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Conferências Plenárias

As conferências plenárias são intervenções de fundo no ProfMat realizadas por pessoas convidadas pela organização e com reconhecida experiência na área em que vão intervir. Incidem sobre temas de interesse geral e realizam-se em espaços do programa de forma a que todos os participantes tenham possibilidades de assistir.

CP 01 - Comunicação Matemática: Comportamento comunicativo ou informação comunicada?
CP 02 - Estatística 2013: Em Deus confiamos, todos os outros têm que trazer os dados!
CP 03 - Que matemática devemos ensinar às gerações de alunos do Século XXI?



CP 01 - Comunicação Matemática: Comportamento comunicativo ou informação comunicada?

5ª feira, 21 março, 12:00
Auditório Municipal

António Guerreiro, Escola Superior de Educação e Comunicação, Universidade do Algarve

 

 

A comunicação matemática existe em todas as aulas de matemática e é caracterizada pelo conhecimento matemático, pela linguagem matemática e pelas interações sociais entre os alunos e entre estes e o professor na sala de aula de matemática. Em muitos países, as orientações curriculares sobre a comunicação matemática enfatizam a representação de ideias matemáticas, na oralidade, na escrita e na leitura de e sobre matemática e salientam o papel da sua linguagem abstrata e simbólica, a par da valorização das interações sociais entre os alunos e entre estes e o professor, realçando a sua relevância na construção de uma aprendizagem significativa da matemática. Estas orientações curriculares sobre a comunicação matemática estão presentes no Programa de Matemática do Ensino Básico (ainda em vigor) e valorizam a capacidade dos alunos comunicarem as suas ideias matemáticas e de interpretarem e compreenderem as ideias dos outros alunos, participando em discussões sobre ideias, processos e resultados matemáticos. Em contraponto, a comunicação matemática, declarada como uma capacidade estruturante, é assumida, nas Metas Curriculares para a Matemática do Ensino Básico, de forma explícita ou implícita, como uma forma de transmissão de informação e de rigor na linguagem matemática, em detrimento das interações sociais entre os alunos e entre estes e o professor. O entendimento sobre a comunicação matemática na sala de aula é ajustado ao significado do papel do professor e do aluno, resultando da visão da comunicação matemática como auxiliar na transmissão de informação ou como alicerce na construção do conhecimento matemático, pressupondo perspetivas significativamente diferentes sobre a construção deste mesmo conhecimento matemático. Ou seja, todos falamos de comunicação matemática, mas nem todos falamos da mesma comunicação matemática!

 




CP 02 - Estatística 2013: Em Deus confiamos, todos os outros têm que trazer os dados!

6ª feira, 22 de março, 12:30
Auditório Municipal

Maria Manuel Nascimento, CM-UTAD, Departamento de Matemática da ECT da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

Treze anos depois do envolvimento da APM no Ano Mundial da Matemática, encontramo-nos de novo, mas agora vamos comemorar o ANO INTERNACIONAL DA ESTATÍSTICA, 2013. Vamos falar de literacia estatística, da Estatística (Organização e Tratamento de Dados, OTD) nos programas de Matemática, das aulas de Matemática e do dia-a-dia. E, como não podia deixar de ser, tudo polvilhado com um pouco de humor (estatístico)!

“Um cidadão com [as] competências que lhe dá a literacia estatística é um cidadão bem informado, vive melhor e pode contribuir de forma esclarece­dora para uma sociedade mais justa” (Branco e Martins, 2002).

Na primeira página do Projeto Internacional de Literacia Estatística (ILSP) pode ler-se: “O objectivo do ISLP é o de contribuir para a literacia estatística em todo o mundo, entre os adultos, as crianças e durante toda a sua vida. Para o atingir fornecemos um repositório ‘on line’ de recursos internacionais e de notícias sobre a literacia estatística no mundo (…).” (Nascimento, 2009) Talvez por isso, se tenham iniciado em 2008 as Competições Internacionais de Literacia Estatística (questionários ou posters) no primeiro dos quais Portugal obteve dois segundos lugares, quer no concurso dos alunos do Ensino Básico, quer no dos alunos do Ensino Secundário!

“O novo Programa de Matemática do Ensino Básico inclui o tema ‘Organização e tratamento de dados’ nos três ciclos, numa perspectiva de valorização da literacia estatística e do processo de investigação estatística, cujo objectivo central é o desenvolvimento da literacia estatística e que inclui a capacidade de ler e interpretar dados organizados na forma de tabelas e gráficos e de os usar para responder às questões mais variadas. (…) Num outro nível, o ensino da Estatística visa desenvolver nos alunos a capacidade de planear e executar uma investigação estatística, bem como a capacidade de interpretar e avaliar criticamente os resultados de um estudo estatístico já realizado” (Martins e Ponte, 2011).

As informações veiculadas pelos órgãos de comunicação social, o nosso dia-a-dia e a estatística nas práticas letivas (quem não se lembra da “carta para o extraterrestre”, Sousa, 2002, e dos desafios do ALEA), permitem que o raciocínio estatístico e o espírito crítico se desenvolva, bem como se estabeleça uma relação útil com a cidadania (por exemplo, incluindo as futuras profissões dos alunos), bem como ajuda a compreender os vários temas do currículo dos alunos (muitas outras áreas usam, por exemplo, gráficos e dados e previsões estatísticos) …

Vamos abordar esta temática, sem descurar o humor (estatístico), e, para terminar, deixam-se dois convites:

Participem com os vossos alunos no II Concurso Internacional de Posters Estatísticos! O objectivo desta 3ª Competição Internacional do ISLP continua a ser o de promover a Literacia Estatística entre alunos e professores em todo o mundo! FAÇAM UM POSTER para a 2ª Competição Internacional de Posters do ISLP 2012-2013! O TEMA É A AGRICULTURA! Vamos fazer um poster sobre uma investigação estatística nesta área? Porque não falam com os teus professores de Matemática e de Ciências da Natureza? E com os de Fisico-Química? E com …? Enfim, podem fazer muitas coisas e desafiar muita gente! Em Portugal as inscrições estão abertas (São os professores que inscrevem os seus alunos on line!) e até 26 de março de 2013 têm que submeter o poster.

Consultem as regras e as instruções em http://iase-web.org/islp/Poster_Competition_2012-2013.php

onde encontrarão as regras e as instruções desta competição também em PORTUGUÊS!

 

 

 

Celebrem em grande o ANO INTERNACIONAL DA ESTATÍSTICA, STATISTICS 2013!

Trabalhos, posters, exposições, jornais, artigos, … tudo servirá para participar neste STATISTICS 2013!

Registem-se adiram em http://www.statistics2013.org/

 

 

TAL COMO NO ANO 2000: VAMOS CELEBRAR!

ISLP

 




CP 03 - Que matemática devemos ensinar às gerações de alunos do Século XXI?

 

Sábado, 23 de março, 12:30
Auditório Municipal

João Filipe Matos, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

 

Um dos argumentos mais fortes e mais relevantes que sustenta a necessidade do ensino da matemática no nível básico e secundário é a sua importância para a formação dos indivíduos na sociedade atual. Mas este argumento colide de forma aparentemente contraditória com o facto de cada vez mais os artefactos tecnológicos que utilizamos no dia a dia e em muitas atividades profissionais ‘dispensarem’ um conhecimento profundo da matemática dos modelos que aquelas tecnologias automatizam. Este tipo de paradoxo é resolvido através da clarificação do que se entende por ‘matemática’, do que entende por ‘saber matemática’ e da discussão da dimensão cultural, social e política da educação matemática.

Formar e educar as gerações de jovens que constituirão o futuro do país é sempre um desafio que implica interrogar criticamente o que se pretende do nosso futuro como comunidade, olhar com atenção as tendências no domínio das necessidades e das competências que os sistemas empregadores terão na primeira metade do século XXI e assumir um posicionamento prospetivo ao pensar a formação matemática das pessoas.

Esta conferência pretende dar um contributo para a formulação do problema e para a delimitação dos seus contornos equacionando caminhos e alternativas que constituam elementos úteis de reflexão para professores e educadores.

 







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