam que: (i) são utilizados uma grande diversidade de procedimentos; (ii) há alunos que usam vários procedimentos para realizar um mesmo cálculo; (iii) há procedimentos mais frequentes que outros e (iv) há alunos que têm preferência pelo uso de determinados procedimentos. Os resultados mostram, ainda, que a evolução dos procedimentos parece ser suportada pelas características das tarefas propostas (os contextos, os números e a sua articulação e sequenciação) e pelo ambiente criado na sala da aula. Ainda assim, esta evolução não é linear, nem se processa do mesmo modo para todos os alunos – alguns persistem em certos procedimentos e outros voltam a usar procedimentos menos potentes, perante tarefas com determinadas características. A evolução dos procedimentos dos alunos evidencia, também, o desenvolvimento do seu sentido de número ao longo da experiência de ensino.

 

Referências bibliográficas

Beishuizen, M. (1997). Development of mathematical strategies and procedures up to 100. In M. Beishuizen, K. Gravemeijer, & E. van Lieshout (Edits.), The role of contexts and models in the development of mathematical strategies and procedures (pp. 127-162). Utrecht, The Netterlands.



[1] Considerada estratégia, na aceção de Beishuizen (1997).

[2] Considerado procedimento, na aceção de Beishuizen (1997).




Conf 04 - Radicalizando a Educação Matemática no quadro das Matemáticas do Planeta Terra

6ª feira, 22 de março, 09:00
Bloco F, Sala 20
Geral

Bal Chandra Luitel, Universidade de Katmandu, Nepal e Universidade de Évora

 

 

 

Como pode a matemática  na educação no Nepal ser transformadas de um quadro culturalmente descontextualizado para um ensino inclusivo contribuindo para uma cidadania criativa e activa?

É a esta pergunta que o meu programa de investigação na Universidade de Kathmandu  visa responder, desafiando afirmações tomadas como certas:

-a natureza da matemática como sistema de conhecimento puro;

-o curriculum matemático como um tema em si;

-os objectos matemáticos como entes abstractos;

-a ausência de porosidade na linguagem matemática….

Critico assim a matemática culturalmente descontextualizada,  ao construir uma educação matemática inclusiva (voltada para a afirmação da vida e da cidadania, posta em contexto cultural, relacionada com a vivência quotidiana) para as escolas do Nepal (Luitel et al,2012).

Argumento, na presente conferência, que o recente programa “Matemática do Planeta Terra” vem contribuindo para a minha investigação em pelo menos 3 vertentes:

-consciência ecológica;

-lógicas inclusivas;

-o curriculum matemático como construção.

Nas tradições da Sabedoria Oriental, a ideia ecológica vem sendo expressa como a coexistência entre a natureza e o homem, contrastando com a versão modernista (provavelmente Judaico-Cristã) da natureza como algo a explorar(Prime, 2002).

Tendo como pano de fundo a consciência ecológica, a educação matemática na escola focaliza-se na confluência entre a natureza, os homens, e as suas culturas (Kathmandu University, 2008). Este enfoque tende a maximizar a aprendizagem matemática a partir de tarefas e da resolução de problemas  contextualizados culturalmente, com sucesso no combate ao  tradicional insucesso escolar.

Na conceptualização da consciência ecológica, a lógica proposicional, a dedução, o método analítico mostram-se insuficientes, já que enfatizam o reducionismo e o dualismo  (Haack, 1978; Luitel, 2009). Por vezes designadas como eco-lógicas, ou lógicas inclusivas (numa combinação de lógicas antropocêntrica, dialéctica, metafórica e poética), são-nos propostas pela sabedoria oriental, e permitem conceber e aplicar uma consciência ecológica. Irei então apreesentar exemplos do uso de cada eco-lógica, no sentido de tornar problemas escolares mais significantes, através da sua ligação à consciência ecológica.

 

Finalmente,  proponho uma visão para o desenvolvimento adaptada a promover a educação matemática inclusiva, aproximação essa que incorpora práticas culturais locais no curriculum matemático do Nepal.. Este desenvolvimento curricular subscreve uma imagem do curriculum como montage. Trata-se duma forma pouco  convencional de incorporar diferentes sistemas culturais na educação matemática.

 

Referências:

 

 




Conf 05 - Práticas matemáticas promotoras de capacidades transversais nas atuais orientações curriculares

6ª feira, 22 de março, 09:00
Bloco F, Sala 8
Geral

João Pedro da Ponte, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Marisa Quaresma, Escola B 2,3 José Saramago, Poceirão, Palmela e Unidade de Investigação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Renata Carvalho, Unidade de Investigação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

 

Os aspetos transversais da aprendizagem da Matemática têm vindo a merecer uma atenção crescente nos documentos curriculares, seja como processos (os process standards), como “capacidades/aptidões”, como “competências” ou, mais recentemente, como “capacidades transversais”. Alguns documentos falam também em “hábitos mentais” e “práticas matemáticas”. Nesta conferência fazemos uma análise do que há em comum nestas perspetivas e também no que as diferencia. Debruçamo-nos, muito em especial, sobre as capacidades de resolução de problemas, raciocínio, comunicação, usar representações, estabelecer conexões e de cálculo mental que discutimos tendo por base situações reais de salas de aula de Matemática portuguesas. Terminamos apresentando alguns resultados de estudos já realizados entre nós que mostram que tipo de organização da aula, de tarefa e de modos de trabalho e comunicação contribuem para promover estas capacidades no dia a dia do trabalho realizado na disciplina.

 




Conf 06 - Porquê a tecnologia na sala de aula?

6ª feira, 22 de março, 09:00
Bloco F, Sala 21
Geral

Jacinto Salgueiro, Escola Secundária de Montemor-o-Novo

Hoje em dia a tecnologia faz parte integrante do dia a dia da generalidade dos cidadãos dos países desenvolvidos e grande parte dos alunos, para além de usar o computador no seu quotidiano, é possuidor de tecnologia portátil bastante avançada. A Escola tenta acompanhar esta tendência adequando os currículos e preparando os professores para ajustarem as suas práticas usando tecnologia cada vez mais sofisticada na sala de aula, tanto com programas de álgebra e geometria dinâmica, como com unidades portáteis que já não são simples calculadoras gráficas. Com base na experiência profissional e na atividade de formador do Grupo T3, serão analisados e discutidos fatores inibidores e facilitadores da aprendizagem na sala de aula com uso de tecnologia e será dado o mote para uma prática letiva que faça da tecnologia uma ferramenta potenciadora de aprendizagens significativas.




Conf 07 - Teoremas elementares clássicos na sala de aula

6ª feira, 22 de março, 09:00
Bloco B, Sala 26
Geral

Luís Miguel de Freitas Bernardino, Agrupamento de escolas Dr. António da Costa Contreiras (Silves Sul)

 

Francisco Gomes Teixeira afirmou, numa conferência que proferiu em 1923 em Salamanca e em 1925 no Porto, que “os que se ocupam da matemática começam a estudá-la pelo que tem de útil, principiam a amá-la quando compreendem o que tem de belo e apaixonam-se por ela quando subiram assaz alto para abranger o que tem de sublime.”

Nesta linha, cremos que a resolução de problemas é o que a matemática tem de mais belo. Mas como aumentar as competências dos nossos alunos para este tema?

Vitor Kravchenko é um professor de quem tivemos o privilégio de ser discentes e, nas suas aulas, incentivava frequentemente os seus alunos a tentarem fazer as demonstrações dos teoremas estudados, pois é nelas que se encontram as ideias essenciais para a resolução da maioria dos problemas que possam ser propostos.

Assim, abordaremos alguns resultados clássicos associados a triângulos, a circunferências e a ternos pitagóricos. A fim de compreendermos o alcance e utilidade destes, apresentaremos algumas aplicações e proporemos construções euclidianas que precisam, para a sua elaboração, dos resultados já referidos. Deste modo, pensamos ter apresentado fontes úteis para a criação de problemas a propor aos nossos alunos, tanto em contexto de sala de aula, como na atividade regular de um clube de matemática.

Em conclusão refira-se que uma sequência de problemas adequada pode contribuir para que o aluno obtenha satisfação pelo alcance de resultados mais abrangentes (teoremas) do que aqueles que se alcançam nas propostas que habitualmente se trabalham na sala de aula. Por outro lado, a imensidão de resultados ditos clássicos é tão grande que, por muito que se estudem, há sempre uma grande quantidade que é do desconhecimento de qualquer matemático, pelo que sempre que os estudamos obtemos satisfação pela beleza das suas propriedades. Deste modo, torna-se mais agradável a elaboração de materiais necessários à prática docente.

 

Referências:

Bernardino, Luís, Temas Escolhidos de Geometria do Triângulo – dissertação para a obtenção do grau de mestre em Matemática – Especialização em Matemática para o Ensino, Faro 2008;

Silva, Jaime C. Et alli, Aleph 10, Asa 2010.

 

 

 




Conf 08 - Versões da resolução de problemas persuasivas da adequação da tecnologia

6ª feira, 22 de março, 09:00
Bloco D, Sala 21
Geral

Susana Carreira, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve e Unidade de Investigação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

 

As competições matemáticas constituem uma das atuais formas de atrair jovens, professores e famílias para a prática da resolução de problemas e desafios matemáticos. Este tipo de contextos, cuja atenção e promoção é cada vez mais visível, um pouco por todo o mundo, cruza-se naturalmente com a crescente habilidade dos jovens de lançar mão de recursos e ferramentas digitais para comunicar, expressar o seu pensamento, publicar, etc. Assim, é compreensível o interesse que se tem vindo a verificar pelo estudo e compreensão da relação entre a resolução de problemas e o uso generalizado das tecnologias digitais, nomeadamente por parte dos jovens.

Com efeito, é cada vez mais claro que os alunos entendem a pertinência e as potencialidades de recursos tecnológicos para a resolução de problemas de Matemática. Por exemplo, encontramos evidências da capacidade de utilização da folha de cálculo na resolução de problemas num número considerável de participantes numa competição de resolução de problemas baseada na Internet (Sub12 & Sub14). Neste âmbito, irei debruçar-me sobre versões da resolução de problemas de Matemática que demonstram uma inequívoca adequação às tecnologias digitais.

 




Conf 09 - Análise matemática de um padrão

6ª feira, 22 de março, 10:30
Bloco F, Auditório ESA
Geral

Eduardo Veloso

Tendo como principal exemplo um painel de azulejos enxaquetados do séc. XVII, seguiremos passo a passo todo o processo de análise e classificação do respectivo padrão, tentando deixar claro o modo como a matemática olha e analisa os objectos do mundo a que chamamos real, inventando conceitos apropriados a essa análise, imaginando e definindo os objectos próprios da realidade matemática, e sujeitando-os depois aos seus processos deductivos. 
Nota: o tema desta conferência é muito semelhante ao da Sessão Prática SP09 do ProfMat de 2012. 

 




Conf 10 - Cirurgia Plástica do Ponto de Vista Matemático

 

6ª feira, 22 de março,  10:30
Bloco F, Sala 20
Secundário

Gueorgui Smirnov, Universidade do Minho

Esta  apresentação é uma introdução elementar aos métodos matemáticos utilizados na modelação da cirurgia plástica e é destinada ao público não preparado. A exposição é feita com ênfase nos métodos numéricos é dá a possibilidade de conhecer um dos métodos principais da física matemática computacional, o método dos elementos finitos, algumas ideias da teoria de aproximação ligadas ao método, o conceito intuitivo de integral e os métodos directos do cálculo das variações. Sugere-se uma abordagem que permite ensinar a grupos de
alunos mais vocacionados para a Matemática, os seus conceitos e métodos sem deles exigir conhecimentos fora de comum.

 

 

 




Conf 11 - Tecnologias na educação matemática: alguns resultados da investigação

6ª feira, 22 de março, 10:30
Bloco F, Sala 21
Geral

Rui Gonçalo Espadeiro, Centro de Competência TIC da Universidade de Évora

Com o projeto Minerva, em meados dos anos 80, começou-se a assistir, nas nossas escolas,  ao aparecimento de computadores e a uma dinâmica muito própria em torno da sua utilização. Ao longo do tempo, várias têm sido as iniciativas, programas e projetos implementados com o objetivo de promover a integração de tecnologia na educação. Ao nível do ensino e aprendizagem da Matemática, a investigação tem acompanhado as evoluções tecnológicas e as suas aplicações na educação, em parte impulsionada por estes projectos. 

Nesta conferência será feita uma breve análise aos resultados e recomendações provenientes da investigação neste domínio, tentando, a partir daí, refletir sobre o papel e o lugar das tecnologias na aula de Matemática.

 




Conf 12 - Resultados do TIMSS e consequências para a educação em Portugal

6ª feira, 22 de março, 10:30
Bloco C, Sala 28
Geral

Jaime Carvalho e Silva, Universidade de Coimbra

O mais recente estudo internacional TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study) foi realizado em 2011 a alunos do 4º e do 8º ano de escolaridade e é realizado de 4 em 4 anos desde 1995. Em 2011, Portugal participou com alunos do 4º ano, juntamente com mais outros 51 países.

Os resultados do estudo TIMSS são apresentados numa escala de 0 a 1000 com um ponto médio de referência de 500. A escala foi concebida para permanecer estável nas várias aplicações do TIMSS.

Portugal obteve 532 pontos nesta escala, o que o coloca acima da média de referência e entre os 15 países com melhor desempenho em matemática para o 4.º Ano. Portugal está ao mesmo nível de países como a Dinamarca, a Alemanha e a Irlanda. E está à frente, em termos estatisticamente significativos, de países como Austrália, Hungria, República Checa, Austria, Itália, Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Espanha, Polónia e Turquia. Portugal encontra-se entre os 12 países que melhoraram o seu desempenho em 2011, relativamente a 1995.


Os alunos Portugueses do 4.º ano têm desempenho acima da média global nacional (532 pontos) em Formas Geométricas e Medida (548) e em Apresentação de Dados (548); em Números (522) o desempenho está abaixo da média global nacional, sendo todas estas diferenças estatisticamente significativas.


O que está na origem destes bons resultados?


Os resultados do TIMSS evidenciam o efeito positivo de algumas variáveis de contexto no desempenho dos alunos, nomeadamente:

(i)    o contacto precoce na infância com experiências facilitadoras da aprendizagem da matemática quer em casa quer na educação pré-escolar;

(ii)   a assiduidade dos alunos, a valorização do sucesso académico, a atitude dos alunos relativamente à aprendizagem, um ambiente escolar disciplinado e seguro e um corpo docente motivado e qualificado.

 

Tentaremos apresentar alguns detalhes do estudo TIMSS e retirar algumas conclusões para o sistema educativo português.




Conf 13 - A formação profissional ao serviço do emprego na região do Algarve

6ª feira, 22 de março, 10:30
Bloco C, Sala 29
Geral

 

Carlos Baía, Delegado Regional do Algarve do Instituto do Emprego e Formação Profissional I.P.

 

A apresentação a realizar incidirá sobre as caraterísticas da economia algarvia e suas implicações no emprego e no perfil dos desempregados.

Serão apresentadas as caraterísticas da formação profissional realizada na região pelo IEFP I.P., no que respeita a modalidades, públicos-alvo e áreas de formação.

Será ainda abordado o papel da matemática nas unidades e percursos de formação profissional disponibilizados.

 




Conf 14 - A Geometria nas Metas Curriculares e nos Programas de Matemática do Ensino Básico

6ª feira, 22 de março, 10:30
Bloco D, Sala 22
1º, 2º, 3º ciclos

 

Ana Breda, Universidade de Aveiro

 

As visões do tema/domínio Geometria no Programa de Matemática do Ensino Básico e nas Metas curriculares são o objeto central de explanação nesta comunicação.




Conf 15 - A formação contínua de professores e a utilização das tecnologias

Sábado, 23 de março, 09:00
Bloco B, Sala 26
Geral

Maria Madalena Dullius, Centro Universitário UNIVATES, Brasil

Nélia Amado, FCT, Universidade do Algarve e Unidade de Investigação do IE, Universidade de Lisboa

 

Atualmente os professores utilizam o computador nas mais variadas tarefas pessoais e profissionais. Mas estarão a aproveitar esta ferramenta no processo de ensino/aprendizagem? Estarão os professores preparados para fazer uso deste recurso, com os seus alunos, nas aulas de matemática?

Acreditamos que a utilização pedagógica do computador somente acontecerá quando o professor vivenciar o processo e quando a tecnologia representar para ele um meio importante para a aprendizagem.                

Assim, propomos-nos apresentar o exemplo de cursos de formação contínua que contemplam a utilização do computador no processo de ensino/aprendizagem da Matemática e analisar o seu impacto nas atividades desenvolvidas em sala de aula pelos professores.

Para tal, apresentamos dados recolhidos junto de professores de Matemática no Brasil, a partir dos quais foi planeada formação contínua que discute o uso de recursos computacionais nas aulas de Matemática.

Neste trabalho de formação procurou-se envolver os docentes no processo, partindo das suas preocupações ou necessidade em sala de aula. Depois de identificado um problema específico, foram formuladas possíveis soluções para serem experimentadas e testadas em sala de aula. Os participantes desenvolvem sua prática pedagógica atividades que envolvam o uso de  recursos computacionais e, por meio de relatórios escritos e de conversas, trazem para o grande grupo os resultados encontrados, bem como seus anseios e dificuldades.

 

 




Conf 16 - A navegação, o GPS e a resolução de problemas

Sábado, 23 de março, 09:00
Bloco F, Auditório ESA
Geral

Juan Sanchez, Universidade do Algarve

Desde os primórdios da Humanidade os homens precisaram de descobrir a maneira de se orientarem na deslocação entre dois pontos da esfera terrestre. As respostas às perguntas “onde estamos?” e “para onde é que vamos?” foram dadas por alguns dos mais brilhantes cientistas da história e estiveram na base de importantes avanços tenológicos.

No contexto atual voltamos a levantar as mesmas questões e a nossa história conjunta mostra que as respostas passam pelo desenvolvimento tenológico, a ciência e o ensino de qualidade.

 




Conf 17 - Educação matemática de adultos: experiência adquirida pelos adultos e práticas de ensino

Sábado, 23 de março, 09:00
Bloco F, Sala 8
Geral

Darlinda Moreira, Universidade Aberta, UI- IE/UL

A Educação de Adultos é um campo complexo e diversificado, na medida em que não apenas inclui domínios tão abrangentes como: educação básica, literacia e numeracia, educação de imigrantes, educação superior, educação no local de trabalho e a educação comunitária (Rubeuson, 2011, p. 6), como abrange um conjunto de percursos educativos variados que pretendem dar resposta às diferentes situações educativas que podem ser encontradas nas pessoas adultas, conforme o adulto é analfabeto ou tem um nível variado de escolarização. Além disso é necessário ainda considerar que o termo "educação de adultos" é usado para referir situações onde os adultos pretendem seguir um percurso formal de atualização profissional ou simplesmente aumentar o nível de escolaridade, enveredando por cursos de aprendizagem ao longo da vida. 

Neste quadro, o campo da educação de adultos ao reconhecer a diversidade do mundo adulto, tanto ao nível de conhecimentos adquiridos, como da forma e do contexto onde foram adquiridos, propõe respostas diversificadas, tanto no que diz respeito a prática e instituições educativas, como no que diz respeito aos agentes que podem ser considerados “formadores de adultos” (Canário, 2008). Acrescentaríamos ainda que, os objectivos e a motivação que levam cada adulto a procurar os programas de educação constitui outro elemento que é necessário ter em consideração para o desenvolvimento do pensamento sobre a educação de adultos, em especial no domínio da matemática.

Assim, no momento actual que se vive em Portugal, onde os índices de literacia continuam baixos, existem fortes restrições orçamentais na educação e se assiste ao encerramento de inúmeros Centros de Novas Oportunidades, desde os finais de 2011, os quais serão substituídos pelos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional, pretendemos cruzar o campo da Educação Matemática com o da Educação de Adultos. Nomeadamente, o objetivo desta conferência é analisar práticas existentes no ensino da matemática no campo de educação de adultos, e problematizar a forma como é usada a experiência adquirida pelos adultos na educação matemática.

Referencias:

Canário, R (2008). Educação de Adultos. Um Campo e uma Problemática. Lisboa: Educa

Rubeuson,K. (2011) Adult Learning and Education . Vancouver: Elsevier Publications

 

 




Conf 18 - Dificuldades dos alunos no sentido das operações

Sábado, 23 de março, 09:00
Bloco F, Sala 21
1º ciclo

José Afonso Martins, Agrupamento de Escolas D. José I, VRSA

É do conhecimento dos professores de matemática, a dificuldade que alguns alunos apresentam em saber qual é a operação que permite resolver determinada situação que lhes é apresentada. Expressões do tipo, “é de mais”, “é de menos”, “é de vezes”, pronunciadas um pouco à sorte, e com as quais todos já deparámos nas nossas aulas, são frequentes. Elas mostram-nos as dificuldades dos alunos em relacionar uma situação real com a respetiva operação.

A que se devem essas dificuldades?

O que poderemos fazer para ajudar os nossos alunos a ultrapassá-las?

Sem dar uma resposta definitiva a estas questões, podemos refletir sobre elas no sentido de compreendermos melhor as dificuldades dos nossos alunos e, se possível, ajudá-los a ultrapassá-las.

O sentido das operações parece jogar um papel fundamental neste assunto. A cada operação está habitualmente associada uma interpretação, como por exemplo, “juntar” para a adição ou “repartir” para a divisão. No entanto, uma análise mais pormenorizada do sentido e natureza das operações mostra-nos uma significativa diversidade de sentidos que cada operação pode tomar, e que vai para além das interpretações mais comuns. Esta variedade exige raciocínios diferentes, com consequências na aprendizagem dos alunos, levando a dificuldades em decidir qual é a operação que resolve determinada situação.

 A importância da seleção de tarefas diversificadas a propor aos alunos, que englobe as diversas interpretações, tem aqui um papel decisivo. Deverá permitir uma visão adequada do sentido de cada operação, em contraste com uma visão mais limitada quando não é efetuada essa seleção criteriosa.

 

 




Conf 19 - La educación matemática en Primaria y Secundaria en España, en el contexto de implantación de los nuevos grados para la formación inicial de profesores

Sábado, 23 de março, 09:00
Bloco F, Sala 20
Geral

Luis Rico Romero, Universidad de Granada

En esta conferencia trataría las siguientes cuestiones:

  • Marco legal de la reforma en España de los planes de estudio para la formación del profesorado
  • Cambios en el currículo y en la formación del profesorado en España.
  • Currículo de matemáticas: evolución de los programas de las matemáticas escolares.
  • Regulación de la formación de los profesores de primaria y de secundaria.
  • La formación de maestros de primaria como educadores matemáticos en el plan de estudios de 1991
  • La formación matemática de los profesores y la formación de los profesores de matemáticas en los planes de 2010.
  • Reflexiones y recomendaciones

 




Conf 20 - Conexões entre a matemática e a realidade? Modelemos Portugal do Minho ao Algarve...

Sábado, 23 de março, 10:30
Bloco F, Sala 20
Geral

Ana Margarida Dias, Grupo de Trabalho Casio+

José Carlos Coelho Balsa, Grupo de Trabalho Casio+

 

É um facto que nos dias em que vivemos somos inundados por portáteis e smartphones tirando (aparentemente...) às calculadoras gráficas alguma da sua mística original - no entanto, estas continuaram a evoluir e são, inquestionavelmente, valiosas ferramentas de trabalho em ambiente de sala de aula.

Nesta comunicação paralela integrada no tema “Como estamos de tecnologia na sala de aula?” iremos mostrar várias atividades inovadoras (algumas já trabalhadas com alunos) utilizando a calculadora Casio FX-CG20 e as suas mais recentes características:  o seu ecrã de alta resolução a cores que  permite modelar gráficos com imagens (fotografias e vídeos) reais que, para além de motivadoras, facilitam a compreensão e resolução dos problemas apresentados.
Utilizaremos imagens de Portugal e salientaremos alguma da sua riqueza matemática...

 




Conf 21 - As Metas Curriculares nos Estados Unidos (Common Core Standards)

Sábado, 23 de março, 10:30
Bloco B, Sala 26
Geral

 

Jaime Carvalho e Silva, Universidade de Coimbra


No final de Junho de 2012 o Ministério da Educação e Ciência lançou o curto período de discussão das Metas Curriculares com várias informações sobre os objetivos a atingir com tal iniciativa. Foi dito que as metas curriculares se baseavam no modelo de "standards" e "core standards" seguido no Reino Unido e nos Estados Unidos da América e que são um "movimento moderno". Por um lado é surpreendente que se retome a ideia de "standards" (ou "normas" lançadas há cerca de 20 anos pelo NCTM, Associação de Professores de Matemática dos Estados Unidos) que tanto foram combatidas há anos atrás. Por outro lado é surpreendente que exista uma preocupação com a modernidade da proposta de Metas Curriculares. Deixando de lado estas duas surpresas, pode tentar saber-se o que são os "core standards".
O documento conhecido por CCS-Common Core Sandards pretendem que se torne claro para todos (incluindo estudantes, pais e professores) o que se espera dos estudantes em cada ano de escolaridade. Como não existem programas nacionais nos EUA os CCS pretendem ser um documento que seja adotado pelo maior número possível de estados dos EUA. Neste momento 45 estados já o adotaram, o que aproxima pelo que se está perto de ter chegado a um documento "nacional" nos EUA.

Iremos ver quais as principais características do documento, como está a ser recebido nos EUA, como foi construído e... como nada tem a ver com as Metas Curriculares portuguesas!




Conf 22 - Perspetivas curriculares no ensino e aprendizagem da matemática: o papel da modelação potenciado pela tecnologia

Sábado, 23 de março, 10:30
Bloco F, Auditório ESA
Geral

António Domingos, Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, Unidade de Investigação Educação e Desenvolvimento (UIED)

Nesta conferência pretende-se abordar o papel que a modelação matemática pode desempenhar no processo de ensino e aprendizagem da matemática, potenciado pelo uso de ferramentas tecnológicas.

Partiremos do conceito de modelação alicerçando-o numa perspetiva curricular que analisa diferentes níveis de currículo: o currículo prescrito e o currículo apresentado aos professores. A partir deste enfoque, baseado nos programas e nos manuais escolares, procuraremos discutir o papel que este tema tem desempenhado no processo de ensino e aprendizagem da matemática, nomeadamente ao nível do ensino secundário onde é apresentado como tema transversal.

No seguimento da discussão anterior procuraremos dar exemplos de atividades de modelação, a partir do recurso a ferramentas tecnológicas, dando indicações da forma como determinadas tarefas de modelação podem proporcionar aos alunos ambientes de aprendizagem ricos, baseados na utilização de diferentes representações dos conceitos matemáticos em estudo.

Espera-se desta forma mostrar a transversalidade que o tema tem no currículo, quer do Ensino Básico quer do Secundário, tendo em conta que o seu uso pode atuar a diferentes níveis da abordagem dos conceitos matemáticos: na introdução, na implementação e na consolidação dos mesmos.

 




Conf 23 - Desenvolver o pensamento algébrico de alunos do 4º ano de escolaridade: uma trajetória possível

Sábado, 23 de março, 10:30
Bloco F, Sala 8
1º ciclo

 

Célia Mestre, Agrupamento de Escolas Romeu Correia e Unidade de Investigação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

 

O Programa de Matemática do Ensino Básico (ME, 2007), em consonância com as   recentes tendências internacionais, defende a introdução ao pensamento algébrico desde os primeiros anos de escolaridade. Esta perspetiva permite aportar significado, profundidade e coerência à aprendizagem matemática nestes anos escolares e que, desde cedo, seja construída uma base sólida centrada, por exemplo, nos números e nas suas propriedades que cimente o trabalho posterior com os símbolos e expressões algébricas e também na experiência sistemática com sequências que poderá vir a desenvolver a compreensão da noção de função.

Esta conferência pretende apresentar a trajectória de aprendizagem desenvolvida por uma turma de 4.º ano de escolaridade, em resultado da implementação durante um ano letivo de uma experiência de ensino intencionalmente desenhada para desenvolver o pensamento algébrico. Assim, as tarefas trabalhadas ao longo da experiência de ensino centraram-se na exploração de situações que envolviam o pensamento relacional e o pensamento funcional e tinham como objetivos a identificação de regularidades e expressão da generalização através da linguagem natural, e ainda a iniciação de um percurso em direção à simbolização.  Nesta conferência apresentar-se-ão evidências das aprendizagens realizadas pelos alunos, tendo em conta uma perspectiva dialógica de construção do conhecimento matemático, relacionando as tarefas aplicadas com a sua exploração em sala de aula.

 







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