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Painéis

Os painéis são momentos de discussão com vários intervenientes sobre temas de actualidade e potencialmente controversos. São preparados e conduzidos por um moderador convidado pela organização que, em conjunto com esta, endereça convites aos restantes membros do painel. Em cada caso prevêm-se intervenções dos vários membros por solicitação do respectivo moderador e em resposta a questões da assistência que é convidada a intervir em momento próprio do painel. 


P1 - Como estamos de Formação Contínua? - Balanço e perspectivas para o futur
P2 - Qual o papel e o que nos chega das organizações internacionais de Matemática e Educação Matemática?
P3 - Matemática: descoberta ou invenção?
P4 - Percursos escolares alternativos
P5 - Novo programa no ensino básico, que experiência e que desafios? (Painel plenário)



P1 - Como estamos de Formação Contínua? - Balanço e perspectivas para o futur

Moderadora: Ana Boavida, Escola Superior de Educação de Setúbal

Intervenientes: Carmo Pereira, Escola Secundária com 3º ciclo de Mirandela
                       Maria de Lurdes Serrazina, Escola Superior de Educação de Lisboa
                       Maria Teresa Ramos, EBI/JI da Quinta do Conde
                       Rosa Antónia Ferreira, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Nível de ensino: Geral
5ª feira, 3 Set, 14:00 - 15:30
ESE - Biblioteca

Em 1992, Nóvoa salientava que, depois dos anos 70 e 80 terem ficado marcados, respectivamente, pelos signos da formação inicial e da profissionalização em serviço de professores, na década de 90 é a formação contínua que está na ordem do dia. Passaram mais de quinze anos e, na realidade, desde então muitas foram as ofertas, programas e modalidades de formação delineadas e concretizadas. A análise de várias propostas feitas no âmbito da educação matemática, revela significativas diferenças entre concepções de formação, objectivos, conteúdos e métodos privilegiados, o que não é de estranhar, pois a formação contínua de professores não é um campo homogéneo.

Hoje pede-se à escola e, em particular, a quem ensina Matemática, que crie condições para todos os alunos aprenderem não apenas mais Matemática, mas uma Matemática diferente da que aprendiam há uns anos atrás. Defende-se que a formação de professores é uma peças chave para enfrentar este desafio e a formação contínua não escapa a esta “regra”. No entanto, não nos podemos esquecer que para tal aconteça é fundamental que seja equacionada de formas que sejam relevantes para os professores e que tenham em conta as suas preocupações e necessidades específicas. Não nos podemos esquecer, também, que toda a formação encerra um projecto pessoal de trans-formação que não ocorre no vazio, o que traz para primeiro plano a importância de equacionar a formação contínua num patamar em que se cruzam o desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional.

Neste painel procurar-se-á problematizar e discutir a formação contínua de professores de Matemática o que passa, nomeadamente por nos interrogarmos sobre os seus propósitos essenciais, sobre o que significa aprender e ensinar Matemática hoje, sobre como se aprende a ensinar e sobre aspectos contextuais e organizativos que podem constranger ou favorecer a formação.


Notas biográficas:

Ana Maria Roque Boavida

É professora adjunta na Escola Superior de Setúbal e, actualmente, coordenadora institucional do Programa de Formação Contínua em Matemática para professores dos 1º e 2º ciclos do ensino básico. Docente há mais de 30 anos, desde 1986 que um dos focos de incidência da sua actividade profissional é a formação inicial, em serviço e contínua de professores. Os seus interesses de investigação organizam-se em torno do professor de Matemática e do trabalho de ensino.

Carmo Pereira

É professora do 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário desde 1992 e, actualmente, professora acompanhante do Plano da Matemática. Participou no acompanhamento dos novos Programas de Matemática do Ensino Secundário, é formadora do grupo de trabalho T3 da APM e orientou acções de formação contínua na área das novas tecnologias e da didáctica da Matemática.

Maria de Lurdes Serrazina

É professora coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, do qual é actualmente vice-presidente. Coordenadora da Comissão de Acompanhamento do Programa de Formação Contínua em Matemática para professores do 1.º e 2º ciclos do ensino básico. Co-autora do Programa de Matemática para o Ensino Básico (2007) e, nessa qualidade, membro do Grupo de Coordenação para a sua implementação.

Maria Teresa Ramos

É professora do grupo 230 do quadro de nomeação definitiva da EBI/JI da Quinta do Conde, a leccionar desde 1990. Foi coordenadora de departamento e é coordenadora do Plano da Matemática. Frequentou os dois anos do Programa de Formação Contínua em Matemática para professores do 1.º e 2º ciclos da ESE de Setúbal, encontrando-se actualmente a trabalhar na equipa do referido programa, bem como no projecto de investigação Sentido de número: Trajectórias de aprendizagem e práticas de ensino.

Rosa Antónia Tomás Ferreira

É professora auxiliar no Departamento de Matemática Pura da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com doutoramento em Mathematics Education por Illinois State University, USA, em 2005. Professora do 3º ciclo e ensino secundário durante cerca de três anos e docente na UP desde 1997. Membro da comissão de acompanhamento do Plano da Matemática desde 2007/08, responsável pela zona norte e membro da comissão coordenadora do núcleo da APM-Porto.




P2 - Qual o papel e o que nos chega das organizações internacionais de Matemática e Educação Matemática?

Moderador: Fernando Nunes, EB 2/3 de Fitares

Intervenientes: Arsélio Martins, Escola Secundária de José Estevão
                       Jaime Carvalho e Silva, Universidade de Coimbra
                       João Filipe Matos, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Nível de ensino: G
5ª feira, 3 Set, 14:00 - 15:30
ESE - Auditório

Desde há muito que a cooperação entre os que exercem actividade matemática se corporizou na fundação de organizações internacionais. De facto existem hoje várias instituições que se preocupam com diversos aspectos matemáticos, nomeadamente as suas vertentes ligadas à educação.

Se é verdade que temos em Portugal o reflexo e a integração no trabalho dessas organizações (por exemplo, a organização pela APM do V Congresso Iberoamericano de Educação Matemática, em 2005, no Porto) existem aspectos relacionados com a cooperação internacional que podem ser mais bem conhecidos pelos professores de Matemática. Nesse sentido, o painel reúne colegas com experiência de trabalho e responsabilidades em organizações internacionais que nos podem esclarecer sobre os objectivos e actividade das organizações que integram, e as vantagens e oportunidades que existem de participação nessas actividades. Teremos também a participação do Presidente da Direcção da APM que dará conta do envolvimento da Associação neste campo e da existência de eventuais perspectivas futuras.


Notas biográficas:

Fernando Nunes
Professor do 2º ciclo do ensino básico do quadro de escola da EB 2,3 de Fitares, actualmente formador do Programa de Formação Contínua de Matemática  para Professores dos 21º e 2º ciclos da Escola Superior de Educação de Lisboa.
É coordenador do Pergunta Agora, consultório matemático em www.apm.pt, Representante da Associação de Professores de Matemática no Conselho Consultivo para a Implementação do Novo Programa de Matemática para o Ensino Básico e membro do Grupo de Trabalho do 2º ciclo.
Foi membro da Direcção da APM em dois mandatos, assumindo os cargos de Secretário e de Presidente.

Arsélio Martins
Professor dos Ensinos Básico e Secundário [ac(ident)tualmente] Presidente da Direcção da APM

Jaime Carvalho e Silva
Professor Associado do Departamento de Matemática da Faculdade de  Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Tem sido o responsável por disciplinas de Análise Matemática e de  formação de professores e é orientador científico de núcleos de estágio  de Matemática dos Ramos Educacionais/Mestrado de Ensino. É coordenador  do Centro de Competência "Softciências". Coordenou, em 1995 e 2001 as Equipas Técnicas que propuseram os programas de Matemática para o Ensino Secundário de 1997 e 2003. É investigador da área de Análise e Equações Diferenciais, com interesse nas áreas de História da Matemática e Ensino da Matemática.
É membro da Comissão Executiva da ICMI-International Commission on  Mathematical Instruction para o triénio 2007-2009 e foi eleito  Secretário-Geral para o tirénio 2010-2012.
Tem vários trabalhos disponíveis na internet na página http://jaimecs.net

João Filipe Matos
Professor Associado com Agregação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa onde coordena o Programa de Doutoramento em TIC e Educação e o Mestrado em Tecnologias e Metodologias em E-learning e onde lecciona disciplinas na área da aprendizagem do Curso de Doutoramento e Mestrado em Didáctica da Matemática. Dirige o Grupo de Investigação ATMS (Aprendizagem – Tecnologia- Matemática – Sociedade) do Centro de Investigação em Educação. Organizou em Portugal o XVIII encontro internacional do PME (Psychology of Mathematics Education) (1994), o VII encontro internacional ICTMA (Teaching Modelling and Applications) (1999) e os Congressos Mathematics Education and Society MES2 (2000) e MES3 (2008).




P3 - Matemática: descoberta ou invenção?

Moderador: Luís Mourão, Escola Superior de Educação de Viana do Castelo

Intervenientes: António Marques Fernandes, Instituto Superior Técnico 
                        António Machiavelo
                        José Manuel Matos, Universidade Nova de Lisboa.

Nível de ensino: G
6ª feira, 4 Set, 14:30 - 16:00
ESE - Auditório

A Matemática faz-se usando um telescópio, ou faz-se recorrendo a um alicate? A Matemática descreve certos aspectos da Natureza ou constrói esses aspectos e a esse tipo particular de construção chama a Natureza segundo o olhar da matemática? Os resultados matemáticos são o realismo elementar da realidade ou uma rede lógica transcendental que cria as condições de possibilidade de entendimento da realidade?

Colocando as coisas (talvez) de outro modo. Estava certo Pessoa/Álvaro de Campos quando disse: “O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. / O que há é pouca gente para dar por isso.”? Mas quando se reúnem tantas pessoas que “dão por isso”, como entender o pequeno resto do pequeno poema:”óóóó– óóóóóóóóó-óóóóóóóóóóóóóóó // (O vento lá fora).”?


Notas biográficas:

Luís Mourão
Professor Coordenador com agregação do IPVC, lecciona Literatura Portuguesa Contemporânea.

António Marques Fernandes
Prof. Auxiliar no Dep. de Matemática do Instituto Superior Técnico e Investigador no CMAF (Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais).
Doutorado em Lógica Matemática.
O seu interesse científico encontra-se na área de Lógica e Fundamentos da Matemática, mais precisamente Teoria de Conjuntos, Teoria de Modelos e Sistemas aritméticos.
Nos últimos anos tem leccionado a disciplina de Análise Matemática I.

António Machiavelo
Licenciatura em Matemática Pura na Faculdade de Ciências do Porto, 1985.
Doutoramento em Matemática pela Cornell University, 1993 (in Algebraic Number Theory).
Principais interesses de investigação: Teoria dos Números Algébrica; Criptografia.´

José Manuel Matos
Professor Auxiliar do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Doutoramento em Educação Matemática pela University of Georgia, 1999.
Área Disciplinar Principal: Ciências da Educação.




P4 - Percursos escolares alternativos

Moderador: Jaime Carvalho e Silva, Universidade de Coimbra

Intervenientes: Maria Teresa Diogo, Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento - Santo Tirso
                       Maria José Santos, Escola Secundária de Santa Maria Maior - Viana do Castelo
                       Maria João Alves - Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), I.P.

Nível de ensino: G
6ª feira, 4 Set, 14:30 - 16:00
ESE - Biblioteca


Os Cursos de Educação e Formação (CEF), Cursos Profissionais, Cursos do Ensino Artístico Especializado, Cursos de Especialização Tecnológica (CET), Cursos de Aprendizagem, Reconhecimento, validação e certificação de competências (processo RVCC), Cursos de Educação e Formação de Adultos (Cursos EFA) juntaram-se aos Cursos do Ensino Recorrente Básico e Secundário e são coordenados pela nova Agência Nacional para a Qualificação, I.P. (ANQ) aumentando os leques de escolhas que se oferecem a jovens (e adultos) para aumentar as suas qualificações num mundo cada vez mas exigente. Acrescente-se a isto o facto de este Instituto Público estar sob a tutela dos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação e não apenas da Educação. Existe ainda o Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), disponível no site http://www.catalogo.anq.gov.pt/ que integra actualmente 229 qualificações profissionais que abrangem 37 áreas de educação e formação. Com tantas vias alternativas é preciso reflexão sobre que conselhos podemos dar a jovens e adultos sobre as vias mais adequadas aos projectos de cada um. Além disso deveremos discutir qual o lugar da Matemática em cada uma dessas vias e que necessidades (incluindo produção de materiais pedagógicos e formação de professores) cada uma dessas vias sente.


Notas biográficas:

Jaime Carvalho e Silva

Professor Associado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Tem sido o responsável por disciplinas de Análise Matemática e de formação de professores e é orientador científico de núcleos de estágio de Matemática dos Ramos Educacionais/Mestrado de Ensino. É coordenador do Centro de Competência "Softciências". Coordenou, em 1995 e 2001 as Equipas Técnicas que propuseram os programas de Matemática para o Ensino Secundário de 1997 e 2003. É investigador da área de Análise e Equações Diferenciais, com interesse nas áreas de História da Matemática e Ensino da Matemática.
É membro da Comissão Executiva da ICMI-International Commission on Mathematical Instruction para o triénio 2007-2009 e foi eleito Secretário-Geral para o tirénio 2010-2012. Tem vários trabalhos disponíveis na internet na página http://jaimecs.net

Maria Teresa Diogo
Tem Bacharelato em Matemática (Lisboa e Porto), Curso de Estudos Superiores Especializados em "Direcção Pedagógica e Administração Escolar", Curso de Pós-Graduação de Capacitação Institucional para a Melhoria do Desempenho de Educação e Formação (Fundação Manuel Leão e Universidade Católica do Porto).
Foi entre 1984 e 1992  directora de turma, responsável pelo Projecto Minerva e leccionou a disciplina de Matemática dos 10º, 11º e 12º anos do secundário.
Tem experiência com os cursos Profissionais na Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento desde 1992; lecciona a disciplina da Matemática ao curso Profissional de Viticultura e Enologia e exerce o cargo de Orientadora Educativa. Em 1994 assume o cargo de Directora Pedagógica , em 1996 de Directora Financeira, em 1999 de Vice-Presidente do Concelho Executivo.
Entre 2004 e 2006 foi Coordenadora da equipa nacional que efectuou a reformulação dos Cursos Profissionais nível III da área agrícola no Curso de Produção Agrária e co-autora do programa da disciplina de "Transformação". Em 2005/2006 foi Coordenadora da equipa nacional que reformulou o Curso Profissional de Turismo Ambiental e Rural nível III e co-autora do programa das disciplinas "Ambiente e Desenvolvimento Rural" e "Turismo e Técnicas de Gestão". Em 2007 integrou a equipa de Validação das Unidades de Formação de Curta Duração (UFCD) dos Perfis Profissionais dos Cursos de Produção Agrária e Turismo Ambiental e Rural integrados no Catálogo Nacional das Profissões.
Quando em 2004 a escola iniciou os cursos CEF´s leccionou a disciplina de Matemática no Curso Tratamento de Animais em Cativeiro.

Maria José Santos 
Professora do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Secundária de Santa Maria Maior. Concluíu o Bacharelato em Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 1974. Iniciou a actividade docente nesse ano e em 75/76 fez o estágio Pedagógico, Via Profissionalizante, na Escola Industrial Infante D. Henrique, no Porto. Foi colocada como agregada, no ano seguinte, no Liceu de Viana do Castelo, actual Escola Secundária de Santa Maria Maior, e posteriormente como efectiva. Esteve dois anos destacada na Escola de Educadores de Infância, também em Viana. 
Actualmente lecciona os 10º, 11º e 12º anos dos cursos do ensino secundário e do ensino profissional.

Maria João Alves

Em 1994 Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de estudos Ingleses e Alemães, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. e em 1996 no Ramo de Formação Educacional de Línguas e Literaturas Modernas, variante de estudos Ingleses e Alemães, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre 1996 e 2001 leccinou a disciplina de Inglês a turmas do ensino básico e secundário; entre 2001 e 2003 desempenhou de funções no Núcleo do Ensino Profissional do Departamento do Ensino Secundário. Entre 2003 e 2007 desempenhou funções na Direcção-Geral de Formação Vocacional (DGFV), tendo participado na Reorganização Curricular do Ensino Profissional dos cursos integrados nas famílias profissionais Hotelaria e Turismo e Têxtil, Vestuário e Calçado; em 2007 desenvolveu a sua actividade no Departamento de Referenciais e Qualificação, na ANQ, I.P., tendo colaborado na elaboração de referenciais da componente de formação tecnológica, no âmbito do Catálogo Nacional de Qualificações;  em 2008 desempenhou funções no Departamento de Gestão Integrada de Sistemas de Qualificação, na ANQ, I.P., tendo desempenhado funções na área do acompanhamento e regulação da rede de ofertas qualificantes. Já em 2009 coordena a Equipa de Acompanhamento às Ofertas Qualificantes no Departamento de Gestão Integrada de Sistemas de Qualificação.




P5 - Novo programa no ensino básico, que experiência e que desafios? (Painel plenário)

Moderadora: Adelina Precatado, Escola Secundária de Camões

Intervenientes: Fernanda Santos, Esc. Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Fortunato de Almeida
                       Joana Brocardo, DGIDIC - Ministério da Educação
                       João Almiro, Escola Secundária de Tondela
                       João Pedro da Ponte, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
                       Maria Fernanda Portela, Escola EB1 de Igreja Alvarães

Nível de ensino: Geral
Sábado, 5 Set, 09:15 - 11:15
Pavilhão Gimnodesportivo

O novo programa de Matemática do ensino básico foi homologado em Dezembro de 2007. Durante o ano lectivo de 2008/2009 desenvolveu-se uma experiência, em 40 escolas dos três ciclos, com professores seleccionados para porem em prática os novos programas e que contaram com apoios ao nível de materiais e formação.

Em 2009/2010 será feita a generalização do programa no 1º, 3º, 5º e 7º anos mas, apenas nas escolas que se candidataram para fazer essa implementação.

Assumindo-se como um Reajustamento do programa de 1990/91, que se fazia sentir não só porque a publicação, em 2001, do Currículo Nacional do Ensino Básico introduziu modificações curriculares importantes em relação àquele programa, mas sobretudo pelo grande desenvolvimento do conhecimento sobre o modo como se aprende e como se ensina Matemática de 1991 para cá e também pelas mudanças sociais e tecnológicas que entretanto ocorreram.

O novo programa anuncia mudanças significativas em alguns aspectos que passam pelas finalidades e objectivos gerais, pelas capacidades transversais à aprendizagem, pelos eixos fundamentais em torno dos quais se desenvolve o ensino ou ainda pela clarificação da organização por ciclos e não por anos.

Neste painel pretendemos debater as seguintes questões:
- Quais as mudanças mais significativas, relativamente aos programas anteriores?
- Como percepcionam os experimentadores a forma como decorreu, na prática, a implementação deste novo programa? Que aspectos destacam como mais importantes? Que dificuldades percepcionam para a generalização? Que medidas propõem?

Que desafios se colocam, às escolas, aos professores de Matemática, ao Ministério, para que o que preconizam os autores, no texto do programa, se possa tornar realidade?

Prevê-se que parte do tempo do painel seja dedicado ao debate a partir de questões colocadas pela assistência.


Notas biográficas:

Adelina Precatado

É licenciada em Matemática – Ramo Educacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Iniciou funções de professora em 1973 na Escola Secundária Josefa de Óbidos. Trabalha, desde 1980, na Escola Secundária de Camões e, nesta escola, desempenhou diversos cargos e coordenou alguns projectos de inovação nomeadamente projectos Ciência Viva  e  Projectos relacionados com a utilização da tecnologia na sala de aula de Matemática. Tem-se preocupado em trabalhar e reflectir sobre a aplicação em sala de aula de actividades de natureza “experimental” e da vantagem da existência, nas escolas, de Laboratórios de Matemática. Tem participado activamente nas actividades da Associação de Professores de Matemática. Foi Presidente da APM no biénio 1994/95 e é redactora da revista Educação e Matemática desde 1996. Tem participado em vários outros grupos de trabalho, na APM, nomeadamente o Projecto “Matemática 2001” e o Grupo de Trabalho T3.

Fernanda Santos

Tem 40 anos, reside em Viseu, é Professora Titular e Coordenadora do Departamento de Mat. e Ciências Experimentais, grupo 230, da Esc. Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Fortunato de Almeida, Nelas, distrito de Viseu. Professora de uma turma piloto do 5.º ano, para a implementação do Novo Programa de Matemática do Ensino Básico. Membro do Conselho Consultivo para a implementação do Novo Programa. Co-autora dos materiais de apoio ao professor “Números racionais não negativos – tarefas para o 5.º ano”, no âmbito do projecto de implementação do Novo Programa de Matemática da DGIDC. Formadora no âmbito do Novo Programa.
Mestrado em Informática e Educação (em 1998), na FCUL. Licenciatura em Ensino de Mat./C. Natureza, na ESE Viseu (em 1991). Em fase de conclusão, Especialização em Inspecção da Educação, na Universidade Católica.
Dinamizou cerca de 700 horas de formação acreditada, nas áreas da Educação Matemática e das TIC. Docente da Área de Matemática da ESE de Viseu, em regime de requisição ou acumulação, desde 1993 (com interregno entre 2005 e 2008), onde tem leccionado diversas disciplinas em vários cursos.

Joana Brocardo

É Licenciada em Matemática (1979) e doutorada em Educação Matemática (2002) pela Universidade de Lisboa. É professora coordenadora da Escola Superior de Setúbal do Politécnico de Setúbal. Está em comissão de serviço na Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular desde Junho de 2006, onde é Directora-Geral desde Setembro de 2008.
Tem participado em diversos projectos de investigação e desenvolvimento curricular, na redacção e direcção de revistas ligadas à Educação Matemática e na organização de conferências nacionais e internacionais.

João Almiro

Concluiu a licenciatura em Matemática (Ramo Educacional) em 1981 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde terminou em 1998 o Mestrado em Educação, na especialidade de Didáctica de Matemática. Iniciou as funções docentes em 1980, trabalhando desde 1982 na Escola Secundária de Tondela. Tem coordenado o Plano da Matemática na sua escola, leccionando actualmente uma turma piloto do 7º ano do Novo Programa do Ensino Básico. Está há muitos anos ligado à formação contínua de professores, tendo sido Director do Centro de Formação Tomás Ribeiro – Tondela de 1995 a 2001, e Consultor de Formação do referido Centro de 2005 a 2008. Foi um dos fundadores do Núcleo de Viseu da APM em 1990, pertencendo actualmente à sua Comissão Coordenadora. Pertenceu à direcção da APM de 1990 a 1993 e foi Presidente da Assembleia Geral. Tem participado em vários grupos de trabalho na APM, nomeadamente o Projecto “Matemática 2001”, o Grupo de Trabalho T3, o Grupo de Trabalho de Investigação e o Ano Temático “Matemática e Jogo” em 2004.

João Pedro da Ponte

É doutor em Educação Matemática pela Universidade da Georgia (EUA), sendo presentemente professor catedrático e Presidente da Comissão Instaladora do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Foi professor visitante em diversas universidades no Brasil, Espanha e Estados Unidos da América e é coordenador científico do Centro de Investigação em Educação. É autor de artigos publicados em revistas científicas e profissionais nacionais e internacionais e de diversos livros, entre os quais Investigações Matemáticas na Sala de Aula. Tem coordenado diversos projectos de investigação de Didáctica da Matemática, Formação de Professores e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e dirigiu numerosas teses de mestrado e doutoramento. A sua investigação actual é nas áreas do ensino da Álgebra e do conhecimento profissional, desenvolvimento profissional e formação dos professores. Elaborou o relatório nacional sobre a adequação da formação de professores ao processo de Bolonha e coordenou a equipa que elaborou o novo Programa de Matemática do Ensino Básico. Colabora com a APM desde a sua criação, sendo membro do GTI-Grupo de Trabalho de Investigação.

Maria Fernanda Portela

 É professora do 1ºciclo, 30 anos de serviço.
Ao longo da carreira participou em vários projectos, entre eles “Ensinar é Investigar”, durante 5 anos.
Participou ainda no Programa de Formação Contínua de Professores do 1º CEB, na ESE de Viana do Castelo, como formadora, durante dois anos.
Este ano lectivo, encontra-se a aplicar os Novos Programas de Matemática numa turma piloto do 1º ano.







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