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A proposta de trabalho apresentada está incluída na brochura do 10º ano sobre Funções (p. 88) e, tal como é referido no artigo desta revista Avaliando investigações contributos para a discussão, foi proposta a alunos do 10º ano, no 2º período do ano lectivo 1997/98. Apresentamos agora alguns comentários sobre a tarefa. Designando por x a medida de qualquer dos lados iguais e por y a medida da base, o principal objectivo da situação apresentada é a dedução da expressão da área do triângulo em função de x
e, usando a calculadora gráfica, a descoberta das dimensões do triân-gulo de perímetro 50 que tem área máxima. Dado o tipo de função envolvida, é um problema de optimização que, no 10º ano, só tem sentido ser resolvido com recurso à calculadora gráfica. Do trabalho realizado com os alunos parace-nos importante salientar alguns pontos críticos da resolução da tarefa. Os intervalos de variação dos lados do triângulo Embora os alunos definam com facilidade a medida da base em função da medida de qualquer dos lados iguais, y = 50 2x, ao representá-la graficamente (fig.1) são tentados a concluir que x varia no intervalo ]0 , 25[ e que y varia entre 0 e 50, esquecendo-se da desigualdade triangular, ou seja, que qualquer dos lados tem que ser menor que a soma dos outros dois.
Há que conjugar a condição representada com a condição y < 2x. Obtém-se:
Assim vamos ter 12,5 < x < 25 e 0 < y < 25. Aliás o intervalo ]12,5 ; 25[ é precisamente o domínio da função área. Esta discussão pode ser feita num plano puramente geométrico, fazendo uma aproximação aos "casos limite" (ver figuras seguintes).
Discussão da solução Parece-nos importante que haja uma interpretação geométrica da solução obtida na alculadora.
A área é máxima (Å 120,3) para x Å 16,7. Isto significa que o triângulo de perímetro 50 com área máxima é um triângulo equilátero. É de fazer notar que dividindo o perímetro por 3 obtém-se o valor da calculadora, = 16,(6). Faça o Download |
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