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Painel Plenário 

Será um momento de discussão com vários intervenientes sobre um tema de actualidade potencialmente controverso. É preparado e conduzidos por um moderador convidado pela organização que, em conjunto com esta, endereça convites aos restantes membros do painel. Prevêem-se intervenções dos vários membros por solicitação do moderador e em resposta a questões da assistência que é convidada a intervir em momento próprio do painel.

PL - O que dizem os resultados do Pisa

Terça, 6 Set, 14:30
FCUL, Anf 3.2.14

Moderadora: Leonor Santos, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Intervenientes: Domigos Fernandes, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
Intervenientes: Joseph Conboy,  Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
Intervenientes: Ana Paula Canavarro, Universidade de Évora
Intervenientes: Carlos Pinto Ferreira, coordenador nacional do PISA

O Estudo PISA (Program for International Student Assessment) criado pela OCDE, tem por principal objectivo estudar as capacidades de jovens de quinze anos de idade no domínio da leitura, matemática e ciências. Mais do que procurar medir o seu conhecimento curricular, o PISA procura saber até que ponto alunos, que estão perto do final da escolaridade obrigatória, dominam os conhecimentos e as capacidades essenciais para uma participação activa e eficaz na sociedade.
Este estudo realiza-se de três em três anos. Tendo em 2000 ocorrido o primeiro, outros se lhe seguiram, respectivamente em 2003, 2006 e 2009. Conta-se que o próximo tome lugar em 2012. Têm participado nestes estudos diversos países da OCDE e outros que não lhe pertencem. Portugal participou em todos eles.
Cada estudo comporta um teste de papel e lápis e a aplicação de questionários dirigidos aos estudantes e aos órgãos directivos das respectivas escolas. Os três domínios considerados, leitura, matemática e ciências, têm sido sempre considerados, muito embora com pesos de importância distintos. Assim, em 2000, o principal domínio de avaliação foi a literacia em contexto de leitura, em 2003, a literacia matemática e a área transversal de resolução de problemas, entretanto incluída, e em 2006, a literacia científica. Em 2009 deu-se início a um novo ciclo de três estudos, tendo, deste modo, o seu enfoque recaído na literacia em leitura.
Muito se tem escrito sobre os sucessivos resultados deste estudo. A sua publicação tem dado origem a diversos tipos de reacções, como sejam posições muito críticas a este tipo de estudos, aproveitamentos jornalísticos e mesmo, em alguns países, respostas ao nível das políticas educativas, consubstanciadas em mudanças curriculares.
No que respeita aos resultados obtidos pelos alunos portugueses no domínio da literacia matemática, destaca-se a melhoria significativa obtida em 2009 (um aumento de 21 pontos, quando comparados com os resultados obtidos em 2003 e 2006), e a decorrente aproximação à média da OCDE. Neste painel procurar-se-á discutir o Estudo PISA, focando-nos em diversos dos seus aspectos, como seja o seu significado, razões explicativas dos resultados e possível impacto para a melhoria das aprendizagens matemáticas dos alunos portugueses.

Notas biográficas:

 Leonor Santos
É professora auxiliar do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tendo-se doutorado nesta universidade, em Educação, na especialidade de Didáctica da Matemática, tem leccionado na formação inicial e contínua de professores, coordenando diversos cursos de Mestrado em Educação e Doutoramentos, orientando teses e colaborado estreitamente com outras instituições do ensino superior nacionais e estrangeiras.
Os seus interesses na área da investigação têm incidido na avaliação das aprendizagens e no conhecimento e desenvolvimento profissional dos professores, tendo participado e/ou coordenado diversos projectos de investigação. Durante os últimos anos coordenou o Projecto AREA, projecto financiado pela FCT.
É autora de várias publicações e múltiplos artigos, editados em Portugal e no estrangeiro, sendo membro do Conselho editorial de diversas revistas nacionais e internacionais.
Foi coordenadora do Conselho da Secção de Educação Matemática da SPCE e é membro da CIEAEM (Commission Internationale pour l´Étude et l´Amélioration de l´Enseignement des Mathématiques). Coordena a Comissão de Acompanhamento do Plano da Matemática, medida do ME para a melhoria das aprendizagens matemáticas dos alunos portugueses do Ensino Básico.

Domingos Fernandes
Professor Associado, com agregação, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, onde coordena cursos de graduação e de pós-graduação na área da avaliação.
É investigador na Unidade de Investigação & Desenvolvimento em Educação e Formação da Universidade de Lisboa.
Colabora em vários cursos de pós-graduação de universidades nacionais e internacionais, sendo consultor de instituições públicas em matérias relativas à avaliação.
É autor de cerca de uma centena de relatórios, livros e artigos, publicados em Portugal e no estrangeiro, em vários domínios da educação.

Joseph Conboy
é doutorado em Psicologia da Educação pela University of Iowa, EUA. Já foi Prof. Associado na Universidade do Algarve e no Instituto Superior Dom Afonso III. Actualmente é Investigador no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa onde lecciona várias disciplinas de métodos de investigação em cursos de pós-graduação, mestrados e doutoramentos. Interessa-se por questões de motivação sócio-cognitiva e pelos programas de Large-scale assessment como PISA. Coordenou, recentemente, um projecto de análises secundárias dos dados do PISA.

Ana Paula Canavarro
é professora na Universidade de Évora, onde lecciona na formação inicial e pós-graduada na área da Didáctica da Matemática. É investigadora na Unidade de Investigação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, integrando o Grupo Didáctica e Formação. Faz parte da Comissão de Acompanhamento do Programa de Formação Contínua em Matemática para professores dos 1º e 2º ciclos, tendo coordenado o seu desenvolvimento da Universidade de Évora. Pertence igualmente à Comissão de Acompanhamento do Plano da Matemática II e novo Programa de Matemática do Ensino Básico, sendo responsável pela concretização desta medida na região Alentejo. É sócia fundadora da APM e pertence à redacção da revista Educação e Matemática desde 1992, tendo sido sua directora durante sete anos.

Carlos Pinto Ferreira
Engenheiro Electrotécnico (Telecomunicações e Electrónica) pelo Instituto Superior Técnico.
Master of Business Administration pela Universidade Nova de Lisboa.
Doutorado em Engenharia Electrotécnica (Inteligência Artificial) pelo Instituto Superior Técnico.
Professor Associado do Instituto Superior Técnico (Departamento de Mecânica).
Investigador do Instituto de Sistemas e Robótica do IST.
Membro do Conselho Directivo do IST (1995-1997).
Vice-Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (1998-2001).
Assessor do Ministro da Educação (2002).
Coordenador da Missão para o Sistema de Informação do ME (2005-2006).
Director do Gabinete de Avaliação Educacional GAVE (2006-2009).
Comissário da CORE – Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos (2010).
Director-Geral do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação – (2010-2011).
Coordenador nacional do PISA – PGB (Pisa Governing Board) – (2006-2011).
Membro do Advisory Board do IECL – Projecto europeu de avaliação de competência linguística.




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