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Conferências Plenárias

As conferências plenárias são intervenções de fundo no ProfMat realizadas por pessoas convidadas pela organização e com reconhecida experiência na área em que vão intervir. Incidem sobre temas de interesse geral e realizam-se em espaços do programa de forma a que todos os participantes tenham possibilidades de assistir.

CP1 - O Valor da Matemática - António Machiavelo
CP2 - Uso e produção de figuras/desenhos no desenvolvimento da visualização e na estruturação da atividade matemática em sala de aula - M. Manuela David
CP3 - Uma linha de desenvolvimento do cálculo mental: começando no 1.º ano e continuando até ao 12.º ano - Joana Brocardo



CP1 - O Valor da Matemática - António Machiavelo

Segunda, 5 Set, 10:00
FCUL, Anf 3.2.14

António Machiavelo, Departamento de Matemática da Universidade do Porto

Porquê ensinar Matemática, e a quem? A todos, ou só a alguns? Com que objectivos? E para que serve, afinal, a Matemática? Qual a sua importância para a sociedade e para o indivíduo? Estas são perguntas cujas respostas são muitas vezes dadas de um modo um pouco superficial e confuso, mas que é fundamental que sejam abordadas com profundidade, clareza e sem preconceitos. Porém, antes que tal possa ser feito, é necessário perceber bem o que é afinal esta coisa chamada Matemática. É preciso esclarecer de que trata exactamente, assim como é necessário explicar como é que teorias abstractas, desenvolvidas sem qualquer aparente fim "prático", têm enormes consequências muito concretas e, por vezes, verdadeiramente profundas nas sociedades humanas. Estes serão os temas abordadas nesta conferência, em que se pretende mostrar como um ponto de vista evolutivo, despido de várias ideias erradas que infelizmente são demasiado comuns, permite lançar alguma luz sobre estas questões que têm confundido várias gerações de filósofos e de matemáticos.

Nota biográfica:

António Machiavelo é licenciado em Matemática Pura pela Faculdade de Ciências do Porto e doutorado em Matemática pela Universidade de Cornell (EUA), tendo-se especializado na àrea da Teoria Algébrica dos Números. É docente do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências do Porto e membro do Centro de Matemática da Universidade do Porto. Trabalha em Criptografia, Autómatos Finitos e Teoria dos Números, tendo também fortes interesses em História e Filosofia da Matemática. Dedica algum do seu tempo à divulgação da matemática, sendo editor da secção de matemática recreativa do boletim da SPM e responsável pela rubrica «Apanhados na Rede» da Gazeta de Matemática. Deu já 139 palestras de divulgação para todos os tipos de audiências, 66 das quais em 37 escolas distintas do ensino básico e secundário.




CP2 - Uso e produção de figuras/desenhos no desenvolvimento da visualização e na estruturação da atividade matemática em sala de aula - M. Manuela David

Segunda, 5 Set, 11:30
FCUL, Anf 3.2.14

Maria Manuela David, Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais

O meu interesse na visualização vem na sequência de meus estudos sobre a aprendizagem e as interações em salas de aula de matemática, primeiro focados nas interações verbais professor-alunos, e agora nas suas interações com as representações figurativas/desenhos/diagramas. Que essas representações são de fundamental importância para a atividade matemática em qualquer nível, e em qualquer área da Matemática, creio que nenhum professor duvida. Entretanto, parece-me que muitos podem ainda não estar suficientemente sensibilizados para a riqueza das discussões e das aprendizagens que podem ser desencadeadas a partir dessas representações, como procuro exemplificar. Parto da observação de algumas situações de sala de aula no nível da Educação Básica, com alunos na faixa etária dos 11-14 anos, e também de uma situação ocorrida no nível da formação de professores, em que essas representações assumem papel de destaque, seja pelas questões de interpretação que suscitam ou pelas dificuldades que os envolvidos demonstram quando se trata da sua produção. Usando conceitos chave da Teoria da Atividade, como os de tensão, contradição e aprendizagem expansiva, discuto como as próprias representações interferem na estruturação da atividade matemática em sala de aula, muitas vezes desviando-a do curso planeado pelo professor, e contribuem para aprendizagens potencialmente expansivas por parte dos alunos, não previstas nesse planeamento. Discuto também a questão do ensino tácito/explícito das regras e normas que regulam o uso de desenhos nas aulas de matemática.

Nota biográfica:

Maria Manuela M. S. David é licenciada em Matemática (Ramo Educacional) pela Universidade do Porto e doutora em Educação Matemática pela Universidade de Londres. É professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil, desde 1984. Nessa Instituição tem atuado como docente da área de Educação Matemática nos cursos de Pedagogia, Licenciatura em Matemática e no Programa de Pós-Graduação em Educação. Suas pesquisas e publicações mais recentes, individuais ou em co-autoria, e também as orientações de trabalhados que vem realizando, estão centradas em questões da Aprendizagem em Sala de Aula de Matemática, na Educação Básica, e da Formação e Práticas de Professores de Matemática.

 Texto paraas actas

 




CP3 - Uma linha de desenvolvimento do cálculo mental: começando no 1.º ano e continuando até ao 12.º ano - Joana Brocardo

Quarta, 7 Set, 16:30
FCUL, Anf 3.2.14

Joana Brocardo, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

A indicação curricular de focar particular atenção no ensino do cálculo mental não é recente. No entanto, ao nível da prática escolar, parece ainda difuso o modo como pode ser planeado o desenvolvimento do cálculo mental desde o 1º ano até 12º ano.
Esta conferência parte da análise de episódios que ilustram o modo como crianças e adultos calculam (ou não) mentalmente para propor um conjunto de princípios orientadores para o desenvolvimento sistemático e continuado do cálculo metal dos alunos do Ensino Básico e Secundário. Discute-se, ainda, a estreita relação entre o desenvolvimento do cálculo metal e a compreensão e uso inteligentes de conhecimentos sobre números e relações matemáticas.

Nota biográfica:

Joana Brocardo é licenciada em Ensino da Matemática (1979) e doutora em Educação Matemática (2002) pela Universidade de Lisboa. É professora Coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Trabalha na formação inicial e contínua de professores desde 1989 e é autora de livros e artigos publicados em diversas revistas da especialidade. Os seus interesses actuais de investigação centram-se no estudo dos Números e Operações numa perspectiva de desenvolvimento de sentido do número e na introdução à Álgebra.  

  Texto para as actas







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