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Conferências plenárias

As conferências plenárias são intervenções de fundo no ProfMat realizadas por pessoas convidadas pela organização e com reconhecida experiência na área em que vão intervir. Incidem sobre temas de interesse geral e realizam-se em espaços do programa de forma a que todos os participantes tenham possibilidades de assistir.


CP1 - Reinventar A Escola
CP2 - Doing mathematics, from passive to active students
CP3 - 2009: um ano para celebrar a Astronomia
CP4 - Simetria - uma apresentação dinâmica
CP5 - O regresso dos professores



CP1 - Reinventar A Escola

Domingos Fernandes, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Níveis de ensino: Geral
5ª feira, 3 de Set, 10:00 - 11:00
Pavilhão Gimnodesportivo

Muitos esforços reformistas que se têm empreendido nos sistemas educativos nem sempre são bem sucedidos porque, entre outras razões, as escolas permanecem imutáveis há longos anos. É obviamente mais fácil mudar orientações de política educativa do que mudar a organização e funcionamento das escolas. De facto, tornar as escolas receptivas a uma inovação (e.g., curricular, pedagógica, organizacional), implica compreendê-las profundamente. E isto é difícil, demora tempo e é caro. A tentação é a de se procurar “compreender” as escolas através de resultados de avaliações externas. O que, como se sabe, é manifestamente insuficiente.

Assim, qualquer inovação, qualquer reforma, deveria iniciar-se com um esforço para compreender as escolas e o que se passa dentro delas. Nomeadamente descrever, analisar e interpretar aspectos tais como: a) o que, e como, se ensina; b) o funcionamento e estruturação dos grupos; c) os constrangimentos existentes; d) as normas e regulamentos implícitos e explícitos; e) o que é valorizado pelos professores; f) o significado do Projecto Educativo para os diferentes grupos da comunidade; e g) o sentido que os alunos dão ao que aprendem.

Há anos que persistem insatisfações várias quanto ao desempenho e à eficácia das escolas e diferentes perspectivas quanto ao entendimento do que é uma boa escola. Os sistemas educativos tardam em democratizar-se e em garantir que cada um dos seus alunos aprenda o que é suposto aprender.

É preciso reinventar a Escola pensando na sua estrutura organizativa, no currículo, nas aprendizagens, no ensino, na formação dos seus professores e na avaliação dos seus processos e resultados. A escola pode ser decisiva para que os jovens compreendam o mundo em que vivem e possam intervir crítica e responsavelmente na vida social. Por isso, é também importante revalorizar o conhecimento escolar que é um meio incontornável de emancipação e de independência dos cidadãos e de democratização, coesão e bem estar das sociedades.


Nota biográfica:

Professor Associado, com agregação, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, onde coordena os cursos de graduação e de pós-graduação na área da avaliação. Tem sido professor convidado de universidades nacionais e internacionais onde tem leccionado em vários cursos de pós-graduação.

É investigador na Unidade de Investigação & Desenvolvimento em Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Tem sido coordenador de projectos de investigação e de estudos de avaliação financiados por instituições públicas e privadas. É autor de cerca de uma centena de relatórios, livros e artigos, publicados em Portugal e no estrangeiro.

É sócio fundador da Associação de Professores de Matemática tendo sido Presidente da sua Assembleia Geral.

Exerceu as seguintes funções no Ministério da Educação: Director do Departamento de Avaliação Pedagógica e Vice-Presidente do Instituto de Inovação Educacional (IIE); Director Geral do Departamento do Ensino Secundário; e Secretário de Estado da Administração Educativa do XIV Governo Constitucional.




CP2 - Doing mathematics, from passive to active students

Nada Stheliková, Universidade de Praga

Níveis de ensino: Geral
5ª feira, 3 de Set, 11:30 - 12:30
Pavilhão Gimnodesportivo

The teaching of mathematics is a very complex process. One of the problems a teacher has to solve on a daily basis is to decide on the way he/she is going to present mathematics to the students. Is there one ‘perfect’ way? Which one should we use? The lecture will focus on concrete examples of teaching the same subject matter in several different ways. Each one will be described and its characteristics and potential explored. For example, the question will be asked what the role of students is in the particular teaching approach. What is the teacher’s role? Who does the mathematics? What help do the students get? etc. I will strive to structure the teaching approaches along a hypothetical axis going from ‘instructive’ (or ‘transmission’) toward ‘constructivist’. Three topics will be presented via 3-4 different teaching approaches, one for elementary mathematics, one for lower secondary and one for upper secondary mathematics.

 A conferência será proferida em inglês com tradução simultânea

Texto das actas


Nota biográfica:

Nada Stehliková é Professora na Faculdade de Educação da Universidade Charles, em Praga na República Checa.
Trabalha nesta instituição há 15 anos na formação inicial de professores de Matemática. Lecciona disciplinas de Matemática (Geometria Analítica e resolução de problemas) e de Educação Matemática. Coordena ainda os Doutoramentos em Educação Matemática e orienta teses nesta área.
Investigou a forma como os estudantes fazem a estruturação cognitiva do conhecimento matemático (Structural Understanding in Advanced Mathematical Thinking, PedF UK v Praze, 2004), e mais recentemente interessa-se pela vertente didáctica do conhecimento de futuros professores e o papel da reflexão na sua aprendizagem.
É membro do ERME e desde 2007 pertence aos corpos directivos, tendo integrado a comissão do programa dos CERME4, CERME5 e CERME6. Participa regularmente em outras conferências sobre Educação Matemática onde contribui com comunicações.
É também membro activo da Union of Czech Mathematicians and Physicists, da equipa editorial de duas publicações locais, de comissões do programa de encontros locais. É ainda revisora  das revistas científicas ESM e JMTE.

 




CP3 - 2009: um ano para celebrar a Astronomia

Pedro Russo, Universidade de Coimbra
João Fernandes, Universidade de Coimbra

Níveis de ensino: Geral
6ª feira, 4 de Set, 12:00 - 13:00
Pavilhão Gimnodesportivo

 O Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) assinala os passos de gigantes que constituíram a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu Galilei e a publicação da obra seminal de Johannes Kepler, “Astronomia Nova”, em 1609. Quatrocentos anos volvidos, a Astronomia é uma iniciativa cientifica pacifica que une os astrónomos numa família internacional e multicultural, trabalhando em conjunto para descobrir as respostas para algumas das questões mais fundamentais para a Humanidade. O AIA2009 pretende transmitir o entusiasmo e o prazer de partilhar o conhecimento que temos sobre o Universo, o nosso lugar nele e a importância da Astronomia para a nossa cultura. Proclamado em 2007 pelas Nações Unidas, o AIA2009 têm mais de 140 nações e 50 organizações internacionais envolvidas numa celebração mundial, tornando o AIA2009 a maior rede de sempre em Astronomia e divulgação cientifica. A nível global o projecto é coordenado pela União Astronómica Internacional (UAI) e a UNESCO, que têm o papel de catalisadores a coordenadores do AIA2009.

Nota biográfica:

Pedro Russo

Licenciado em Matemática Aplicada/Física/Astronomia e mestre em Geofísica pela Universidade do Porto. Antes de assumir as suas actuais funções de Coordenador global do Ano Internacional da Astronomia 2009, trabalhou um ano e meio com dados da Venus Monitoring Camera a bordo do ESA’s Venus Express. Entretanto trabalhou em diferentes organizações internacionais, tais como Europlanet (European Planetology Network), IAU Commission 55: Comunicações sobre Astronomia com o público, EGU Earth and Space Science Informatics Division e IAF Space and Society Committee.


Portugal é uma dos 142 países onde se celebra o Ano Internacional da Astronomia. Desde de final de 2007 que uma comissão nacional, nomeada pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, esta a trabalhar na elaboração e execução de um plano de actividades que possa dar cumprimentos aos objectivos globais do AIA2009, bem como adaptar esses mesmos objectivos ao contexto nacional. Neste ponto, houve a preocupação de aproximar a comunidade de astrónomos portugueses da população em geral e em especial das comunidades escolares, transmitindo a visão moderna da astronomia nacional, sem esquecer a perspectiva histórica. Centenas de eventos e milhares de pessoas têm vivido esta festa ciência em Portugal. Nesta palestra apresentam-se os pilares da organização do AIA2009 em Portugal, bem como se fará um balanço das actividade ocorridas. O AIA 2009 em Portugal tem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Agência Nacional Ciência Viva, do Museu da Ciência da Universidade de
Coimbra e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Nota biográfica:

João Fernandes

Actualmente é Professor Auxiliar do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (desde Jan. de 2004) e membro do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra (desde Jan. de 2008). É também astrónomo do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra (desde Set. de 1996).

Licenciado em Física e Matemática Aplicada, Universidade do Porto (Julho de 1991) e Doutorado em Astrofísica e Técnicas Espaciais, Universidade de Paris (Março de 1996). Foi Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (Jan. de 1999 - Dez. de 2004) e Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Astronomia (Set. 2003 a Agosto de 2005). Foi ainda Coordenador do Grupo de Astrofísica da Universidade de Coimbra (2004-2007).

É ainda Membro da Comissão Científica do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (2004-2006) e Coordenador de uma dezena de projectos de divulgação científica financiados pela Agência Nacional Ciência Viva (desde 1997). Publicou cerca de 50 trabalhos de investigação em revistas científicas e actas de congressos.




CP4 - Simetria - uma apresentação dinâmica

Arala Chaves, Universidade do Porto

Níveis de ensino: Geral
6ª feira, 4 de Set, 18:00 - 19:00
Pavilhão Gimnodesportivo

O estudo das simetrias de padrões/frisos no plano fornece um ponto de partida para introduzir um conjunto de noções e resultados, muito rico do ponto de vista matemático. E, no aspecto didáctico, uma vantagem importante deste ponto de partida é dada pelo facto de haver sempre um suporte geométrico subjacente aos raciocínios feitos. O DVD do Atractor, com o mesmo título desta conferência, Simetria – uma apresentação dinâmica, fornece ferramentas potentes, que podem ser usadas para apresentações muito variadas sobre este tema.

Privilegiando as potenciais aplicações didácticas, veremos como construir exemplos concretos de padrões com simetrias pré-escolhidas ou como proceder à descoberta de todas as simetrias de um qualquer friso ou padrão. Veremos também por que razão o modo (fácil) como se conclui que há uma infinidade de rosáceas distintas no plano, não pode ser transposto para tirar conclusão análoga para padrões. Daremos uma ideia muito breve sobre como é tratado o problema da classificação dos padrões no plano, e como se chega à conclusão que há 17 padrões distintos do ponto de vista da simetria e não mais.


Nota biográfica:

Professor Catedrático de Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto entre 1973 e 2003, ano em que passou à situação de reforma para se dedicar a tempo inteiro ao projecto do Atractor.




CP5 - O regresso dos professores

António Nóvoa, Universidade de Lisboa

Níveis de ensino: Geral
Sábado, 5 de Set, 11:30 - 12:30
Pavilhão Gimnodesportivo

Estamos a assistir, nos últimos anos, a um regresso dos professores à ribalta, depois de quase quarenta anos de relativa invisibilidade. É certo que a sua importância nunca esteve em causa, mas os olhares viraram-se para outros problemas e preocupações:
- nos anos 70, foi o tempo da racionalização do ensino, da pedagogia por objectivos, do esforço para prever, planificar, controlar;
- depois, nos anos 80, assistimos a grandes reformas educativas, centradas na estrutura dos sistemas escolares e, muito particularmente, na engenharia do currículo;
- nos anos 90, dedicou-se uma atenção especial às organizações escolares, ao seu funcionamento, administração e gestão.

Agora, é o tempo do regresso dos professores...

 


 

 

Nota biográfica:

É Reitor da Universidade de Lisboa e professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
É doutor em História pela Universidade de Paris IV-Sorbonne e Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra.
Consultor do Presidente da República para a Educação (1996-1999), foi Presidente da Associação Internacional de História da Educação (ISCHE), entre 2000 e 2003.
Durante a sua carreira universitária foi Professor convidado em várias universidades estrangeiras (Genebra, Wisconsin-Madison, Oxford, Columbia University - New York, etc.)
Os trabalhos de António Nóvoa foram publicados em quinze países. É autor de vários livros (cerca de 15) e capítulos e artigos (cerca de 150), bem como coordenador de várias obras (cerca de 20), sobretudo no campo da História da Educação e da Educação Comparada.







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