Parecer sobre a Prova 435 de Matemática e respectivos Critérios de Correcção
1.ª Chamada / 2000
(Baseada na Versão 1)

1. Objectivos / Conteúdos
Do ponto de vista global, a prova está compatível com o programa ajustado, com as instruções complementares transmitidas em reuniões promovidas pelo acompanhamento local. e de acordo com o conteúdo do Ofício-Circular n.º 156/99 de 11 de Outubro.

2. Estrutura e Cotação da Prova
Está de acordo com a Informação N.º 38/99, no que respeita à estrutura da prova, à distribuição das cotações pelos temas e ao formulário (existência e amplitude).

3. Tipos de Itens
A resolução das questões de escolha múltipla não depende de cálculos laboriosos que dificultem a selecção da resposta correcta. Algumas destas questões permitem o recurso à calculadora, quer nas capacidades gráficas quer nas numéricas.
A prova inclui um item que obriga à utilização da calculadora gráfica e contempla duas das actividades preconizadas: "resolução de um problema baseado numa situação real" (II, 3) e "desenvolvimento de um raciocínio demonstrativo" (II, 5).
Quanto à actividade de "elaboração de uma pequena composição", que eventualmente acompanharia a resolução da questão que obriga à utilização da calculadora, está substituída por um relatório de carácter mais técnico.

4. Redacção e sequência dos itens
Os itens estão redigidos em linguagem clara e não oferecem interpretações ambíguas, com excepção da questão (II, 1.1), não a partir do enunciado da prova, mas cruzando este com os respectivos critérios de correcção: contrariamente a outras questões, contemplam apenas a resolução baseada na representação algébrica dos números complexos e deixam de fora a representação trigonométrica. Apesar dos critérios convidarem os professores correctores a adoptar distribuições de cotações adequadas às resoluções que recorram a processos não contemplados nestes critérios, surge a dúvida da intencionalidade na redacção da questão.
Quanto à sequência dos itens, a questão (II, 1) é a única que levanta alguma objecção: de facto, na segunda alínea alguns examinandos poderão ser levados a confundir A com a parte de A a que se refere a alínea anterior. Evitar-se-ia esta situação se as perguntas estivessem por ordem inversa .

5. Duração da prova
A prova está adequada ao tempo fixado para a sua resolução.

6. Grau de dificuldade da prova
Não perdendo de vista que se trata de uma prova utilizada no acesso ao ensino superior, ela destina-se, fundamentalmente, a certificar a conclusão do Ensino Secundário. Desse ponto de vista, a prova parece adequada, permitindo aos alunos manter a classificação de 12.º ano obtida por avaliação contínua.

7. Critérios de correcção da prova
Exceptuando a questão já referida (II, 1.1), parecem suficientes os cenários alternativos de resolução, bem como as notas esclarecedoras quanto a penalizações ou cotações de resoluções "erradas".

8. Apreciação global
Trata-se uma prova compatível com o programa e com as orientações de gestão do mesmo. Independentemente dos resultados que vierem a ser apurados, é uma prova acessível e realizável no tempo estipulado. Globalmente, é uma prova que segue de perto a prova-modelo, mas com um grau de dificuldade inferior.
O enunciado desta prova permite que o examinando recorra à calculadora em mais questões do que na prova-modelo; tal pode significar uma maior proximidade ao recurso à tecnologia, preconizado pelo programa ajustado.
É salutar a redução de nove para sete o número de questões de escolha múltipla; seria desejável a uniformidade de critérios de classificação deste tipo de questões, no leque de exames nacionais a que o mesmo aluno pode ser submetido.

9. Sugestões
Sugere-se que, com vista a evitar discrepâncias na classificação das provas no que respeita à questão (II, 1.1), sejam enviadas atempadamente instruções aos professores correctores no sentido de reforçar a aceitação de resoluções baseadas no cenário trigonométrico.

Correcção da prova de matemática 435 - RTF

Correcção da prova de matemática 135 - RTF