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APM Informação nº 48
Na Semana da Matemática vai haver uma videodifusão, feita por José Paulo Viana, na quarta-feira de manhã, e uma vídeoconferência, na terça-feira de manhã, a partir das 10.30h. Para nas escolas se poder visionar qualquer das emissões é necessário preparar os computadores para isso. Sigam as seguintes indicações: o Instalem previamente no computador o "Windows Media Player" (software gratuito). Caso não possuam esta aplicação no computador poderão fazer o download a partir de http://www.uarte.mct.pt/netvideo/software.asp, clicando no icon Get Windows Media Player. o Antes de assistirem às sessões devem testar a aplicação para terem a certeza que está tudo bem. Para isso, basta assistirem a uma videodifusão já realizada pela uARTE ( http://www.uarte.mct.pt/netvideo/arquivo-video/) A vídeoconferência e a videodifusão estão em preparação neste momento, e serão dadas informações complementares à medida que existirem. Isso será feito para os endereços e-mail das escolas ou dos contactos das escolas que conhecemos, e será colocada informação também na página AMM da APM (http://www.apm.pt/apm/amm/home.html). Exposição de Geometria Esteve igualmente exposta em Peso da Régua no âmbito do RealMat, e também em Évora na Escola Secundária Gabriel Pereira, no decurso do EvoraMat2000. A exposição encontrar-se-á nos períodos de 14 a 27 de Março na Escola Secundária Eça de Queirós, nos Olivais, em Lisboa, e de 31 de Março a 14 de Abril na Escola Secundária Conde de Monsaraz, em Reguengos de Monsaraz. Os interessados em visitar esta exposição devem contactar as Escolas onde ela se encontra em exibição. Ilda Rafael de Historia da Matematica 2000 - Ano Mundial da Matematica/500 anos de relações Portugal-Brasil 9 a 12 de Fevereiro de 2000, no Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra Organizado conjuntamente pelo Departamento de Matemática da U.C, pela Sociedade de Professores de Matemática e pela Associação de Professores de Matemática, contou com 210 inscritos, dos quais 40 provenientes do Brasil. A sessão de abertura foi presidida pelo Director da instituição anfitreã. Os trabalhos incluíram conferencias plenárias, conferências e comunicações paralelas, debates e a apresentação de projectos e teses. Pela importância de que se revestiram, acrescentam-se os títulos das conferências plenárias (acompanhados dos respectivos conferencistas) e os temas dos debates: o "Da produção à difusão do Conhecimento Matemático" (Ubiratan DAmbrosio (UNICAMP, Brasil)) o "DAlembert and the vibrating string" (Umberto Bottazzini (Univ. Parma)) o "Les mathématiques à lÉcole polytechnique au XIXe siècle: objectifs et enjeux" (Bruno Belhoste (INRP, Paris)) o "Os Elementos de Euclides: do Grego ao Português Vinte e Três Séculos de Espera" (Irineu Bicudo (UNESP, Barsil)) o "Números p-adicos: origem e aceitação" (Fernando Q. Gouvea (Department of Mathematics, Colby College, USA) o "Sobre algumas ideias geométricas na historia da África central e austral" (Paulus Gerdes (Universidade Pedagógica, Moçambique)) o "Lamentavelmente esquecido": A vida, a obra, e a importância de Álvaro Tomas (Henrique Leitão (Univ. Lisboa)) Os debates incidiram sobre: o "Integração da História no Ensino da Matemática" o "O ensino da Historia da Matemática a nível superior" o "Os matemáticos jesuítas" o "A pós-graduação e a investigação da História da Matemática a nível superior" O dia 10 de Fevereiro foi reservado a uma "Excursão historico-matemática", que pretendeu homenagear os matemáticos Monteiro da Rocha, Gomes Teixeira e Anastácio da Cunha, pelo que os participantes se detiveram no Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e em Valença do Minho. Aos excursionistas foram distribuídas duas edições fac-simile: uma, de 1914, "Biografia de Francisco Gomes Teixeira", da autoria de Rodolfo Guimarães; e outra, a "Carta Fisico-Mathematica", escrita por José Anastácio da Cunha em 1796, na sua edição de 1838. Este dia foi encerrado com um jantar-convívio. Durante toda a semana esteve exposta, num dos átrios do Departamento de Matemática, uma mostra de filatelia matemática. Apesar da entrega de uma volumosa brochura com resumos, está prevista a edição das actas deste encontro. Em todos os intervalos, quer da manhã quer da tarde, os participantes no encontro tinham à sua disposição um serviço de cafetaria inteiramente gratuito, montado especialmente para o momento, num dos átrios do Departamento e no dia 8 teve lugar o jantar oficial do encontro, no Grill D. Dinis. Precedendo o encontro, foram disponibilizados Mini-Cursos de História da Matemática cada um deles com duração de 9 horas e lotação de 20 lugares, subordinados aos títulos seguintes o "Uma Introdução à Matemática Platónica" (John Fossa (Dep. Matemática, UFRN Natal, Brasil) o "Atividades históricas para o ensino de conceitos trigonométricos" (Iran Abreu Mendes (Dep. Matemática, Univ. do Estado do Para, Brasil)). o "Pequena historia do ensino da matemática em Portugal" (Jaime Carvalho e Silva (Dep. Matemática, Univ. Coimbra, Portugal) o "Novos métodos matemáticos no século XVII" (Carlos Sa (Dep. Matemática, Univ. Porto, Portugal) o "História da Matemática pelos seus mestres" Paulo A. J. Oliveira (Dep. Educação, Univ. Lisboa, Portugal) Nos inicialmente 6 cursos previstos, dos quais apenas se realizaram os anteriormente referidos, inscreveram-se 110 pessoas. Maria José Costa Trata-se de um assunto reconhecido como de importância primordial na formação para a cidadania, mas que, em Portugal, está longe de ter o lugar que merece nos currículos do ensino básico e secundário. O Encontro congregou cerca de 600 participantes, professores dos ensinos básico e secundário e de universidades e escolas superiores de educação, portugueses, espanhóis, brasileiros, argentinos, cubanos e mexicanos. Tratou-se de uma iniciativa conjunta da Sociedade Portuguesa de Estatística, da Associação de Professores de Matemática e dos Departamentos de Educação e Estatística e de Investigação Operacional da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Contou com a presença de dois especialistas internacionais reconhecidos, a Profª. Carmen Batanero, da Universidade de Granada, Espanha, e o Prof. Peter Holmes, da Universidade de Nottingham Trent, Inglaterra. Foram apresentadas numerosas comunicações por parte de professores e investigadores, relatando experiências de ensino e resultados de pesquisa sobre as aprendizagens dos alunos e foram debatidos os temas do currículo e da formação de professores. No encerramento, estiveram presentes os Directores dos Departamentos de Educação Básica e do Ensino Secundário. Os trabalhos mostraram que a Estatística tem uma importância reduzida nos actuais currículos. No ensino secundário é particular-mente flagrante a ausência de atenção ao processo de inferência. No ensino básico, não são estudadas ideias importantes como as medidas de dispersão, a noção de amostra, o estudo das características globais dos dados, para além de não valorizar os novos métodos de análise de dados. Além disso, ambos os currículos evidenciam uma orientação fortemente computa-cional, não dando a conhecer aos alunos, como seria de desejar, o papel da Estatística nos processos de delineamento e realização de projectos de pesquisa e na realização de inferências. Foi também demonstrado que os alunos revelam, por vezes, ideias incorrectas neste campo, dando, com mais frequência do que seria de esperar, respostas erradas a diversas questões envolvendo as mais simples medidas de tendência central e evidenciando falta de flexibilidade para seleccionar a representação mais adequada a cada caso. As dificuldades dos alunos incluem a própria noção geral do que é a Estatística que, para muitos, parece ser apenas um capítulo da disciplina de Matemática onde "se calculam médias e se fazem gráficos". Finalmente, um outro ponto abordado no encontro foi o da formação de professores que, no nosso país, não se tendem a interessar por este tema que é, normalmente, o primeiro assunto a ser sacrificado quando é necessário fazer cortes no programa. Sendo a aprendizagem de noções funda-mentais de Estatística e do seu papel nos processos de pesquisa e análise de dados fundamental nos objectivos da educação para a cidadania, torna-se imperioso fomentar uma atitude bem mais positiva em relação a esta área, o que coloca um importante desafio às autoridades educativas, às instituições de formação, às associações profissionais e, sobretudo, aos próprios professores. João Pedro da Ponte |
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