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APM Informação nº 45
Devemos ser mais activos nas nossas críticas em termos de comunicação social e fazer aí eco das nossas posições. O ministério agradece. Quando questionarmos alguma decisão ou a falta dela é bom apresentar também algumas sugestões e alternativas. Seja porque se defende a crítica construtiva, seja porque se espera dos parceiros que contribuam activamente para a tomada de decisões, o ministério aguarda e deseja os nossos contributos. Muita coisa não muda nas escolas porque os intervenientes directos, os professores, não querem. Há descentralização através das direcções regionais, há autonomia nas escolas, há muitas margens de liberdade. Cabe aos professores exigir e fazer no sentido de ter a organização escolar que desejam. E aqueles que são mais activos devem desenvolver uma acção pedagógica junto dos colegas, dos pais e das instâncias da administração. Estes são os ventos da mudança. Cada vez mais o papel dos professores se multiplica por acções muito diversas. Quando defendemos o trabalho colaborativo, a reflexão sobre a práticas, a intervenção, a diversidade de acções na escola, a reorganização de espaços e tempos curriculares, a produção e divulgação de materiais, não estamos no caminho do bom comportamento que esperam de nós? A profissão de professor é cada vez mais exigente. O aceitar dessa exigência para connosco próprios passa também por sermos cada vez mais exigentes com aqueles que nos tutelam. Para superprofessores não serão necessários supermi-nistérios? Cristina Loureiro Irene Segurado |
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