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APM Informação nº 44
Reunião do C. Nacional
Conheça a APM!
Inauguração da sede do Porto
Semana da Matemática nas Escolas da Benedita
Aventura no País da Matemática
Onde "pode ir" com as pág. www APM?
Reunião do C. Nacional
Ano Internacional da Matemática
Centro de Formação
A vida da APM em notícias breves
Calculadoras gráficas, exames e grandes inquietações
O uso eficaz de computadores para o ensino pode permitir a qualidade de ambiente de ensino/aprendizagem porque suspira a maioria dos professores, enquanto lutam com as restrições das condições da sala de aula e dos currículos tradicionais. (James Fey, cadernos de Educação e Matemática nº 2, p. 72)
Estas afirmações não são do domínio da opinião, trata-se de um texto de 1988 que é uma revisão de literatura sobre a investigação e as experiências realizadas até então e que foi considerada como uma das mais completas neste domínio.
Muitos de nós aderimos de alma e coração à utilização da tecnologia gráfica no ensino da Matemática. Não tenho qualquer espécie de dúvida de que o fazemos porque vemos nesta utlização uma forma de tornar a matemática mais interessante, mais viva e mais construtiva. Por estas razões mais estimulante para todos os alunos e também para nós professores. O investimento de muitos professores em metodologias centradas na utilização da tecnologia gráfica tem sido notável e por isso começamos a acreditar que vemos uma luz ao fundo do túnel.
Mas afinal é tão fácil apagar essa luz. Basta uma prova de exame cuja lógica de construção desvalorize o recurso à calculadora, gráfica e científica. Neste momento muitos professores consideram que poderão estar a enganar os seus alunos porque há métodos nobres e outros que têm menos valor. Porque afinal o que serve para aprender, e que permite resolver muitas situações e problemas interessantes e com significado, não é o que se pede no exame. Aí o que é preciso é mostrar que se dominam as velhas técnicas de cálculo, quantas vezes despidas de qualquer sentido, e que se treinam graças a horas a horas de trabalho árido.
Este ano fechou-se um primeiro ciclo de provas de exame de 12º ano, em que os alunos já podiam recorrer à calculadora gráfica durante a prova. No próximo ano teremos pela primeira vez exames de 12º ano para alunos que aprenderam com um programa ajustado em que é obrigatória a utilização da calculadora gráfica. Tanto no ano passado como este ano, os alunos que recorreram à calculadora foram penalizados. Ou simplesmente o método gráfico era desvalorizado ou tinham que explicar tudo o que tinham feito de forma exaustiva e minuciosa.
Torna-se urgente o debate, amplo e participado, sobre a utilização da tecnologia gráfica. O que está em causa não é o recurso a estes poderosos instrumentos, mas sim o tipo de questões que faz sentido propor e o tipo de respostas que se devem esperar e aceitar quando os alunos os utilizam. Neste sentido, a APM abriu já um fórum de discussão na internet e vai procurar incentivar um debate alargado entre os professores de Matemática.
O que está em causa não são só algumas décimas na classificação de alguns alunos. E mesmo se assim fosse a questão já era grave!
O que está em causa é toda a inovação no ensino da Matemática que tem como principal objectivo uma melhoria da aprendizagem desta disciplina e a sua valorização na formação de alunos matematicamente letrados e que reconheçam o papel da matemática no desenvolvimento científico e tecnológico. E não tenhamos ilusões, o problema é também social.
Cristina Loureiro
Conheça a APM!
- Se um sócio da APM perdeu o primeiro anúncio do ProfMat e quer saber a morada, o que faz? Telefona para a sede nacional. E se não recebeu a revista e tem a certeza que pagou as quotas? Telefona para a APM. E se quer comprar cubos de acrílico, ou requisitar uma exposição? Telefona para a APM. Ou envia um e-mail. Muitos sócios, recebem respostas, encomendas, a revista, o cartão de sócio e não sei se imaginam um grande computador a fazer tudo isto... ou mesmo alguns robots... Resolvemos por isso dar a conhecer a Celeste, a Glória e a Susana, as três funcionárias da APM que trabalham na sede (ajudadas a tempo parcial por Ana Pereira). Embora, como é natural numa associação, existam muitas centenas de sócios que cooperam entre si, voluntariamente, em diversas medidas, no trabalho profissional da APM (grupos de trabalho, núcleos, encontros, publicações periódicas, trabalho de direcção, etc.) a colaboração permanente, na sede nacional, das três funcionárias, é imprescindível, hoje em dia, ao trabalho organizado dos diversos sectores da associação.
- A Celeste (Maria Celeste Ferreira) está na APM desde 1991. Já fez "de tudo", mas ultimamente está mais encarregada de tudo o que envolva dinheiros, "facturação, recibos, depósitos bancários, controle das contas no banco, encomendas, etc. etc.". Diga-se de passagem que entre o ano em que a Celeste entrou para a APM e agora, o movimento da APM passou de cerca de 9000 contos para 130 mil... Isso exigiu transformações no modo de funcionar. "Desde 95 que se faz a contabilidade fora [...] a APM está registada nas Finanças e tem contabilidade organizada". É feita por uma empresa, "mas vai tudo preparadinho, eles só metem no programa de computador". "Antes disso, havia dois professores". Era "uma contabilidade doméstica, feita também com a minha ajuda". Como todas as pessoas que têm que manter dossiers organizados, a Celeste "sofre" um bocadinho com os atrasos no envio dos documentos (" sobretudo dos núcleos...").
Celeste
É também a Celeste que trata do envio das encomendas, fazendo tudo excepto ir pôr ao correio, pois actualmente isso é feito por uma empresa. Celeste lembra-se ainda quando ao fim da tarde "ia de saquinho" ao correio. Compara com os tempos antigos, antes de vir a Glória, em que estava aqui ajudada por uma professora destacada (a Rosário Ribeiro). Depois "a Rosário teve o João" e foram alguns tempos difíceis. Perguntei-lhe como veio para cá. 'Foi a Maria João, irmã da Cristina [Loureiro] que me disse que havia este lugar, numa associação de professores "que não eram muito bons da cabeça". Mas a Celeste disse-lhe que se dava bem com esse tipo de coisas, "porque às vezes sou um bocadinho aéria". E gostou, porque gosta de estar em contacto com as pessoas, e por exemplo "achou muita piada aos materiais do Centro de Recursos". De resto, a Celeste tem muitos outros interesses. A pintura é uma antiga paixão, e depois de 97 tem pintado muito em tela. Não gostava de vender, dava tudo, mas alguém a convenceu que devia mostrar e vender, e fez uma exposição que correu muito bem ("até deu para comprar um carrinho velho..."). É uma actividade que a descansa, quando chega a casa depois de um dia agitado na APM. Embora a preto e branco se percam os azuis muito bonitos da tela seguinte, aqui fica como exemplo.
- É também a Celeste que trata do envio das encomendas, fazendo tudo excepto ir pôr ao correio, pois actualmente isso é feito por uma empresa. Celeste lembra-se ainda quando ao fim da tarde "ia de saquinho" ao correio. Compara com os tempos antigos, antes de vir a Glória, em que estava aqui ajudada por uma professora destacada (a Rosário Ribeiro). Depois "a Rosário teve o João" e foram alguns tempos difíceis. Perguntei-lhe como veio para cá. 'Foi a Maria João, irmã da Cristina [Loureiro] que me disse que havia este lugar, numa associação de professores "que não eram muito bons da cabeça". Mas a Celeste disse-lhe que se dava bem com esse tipo de coisas, "porque às vezes sou um bocadinho aéria". E gostou, porque gosta de estar em contacto com as pessoas, e por exemplo "achou muita piada aos materiais do Centro de Recursos". De resto, a Celeste tem muitos outros interesses. A pintura é uma antiga paixão, e depois de 97 tem pintado muito em tela. Não gostava de vender, dava tudo, mas alguém a convenceu que devia mostrar e vender, e fez uma exposição que correu muito bem ("até deu para comprar um carrinho velho..."). É uma actividade que a descansa, quando chega a casa depois de um dia agitado na APM. Embora a preto e branco se percam os azuis muito bonitos da tela seguinte, aqui fica como exemplo.
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- A Glória (Maria Glória Costa Garcia) entrou para a APM em Setembro de 1992 "no ano do ProfMat dos Açores". Está a acabar o curso de Sociologia, só lhe falta o ano da tese. Quando veio para Lisboa, com 19 anos, tinha a quarta classe, e desde aí tem estudado sempre à noite. Não tem estudado a pensar num emprego futuro, gosta muito de estudar, sociologia foi a sua primeira opção pois não podia ir para informática, não tinha a matemática do 12º ano. Aqui na APM também tem feito de tudo, menos a parte ligada à contabilidade. Agora está encarregada de "sócios e cursos do T3". A Celeste (Maria Celeste Ferreira) está na APM desde 1991. Já fez "de tudo", mas ultimamente está mais encarregada de tudo o que envolva dinheiros, "facturação, recibos, depósitos bancários, controle das contas no banco, encomendas, etc. etc.". Diga-se de passagem que entre o ano em que a Celeste entrou para a APM e agora, o movimento da APM passou de cerca de 9000 contos para 130 mil... Isso exigiu transformações no modo de funcionar. "Desde 95 que se faz a contabilidade fora [...] a APM está registada nas Finanças e tem contabilidade organizada". É feita por uma empresa, "mas vai tudo preparadinho, eles só metem no programa de computador". "Antes disso, havia dois professores". Era "uma contabilidade doméstica, feita também com a minha ajuda". Como todas as pessoas que têm que manter dossiers organizados, a Celeste "sofre" um bocadinho com os atrasos no envio dos documentos (" sobretudo dos núcleos...").
- "Sócios" quer dizer ficheiro de sócios, inscriçoes, alterações de moradas, envio de cartões, etc. "Cursos do T3" quer dizer inscrições em cursos, desistências, certificados, pagamentos a formadores, etc. Também tem tratado do atendimento dos sócios no Centro de Recursos, venda de materiais, etc. Como o APM Informação é lido por todos os sócios da APM, perguntei à Glória se gostava de dizer alguma coisa aos sócios da APM. Respondeu-me: "Enviarem sempre o número de sócio ou o nome completo" (às vezes mandam apenas o cheque "em nome do marido" e depois é precisa uma investigação...) e "participarem cada vez mais nas actividades da APM" .
- A Susana (Maria Susana de Oliveira Gomes Nunes) e está na APM desde 1997. Estava a terminar um trabalho no Instituto de Inovação Educacional e disseram-lhe que aqui precisariam de uma pessoa para um trabalho pontual. veio realmente para o "Matemática 2001" transcrever entrevistas, depois acabou por participar noutras tarefas e passou a tempo inteiro. Tem o curso de Sociologia. Gostaria de fazer uma pós-graduação e aqui não só há facilidades em termos de horário "como compreensão das pessoas". Gosta muito do ambiente de trabalho e do próprio trabalho, que é variado.
Diga-se desde já que a Susana, embora apenas há dois anos na APM, se adaptou rapidamente ao "estilo da APM" e é também hoje um elemento essencial na organização do trabalho de secretariado da APM. Move-se à vontade na imensa burocracia do Foco dá apoio a todo o trabalho do Centro de Formação e faz o secretariado da revista Educação e Matemática.
- Diga-se desde já que a Susana, embora apenas há dois anos na APM, se adaptou rapidamente ao "estilo da APM" e é também hoje um elemento essencial na organização do trabalho de secretariado da APM. Move-se à vontade na imensa burocracia do Foco dá apoio a todo o trabalho do Centro de Formação e faz o secretariado da revista Educação e Matemática.
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