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APM Informação nº 50
1. No Conselho Nacional de 1 de Abril houve reacções muito negativas ao módulo inicial do 10º ano, nomeadamente a nível das implicações e consequências da avaliação diagnóstico destinada a delinear as estratégias de superação das dificuldades que eventualmente se venham a detectar. Entendeu-se que este módulo sobrecarrega e sobre-responsabiliza os professores; mais producente seria que o Ministério fomentasse mecanismos de intervenção no ensino básico. Este módulo inicial poderia ser uma mais-valia dos programas se fosse entendido como um espaço para privilegiar a integração dos alunos e a apresentação das metodologias de trabalho que se pretende ver implementadas durante o ensino secundário. Houve também críticas ao programa da Matemática B, assumidamente a Matemática A com cortes. 2. O Departamento do Ensino Secundário publicou recentemente a brochura Revisão Curricular no Ensino Secundário / Cursos Gerais e Tecnológicos - 1 contendo o documento orientador com o mesmo título de Fev/2000, o sistema de transição de um Curso Geral para um Curso Tecnológico e vice-versa, as opções de oferta da escola com programas definidos a nível nacional (Cursos Gerais) e as matrizes curriculares. Na página do DES (http://www.des.min-edu.pt) podemos encontrar parte dessa informação, além dos pareceres de Associações, Ordens e Sociedades sobre o documento de trabalho de Nov/99. Existe ainda uma ligação para Projectos de Programas informando que a partir de 26 de Abril, neste site, vão ser sucessivamente colocados em discussão pública, pelo prazo de quinze dias, os programas da revisão curricular em curso, em vigor para o 10.º ano em Setembro de 2001. É possível obter as versões de diversos programas disciplinares, nomeadamente os de Matemática A e Matemática B (formato PDF). Os prazos para discussão foram 5 - 20 de Maio (A) e 8 - 23 de Maio (B). 3. Com base nas informações anteriores, no âmbito da Matemática passam a existir as seguintes disciplinas do ensino secundário: Matemática A (trienal; 4h ou 5h semanais): 3 Cursos Gerais; Matemática Aplicada às Ciências Sociais (10º e 11º anos; 4h ou 5h): Curso Geral de Ciências Sociais e Humanas; Temas Actuais de Matemática (12º ano, opção de oferta da escola com programa nacional; 4h ou 5h): Cursos Gerais; Matemática B (trienal; 3h): 10 Cursos Tecnológicos; Matemática Aplicada às Ciências Sociais (trienal; 3h): Curso Tecnológico de Ordenamento do Território. (discussão do CN de 1/4/2000) No último CN, teve lugar uma (acesa) discussão sobre este tema. Foi salientada a necessidade da existência de um documento escrito, que traduza uma posição da APM. Este foi aliás um dos maiores desafios deixados no ar, aquando da realização do Seminário dedicado às tecnologias, que teve lugar em Castelo Branco, em Julho do ano passado. Também foi sentida a necessidade de um envolvimento geral nesta discussão fundamental para a existência de uma efectiva posição da nossa Associação. Logo a abrir o debate, o Fernando Nunes deu conta da criação de um fórum de discussão na página da APM, que neste momento está já em pleno andamento (http://www.apm.pt/foruns) . Realçamos o facto de algumas das questões levantadas, ao longo da discussão se prenderem com reacções ao texto que o Eduardo Veloso acabara de publicar na revista, nomeadamente: o documento a produzir deve ter uma introdução que mostre em que se baseia esta discussão, tendo sobretudo em vista que poderá ser lido por vários públicos: professores, pais, alunos, deve abordar transversalmente os ciclos do ensino não superior; foi vincada a absoluta necessidade de envolver nesta discussão o Ensino Básico; deve referir a preocupação com a formação dos professores: a inicial e a contínua. Nesta última, deverão ser apontados modelos de formação (Oficinas, ...) onde a finalidade não seja a literacia informática mas sim a utilização pedagógica, a criação de materiais para a sala de aula, ou seja, o aliar de um desenvolvimento das competências no âmbito informático com a utilização pedagógica concreta. A formação deve procurar apoiar e incentivar a utilização das ferramentas tecnológicas, por parte dos professores; o excesso de informação técnica é muitas vezes contraproducente; deve salientar as preocupações com o equipamento das Escolas: a existência de pessoal com formação técnica capaz (figura do director de instalações ...); os perigos do consumismo das tecnologias (já existe bom software, é importante rentabilizá-lo; generalizar o sistema operativo Linux, ...); a necessidade de atender à especificidade das escolas, na hora de se darem sugestões; Relativamente a este último ponto, foi salientado que os laboratórios e as outras salas equipadas com material informático e ligadas à Internet poderão coexistir no futuro. É importante que se comece por algum lado e os laboratórios têm constituído bons começos... A existência de computadores portáteis e projectores, será importante numa fase intermédia; O documento deve referir claramente que não se pode esperar pelos empurrões do que é admitido nos exames; poderá até lançar pontes para o futuro (máquinas com cálculo algébrico simbólico, por exemplo ...). |
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