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Evolução cronológica do cálculo de pi

Ainda não se conhecem todos os segredos que pi esconde. Ao longo dos tempos, diferentes civilizações tentaram calcular a célebre razão circular, com maior ou menor precisão. Foram os avanços da teoria matemática e da tecnologia que permitiram o progresso no cálculo de pi. Apresenta-se a seguir uma cronologia de pi (adaptada da obra de David Blatner 'The Joy of pi', 1997), onde é curioso notar a diferença entre diversas civilizações e a aceleração, em relação ao número de dígitos, que se foi verificando, até chegarmos à possibilidade de associação de utilizadores da Internet à descoberta de dígitos.
c. 2000 a. C. Os babilónios utilizam pi=3 1/8; os egípcios usam pi=(256/81)=3,1605.
c. 1100 a. C. Os chineses empregam pi=3.
c. 550 a. C. O Antigo Testamento afirma que pi=3.
séc. III a. C. Arquimedes determina que 3 10/71<pi<3 1/7.
séc. II d. C. Cláudio Ptolomeu utiliza pi=3° 8' 30"=377/120=3,14166...
séc. III d. C. Wang Fau utiliza pi=142/45=3,1555...
263 d. C. Liu Hui emprega pi=157/50=3,14.
c. 450 Tsu Ch'ung-chih acha 355/113.
c. 530 Aryabhata usa pi=62832/20000=3,1416.
c.650 Brahmagupta utiliza pi=&Mac195;10=3,162...
1220 Leonardo de Pisa (Fibonacci) descobre pi=3,141818...
1593 Adriaen Romanus calcula pi com 15 casas decimais.
1596 Ludolph Van Ceulen calcula pi com 32 casas.
1610 Van Ceulen amplia o cálculo para 35 casas decimais.
1663 Muramatsu Shigekiyo descobre sete dígitos correctos no Japão.
1665-66 Isaac Newton calcula pi com 16 casas decimais pelo menos; resultado apenas publicado postumamente em 1737.
1699 Abraham Sharp calcula pi com 72 casas decimais.
1706 John Machin calcula pi com 100 casas; William Jones usa o símbolo pi
1713 A corte chinesa publica o Su-li Ching-yun, que tem pi representado com
19 dígitos.
1719 Thomas Fantet de Lagny calcula pi com 127 casas.
1722 Takebe Kenko descobre 40 dígitos no Japão.
Georg Vega calcula pi com 140 casas decimais.
1844 L. K. Schulz von Stassnitzky e Johann Dase calculam pi com 200 casas,
em dois meses.
1855 Richter calcula pi com 500 casas decimais.
1873-74 William Shanks publica os seus cálculos de pi com 707 casas decimais.
1874 Tseng Chi-hung descobre 100 dígitos na China.
1945 D. F. Ferguson descobre que o cálculo de Shanks está errado, a partir da
527ª casa.
1946 Ferguson calcula 808 casas, com recurso a uma calculadora de secretária,
um feito que demorou cerca de um ano.
1949 O ENIAC computa 2037 casas decimais em setenta horas.
1955 O NORC computa 3089 casas decimais em treze minutos.
1959 O IBM 704 (Paris) computa 16167 casas decimais.
1961 Daniel Shanks e John Wrench utilizam o IBM 7090 (Nova Iorque) para
computarem 100200 casas decimais, em 8,72 horas.
1966 O IBM 7030 (Paris) computa 250000 casas decimais.
1967 O CDC 6600 (Paris) computa 500000 casas decimais.
1973 Jean Guilloud e M. Bouyer usam um CDC 7600 (Paris) para computarem
1 milhão de casas decimais, em 23,3 horas.
1983 Y. Tamura e Y. Kanada usam um HITAC M-280H para computar 16
milhões de dígitos em trinta horas.
1988 Kanada computa 201326000 dígitos num Hitachi S-820, em seis horas.
1989 Os irmãos Chudnovsky acham 480 milhões de dígitos; Kanada calcula 536
milhões de algarismos; os Chudnovsky calculam 1 milhar de milhão de
dígitos.
1995 Kanada computa 6 mil milhões de dígitos.
1996 Os irmãos Chudnovsky computam mais de 8 milhares de milhão de
dígitos.
1997 Kanada e Takahashi calculam 51,5 milhares de milhão (3¥234) de dígitos
num Hitachi SR2201, em pouco mais de 29 horas.

Para continuar pode visitar http://www.loria.fr/~zimmerma/records/primes.html


Ultima actualização:05 de junho de 2003 | ©Associação de Professores de Matemática
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