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Conferências Plenárias

CP 01- Metas Curriculares e Tecnologia em Portugal, Singapura, Coreia do Sul e Estados Unidos
CP 02- Sincronização
CP 03 - Mais Matemática e um Pouco de Tecnologia
CP 04 - 1ª Parte - e-Learning-potencialidades e desafios
CP 04 - 2ª Parte - Para evitar o desastre no ensino da Matemática



CP 01- Metas Curriculares e Tecnologia em Portugal, Singapura, Coreia do Sul e Estados Unidos

Quinta, 3 Julho, 15:00
ES Jaime Moniz

Jaime Carvalho e Silva, docente do Dep. Matemática da FCT da Universidade de Coimbra e Vice-Presidente da APM

 

Nas Metas Curriculares para o Ensino Básico (2012) aparece uma única vez a palavra "calculadora". É na Meta 11.13 de Geometria e Medida do 9º ano:

"Utilizar uma tabela ou uma calculadora para determinar o valor (exato ou aproximado) da amplitude de um ângulo agudo a partir de uma das suas razões trigonométricas. "

No Programa de Matemática do Ensino Básico de 2013 aparece uma determinação muito negativa sobre o uso das calculadoras porque o "uso da calculadora tem vindo a generalizar-se (...) por vezes de forma pouco criteriosa":

"o uso da calculadora no Ensino Básico apenas é expressamente recomendado em anos escolares mais avançados e sobretudo em situações pontuais de resolução de problemas".

Nas recentemente homologadas Metas e Programa de Matemática para o Ensino Secundário a abertura ao uso de tecnologia é maior e a determinação é substancialmente diferente:

"considera-se que no Ensino Secundário a tecnologia, e mais especificamente a calculadora gráfica, deve ser utilizada em sala de aula e consequentemente em certos instrumentos de avaliação "

Contudo, continua a haver nesses documentos uma conotação negativa com frases como "É um erro grave, por exemplo, pensar que a simples consideração de resultados obtidos através de uma calculadora permite verificar..." ou "A utilização da tecnologia não pode, pois, substituir a compreensão conceptual, a proficiência no cálculo e a capacidade de resolver problemas".

Seria interessante saber qual a orientação noutros países, nomeadamente nos países asiáticos bem colocados nos estudos internacionais como Singapura e a Coreia do Sul; serão analisadas as orientações nestes países, assim como nos tão falados "Common Core Standards" americanos. Por fim faz-se alguma especulação sobre o futuro do uso da tecnologia no meio escolar à luz de fenómenos recentes como os MOOC ("Massive Open Online Courses" - Cursos Online Abertos e Massivos) e os recentes avanços da inteligência artificial em que se procuram produzir máquinas e computadores com as capacidades intelectuais do homem.

 

Nota Biográfica:

Jaime Carvalho e Silva é Professor Associado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Membro das linhas de investigação Análise e História e Metodologia da Matemática do CMUC - Centro de Matemática da Universidade de Coimbra. Coordenador do Centro de Competência TIC "Softciências". Vice-Presidente da APM-Associação de Professores de Matemática  Membro do Conselho Geral do SNHM-Seminário Nacional de História da Matemática Editor da Página Web da Comissão Internacional de Instrução Matemática/ICMI.  Docente da disciplina de Matemática I (dos cursos de Química e Química Medicinal), da disciplina História da Matemática (do Mestrado em Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário), responsável da disciplina ´Meios Computacionais no Ensino´ (do Mestrado em Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário), orientador científico do núcleo de estágio de Matemática da Escola Básica e Secundária Quinta das Flores, Coimbra, membro eleito da Comissão Científica do Departamento de Matemática.




CP 02- Sincronização

Quinta, 3 Julho, 17:00
E S Jaime Moniz

 

Rogério Martins, docente do Dep. Matemática da FCT da Universidade Nova de Lisboa / Apresentador do programa da SIC Notícias "Isto é Matemática"

 

Todos nós já experimentámos a sensação de sincronizar ritmos com outras pessoas: quando tocamos instrumentos em grupo, quando dançamos, quando caminhamos com alguém... Na verdade este é um fenómeno que não é exclusivo dos humanos ou mesmo dos seres vivos: vamos ver que o fenómeno está por todo o lado e o que a matemática tem a dizer sobre isto. Faremos também algumas experiências.Com base neste tema, pretendemos mostrar o que é o trabalho de um matemático e as ligações desta disciplina a outras áreas do conhecimento.

 

Nota Biográfica:

 

Rogério Martins é o autor e apresentador do programa “Isto é matemática” na SIC Noticias, um programa dedicado à divulgação da Matemática, que recebeu a Homenagem Especial Ver Ciência 2013, no Brasil, e foi nomeado para um prémio da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria de Melhor Programa de Entretenimento em Televisão. É também a voz dos vídeos da Khan Academy Portugal, um conjunto de vídeos pedagógicos cuja tradução está a ser apresentada pela Fundação Portugal Telecom. Foi considerado, pelo jornal Expresso, um dos 100 portugueses mais influentes de 2012.

É professor e investigador no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa. Estudou na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde obteve o grau de Doutor em Matemática, tendo o seu Doutoramento incidido sobre Sistemas Dinâmicos e Equações Diferenciais. Cursou, também, na University of Birmingham, Inglaterra.
Tem vários artigos publicados em revistas científicas de topo na sua especialidade. Recebeu o SIAM Student Paper Prize, atribuído pela Society for Industrial and Applied Mathematics, EUA, por um artigo baseado na sua tese de mestrado.

Durante os últimos anos tem-se dedicado largamente à divulgação científica, tendo realizado inúmeras palestras para o público geral, em particular sobre os seus temas de investigação.




CP 03 - Mais Matemática e um Pouco de Tecnologia

Sexta, 4 Julho, 09:00
E S Jaime Moniz

José Paulo Viana, docente da Escola Secundária de Vergílio Ferreira

A tecnologia tem um papel cada vez mais importante na nossa sociedade. Seguindo um percurso bastante pessoal, iremos então fazer uma pequena viagem pela tecnologia ao serviço da Matemática e do ensino da Matemática.

Nota Biográfica:

Professor de Matemática do ensino secundário até 2013.

Entusiasta das matemáticas recreativas e autor da secção semanal “Desafios” no jornal Público.

Divulgador de Matemática através de conferências e sessões em escolas, quer para alunos, quer para professores.

Dinamizador de cursos de formação de professores.

Autor de vários livros de divulgação matemática.

 

 




CP 04 - 1ª Parte - e-Learning-potencialidades e desafios

1ª Parte – “e-Learning – potencialidades e desafios”

José Miguel Sousa, e-Formador e Diretor do Centro de Formação EduFor

Maria Teresa Santos, Diretora do Centro de Formação da APM

 

As tecnologias de informação e comunicação oferecem potencialidades imprescindíveis à educação e formação, o que leva a que o sistema educativo e a formação ao longo da vida sejam reequacionados à luz do desenvolvimento destas tecnologias. As ferramentas WEB 2.0 e os acessos à Internet de banda larga permitem utilizar as potencialidades da  chamada “rede das redes”  ao nível da formação contínua de professores.

O Projeto TRENDS, de que o Programa Prof2000 (cf. www.prof2000.pt) é herdeiro, foi pioneiro ao conseguir promover desde 1997, de forma sustentada, dispositivos de formação de professores a distância. O novo Regime jurídico da formação contínua de professores, publicado em fevereiro de 2014, vêm reconhecer a importância da formação a distância ao referir "A formação com recurso a metodologias de ensino à distância e ao estabelecimento de redes através de plataformas eletrónicas são considerados eixos a privilegiar nas diferentes modalidades de formação".

A utilização de metodologias de aprendizagem a distância parecem levantar ainda algumas dúvidas nomeadamente quanto à sua eficácia. Será que os formandos que frequentam ações a distância conseguem obter níveis de aprendizagem aceitáveis? Será que a produtividade obtida em ações presenciais é superior à que se consegue em ações sobre a mesma temática, mas induzidas a distância? A experiência leva-nos a afirmar que os resultados da formação a distância são extremamente positivos e, por vezes, ultrapassam situações de aprendizagem presencial.

É o acreditar nesta realidade que levou a APM a desenhar o o MadeiraMat2014 no formato de b-learning, com 6 horas a distância, de modo síncrono.

Nesta Conferência vamos falar do modo como estão organizados os Minicursos a distância e demostrar a sua eficácia.

 

Nota Biográfica:

José Miguel Sousa é Mestre em Matemática Fundamentos e Aplicações, pelo Departamento de Matemática Pura da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Licenciatura em Matemática (Ramo Educacional), Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Formador acreditado pelo CCPFC nas áreas/domínios: Matemática / Métodos Quantitativos; Área Escola; Conceção e Organização de Projetos Educativos; Didáticas Específicas (Matemática); Tecnologias Educativas (Informática/Aplicação da Informática); Tecnologias Educativas (Internet). Coordenador do Projeto Inov@r com QI – Projeto de Apoio à Implementação de Quadros Interativos em Sala de Aula. Membro do Conselho Editorial da Gazeta de Matemática da SPM. Conferencista com artigos publicados na temática da formação a distância. Diretor de Centro de Formação de Associação de Escolas EduFor. e-Formador  e professor do Quadro do Agrupamento de Escolas de Mangualde.

Nota Biográfica:

Maria Teresa Santos é Doutoranda em História das Ciências e Educação Científica, na Universidade de Coimbra. Curso de Especialização em Educação, na Área de Especialização em Didática da Matemática, Universidade de Lisboa. Licenciatura em Ensino da Matemática, Universidade de Aveiro. Coordenadora do Plano de Formação da Escola Secundária Soares Basto (2011/2012 e 2012/2013). Formadora acreditada pelo CCPFC nas áreas/domínios: Didáticas Específicas (Matemática). Coorganizadora, de 2003 a 2009 e de 2011 a 2013, do Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. Coorganizadora, de 2010 a 2013, do Encontro Nacional de Professores de Matemática - ProfMat. Conferencista com artigos publicados na temática da educação matemática. Vice-presidente da Associação de Professores de Matemática de 2010  a 2014. Atualmente Diretora do Centro de Formação da Associação de Professores de Matemática.

 




CP 04 - 2ª Parte - Para evitar o desastre no ensino da Matemática

2ª Parte: Painel “Prevenir o desastre no ensino da Matemática”

Videoconferência: Cristina Tudella/ João Pedro da Ponte / Leonor Santos, Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo/ Instituto de Educação da Univ. de Lisboa

Auditório: Lurdes Figueiral / Jaime Carvalho e Silva, Presidente APM / Vice-Presidente da APM

Moderação: José Miguel Sousa, Diretor do Centro de Formação EduFor

 

Como é de público conhecimento, têm vido a ser decididas, desde já há mais de dois anos para cá, medidas de política educativa de ordem geral mas também sobre os programas de várias disciplinas que, como muitos de nós sentimos, têm vindo a deteriorar, de dia para dia, a situação da educação no nosso país, em particular no que diz respeito ao ensino da Matemática.

No que se refere às alterações curriculares, relativas a esta disciplina, que sucessivamente têm vindo a ser propostas e, em alguns casos, estão já em implementação, têm sido muitas e variadas as reservas, objecções e críticas profundas que tais alterações têm merecido, por parte de diversos sectores da comunidade educativa, e em particular no seio da APM, por se reconhecer que ameaçam seriamente os progressos nas aprendizagens matemáticas dos nossos alunos, de que já vinha havendo sinal.

Neste contexto, em finais de 2013, teve lugar no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa a conferência "Evitar o desastre no ensino da Matemática" que a APM organizou com o apoio daquele Instituto e que dá agora corpo a este painel, trazido ao ProfMat e ao SIEM, na expectativa que concorra para o aprofundamento da discussão e reflexão sobre os problemas atuais no ensino da Matemática que se têm vindo a agravar, e, ao mesmo tempo, constitua um passo importante na definição do que deve ser feito para suster, contrariar e inverter esse agravamento.

Nesta painel falaremos dos "programa de Matemática A para o ensino secundário" e ainda um "Um olhar da investigação em educação matemática sobre o que está a acontecer no ensino da disciplina de Matemática".

 

Nota Biográfica:

Ana Cristina Tudella é licenciada em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e mestre em Educação, na especialidade de Didática da Matemática, pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Foi professora acompanhante do plano da matemática I e II e da implementação do Programa de Matemática de 2007.

Atualmente é professora no agrupamento de escolas Frei Gonçalo de Azevedo, em S. Domingos de Rana, onde para além do 3o ciclo e secundário tem leccionado, nos últimos anos, também o 2o ciclo. Pertence à redação da revista Educação e Matemática da Associação de Professores de Matemática (APM).

 

 

Nota Biográfica:

Leonor Santos é professora associada do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tendo-se doutorado nesta universidade, em Educação, na especialidade de Didática da Matemática, tem lecionado na formação inicial e contínua de professores, coordenando diversos cursos de Mestrado em Educação e Doutoramentos, orientado teses e colaborado estreitamente com outras instituições do ensino superior nacionais e estrangeiras.
Os seus interesses na área da investigação têm incidido na avaliação das aprendizagens e no conhecimento e desenvolvimento profissional dos professores. Recentemente coordenou o Projecto AREA, projeto financiado pela FCT.É autora de várias publicações, editadas em Portugal e no estrangeiro. É atualmente Presidente da Sociedade Portuguesa de Investigação em Educação Matemática, membro do IPC do PME (International Committee of the International Group for the Psychology of Mathematics Education), e membro da CIEAEM (Commission Internationale pour l´Étude et l´Amélioration de l´Enseignement des Mathématiques). Faz parte do conselho editorial e/ou do corpo de revisores de diversas revistas nacionais e internacionais. Coordenou, até recentemente, a Comissão de Acompanhamento do Plano da Matemática, medida do Ministério de Educação e Ciência para a melhoria das aprendizagens matemáticas dos alunos portugueses do ensino básico.

 

 

Nota Biográfica:

Lurdes Figueiral Licenciada em Matemática pela faculdade de ciências da Universidade do Porto onde também realizou o Mestrado em Matemática para Professores que finalizou com uma dissertação sobre alguns aspetos que relacionam a Matemática com a Arquitetura, denominada Da beleza buscada à beleza construída: medidas e formas da beleza.

Natural do Porto, é professora de Matemática há cerca de 30 anos e, desde 1998, pertence ao quadro da Escola Artística de Soares dos Reis (Porto). Tem trabalhado também em outros locais: uma passagem de 10 anos pelo Alentejo onde esteve por sua opção, um trabalho de investigação em Bruxelas durante um ano em que lhe foi concedida licença sabática, uma colaboração com a Universidade Símon Bolívar (Caracas) como professora convidada de Didática da Geometria no âmbito de um projeto internacional de apoio à formação pós-graduada de professores de matemática venezuelanos, foram alguns dos projetos em que se envolveu, para além do trabalho na Associação de Professores de Matemática da qual se fez sócia em 1986, destacando-se aqui a sua participação no Seminário de Milfontes sobre a “Renovação do Currículo de Matemática” (1988) e colaborações em vários ProfMats e encontros regionais, na Revista Educação & Matemática e em cargos da Associação. É atualmente presidente da direção da APM.

 

 

Nota Biográfica:

Jaime Carvalho e Silva é Professor Associado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Membro das linhas de investigação Análise e História e Metodologia da Matemática do CMUC - Centro de Matemática da Universidade de Coimbra. Coordenador do Centro de Competência TIC "Softciências". Vice-Presidente da APM-Associação de Professores de Matemática  Membro do Conselho Geral do SNHM-Seminário Nacional de História da Matemática Editor da Página Web da Comissão Internacional de Instrução Matemática/ICMI.  Docente da disciplina de Matemática I (dos cursos de Química e Química Medicinal), da disciplina História da Matemática (do Mestrado em Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário), responsável da disciplina ´Meios Computacionais no Ensino´ (do Mestrado em Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário), orientador científico do núcleo de estágio de Matemática da Escola Básica e Secundária Quinta das Flores, Coimbra, membro eleito da Comissão Científica do Departamento de Matemática.

 

 

Nota Biográfica:

João Pedro da Ponte é doutor em Educação Matemática pela Universidade da Georgia (EUA), sendo, presentemente, professor catedrático e Director do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Foi professor visitante em várias Universidades no Brasil, Espanha e Estados Unidos da América. Coordenou diversos projectos de investigação de Didáctica da Matemática, formação de professores e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e dirigiu mais de vinte teses de doutoramento. Publicou numerosos artigos, livros e capítulos científicos e de cunho profissional e é editor associado da revista Journal of Mathematics Teacher Education. A sua investigação atual incide sobre a prática profissional, conhecimento e desenvolvimento profissional do professor, com especial atenção ao ensino-aprendizagem dos números, álgebra e raciocínio matemático. Elaborou o relatório sobre a adequação da formação de professores ao processo de Bolonha que deu origem à legislação actual e coordenou a elaboração do Programa de Matemática do Ensino Básico de 2007.







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